Jornalista/Radialista
RIO DE JANEIRO/RJ - O programa humorístico “Vai que Cola”, da rede Globo, se encontra mergulhado em uma grave crise de bastidores, precipitada pela demissão de um de seus roteiristas, André Gabeh. Após se ver desempregado, Gabeh relatou que sofreu perseguição por parte do elenco do programa para deixar a equipe. A situação tornou-se tão crítica que gerou um racha entre os atores e os roteiristas, que na terça (22/8) publicaram uma carta aberta de apoio ao colega. A visibilidade das acusações feitas contra os humoristas famosos trouxe à tona outras queixas e culminou numa manifestação da própria entidade dos roteiristas do Brasil.
André Gabeh agradece apoio
Vítima da situação, André Gabeh voltou a se pronunciar sobre o ocorrido. Em uma longa mensagem publicada nas redes sociais nesta quarta (23/8), ele agradeceu aos colegas pelo posicionamento público e abordou as injustiças que sofreu durante o período em que trabalhou no humorístico. “Hoje, quem ler o que eles escreveram, vai saber que eu não exagerei quando falei sobre a injustiça que sofri, sobre a maldade que me fizeram e que tive que pisar em ovos para expor, porque o lado mais fraco da corda sempre tem que tomar cuidado pra nunca mais ser chamado pra trabalhar ou virar chacota diante do fandom de pessoas com muito mais visibilidade”, declarou.
Ele ainda enfatizou a seriedade da situação, afirmando: “O que aconteceu comigo não pode acontecer com PROFISSIONAL NENHUM, com pessoa nenhuma, mas dessa vez eu tive a voz de mestres me defendendo e se defendendo.”
Solidariedade e acusações dos roteiristas
A carta dos roteiristas foi assinada por pelo menos seis escritores da fase atual do programa. Solidarizando-se com Gabé, eles afirmam que o colega foi “demitido arbitrariamente a pedido de parte do elenco da série”. Segundo a carta, Gabeh é um profissional “sério, competente, comprometido”, que vinha sendo elogiado tecnicamente por toda a equipe, incluindo a produtora Fábrica, Multishow e Globo.
Além disso, os colegas destacam: “André Gabeh é também um escritor preto, gay e periférico, o que é importante ressaltar dentro de um contexto em que ‘a corda sempre arrebenta do lado mais frágil’. Perdemos um roteirista brilhante, um dos poucos suburbanos escrevendo para personagens suburbanos”.
Eles apontam que a implicância ou perseguição com o autor não era de hoje e não se devida à qualidade do trabalho e sim por preconceito, por Gabeh ser um ex-BBB. Sem citar nomes, eles dizem que críticas construtivas são bem-vindas, mas a reação dos atores foi muito acima do tom e sem justificativa.
“Atualmente a atmosfera de trabalho é de apreensão e medo, pois os roteiros recebem diversas críticas infundadas e abstratas. Críticas estas que dizem respeito, na maior parte dos casos, aos gostos pessoais e não à técnica e podem ter consequências desastrosas como a recente demissão do roteirista André Gabeh”, afirma a carta.
Entre as revelações, os roteiristas afirmam que parte do elenco nem sequer lê os roteiros antes de gravações, o que sempre causa mudanças de última hora. Sem citar exemplos, os escritores comentam que existe uma divisão até mesmo entre os atores, que não concordam com os estrelismos de algumas figuras.
Associação dos Roteiristas critica ambiente tóxico
Em uma nota também divulgada nesta quarta-feira (23/8), a Associação Brasileira de Autores Roteiristas (ABRA) se posicionou, em meio às denúncias, contra a “cultura de medo e opressão” em ambientes do mercado audiovisual. “O processo de criação de uma obra é um trabalho realizado em conjunto e todos os profissionais envolvidos merecem respeito”, ressalta um trecho.
A ABRA também destacou ser “inadmissível que um local de trabalho se torne um local de perseguição e de violência psicológica por parte de outros colegas”. A associação defendeu um ambiente livre de práticas tóxicas e enfatizou a necessidade de assegurar a integridade física e mental dos funcionários.
Mais um roteirista reforça denúncias
Com a revelação do descontentamento dos roteiristas atuais, um ex-roteirista do programa, Daniel Porto, que pediu demissão no ano passado, compartilhou sua experiência traumática no “Vai que Cola”, reforçando a acusação de assédio moral por parte do elenco. Em texto publicado no Linkedin, Porto acusou os atores de serem tóxicos e que o trabalho no humorístico lhe causou depressão, burnout e crises de ansiedade.
Porto relatou sua luta diária, as exigências insanas e a sobrecarga de trabalho. Reclamou dos salários desrespeitosos ofertados à equipe, revelando que um roteirista recebe entre R$ 5 mil e R$ 6 mil por mês para escrever aproximadamente 10 episódios, sem remuneração adicional pelas reexibições. O redator final, seu caso, recebia R$ 5 mil por episódio, com uma carga de trabalho intensa.
Ele também denunciou as atitudes dos atores: “O desdenho e o assédio moral com nossos textos eram diários e na nossa cara. Era direto, ofensivo e cruel. Todo mundo sabia, a estrutura inteira do programa sabia, e nós ficávamos vendidos tentando nos defender da maneira que nos cabia”. Ele ainda ressalta que “todos do elenco tinham comportamento tóxico conosco, em maior ou menor grau”.
O roteirista também destacou que a manifestação desta semana foi resultado de um acúmulo de desaforos e sapos engolidos. “Sempre ficamos com medo de nos expor e perder futuros trabalhos como roteirista, que são cada vez mais escassos. Demorou muito para que o pedido de socorro da equipe viesse”, afirmou. “Demorou muito para que o óbvio fosse dito. Muito amigos se desgastaram muito emocionalmente e psicologicamente por causa dessas pessoas”.
Após ressaltar o medo de exposição da equipe, o desgaste emocional e psicológico, ele agradeceu André Gabeh pela coragem de abrir os bastidores do programa: “Me solidarizo e compartilho meu relato para dizer que você não está sozinho nessa”.
O elenco do “Vai que Cola”
A 11ª temporada do programa “Vai que Cola” está atualmente em produção e será exibida ainda neste ano. O elenco da produção inclui Catarina Abdalla, Marcus Majella, Samantha Schmutz, Cacau Protásio, Pedroca Monteiro, Maurício Manfrini, Nany People, Marcelo Médici, Silvio Guildane e Luis Lobianco. Além deles, Sidney Magal, Diogo Vilela, Katiuscia Canoro, Paulinho Serra e Raphael Vianna fazem participações especiais.
A rede Globo, o Multishow e a produtora Fábrica ainda não se pronunciaram oficialmente sobre as alegações.
por Pedro Prado / PIPOCA MODERNA
RIO DE JANEIRO/RJ - A apresentadora Fátima Bernardes se prepara para estrelar seu novo programa televisivo: “Assim como a gente”, no canal fechado GNT. Fátima compartilhou registros da primeira gravação da atração, e afirmou que está quase tudo pronto para fazer rodar.
O projeto, idealizado por ela mesma, conta com um formato diferente, e cheio de novidades. “Estou super animada, muito bom a gente começar um projeto novo ne?”, afirmou Fátima. A atração irá contar com duas personalidades em cada um de seus dez episódios, e trará um bate-papo informal com várias reflexões.
A ideia é que Fátima e seus convidados compartilhem relatos, troquem experiências, dores, acertos, recomeços. A apresentadora acredita que o público irá amar esse novo formato, que foi construído pensando na interatividade do expectador. Ela afirmou que essa troca será o ponto alto do programa. “Serão conversas muito sinceras e reveladoras”, disse ela.
SÃO CARLOS/SP - Agentes da Guarda Municipal participaram na tarde desta quarta-feira (23/08), na FESC (Fundação Educacional São Carlos), de um treinamento com a equipe da Digifort, empresa de videomonitoramento com o sistema usado para capturar e gravar evidências de atividades criminal, dissuadir comportamento antissocial, monitorar e garantir a segurança, através do monitoramento de câmeras.
O software é usado em mais de 130 países, um dos poucos conectado ao Detecta, sistema de monitoramento inteligente, o maior Big Data (conjunto de informações armazenadas) da América Latina, que integra bancos de dados das polícias paulistas, como os registros de ocorrências, Fotocrim (banco de dados de criminosos com arquivo fotográfico), cadastro de pessoas procuradas e desaparecidas, dados do Departamento Estadual de Trânsito, registro de veículos furtados, roubados e clonados.
O treinamento operacional foi ministrado pelo gerente de treinamentos da Digifort, Roberto Santiago, que mostrou todas as ferramentas e as melhores maneiras de se trabalhar com o software, de forma que os operadores possam usar todos os recursos disponibilizados pela plataforma. Roberto explica que é um software modular, onde cada município pode adaptar às suas necessidades, além do monitoramento de câmeras é possível gravar, fazer pesquisas de movimentos, exportar vídeos com certificado de autenticidade, fazer a leitura das placas de automóveis que podem ser cruzadas com o banco de dados do governo, entre outros recursos.
O secretário de Segurança Pública, Samir Gardini, lembra que São Carlos foi contemplada com o software de forma gratuita e que o treinamento é importante para aprimorar o conhecimento dos agentes que utilizam o sistema no CCO, contribuindo assim para a segurança pública do município com custo zero. “O Centro de Controle Operacional (CCO) da Guarda Municipal, integrado ao Detecta, funciona 24 horas com acesso a 79 câmeras distribuídas por toda a cidade e atendendo as demandas do telefone 153, da central de alarmes e dos rádios da corporação”, explicou o secretário.
Participaram do curso, agentes da Guarda Municipal de São Carlos, de Araraquara, do Shopping Iguatemi e do Condomínio Damha.
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