Jornalista/Radialista
Evento reúne shows, capoeira, teatro, slam, gastronomia afro-brasileira, competição de tranças e atividades educativas entre 4 e 6 de setembro
BARIRI/SP - Evento realizado pela Associação Cultural Quilombo de Bariri acontece de 4 a 6 de setembro e terá shows, capoeira, teatro, slam de poesia, competição de tranças, exposição estudantil, gastronomia afro-brasileira e atividades voltadas ao empreendedorismo
A cultura afro-brasileira será celebrada em Bariri, no centro-oeste paulista, entre os dias 4 e 6 de setembro, durante a 6ª Feira Afro Bariri. Realizado pela Associação Cultural Quilombo de Bariri, o evento ocupará a Praça da Juventude (Claudinei Assad) com uma programação gratuita que reúne música, teatro, dança, capoeira, gastronomia, empreendedorismo, literatura, educação e debates sobre temas de interesse da população negra.
Ao longo de três dias, a Feira pretende reunir artistas, empreendedores, estudantes, educadores, pesquisadores, grupos culturais e público de Bariri e de municípios da região, fortalecendo a valorização da cultura afro-brasileira e criando um espaço de convivência, expressão artística e troca de conhecimentos.
Fundada em 1988, a Associação Cultural Quilombo de Bariri é uma das poucas organizações voltadas à promoção da cultura afro-brasileira ainda em atividade no centro-oeste paulista. Ao longo de sua trajetória, a entidade consolidou a Feira Afro como um espaço de preservação da memória, fortalecimento da identidade negra e incentivo à economia criativa.
Cultura, música e manifestações artísticas
A programação da 6ª Feira Afro Bariri foi pensada para contemplar diferentes linguagens e manifestações da cultura afro-brasileira. O DJ Ding comanda a música durante toda a programação, que também inclui apresentações artísticas, teatro, capoeira, exposição, slam, dança e outras atividades.
Na sexta-feira (4), a programação inclui a peça teatral “Encarnado”, a abertura da exposição estudantil “Heróis em Evidência – Atos e Fatos da História Negra Brasileira” e uma apresentação do Mestre Wandeco, com capoeira.
No sábado (5), o público poderá acompanhar apresentações de Jô Moura, Thiago Leite, Mixdgroove e Bateria Unidos por um Som, além de uma participação do Mestre Wandeco com a capoeira. O dia também terá uma atividade de futebol com o Esporte Clube Arrudão.
O domingo (6) será marcado pela presença do grupo de samba Sinhá, do Slam Visão e do rapper Dom Black.
Além das atrações musicais e artísticas, a Feira contará com gastronomia afro-brasileira, parque de diversão e exposição de empreendedores e expositores, ampliando a programação para diferentes públicos e faixas etárias.
A 6ª Feira Afro Bariri é uma realização da Associação Cultural Quilombo de Bariri, contemplada pelo Programa de Ação Cultural (ProAC), do Governo do Estado de São Paulo. O evento também conta com recursos provenientes de emendas impositivas do município, apoio de patrocinadores e recursos próprios da entidade.
SERVIÇO
6ª Feira Afro Bariri
Data: 4, 5 e 6 de setembro
Local: Praça da Juventude (Claudinei Assad)
Endereço: Avenida Perimetral Prefeito Domingos Antônio Fortunato – Bariri (SP)
Entrada: gratuita
Sexta-feira (4): das 8h às 18h
Sábado (5): das 9h às 23h
Domingo (6): das 9h às 19h
Durante a Feira: gastronomia afro-brasileira, parque de diversão, exposição de empreendedores e expositores, competição de tranças e atividades educativas.
Hotelaria, transporte e alimentação estão entre os setores envolvidos na realização do evento, que acontece de 4 a 7 de setembro com entrada gratuita
FRANCA/SP - Antes mesmo de o primeiro show começar, o Hallel já movimenta Franca. A 39ª edição do evento, que será realizada de 4 a 7 de setembro, com entrada gratuita, envolve uma rede que ultrapassa os limites do Parque de Exposições Fernando Costa e mobiliza hotéis, empresas de transporte, alimentação, comércio e cerca de 3 mil voluntários.
Durante os quatro dias, serão mais de 80 atrações, entre shows, pregações, momentos de oração e evangelização, além de mais de 20 missas. Para receber o público, aproximadamente 19 mil metros quadrados de estrutura serão utilizados dentro do Parque Fernando Costa, entre tendas, palco central e outros espaços do evento.
Cerca de 3 mil voluntários atuam em diferentes frentes, da recepção e orientação do público à organização dos espaços, praça de alimentação e apoio às atividades. A mobilização reúne pessoas de grupos, comunidades e movimentos que dedicam parte de seu tempo à realização do festival.
Exemplo de voluntariado é o casal de aposentados João e Terezinha Rodrigues, ambos de 81 anos, que coordenam a barraca da fogazza há mais de duas décadas e transformaram o serviço comunitário em uma tradição familiar. “Para a nossa família, o Hallel não é apenas um evento, é parte da nossa vida. A cada ano, reunimos amigos para servir com alegria, e é emocionante ver tanta gente unida pela fé, pela fraternidade e pelo desejo de fazer o bem”, destacam.
A movimentação também chega à rede hoteleira. No Hotel Dan Inn Franca, a ocupação para o período está atualmente em torno de 70%, com expectativa de chegar a 100% nos próximos dias, seguindo o comportamento de edições anteriores. Segundo a gerente geral Flávia Trindade, a procura aumenta à medida que o evento se aproxima.
“Todos os anos percebemos um aumento significativo na procura por hospedagem durante o Hallel. A expectativa é que a ocupação chegue a 100%, por isso recomendamos que os participantes que ainda não fizeram sua reserva e antecipem para garantir a hospedagem e evitar a falta de disponibilidade”.
O movimento também alcança municípios próximos. No Hotel Havaí, em Patrocínio Paulista, o gerente Anderson Borges destaca o aumento da demanda durante o período.
“Nosso hotel sempre fica cheio nesse período do Hallel, movimenta bastante. É um evento que tem grande importância para nós. Percebemos que tem crescido muito o turismo religioso em nossa região”, revela.
Fluxo regional
A chegada de visitantes também movimenta o transporte. Empresas e organizadores de excursões de diferentes cidades montam grupos para participar do festival.
Em Uberaba/MG, a técnica de enfermagem Célia Santiago Gomes organiza uma caravana para o Hallel há três anos. O grupo, que começou com familiares, amigos e pessoas da paróquia, cresceu pelas indicações. Neste ano, ela já reservou um ônibus com capacidade para 46 passageiros.
“Começou com um grupo pequeno, família, paróquia e amigos, e foi crescendo com o boca a boca. O Hallel é um momento de renovação espiritual, louvor e encontro com Deus. Fazer em caravana fortalece a união das pessoas e toda a comunidade. Fica mais seguro, mais acessível e a gente vive tudo junto”, conta Célia.
De Franca, a San Martin Viagens também organiza uma excursão para o evento, desta vez com saída de Ribeirão Preto. Segundo o proprietário, Ismael de Paula Filho, a procura pelas vagas já é positiva dias antes da realização do Hallel.
“É um evento muito importante para a cidade de Franca, bastante evangelizador. O Hallel também atrai pelas atrações religiosas e consegue levar essa evangelização para muita gente”.
Praça de alimentação
A praça de alimentação é outro ponto que ajuda a dimensionar a movimentação do Hallel. Na última edição, foram comercializadas mais de 31 mil unidades de água e 26 mil refrigerantes, além de 7,5 mil fogazzas e quase 4 mil pastéis, entre outros alimentos e bebidas.
Os números ajudam a mostrar a operação necessária para atender o público durante os quatro dias, com fornecedores, equipes de preparo e atendimento e diferentes pontos de venda funcionando ao longo da programação.
A praça de alimentação também tem uma função que se estende para além do festival: toda a renda obtida com a comercialização de alimentos e bebidas é destinada para manutenção das atividades da Escola Hallel ao longo do ano. São ações de formação, estudo, evangelização e oração, dando continuidade ao trabalho realizado pela organização durante todo o calendário.
Para o presidente do Hallel Franca, Gabriel Faleiros, a movimentação gerada pelo evento está ligada justamente à continuidade desse trabalho.
“Quando o Hallel acontece, existe toda uma cidade se movimentando junto com o evento. São hotéis, transporte, alimentação, fornecedores e, principalmente, milhares de voluntários que se dedicam para que tudo aconteça. Mas o trabalho não termina quando o Hallel acaba. A renda da praça de alimentação ajuda a manter as atividades da Escola Hallel durante todo o ano. Ou seja, o que acontece nesses quatro dias também contribui para o trabalho de evangelização realizado nos meses seguintes”.
SÃO PAULO/SP - O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira, 25, a necessidade de uma reforma administrativa e de um corte de gastos no âmbito federal. Segundo Zema, se não houver um corte de gastos, o "Brasil não se viabiliza". As declarações foram dadas durante participação em sabatina do Grupo Globo.
Com uma camiseta preta com a frase "Chega de bets", o ex-governador de Minas Gerais iniciou a entrevista defendendo um ajuste nas contas públicas. Segundo Zema, o elevado gasto público tem provocado altas taxas de juros, que levam ao alto endividamento do consumidor e causam pedidos de recuperação judicial por parte de grandes companhias.
"Temos taxa de juros real a 8% ,9%, que é a maior do mundo. Isso está fazendo com que brasileiros fiquem cada vez mais endividados. Oito a cada dez brasileiros na hora de comprar, moto, celular, ou qualquer bem de maior valor fazem isso financiado. Se juro está alto, significa prestações nas alturas", declarou.
O candidato afirmou ser "especialista em fazer ajustes" e disse que o Brasil "nunca teve presidente que deu bom exemplo" na área. Ele também defendeu a necessidade de enfrentar fraudes em programas sociais, mas declarou que as políticas são "essenciais a serem mantidas."
por Estadao Conteudo
BRASÍLIA/DF - O salário mínimo deve subir de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, segundo confirmação feita nesta segunda-feira (24/8) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan. A previsão será encaminhada ao Congresso no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) do próximo ano e representa um aumento de R$ 24 em relação à estimativa apresentada em abril, de R$ 1.717. O novo valor está previsto para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2027, mas ainda poderá sofrer alterações até a definição final.
A projeção representa uma alta de 7,4% sobre o piso atual. Durigan anunciou o novo valor depois de participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros ministros da área econômica, no Palácio do Planalto, para discutir os números do Orçamento de 2027.
Durante o anúncio, o ministro também destacou a diferença entre a atual política de valorização do salário mínimo e os reajustes adotados durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que, segundo ele, consideravam apenas a inflação.
Durigan afirmou que o Orçamento está encaminhado e voltou a criticar propostas defendidas durante a gestão anterior, citando o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, que teria defendido a desvinculação do salário mínimo da Previdência.
Segundo o ministro, a proposta orçamentária será apresentada "sem armadilha", em referência ao projeto enviado em 2022 para o Orçamento de 2023. O desenho inicial previa cortes em gastos sociais diante da falta de espaço no teto de gastos. Após a eleição, Lula conseguiu autorização do Congresso para ampliar o teto em até R$ 168 bilhões no primeiro ano de mandato.
Consultar Serviços Da Administração Pública
Durigan também declarou que o PLOA prevê um resultado positivo para o país. Em abril, ao apresentar o PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, o governo havia estimado superávit efetivo de R$ 8 bilhões, valor que ainda pode mudar.
A meta fiscal proposta para 2027 é de superávit de R$ 73,2 bilhões, equivalente a 0,5% do PIB. Em abril, a previsão era de R$ 73,6 bilhões. O resultado final, porém, seria menor devido à exclusão de R$ 65,7 bilhões em despesas, incluindo parte dos precatórios e investimentos nas áreas de Defesa, Saúde e Educação.
O ministro informou ainda que o PLOA incorporará o novo modelo da reforma tributária, que entrará plenamente em vigor a partir do próximo ano. O governo deverá indicar a arrecadação total dos novos tributos sobre o consumo, mas ainda não foi informado quando serão divulgadas as alíquotas cobradas dos consumidores.
Também permanece pendente a definição da alíquota do Imposto Seletivo, conhecido como "imposto do pecado". O tributo substituirá parte do atual IPI e será aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, incluindo cigarros, bebidas, automóveis e apostas. Durigan afirmou que o tema será tratado posteriormente.
A estimativa de R$ 1.741 segue a fórmula da política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior e a variação do PIB de dois anos antes, neste caso, 2025.
A Secretaria de Política Econômica (SPE), ligada ao Ministério da Fazenda, projeta inflação de 4,93% no período de 12 meses até novembro. A previsão aumentou diante dos possíveis efeitos negativos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos.
O PIB de 2025, por sua vez, apresentou crescimento de 2,3%, conforme dados do IBGE.
O salário mínimo também serve como referência para diversas despesas obrigatórias do governo, entre elas aposentadorias do INSS e pagamentos do BPC. Por isso, qualquer alteração no piso impacta diretamente o Orçamento Federal.
Segundo estimativas do governo divulgadas em abril, cada R$ 1 de aumento no salário mínimo representa R$ 413,2 milhões em despesas adicionais. Com a revisão prevista para 2027, o impacto extra nas despesas obrigatórias será de aproximadamente R$ 9,9 bilhões.
Apesar dessa pressão sobre as contas públicas, Durigan afirmou que o governo espera que as despesas obrigatórias cresçam em ritmo inferior ao crescimento total das despesas previstas no Orçamento do próximo ano.
por Guilherme Bernardo
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