Jornalista/Radialista
IBATÉ/SP - Durante ação de rotina na manhã de quarta-feira (25), agentes da Guarda Civil Municipal localizaram drogas e dinheiro em uma praça pública no bairro Jardim Cruzado, em Ibaté.
A ocorrência foi registrada por volta das 8h20 na Rua Benedito Barreto, nas imediações do Centro Cultural. Segundo a corporação, o ponto é alvo frequente de denúncias relacionadas à venda de entorpecentes, o que motivou uma vistoria no local.
Em meio à área verde da praça, os guardas encontraram uma sacola contendo uma porção de substância com características de maconha, quatro recipientes plásticos com conteúdo semelhante à cocaína, duas porções de produto ainda não identificado e a quantia de R$ 97,85 em espécie.
Os itens foram apreendidos e apresentados no Plantão Policial para registro da ocorrência e investigação. Até o momento, ninguém foi preso.
Visita técnica apresentou experiências que conectam ciência, tecnologia e mercado e reforçam o papel do Sebrae
SÃO CARLOS/SP - A Comissão das Mulheres do Sebrae-SP realizou, nos dias 19 e 20 de fevereiro, uma visita técnica a São Carlos, município reconhecido por ser a Capital da Tecnologia e pela força do seu ecossistema de inovação. Composta por mulheres representantes das instituições que integram o Conselho Deliberativo da entidade, a comissão percorreu ambientes que conectam pesquisa, tecnologia e mercado e discutiu como o Sebrae-SP pode ampliar ações para fortalecer o empreendedorismo feminino, especialmente em negócios de base tecnológica.
Para a gerente regional do Sebrae-SP Ariane Canellas, receber a Comissão de Mulheres do Sebrae em São Carlos reforça o compromisso institucional com a valorização da liderança feminina e com a construção de estratégias que promovam equidade, inovação e desenvolvimento. “A apresentação do ecossistema local de inovação é estratégica por permitir que as lideranças conheçam a realidade do território, dialoguem com os atores locais e reflitam sobre ações que impactem os programas do Sebrae-SP, com o objetivo de fortalecer o protagonismo feminino, criar ambientes mais inclusivos, estimular a liderança e ampliar oportunidades para as mulheres, tanto dentro da instituição quanto na sociedade”, afirma.
Ambientes estratégicos do ecossistema de inovação de São Carlos
A visita teve início no Escritório Regional do Sebrae-SP em São Carlos, com apresentação do cenário local e das oportunidades de atuação no município. Em seguida, o grupo conheceu o ONOVOLAB São Carlos, hub de inovação que reúne startups, empresas e universidades em um ambiente colaborativo voltado à tecnologia, ao empreendedorismo e à transformação digital.
Para Gisela Lopes, coordenadora da Comissão das Mulheres do Sebrae-SP, a programação trouxe conteúdo e abriu novas possibilidades de atuação. “Foram dois dias de aprendizado e de conteúdo. A gente viu que tem muita coisa pra aprender e muita informação que, às vezes, não chega aonde tem que chegar”, destaca. Ela também reforçou o papel do Sebrae-SP como ponte entre quem quer empreender e o universo da inovação. “O Sebrae-SP está sempre em todos os lugares. Ele direciona, mostra o caminho e faz a ponte com as tecnologias e inovações do mercado”, completa.
No segundo dia, a comissão visitou a Fundação ParqTec, referência nacional na promoção do empreendedorismo tecnológico e na conexão entre universidades e empresas. O roteiro incluiu ainda o Science Park, ambiente voltado a empresas de base tecnológica em estágio avançado, laboratórios de P&D e centros de treinamento. No Parque Tecnológico, o grupo ouviu o conselheiro do Sebrae-SP, professor doutor Sylvio Goulart Rosa Junior e conheceu a atuação da incubadora 14 Bis, apresentada pela gerente Jovanka Goulart, reforçando como a articulação entre pesquisa, estrutura de incubação e suporte institucional acelera a transformação do conhecimento em negócio. A representante do ParqTec na Comissão das Mulheres do Sebrae-SP, Mirlene Simões, destacou o objetivo de transformar a vivência em estratégia de atuação, “A comissão tem a perspectiva de acompanhar dados e diversificar as ações”.
Ciência aplicada e empreendedorismo como estratégia de desenvolvimento
Na Universidade de São Paulo, em São Carlos, a visita incluiu o InovaUSP, centro que aproxima a produção acadêmica da Universidade de São Paulo do mercado e da sociedade. As integrantes também conheceram o ICMC, o Museu de Computação e os trabalhos desenvolvidos pelo instituto nas áreas de curadoria de dados e inteligência artificial, além de iniciativas voltadas à criação de startups, parcerias em PD&I e transferência de tecnologia. Para Juliana Farah, representante da Comissão das Mulheres do Sebrae-SP, a visita reforçou o diferencial da atuação conjunta entre universidade e Sebrae-SP. “O que muda a vida de muitas empresárias é a parceria com o Sebrae-SP e as capacitações. A parte técnica elas trazem da universidade, mas transformar isso em retorno financeiro passa pela gestão, e o Sebrae-SP ajuda muito nisso”, destaca.
Já na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a comissão passou pela Agência de Inovação da UFSCar (AIn), que atua como porta de entrada para conectar pesquisas acadêmicas ao mercado, e se aproximou de iniciativas de inovação com impacto social. Um dos destaques foi o CDPRO Makerspace, centro de desenvolvimento e prototipagem maker em engenharia e saúde, reconhecido pela criação e produção de soluções durante a pandemia e por projetos voltados à tecnologia assistiva. A agenda contou ainda o projeto Ybyrá, que promove o empreendedorismo solidário indígena, valorizando a cultura e a comercialização de artesanatos e saberes tradicionais produzidos por estudantes indígenas, ampliando o olhar sobre inovação como ferramenta de inclusão e geração de renda.
Para Marília de Castro, representante da Associação Comercial de São Paulo na Comissão das Mulheres do Sebrae-SP, a visita trouxe surpresa e inspiração. “É uma grande surpresa estarmos aqui em São Carlos tendo tantas experiências. Aqui não é só ideia, aqui é gente que faz”, afirma. Ela também destaca o impacto das iniciativas conhecidas, “Ver experiências inovadoras com finalidade de inclusão social é fundamental, assim como fazer a ponte com as empresas. Isso gera emprego e fomenta a pesquisa”, completa. Para Margarete Ortiz, também representante da ACSP/CMEC na Comissão, o roteiro revelou iniciativas que precisam ganhar visibilidade. “Estou surpreendida com tanta coisa linda e com pessoas capazes de fazer a diferença na vida das pessoas. Isso é muito impactante e a gente tem que passar isso para frente”, afirma.
Quando a ciência vira negócio com apoio do Sebrae-SP
A programação proporcionou o encontro com empreendedoras e negócios liderados por mulheres, como a Ikove Agro, empresa voltada a soluções biológicas para a agricultura. As fundadoras relataram o desafio de transformar pesquisas de pós-graduação em produtos e mercado e destacaram o papel do Sebrae-SP na estruturação do negócio. Para a engenheira agrônoma Clarissa Okino Delgado, fundadora da Ikove, o apoio foi determinante para virar a chave do laboratório para a empresa. “Fazer essa transição da academia para o empreendedorismo foi muito difícil no começo. O Sebrae-SP nos ajudou a entender que outras habilidades, além da pesquisa, precisavam ser desenvolvidas”, afirma. Ela ainda reforça a orientação prática do Sebrae-SP para quem está começando. “Se você quer empreender, o primeiro passo é começar e aprender mais. O Sebrae dá esse lado educativo, o caminho das pedras”, destaca.
Já a pesquisadora em bioprocessos e biotecnologia Fabíola Oliveira, sócia da Ikove Agro, enfatiza a atuação do Sebrae-SP na organização e nos primeiros passos.“O Sebrae-SP auxiliou na estruturação da empresa, ajudando a entender os passos, como tomar decisões e como vender o negócio. Ele dá suporte para o começo, inclusive no que a gente não sabe por onde iniciar”, afirma. Ela também ressalta a importância do acesso a oportunidades. “Participar de eventos e estar na rede de contato do Sebrae-SP fez muita diferença. A gente aprende, erra, ajusta e amplia as possibilidades conversando com outros empreendedores”, completa.
A agenda foi articulada com apoio de Mirlene Fátima Simões, representante da Comissão das Mulheres do Sebrae-SP e Conselheira do ParqTec, a proposta da ida a São Carlos foi ter contato com mulheres que lideram empresas de várias áreas para que a gente pense em ações que o Sebrae-SP leve adiante e amplie a presença feminina nos espaços de trabalho, principalmente nas empresas”, conclui. A visita técnica integra a estratégia do Sebrae-SP de fortalecer o protagonismo feminino e ampliar a presença das mulheres em ambientes de inovação e empreendedorismo em todo o estado de São Paulo.
Iniciativa também chegará a outros bairros para reduzir perdas e garantir mais qualidade no abastecimento à população.
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) concluiu a primeira etapa do mutirão realizado no Grande Santa Felícia com a identificação de 102 vazamentos na rede de abastecimento de água. A ação teve início no sábado, 14 de fevereiro, e se estendeu por dez dias, até 24 de fevereiro, com o objetivo de reduzir perdas de água e melhorar a eficiência do sistema na região.
CINCO EQUIPES EM ATUAÇÃO - Durante o período, cinco equipes atuaram diariamente, sendo três voltadas a serviços em vias públicas e duas em calçadas. Os trabalhos incluíram o uso do geofonamento, técnica especializada para localizar vazamentos não visíveis. O equipamento funciona por meio da captação de ruídos provocados pela água em escape subterrâneo, permitindo diagnósticos mais precisos e intervenções pontuais, sem a necessidade de grandes aberturas no pavimento.
VAZAMENTOS EM RUAS E CALÇADAS - As ações foram realizadas de forma setorizada, abrangendo os bairros que compõem o Grande Santa Felícia, o que possibilitou maior agilidade e produtividade. Do total de ocorrências identificadas (102), 76 vazamentos estavam localizados em calçadas e 26 em ruas, todos com atuação imediata das equipes do SAAE para a contenção dos danos.
“Mesmo com o encerramento do primeiro estágio do mutirão, o SAAE deixa claro que os trabalhos continuam na região do Santa Felícia, já que ainda há vazamentos visíveis e não visíveis em monitoramento. A iniciativa, que também chegará a outros bairros, integra o conjunto de ações permanentes da autarquia voltadas à redução de perdas, à preservação dos recursos hídricos e à melhoria do abastecimento para a população”, afirmou o presidente Derike Contri.
BRASÍLIA/DF - Os juros altos impediram a queda da Dívida Pública Federal (DPF) em janeiro, mesmo com grande vencimento de papéis prefixados. Segundo números divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Tesouro Nacional, a DPF passou de R$ 8,635 trilhões em dezembro para R$ 8,641 trilhões no mês passado, alta de 0,07%.
Em agosto do ano passado, o indicador superou pela primeira vez a barreira de R$ 8 trilhões. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), divulgado em janeiro, o estoque da DPF deve encerrar 2026 entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões.
A Dívida Pública Mobiliária (em títulos) interna (DPMFi) avançou 0,26%, passando de R$ 8,309 trilhões em dezembro para R$ 8,33 trilhões em janeiro. No mês passado, o Tesouro resgatou R$ 67,02 bilhões em títulos a mais do que emitiu, principalmente em papéis vinculados à Selic. Esse resgate líquido, no entanto, foi compensado pela apropriação de R$ 88,53 bilhões em juros.
Por meio da apropriação de juros, o governo reconhece, mês a mês, a correção dos juros que incide sobre os títulos e incorpora o valor ao estoque da dívida pública. Com a Taxa Selic (juros básicos da economia) em 15% ao ano, a apropriação de juros pressiona o endividamento do governo.
No mês passado, o Tesouro emitiu R$ 145,87 bilhões em títulos da DPMFi. No entanto, com o alto volume de vencimentos de títulos prefixados em janeiro, típicos do início de cada trimestre, os resgates somaram R$ 212,89 bilhões.
A Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu 4,75%, passando de R$ 326,07 bilhões em dezembro para R$ 310,59 bilhões em janeiro. O principal fator foi o recuo de 4,95% do dólar no mês passado, em meio ao alívio no mercado financeiro no último mês.
Pelo segundo mês seguido, o colchão da dívida pública (reserva financeira usada em momentos de turbulência ou de forte concentração de vencimentos) caiu. Essa reserva passou de R$ 1,187 trilhão em dezembro para R$ 1,085 trilhão no mês passado. O principal motivo, segundo o Tesouro Nacional, foi o resgate líquido (resgates menos emissões) no mês passado.
Atualmente, o colchão cobre 6,77 meses de vencimentos da dívida pública, o menor prazo desde março do ano passado. Nos próximos 12 meses, está previsto o vencimento de R$ 1,424 trilhão em títulos federais. A expectativa é que as reservas subam nos próximos meses, por causa do baixo volume de vencimentos.
Com o forte vencimento de títulos prefixados, a composição da DPF variou da seguinte forma de dezembro para janeiro:
O PAF prevê que os títulos encerrarão o ano nos seguintes intervalos
Normalmente, os papéis prefixados (com taxas definidas no momento da emissão) indicam mais previsibilidade para a dívida pública, porque as taxas são definidas com antecedência. No entanto, em momentos de instabilidade no mercado financeiro, as emissões caem porque os investidores pedem juros muito altos, que comprometeria a administração da dívida do governo.
Em relação aos papéis vinculados à Selic, esses títulos estão atraindo o interesse dos compradores por causa dos altos níveis dos juros básicos da economia. A dívida cambial é composta por antigos títulos da dívida interna corrigidos em dólar e pela dívida externa.
O prazo médio da DPF oscilou de 4 para 4,03 anos. O Tesouro só fornece a estimativa em anos, não em meses. Esse é o intervalo médio em que o governo leva para renovar (refinanciar) a dívida pública. Prazos maiores indicam mais confiança dos investidores na capacidade do governo de honrar os compromissos.
A composição dos detentores da Dívida Pública Federal interna ficou a seguinte:
Em meio à diminuição das tensões no mercado financeiro em janeiro, a participação dos não residentes (estrangeiros) subiu em relação a dezembro, quando estava em 10,35%. Em novembro de 2024, o percentual estava em 11,2% e tinha atingido o maior nível desde setembro de 2018, quando a fatia dos estrangeiros na dívida pública também estava em 11,2%.
Por meio da dívida pública, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos financeiros. Em troca, compromete-se a devolver os recursos depois de alguns anos, com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic (juros básicos da economia), a inflação, o dólar ou ser prefixada (definida com antecedência).
AGÊNCIA BRASIL
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