Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Uma ação da Polícia Militar terminou com a prisão de um homem por tráfico de entorpecentes na madrugada desta quarta-feira (13), no cruzamento da Avenida Doutor Heitor José Reali com a Rua Georg Ptak, em São Carlos.
De acordo com o boletim da ocorrência, os policiais realizavam patrulhamento preventivo quando perceberam uma motocicleta seguindo pela contramão de direção. A equipe tentou realizar a abordagem, mas o motociclista perdeu o controle da moto e caiu durante a tentativa de fuga.
Na revista pessoal, os policiais encontraram uma bag utilizada para entregas por aplicativo contendo diversas porções de maconha. Já em uma pochete que estava com o suspeito, foram apreendidos outros tipos de drogas, dinheiro em espécie e um telefone celular.
Segundo a polícia, foram recolhidas porções de maconha, cocaína, dry e ice, além de R$ 120 em dinheiro.
O homem foi encaminhado ao Centro de Polícia Judiciária, onde a ocorrência foi registrada como tráfico de drogas pelo delegado responsável pelo plantão.
Depois do registro da ocorrência, o acusado permaneceu detido e ficou à disposição da Justiça.
SÃO CARLOS/SP - Uma ocorrência envolvendo um simulacro de arma de fogo mobilizou equipes policiais na manhã de quarta-feira (13) na Escola Estadual Professor Orlando Perez, localizada no bairro Cidade Aracy II, em São Carlos.
Segundo informações da Polícia Militar, a equipe foi acionada via COPOM após denúncias de que um adolescente de 16 anos estaria portando uma arma dentro da sala de aula.
Ao chegarem à unidade escolar, os policiais foram informados pela direção de que funcionários e estudantes relataram ter visto o jovem exibindo um objeto semelhante a uma arma de fogo dentro da escola. Ainda conforme o relato, o adolescente teria sido visto com o objeto preso à cintura.
Durante a intervenção da equipe gestora da escola, o estudante retirou o simulacro e o apontou em direção à vice-diretora, causando temor entre os presentes. Na sequência, o adolescente afirmou que o objeto não era uma arma verdadeira, mas sim um simulacro.
Com a chegada da polícia, o jovem já estava na diretoria da escola. Durante a abordagem, os agentes localizaram com ele um simulacro preto com características semelhantes a uma pistola semiautomática.
A Polícia Militar também informou que, após análise preliminar das imagens do sistema de monitoramento da escola, foi constatado que outro adolescente, de 15 anos, também teria manuseado o objeto anteriormente.
A vice-diretora relatou aos policiais que acreditou inicialmente tratar-se de uma arma real devido à aparência do simulacro e à atitude do estudante no momento da ocorrência.
O objeto foi apreendido e os adolescentes foram encaminhados ao Plantão Policial acompanhados de seus responsáveis legais. Após serem ouvidos pela autoridade policial, as partes foram liberadas.
BRASÍLIA/DF - O CNE (Conselho Nacional de Educação) aprovou, em votação inicial nesta segunda-feira (11), um parecer que estabelece diretrizes para o uso da IA (inteligência artificial) na educação básica e superior.
A proposta orienta escolas e redes a adotar a tecnologia como ferramenta de apoio, sob supervisão humana, e ainda depende de novas discussões antes de eventual homologação do MEC (Ministério da Educação).
O uso da IA passa a ser classificado por nível de risco. Ferramentas de apoio, como organização de materiais e acessibilidade, entram na categoria de baixo risco. Já sistemas de correção automatizada de avaliações, monitoramento biométrico e seleção de benefícios são considerados de alto risco e exigem supervisão contínua.
Aplicações como vigilância emocional, pontuação social e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento de alunos ficam proibidas.
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Nível de risco - O que é - Exemplos - Regras e exigências
Baixo risco - Uso de apoio, sem impacto relevante sobre decisões acadêmicas ou direitos dos alunos - Organização de materiais; acessibilidade; revisão de texto sem avaliação; planejamento de aulas - Transparência básica, segurança da informação e responsabilidade da instituição
Risco moderado - Ferramentas com interação com alunos ou recomendações, sem decisão automática - Tutores virtuais; feedback formativo; assistentes institucionais; apoio à escrita - Informar uso; registrar sistemas; revisão humana obrigatória; monitoramento; restrição ao uso de dados
Alto risco - Sistemas que afetam diretamente a vida acadêmica ou direitos - Correção automática de provas; monitoramento biométrico; perfilização de alunos; seleção e certificação - Avaliação prévia de impacto; relatório de dados; supervisão contínua; auditoria; direito de contestação
Risco excessivo (proibido) - Aplicações incompatíveis com princípios educacionais - Pontuação social; vigilância emocional; perfilização para punição; decisões automáticas sobre aprovação ou expulsão - Uso vedado
As diretrizes estabelecem que decisões pedagógicas devem permanecer sob responsabilidade de professores. A tecnologia pode auxiliar na personalização do ensino, no acesso a conteúdos e no acompanhamento do desempenho, mas não substitui a mediação em sala de aula.
Também há regras de transparência e governança. Escolas e universidades deverão informar quando sistemas automatizados estiverem em uso, documentar decisões de adoção e garantir revisão humana de conteúdos e resultados, para evitar erros e vieses.
O uso da tecnologia deverá respeitar a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), além de princípios de segurança da informação e transparência algorítmica.
Outro eixo é a redução de desigualdades. A recomendação é ampliar políticas de inclusão digital e acesso equitativo, para evitar que a adoção da IA aprofunde diferenças entre redes de ensino.
As diretrizes preveem ainda a inclusão progressiva de conteúdos sobre IA nos currículos. A proposta é que estudantes aprendam não apenas a usar ferramentas, mas a compreender como funcionam, seus limites e riscos, com foco no desenvolvimento do pensamento crítico.
Na educação básica, a implementação deve ser gradual e considerar o desenvolvimento dos alunos, com foco em autonomia e uso equilibrado da tecnologia. No ensino superior, o foco recai sobre a preparação profissional e o uso da IA em contextos complexos, com respeito à integridade acadêmica.
Como a Folha de S.Paulo mostrou, três das principais universidades do país (USP, Unicamp e Unesp) estão criando protocolos para o uso da IA cuja principal regra é a transparência. A utilização deve ser combinada entre professores e alunos e declarada nas pesquisas e nos demais trabalhos acadêmicos.
No parecer do CNE, a formação de professores aparece como condição para a implementação, com incentivo à capacitação contínua e ao desenvolvimento de competências digitais.
O conselho reconhece que a adoção ocorre em um momento de desigualdades estruturais e orienta que redes de ensino adaptem a implementação às suas condições, em regime de cooperação federativa.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - A utilização de inteligência artificial (IA) no setor da saúde já atinge 18% dos estabelecimentos brasileiros de atendimento – 11% dos públicos e 25% dos privados.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (12), referem-se a 2025, e são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que entrevistou 3.270 gestores de estabelecimentos de saúde no país.
O levantamento é organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) – departamento do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
"Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde", explica o gerente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), Alexandre Barbosa.
Segundo a pesquisa, as principais aplicações de IA no setor de saúde brasileiro são:
De acordo com o levantamento, a adoção de IA no país ainda enfrenta obstáculos significativos. Nos hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, os gestores apontam custos elevados (63%), falta de priorização institucional (56%) e limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) para a adoção da nova tecnologia.
"O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável. Além disso, a consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é fundamental para sustentar a adoção ética da IA em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente no cuidado com os pacientes", destaca a coordenadora de projetos de pesquisas do Cetic.br, Luciana Portilho.
O levantamento mostra ainda que 9% dos estabelecimentos utilizam internet das coisas; e 5%, tecnologia robótica com uso de internet.
Serviços online disponibilizados aos pacientes, como a visualização de resultados de exames, foram oferecidos por 39% dos estabelecimentos; o agendamento de consultas, por 34%; e o de exames, por 32%.
AGÊNCIA BRASIL
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