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SÃO PAULO/SP - O prazo para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) pedirem a devolução de descontos indevidos de mensalidades associativas em benefícios previdenciários termina nesta sexta-feira (19) no caso de quem pretende buscar atendimento nos Correios.

Para quem vai fazer a contestação dos valores no aplicativo ou site Meu INSS a data final é sábado (20). O governo federal já pagou, por meio do acordo administrativo, R$ 3,2 bilhões a mais de 4,7 milhões de segurados que contestaram os descontos.

Os Correios afirmam que atenderam, desde 30 de maio, mais de 8 milhões de segurados em cerca de 5.000 unidades no país. O horário de funcionamento varia conforme a unidade. Nas capitais, em geral, é das 8h às 18h.

A Previdência Social não informou se há possibilidade de adiar o prazo. Esse adiamento já ocorreu em outras ocasiões, a última delas em março deste ano. Segundo o INSS, dia 20 é a data-limite para fazer a contestação do desconto e tentar o ressarcimento. Há ainda outras etapas até que seja feito o depósito.

No Meu INSS, o pedido poderá ser feito até o fim do sábado. No caso da contestação por meio da Central Telefônia 135, haverá limitação de atendimento nesta sexta-feira (19), por conta do jogo do Brasil contra o Haiti, às 21h30. Neste caso, o atendimento humano será feito até 20h30. Depois desse horário, os segurados conseguem ser atendidos apenas por meio dos serviços automáticos.

O ressarcimento vale para descontos feitos entre março de 2020 e março de 2025. Para ter direito à devolução, o segurado deve verificar se houve cobrança de mensalidade associativa no benefício e informar ao INSS se autorizou ou não o desconto.

COMO PEDIR O VALOR DE VOLTA NOS CORREIOS?

Aposentados e pensionistas devem procurar agências dos Correios para buscar ajuda com a consulta e o pedido de devolução de descontos indevidos. É preciso levar um documento de identificação oficial com foto. O beneficiário não precisa levar extrato do INSS ou número do benefício.

COMO FAZER O PEDIDO DE RESSARCIMENTO NO MEU INSS?

Entre no site ou aplicativo Meu INSS Informe seu CPF e a senha cadastrada Siga para "Do que você precisa?" Digite: "Consultar descontos de entidades associativas" Na página seguinte, clique em "Consultar descontos - Meus benefícios" Caso tenha descontos, marque se foram ou não autorizados Informe email e telefone para contato Declare se os dados são verdadeiros Confirme as informações no botão "Enviar Declarações"

COMO FUNCIONA A DEVOLUÇÃO?

O primeiro passo é registrar a contestação do desconto. Depois disso, a entidade responsável pela cobrança tem até 15 dias úteis para responder. Caso não haja resposta ou se a documentação apresentada for considerada irregular -como assinaturas que o segurado não reconhece ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos- o sistema libera automaticamente a opção para o beneficiário aderir ao acordo de ressarcimento.

Após a adesão, o pagamento é feito diretamente na conta em que o benefício é depositado, em até três dias úteis. Em entrevista ao programa "Bom dia, Ministro", em 20 de maio, o ministro da Previdência, Wolney Queiroz reforçou que a prorrogação do prazo em março e disse que o governo federal pretende pagar a todos até junho. Ele não informou se haverá nova prorrogação, mas por ser ano eleitoral, poderá haver limitações.

"Até 20 de junho, a gente está devolvendo a todo mundo que tiver direito e que nos procurar." Os descontos devem ser contestados por meio do Meu INSS, pela Central Telefônica 135 ou nos Correios.

O pedido de "busca ativa", segundo Wolney, foi feito pelo próprio presidente Lula (PT). "O presidente Lula, quando me escalou para ocupar o cargo no auge da maior crise do INSS e da Previdência Social, fez uma recomendação clara: cuidar dos aposentados, não deixar ninguém no prejuízo, não deixar ninguém para trás."

O QUE ACONTECE SE O SEGURADO NÃO ADERIR AO ACORDO?

O INSS informou que a adesão ao acordo é uma opção de segurado. Se ele não quiser aderir, é um direito. Neste caso, segundo especialistas, será preciso buscar o Judiciário para conseguir o valor de outra forma. O aposentado ou pensionistas precisará provar que teve descontos indevidos em seu benefício e não autorizou a entidade associativa a realizá-los. O pagamento, nestes casos, costuma demorar.

POR QUE O INSS ESTÁ PAGANDO VALORES A APOSENTADOS E PENSIONISTAS?

O pagamento dos valores descontados de segurados está sendo feito após o instituto fechar acordo no STF (Supremo Tribunal Federal) por conta da investigação envolvendo descontos ilegais em aposentadorias em pensões por sindicatos e associações.

O acordo judicial foi fechado em julho de 2025. Os descontos teriam sido realizados por meio de atos fraudulentos e destinados a entidades associativas. O ressarcimento deverá ser feito diretamente na conta em que o segurado recebe a aposentadoria ou pensão.

 

 

por Folhapress

Redação de Anna Julia Barreto da Silva, de 13 anos, conquistou o 1º lugar na fase estadual do concurso; na etapa nacional, a aluna Liz Medeiros Mota, de Brasília, foi a vencedora 

 

PORTO FERREIRA/SP - A estudante Anna Julia Barreto da Silva, de 13 anos, do 8º ano do Colégio Cooperativo, da cidade de Porto Ferreira/SP é a vencedora da etapa estadual da 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas, promovido pela União Postal Universal (UPU), com sede em Berna, na Suíça, e realizado no Brasil pelos Correios. A aluna e a escola receberão premiações nos valores R$ 1.725 mil e R$ 1.875 mil, respectivamente, além de certificados. O concurso ocorre em quatro etapas: escolar, estadual, nacional e internacional – esta última coordenada pela UPU.

O objetivo é estimular a alfabetização, a criatividade e o desenvolvimento da escrita de crianças e adolescentes, por meio da redação de cartas, incentivando a reflexão crítica sobre temas contemporâneos. "Hoje parece que estamos sempre disponíveis, mas raramente presentes. Estamos cercados por mensagens, notificações e atualizações constantes, mas isso não significa que estamos verdadeiramente conectados. Mutas vezes, respondemos sem pensar, apenas para não deixar uma conversa 'pendente', como se falar tivesse se tornado uma obrigação, e não um desejo", diz um dos trechos da redação de Anna Julia.

Etapa nacional - Liz Medeiros Mota, de 12 anos, do Colégio The British School of Brasília, é a vencedora da etapa nacional da 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas. A aluna e a escola receberão premiações no valor de R$ 7,5 mil e R$ 7.875 mil, respectivamente, além de certificados e troféus.  O tema desta edição  “Escreva uma carta a um amigo explicando a importância das relações humanas em um mundo digital” — convidou os participantes a refletirem sobre seus vínculos e sobre como a comunicação pode promover empatia, gentileza e compreensão em uma sociedade cada vez mais mediada por telas. Na redação vencedora, Liz aborda a importância das relações humanas com sensibilidade e criatividade, dialogando com o universo de Alice no País das Maravilhas. A autora constrói paralelos entre a obra literária e a realidade contemporânea para refletir sobre solidão, pressa, superficialidade e pertencimento nas interações digitais.

Surpresa com o resultado, Liz destacou a qualidade da competição. “Fiquei muito feliz com o resultado, mas também um pouco surpresa, porque sabia que o nível era muito alto e que havia muitos textos bons de alunos mais velhos”, afirmou. Para a estudante, o concurso foi mais do que uma disputa. “Foi um sentimento especial de ver que uma ideia que começou só comigo conseguiu chegar a outras pessoas e outros lugares. Mais importante do que ganhar foi perceber que não era só sobre ganhar, mas ser ouvida e compreendida, e eu acho que eu fui e isso é o que me deixa mais feliz”, completou. Segundo a aluna, a mensagem central de sua carta trata do desejo de pertencimento e dos riscos de tentar se encaixar em padrões impostos no ambiente digital. Ao lembrar a cena em que rosas brancas são pintadas de vermelho para agradar à Rainha de Copas, Liz traça um paralelo com o uso de filtros e máscaras sociais nas redes. “Quis mostrar que relações verdadeiras não acontecem quando todos tentam ser iguais, mas quando cada um pode ser quem é, sem medo de não ser aceito ou julgado por ser diferente”, explicou.

Por meio do Concurso Internacional de Redação de Cartas, os Correios reforçam seu compromisso com a responsabilidade social e com o incentivo à educação. O desempenho consistente do Brasil no certame também evidencia a contribuição da iniciativa para ampliar a representatividade do país no cenário internacional, promovendo a formação cidadã de jovens estudantes. Do ponto de vista postal, as cartas seguem como um símbolo poderoso de conexão humana. Escrever uma carta exige tempo, cuidado e intenção, permitindo a troca de experiências e emoções de forma profundamente pessoal. Nesse processo, destaca-se também o papel dos carteiros, que, ao levar mensagens a diferentes lugares, ajudam a fortalecer laços de confiança, solidariedade e pertencimento entre pessoas e comunidades.

O segundo e o terceiro lugares da etapa nacional ficaram com Luísa Scarpa Zanon, de 13 anos, do Colégio e Curso Gauss, de Barreiras (BA), e Nina Allers de Freitas, de 14 anos, do Colégio Espaço Verde, de Volta Redonda (RJ). As estudantes receberão prêmios de R$ 6 mil e R$ 4,5 mil, respectivamente, enquanto as escolas serão contempladas com R$ 6.375 mil e R$ 4.875 mil, além de certificados e troféus. Nesta edição, os Correios também concederão menção honrosa aos alunos e às escolas que conquistaram o 4º lugar, Victor Hugo da Cunha, de 10 anos, da 1ª Escola de Tempo Integral Laudimiro de Jesus Tormin, Luziânia/GO, o 5º lugar, Neianne da Silva Souza, de 15 anos, do Colégio Salesiano São José, Natal/RN e o 6º lugar, João Pedro Weirich Almeida, de 14 anos, do Colégio Farroupilha, Porto Alegre/RS, com a entrega de certificados e um kit especial de selos.

 

Todas as informações sobre a 55ª edição do Concurso Internacional de Redação de Cartas estão disponíveis no site dos Correios.

Oportunidade une capacitação e atividades práticas na maior empresa pública do país

 

BRASÍLIA/DF – As inscrições para o Programa Jovem Aprendiz dos Correios começam nesta segunda-feira (23). Ao todo, estão disponíveis 548 vagas (quadro de vagas), além de cadastro reserva, para todo o país. Podem se candidatar estudantes com idade entre 14 e 21 anos completos no ato da contratação, que estejam cursando, no mínimo, o 9º ano do Ensino Fundamental. As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site dos Correios até o dia 11 de abril de 2026.

Do total de vagas ofertadas, 10% são destinadas a pessoas com deficiência, 25% a candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos, 3% para indígenas e 2% para quilombolas.

O processo seletivo considerará critérios socioeconômicos informados no formulário de inscrição eletrônica, priorizando jovens em situação de vulnerabilidade social. A pontuação e demais regras estão detalhadas no edital.

A jornada de trabalho será de 20 horas semanais, distribuídas em quatro horas diárias, com atividades teóricas, realizadas em entidade qualificada em formação técnico-profissional, e práticas, desenvolvidas nos Correios. Os jovens aprendizes selecionados receberão salário-mínimo-hora, conforme o piso salarial de cada estado, além de vale-transporte, vale-refeição ou alimentação e uniforme.

Em 15 anos do programa, milhares de jovens tiveram a oportunidade de conquistar a primeira experiência profissional na maior empresa pública do país, com vivência prática aliada à capacitação e à preparação para o mercado de trabalho.

O processo seletivo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado uma única vez por igual período. Todas as informações estão disponíveis no site dos Correios.
 

 

SÃO CARLOS/SP - Os moradores da região do Varjão, incluindo o Condomínio Leila, Quinta da Felicidade e Tibaia de São Fernando I e II, além do Recreio Campestre, aguardam há mais de 30 anos pela regularização da entrega de correspondências em suas residências. A ausência desse serviço essencial sempre gerou insegurança, atrasos e dificuldades para o recebimento de documentos, contas e encomendas.

Desde o início de seu mandato, o Vereador Bruno Zancheta (REPUBLICANOS) tem trabalhado diretamente com a Superintendência dos Correios em Bauru para buscar uma solução definitiva. Entre as exigências apresentadas pelos Correios estavam o emplacamento das ruas e a numeração oficial dos lotes, etapas que já foram integralmente cumpridas.

A iniciativa é considerada de grande importância para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Além de garantir mais dignidade, a regularização da entrega postal facilita o acesso a serviços, aumenta a segurança e reduz a dependência de pontos alternativos ou da entrega informal.


O vereador destacou o empenho da comunidade e a relevância desse avanço:“Estamos muito próximos de um desfecho positivo. Foram anos de espera e muitos encaminhamentos por parte dos moradores, e agora, com todas as exigências cumpridas, estamos confiantes de que finalmente essas famílias terão acesso ao serviço postal regularizado. Seguiremos acompanhando de perto até que a entrega seja oficialmente iniciada”, afirmou Bruno Zancheta.

A expectativa agora é pela confirmação final dos Correios, o direito básico de receber correspondências em casa

BRASÍLIA/DF - Os Correios decidiram fatiar a contratação do empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a empresa em mais de uma operação, em uma tentativa de atrair mais instituições financeiras e reduzir os custos de financiamento.

Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana, que reduz consideravelmente o risco de perdas para as instituições financeiras, pois a União paga as prestações em caso de inadimplência.

Procurados, os bancos não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, as instituições disseram não comentar casos específicos.

A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Até o fim de 2025, o rombo só neste ano deve alcançar R$ 10 bilhões -no primeiro semestre, o saldo já ficou negativo em R$ 4,4 bilhões.

Projeções feitas pela companhia e apresentadas ao governo indicam que, sem recursos novos, a situação da estatal pode se agravar. O prejuízo pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, uma vez que os contratos com fornecedores preveem pagamento de multas em caso de atraso –ou seja, um ônus extra para uma empresa já em dificuldades.

O rombo poderia alcançar valores ainda maiores, na casa de R$ 70 bilhões, daqui a cinco anos. Nesse cenário extremo, a empresa estaria em condição de falência e precisaria inclusive demitir empregados, arcando com os custos trabalhistas desses desligamentos (por isso um valor até maior do que hoje é a despesa anual da estatal).

Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.

Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle.

Além disso, as instituições financeiras pleitearam uma taxa de comissão de 5% pela estruturação da operação, o equivalente a R$ 1 bilhão. Nos empréstimos concedidos a estados e municípios com garantia da União, esse percentual costuma ser de 1%.

Segundo os interlocutores ouvidos pela reportagem, desde o anúncio da estratégia de socorrer os Correios via empréstimo com garantia da União, outros bancos (nacionais e estrangeiros) demonstraram interesse em conceder financiamento à empresa. Por isso, o comando da companhia decidiu fazer uma nova rodada de negociação, agora mais ampla.

Os bancos já foram comunicados das novas condições. O valor de R$ 20 bilhões foi mantido, mas, em vez de solicitar as condições da proposta (como a taxa de juros), a companhia vai perguntar às instituições financeiras quanto elas aceitam emprestar ao custo de até 120% do CDI.

Sob esse desenho, o socorro pode acabar sendo pulverizado em várias operações de crédito com diferentes bancos. Se o valor ofertado não chegar aos R$ 20 bilhões, é possível que a empresa faça uma primeira leva de financiamentos com menor volume e volte ao mercado mais adiante para obter novos recursos.

O Executivo já entrou na mira de órgãos de controle e de parlamentares da oposição pela decisão de colocar a União como fiadora do empréstimo, em vez de fazer um aporte direto de recursos (o que exigiria espaço no Orçamento e também nas regras fiscais). Se a operação ainda assim tiver um custo elevado, isso poderia virar munição no embate político e jurídico.

A avaliação é de que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação do financiamento e deixe a companhia com o caixa sangrando por mais algumas semanas. Enquanto isso, o pagamento a fornecedores deve seguir represado, mas não há, segundo técnicos, risco de atraso no pagamento de salários de funcionários. A expectativa é que, mesmo com a demora, seja possível fechar a contratação até o fim de 2025.

Inicialmente, a Caixa Econômica Federal também participava das conversas para integrar o sindicato de bancos para financiar os Correios. Segundo duas pessoas, no entanto, a instituição não enviou proposta.

Nos bastidores, a Caixa era o banco que mais manifestava resistências à operação. No início, isso era atribuído à tentativa frustrada do comando da instituição de influenciar a escolha do sucessor de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios que deixou o cargo em setembro. O nome escolhido pelo governo, com o apoio do ministro Rui Costa (Casa Civil), foi o de um funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Rondon.

Mesmo após a troca na gestão da empresa, a Caixa continuou apontando dificuldades técnicas em participar da operação.

O plano de reestruturação da empresa é tido como o "ponto central" para sustentar a decisão dos bancos sobre a capacidade de recuperação da empresa e, consequentemente, a viabilidade do pagamento das prestações. Embora a crise seja financeira, ela é vista como fruto de um problema estrutural de gestão, semeado pelos aumentos sequenciais de custos e pela estratégia deficiente de negócio.

 

 

por Folhapress

SÃO PAULO/SP - Na segunda-feira (16), os aposentados e pensionistas que questionaram a cobrança de mensalidades associativas em seus benefícios previdenciários já podem verificar, presencialmente, nas agências dos Correios, as respostas das associações e sindicatos que receberam os valores descontados com autorização do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O atendimento presencial é uma alternativa para os beneficiários do Regime Geral da Previdência Social que já contestaram os descontos e que não conseguirem ou quiserem utilizar o aplicativo Meu INSS – no qual as respostas das entidades acusadas de promoverem descontos não autorizados começaram a ser disponibilizados no último dia 9.

Nas agências dos Correios, além acompanhar o resultado das contestações já apresentadas, é possível consultar se houve algum desconto em seus benefícios; contestar descontos não autorizados; analisar documentos enviados por associações e/ou receber protocolo de atendimento com orientações para continuar acompanhando pelo 135 ou pelo aplicativo Meu INSS.

As justificativas das associações e sindicatos estão sendo liberadas aos poucos, já que elas têm 15 dias úteis para responder a cada uma das contestações repassadas pelo INSS.

Se a entidade não entregar ao instituto documentos que comprovem que o aposentado ou pensionista se filiou e autorizou o desconto da mensalidade associativa de seu benefício previdenciário, o INSS vai iniciar um processo de cobrança para que a entidade devolva os valores descontados ilegalmente à pessoa prejudicada. Nestes casos, o reclamante não precisa fazer nada além de acompanhar o andamento de seu pedido de esclarecimento/ressarcimento pelo aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

Já se a associação ou sindicato responder ao INSS dentro do prazo de 15 dias, alegando ter os documentos necessários ou ter efetuado a cobrança com base em decisão judicial, o aposentado ou pensionista interessado precisa se manifestar em, no máximo, 30 dias a partir da data de recebimento da resposta, informando ao instituto se concorda ou não com as alegações da entidade.

Neste caso, o aposentado ou pensionista pode se manifestar por meio do aplicativo Meu INSS ou pessoalmente, em uma das agências dos Correios. A lista de agências habilitadas está disponível no site dos Correios e no site do INSS. Também é possível constatar a relação pelo número 135.

Importante destacar que para conhecer o inteiro teor das respostas das entidades, o aposentado ou pensionista precisa acessar o Meu INSS ou ir pessoalmente a uma unidade habilitada dos Correios, já que, por telefone, não é possível visualizar a documentação apresentada pelas partes.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

PORTO ALEGRE/RS - Os Correios doaram 21,5 mil livros para o Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Rio Grande do Sul, depois da situação de calamidade pública devido às chuvas volumosas que atingiram o estado, em maio deste ano.

As obras doadas pela empresa pública são de diversas áreas do conhecimento, como administração, biografias, espiritualidade, filosofia, história, literatura, matemática, psicologia e sociologia.

O primeiro lote de livros foi entregue na terça-feira (9), ao Instituto Cervantes de Porto Alegre (RS), organização sem fins lucrativos vinculada ao governo da Espanha. A instituição de ensino fará a triagem e a distribuição do material a 44 bibliotecas de escolas públicas afetadas pelas cheias.

Os títulos pertenciam ao acervo das bibliotecas dos Correios nos Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, além da região metropolitana de São Paulo e estavam armazenados no campus da Universidade Corporativa dos Correios, em Brasília.

 

Recomposição de acervo

Outra ação promovida para recomposição do acervo de 138 bibliotecas escolares destruídas pelas enchentes, nos municípios gaúchos, é a campanha Mochila Cheia, coordenada pela Secretaria da Educação (Seduc) do Rio Grande do Sul.

A lista completa dos livros aceitos para doação está disponível no site da Seduc.

Em Porto Alegre, o ponto de coleta da campanha é a Escola Estadual Maria Thereza da Silveira, que funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 16h. No interior do estado, as doações são organizadas pelas respectivas coordenadorias Regionais de Educação.

 

Distribuição de kits escolares

A Campanha Mochila Cheia também entregou, na quinta-feira (11), os primeiros kits escolares para crianças e jovens atingidos pelas enchentes, montados a partir das doações de pessoas físicas e jurídicas, como entidades, associações e instituições da sociedade civil.

Os primeiros beneficiados foram os estudantes abrigados no Centro Esportivo Sesi Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre.

A meta da Secretaria da Educação estadual é reunir mais de 100 mil kits escolares completos para garantir que os estudantes possam acompanhar as aulas em boas condições.

Até o momento foram doados cerca de 217 mil itens – incluindo mochilas, cadernos, lápis de cor, canetas hidrocor, apontadores, giz de cera, canetas, estojos, lápis preto, lapiseiras, caixas de grafite, borrachas, calculadoras, réguas e garrafas squeezes.

As equipes da secretaria selecionam e organizam os donativos, conforme a idade e a série escolar dos beneficiários.

 

 

Por Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil

EUA - Os Correios dos Estados Unidos registraram um prejuízo de US$ 6,5 bilhões em seu ano fiscal recém-concluído. A empresa havia projetado que alcançaria o equilíbrio financeiro no ano fiscal encerrado em 30 de setembro, com a expectativa de obter lucros anuais a partir deste ano. As informações são de reportagem da CNN.

Os resultados decepcionaram porque a empresa teve um aumento na receita no início deste ano. O diretor-geral dos Correios, Louis DeJoy, atribuiu a perda à inflação, que elevou os custos de suas operações.

“Estamos apenas nos estágios iniciais de uma das maiores transformações organizacionais do país”, disse ele. “Já estamos oferecendo uma entrega mais consistente, confiável e pontual para as empresas e residências dos Estados Unidos.”

Os Correios relataram que a receita com remessas e pacotes, atualmente o maior segmento de seu negócio em receita, subiu 1%, para US$ 31,6 bilhões, mesmo com a queda de 2% no volume.

A correspondência de primeira classe também gerou 2% a mais de receita, alcançando US$ 24,5 bilhões, apesar da queda de 6% no volume. O maior impacto foi uma diminuição de US$ 920 milhões, ou 8%, na receita proveniente da mala direta de marketing, segundo a reportagem.

Os Correios relataram um lucro líquido de US$ 56 bilhões no ano fiscal anterior, mas isso se deve principalmente ao ganho não monetário de quase US$ 57 bilhões da legislação de 2022 que alterou a forma como contabilizava as despesas com saúde dos aposentados.

Desconsiderando esse ganho contábil único e o que o serviço chama de outros custos e ganhos “não controláveis”, a “perda controlável” nos Correios disparou para US$ 2,3 bilhões no ano fiscal recém-concluído, em comparação com uma perda controlável de US$ 473 milhões no ano fiscal anterior./Com informações de CNN

 

 

ESTADÃO

IBATÉ/SP - Os municípios do Estado de São Paulo vão aos poucos mudando seus sistemas de endereçamento postal, os CEPs. Desta vez, mais seis terão seus códigos postais alterados, dentre eles, a cidade de Ibaté.

De acordo com os Correios, a partir do dia 01 de setembro, Ibaté passa a contar com o sistema de CEP (Código de Endereçamento Postal) pelo sistema de logradouro.

Segundo nota oficial emitida pela estatal, na mesma data também será feita a implementação nas cidades de Rancharia, Taquarituba, Manduri, Lutécia e Santa Lúcia.

A nova codificação facilita a localização de endereços, beneficiando moradores e empresas que prestam serviços na localidade. O sistema ainda permite que o CEP por logradouro seja utilizado como referência de garantia de confirmação de endereço, prática comum entre empresas de diversos segmentos, orienta o órgão.

Recomenda-se que a população entre em contato com seus correspondentes e empresas onde possuam cadastro para informar o novo CEP do seu endereço. Sistemas de bancos e empresas que trabalham conectados ao banco de dados dos Correios serão atualizados com os dados novos por logradouro.

Para consultar o CEP de cada logradouro, acesse o site da Prefeitura de Ibaté https://www.ibate.sp.gov.br/ , a seguir o banner que aparece na tela inicial, ou a partir de 1 de setembro 2023 o site dos Correios - https://www.correios.com.br/  na opção Busca CEP e no site oficial  É importante a população estar atenta para obter o código atual do seu endereço. Com essa ação, os Correios buscam a melhoria da prestação de serviços aos moradores.

BRASÍLIA/DF - Em entrevista ao Valor Econômico nesta segunda-feira (6), o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT), deu uma dura resposta a uma suposta ameaça da Uber deixar o Brasil em caso da regulamentação do serviço por aplicativos. "Posso chamar os Correios, que é uma empresa de logística, e dizer para criar um aplicativo e substituir. Aplicativo se tem aos montes no mercado", afirmou o titular da pasta.

O ministro fez a ameaça quando perguntado sobre os riscos de uma suposta mudança na legislação trabalhista para regulamentar os direitos dos trabalhadores de aplicativos, que hoje não têm direitos garantidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Assegurar direitos a essa classe foi uma das promessas de campanha do presidente Lula (PT).

Quais direitos serão assegurados aos motoristas de Uber pelo governo?

De acordo com Marinho, o desafio do governo é entregar salário mínimo, como alternativa em relação aos trabalhadores de apps e da legislação trabalhista e sindical. Questionado sobre a possibilidade de a empresa norte-americana deixar de operar no Brasil, o ministro disse que isso não passa de “chantagem”, e lembrou que a Uber fez a mesma coisa na Espanha.

No processo de regulação dos motoristas de aplicativos no país europeu, “a Uber e mais alguém disseram que iam sair. Esta rebeldia durou 72 horas. Era uma chantagem. Me falaram: 'e se a Uber sair?' Problema da Uber. Não estou preocupado", afirmou o ministro. Ele lembrou que, quando se trata de regular em detalhes, "ninguém gosta de correr muito risco, especialmente os capitalistas brasileiros”.

Descontada a retórica, o que há de real mesmo, segundo Marino, é uma ideia clara de se incluir esses trabalhadores de aplicativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, nada existe decidido se a proteção à classe incluiria também a CLT.

 

 

 

Jorge Marin / TECMUNDO

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