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Redação

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 Jornalista/Radialista

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RIO DE JANEIRO/RJ - Destaque do Cruzeiro e presente na pré-convocação de Ancelotti para a Copa do Mundo, Kaiki está no radar do Flamengo para 2027. O clube, inclusive, já sinalizou o interesse a pessoas do entorno do jogador.

Kaiki tem contrato com o Cruzeiro até 2027, e o interesse do Flamengo parte de um pedido expresso de Leonardo Jardim. O técnico trabalhou com o lateral na Toca e foi responsável por dar sequência a ele entre os titulares, no ano passado.

Segundo apurou o ge, José Boto recebeu pessoas do entorno de Kaiki para uma visita de cortesia, no Ninho do Urubu. Apresentou o Centro de Treinamentos e falou sobre planejamento do clube para contar com o jogador.

O principal aspecto que faz o Flamengo pensar em Kaiki apenas para 2027 é o fato de já ter feito 13 jogos no atual Brasileirão. Além disso, a movimentação de mercado faltando um ano para fim do contrato daria mais poder de negociação aos cariocas.

Kaiki recebeu proposta do Como, da Itália, em janeiro. Inicialmente, o Cruzeiro sinalizou aceitar a oferta, mas declinou após reunião de Pedro Lourenço com o atleta e com o pai dele, na Toca da Raposa. A dupla demonstrou interesse em seguir no clube, abrindo conversas para renovação.

As tratativas aconteceram num primeiro momento, mas depois paralisaram por conta da situação do Cruzeiro. À época, Tite estava pressionado no cargo. Depois, mesmo com título do Mineiro, foi demitido, e Artur Jorge chegou para o cargo.

De acordo com apuração da reportagem, Kaiki segue aberto a negociar ampliação do contrato. O Cruzeiro, na mesma linha, deve retomar as conversas durante a paralisação para a Copa do Mundo.

Cria da base do Cruzeiro, Kaiki estreou no profissional em 2021, mas voltou para o sub-20 e foi efetivado no time principal em 2022, com Paulo Pezzolano. A sequência como titular chegou no ano passado, com Leonardo Jardim. Neste ano, foi chamado por Ancelotti para amistoso contra a Croácia e está na pré-lista da Copa do Mundo.

 

 

Por Guilherme Macedo, Luiza Sá e Pedro Rocha / ge

BRASÍLIA/DF - O Conselho Monetário Nacional (CMN) decidiu adiar para 2027 a entrada em vigor da regra que impede a concessão de crédito rural subsidiado a produtores com registro de desmatamento ilegal. A medida foi aprovada em reunião extraordinária na terça-feira (12), após pressão de entidades do agronegócio por mais prazo de adaptação.

A norma determina que bancos e instituições financeiras verifiquem, antes de liberar financiamentos, se houve supressão irregular de vegetação nativa nas propriedades rurais após 31 de julho de 2019. A análise será feita com base nos dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
 

Novo calendário

A regra havia começado a valer em 1º de abril deste ano, inicialmente para imóveis maiores. Com a mudança aprovada pelo CMN, os novos prazos ficaram assim:

•    propriedades acima de 15 módulos fiscais: a partir de 4 de janeiro de 2027;

•    imóveis entre 4 e 15 módulos fiscais: a partir de 1º de julho de 2027;

•    áreas de até 4 módulos fiscais: a partir de 3 de janeiro de 2028.

Assentamentos da reforma agrária e territórios de povos e comunidades tradicionais também passarão a seguir a regra apenas em 2028, quando o Cadastro Ambiental Rural (CAR) corresponder a áreas coletivas.

Como funciona

Na prática, produtores rurais que tiverem registro de desmatamento ilegal após julho de 2019 poderão enfrentar restrições para acessar linhas de crédito com recursos controlados e juros subsidiados pelo governo federal, como operações do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

As instituições financeiras serão responsáveis por consultar os alertas do Prodes antes da aprovação dos financiamentos.

Pressão do agro

A mudança ocorreu após críticas de entidades do setor agropecuário, que alegavam dificuldades operacionais e insegurança jurídica na aplicação imediata da regra.

No último mês, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a suspensão das exigências ambientais vinculadas ao crédito rural.

Após a decisão do CMN, a entidade afirmou que o adiamento representa “um alívio temporário para o produtor rural brasileiro”.

Justificativa oficial

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária afirmou que o adiamento busca garantir a continuidade da concessão de crédito a produtores que estejam em conformidade com a legislação ambiental.

Segundo a pasta, a ampliação dos prazos também permitirá aperfeiçoar os procedimentos de regularização ambiental e dar mais tempo para adaptação dos produtores e dos órgãos envolvidos na fiscalização.

O Ministério da Fazenda declarou que as mudanças têm como objetivo “calibrar a aplicação da norma” e ampliar a previsibilidade da implementação.

Novos documentos

Além da prorrogação, o CMN autorizou a apresentação de novos documentos para comprovar regularidade ambiental das propriedades rurais.

Entre eles estão o Termo de Compromisso Ambiental firmado com órgãos estaduais e documentos equivalentes à Autorização de Supressão de Vegetação Nativa.

Segundo o governo, produtores que tiveram pedidos de crédito recusados durante a vigência inicial da regra poderão reapresentar as propostas de financiamento.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - As porções isoladas de vegetação nativa cresceram de 2,7 milhões, em 1986, para 7,1 milhões, em 2023, em todo o país, conclui um novo estudo do Mapbiomas divulgado nesta quarta-feira (13).

O aumento de 163%, em 38 anos, demonstra como o desmatamento no Brasil transformou grandes extensões contínuas de cobertura verde em pequenos fragmentos remanescentes.

Os dados são do Módulo de Degradação, uma plataforma desenvolvida pelo MapBiomas, que permite a análise, integração de dados e monitoramento das transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil. Pela primeira vez, a fragmentação - processo de divisão de grandes extensões de vegetação nativa – foi analisada.

Além do aumento na quantidade, os pesquisadores também constataram a diminuição do tamanho dos fragmentos. Enquanto no início da série histórica a média de tamanho dos fragmentos era de 241 hectares, em 2023 eles encolheram para um tamanho médio de apenas 77 hectares.

Segundo o pesquisador do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Dhemerson Conciani, que coordena o Módulo de Degradação, os dados preocupam porque o tamanho dos fragmentos de vegetação nativa tem relação direta com a quantidade e variedade da fauna e da flora presente.

“Cada vez que diminui o tamanho de um fragmento de vegetação nativa, mais problemas aparecem: aumenta o risco de extinções locais das espécies, diminui a chance de recolonização por indivíduos vindos de outros fragmentos vizinhos e maior é a proporção do efeito de borda [perda de características naturais mais presentes nas margens próximas às áreas degradas]”, analisa Conciani.

Biomas

De acordo com o estudo, quase 5% da vegetação nativa do Brasil, o equivalente a 26,7 milhões de hectares, está em fragmentos menores que 250 hectares. E as pequenas porções isoladas estão mais presentes na Mata Atlântica, onde elas respondem por quase 28% da vegetação nativa remanescente - ou 10 milhões de hectares.

Em quantidade absoluta de fragmentos, a Mata Atlântica e o Cerrado são os que mais possuem porções isoladas de vegetação nativa, sendo 2,7 milhões em cada bioma. Para Natalia Crusco, coordenadora técnica de Mata Atlântica no MapBiomas, o avanço da fragmentação nos dois biomas ocorre por razões diferentes.

“Enquanto no Cerrado o aumento no número de fragmentos está associado ao avanço do desmatamento e à divisão de grandes remanescentes de vegetação nativa em áreas menores; na Mata Atlântica, parte desse aumento também pode ser explicada por um processo no sentido oposto ao desmatamento, ou seja, pelo surgimento de múltiplas áreas de recuperação da vegetação secundária”.

Nos biomas Amazônia, Caatinga, Pampa e Pantanal o número de fragmentos foi de respectivamente quase 662 mil, 600 mil, 324 mil e 45 mil, em 2023.

Ao longo dos 38 anos observados, Pantanal e a Amazônia foram os que sofreram mais fragmentação, com aumento de 350% e 332%, respectivamente. No Pampa, o número de porções isoladas cresceu 285% e no Cerrado aumentou 172%.

Caatinga e Mata Atlântica variaram menos, mas ainda tiveram aumento de fragmentação de suas vegetações com crescimentos de 90% e 68%, respectivamente.

Em redução de fragmentos, a Amazônia foi a mais impactada. As porções de vegetação nativa no bioma encolheram 82% ao longo do período estudado.

Enquanto em 1986, a média de tamanho dos fragmentos era de 2.727 hectares; em 2023, essa média caiu para 492 hectares.

Novidade

Os dados trazidos pelo Módulo de Degradação permitiram uma nova análise aos pesquisadores: a identificação de distúrbios no dossel de formações florestais - cobertura formada pelas copas das árvores mais altas - em toda a Amazônia Legal.

Entre 1988 e 2024, foi detectado algum sinal de distúrbio, ao longo de, pelo menos, um mês, em 24,9 milhões de hectares, área equivalente a 7% da cobertura de floresta na Amazônia Legal. Na prática, são clareiras resultantes de secas, ventos, incêndios, corte seletivo de madeira, efeito de borda ou outras perturbações.

Segundo os pesquisadores, o corte seletivo de madeira é uma das principais causas de distúrbio de dossel na Amazônia Legal. Durante o período estudado, foram identificados 9,7 milhões de hectares com indícios de corte seletivo.

Degradação

Fatores como fragmentação, efeito de borda, fogo e corte seletivo nem sempre resultam em desmatamento com a terra exposta, mas degradam os biomas. O detalhamento da plataforma do Mapbiomas aponta que 24% de toda a vegetação nativa remanescente do Brasil está exposta a pelo menos um vetor de degradação, uma área equivalente a 134 milhões de hectares.

Segundo Dhemerson Conciani, o maior entendimento desses dados fortalece a formulação e implementação de políticas públicas para redução das emissões de gases do efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação.

“Ao detectar a degradação de forma precoce é possível reverter esse processo e estabelecer áreas prioritárias para recuperação da vegetação nativa e consequente conservação das funções e serviços ambientais de ecossistemas”, conclui o pesquisador.

 

AGÊNCIA BRASIL

BRASÍLIA/DF - Ministros do governo Lula e lideranças da Câmara dos Deputados acordaram, nesta quarta-feira (13), que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1 deve contar com descanso remunerado de dois dias por semana, por meio da escala 5x2, além de reduzir a jornada semanal das atuais 44 para 40 horas.

Ficou acordado também que, além da PEC, será aprovado o projeto de lei (PL) com urgência constitucional enviado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dar celeridade à pauta.

No caso do PL, ficou definido que ele vai tratar de temas específicos de algumas categorias, além servir para ajustar a atual legislação à nova PEC.

“Estabelecemos que o encaminhamento da PEC será pela redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas, com dois dias de descanso, sem redução salarial. Nós queremos também fortalecer as convenções coletivas para que elas possam tratar das particularidades de cada setor”, informou o presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB).

Além de Motta, participaram da reunião o relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), junto com outros membros da Comissão Especial que debate o tema, além dos ministros do Trabalho, Luiz Marinho, do Planejamento, Bruno Moretti, e das Relações Institucionais, José Guimarães.

O ministro do Trabalho Luiz Marinho comentou que o Brasil caminha “a passos largos” para aprovar a PEC no Parlamento "e delegando, para o projeto de lei, as especificidades para complementar a PEC", de forma a valorizar a negociação coletiva e para que "as coisas fiquem redondas para trabalhadores e trabalhadoras, e também para todos os empresários”.

Comissão Especial que analisa o tema se comprometeu a votar o parecer da PEC relatado por Leo Prates no dia 27 de maio, com o tema seguindo para o plenário no dia 28 de maio. Se aprovado na Câmara, o tema segue para análise do Senado

A Comissão analisa duas PEC, uma do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), e outra da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que vinham pedindo a redução da jornada para 36 horas semanais, além do fim da escala 6x1. 

O governo defende votar o tema nas duas Casas ainda neste semestre, sem regra de transição, para que tenha efeito imediato. O tema foi a reivindicação principal dos atos do dia do trabalhador deste ano, o 1º de maio.

Se aprovada a mudança, o Brasil se soma ao México, Colômbia e Chile como mais um país da América Latina a reduzir a jornada de trabalho na atual década.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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