Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - São Carlos reafirmou sua posição como capital nacional da tecnologia durante o São Carlos Experience 2025, evento que reúne, gestores públicos e especialistas para debater os caminhos da inovação e da transparência na administração municipal. Ao longo do dia, diferentes apresentações mostraram como ciência, tecnologia e participação cidadã se tornam instrumentos centrais para transformar a vida das pessoas.
Na parte da manhã desta quinta-feira (13), o secretário de Cidade Inteligente e Transparência, Mateus de Aquino, e o assessor do prefeito Netto Donato, Rafael Arôca, defenderam que transparência não é apenas um portal, mas um comportamento permanente. Eles destacaram números expressivos da comunicação pública municipal — mais de 270 mil acessos ao Portal da Transparência e 14 terabytes de dados disponíveis em bases municipais — como evidência de que a confiança nasce da informação clara e acessível. Para eles, a transparência precisa ser digital e participativa, baseada em três verbos centrais: acessar, entender e participar. “Exemplos como o Plano Diretor participativo e a plataforma Aprova São Carlos mostram que o cidadão deixou de ser espectador e passou a ser coautor das decisões públicas”, destacou Mateus de Aquino.
Nesse mesmo período, o diretor-técnico do Sebrae-SP, Marco Vinholi, reforçou o papel do empreendedorismo e da inovação como motores de desenvolvimento local, lembrando que dados abertos e transparência são fundamentais para criar um ambiente favorável às pequenas empresas e startups, fortalecendo o ecossistema produtivo da cidade.
Inovação - À tarde, o prefeito Neto Donato apresentou a visão da cidade sobre inovação aplicada à gestão pública. Para ele, o fomento à ciência só faz sentido quando gera conhecimento aplicado em soluções locais, capazes de melhorar serviços e qualidade de vida. “Ninguém mora no Estado ou na União. As empresas e as pessoas estão no município. É aqui que a inovação precisa acontecer”, afirmou.
Netto Donato destacou que São Carlos vive um momento de destaque, integrando gestão pública, universidades, tecnologia, arte e música, e que o evento é uma oportunidade de trocar experiências com autoridades de todo o país e aplicar lições valiosas na realidade local. “Quando vemos autoridades se unirem aqui em São Carlos para falar sobre inovação e melhoria da gestão pública, é muito gratificante”, disse.
O encontro contou também com a participação de Renatho Mello, chefe do gabinete de representação de Goiás em Brasília. “Essa temática [inovação na gestão pública] é importante sobretudo para dar a eficácia e agilidade que a população demanda ao próprio município. É só inovando, seja tecnológica ou não, que a gente vai conseguir atingir os resultados que a população espera de uma gestão pública eficiente”.
Já o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Santa Catarina, Edgar Usui, reforçou a centralidade dos municípios na agenda de inovação. “Não tem como a gente discutir Ciência, Tecnologia e Inovação se não for uma discussão com o município. A vida das pessoas acontece na cidade, ninguém mora no Estado e nem na União, então as empresas estão no município. Eu preciso debater com o município para entender qual é a demanda regional, para que eu possa estimular com fomento do governo do Estado a geração de conhecimento para aplicar na inovação através da tecnologia. Se não tivermos uma tecnologia de qualidade que faça diferença na vida das pessoas, não estaremos prontos para concorrer com o mundo lá fora”, encerrou.
SÃO CARLOS/SP - A Faculdade de Tecnologia (FATEC) de São Carlos prorrogou o prazo de inscrição para o Vestibular 2026. Os interessados têm até esta quinta-feira, 14 de novembro, para garantir a participação no processo seletivo.
A FATEC São Carlos oferece quatro cursos gratuitos de nível superior, todos com duração de três anos e voltados para o mercado de trabalho: Gestão de Recursos Humanos, Gestão Empresarial, Gestão da Produção e Big Data.
Os cursos são ministrados no período noturno, o que permite conciliar estudos e trabalho, e contam com excelente reputação acadêmica, professores qualificados e parcerias com empresas da região. A formação tecnológica da FATEC prepara o aluno para atuar com eficiência, inovação e visão empreendedora.
Datas importantes
Prazo final para inscrição: 14 de novembro de 2026
Prova: 15 de dezembro de 2026
Divulgação da lista de classificação: janeiro de 2027
As inscrições devem ser realizadas exclusivamente pelo site:
https://vestibular.fatec.sp.gov.br/unidades-cursos/escola.asp?c=242
As inscrições encerram amanhã. Essa é a oportunidade ideal para quem busca uma formação pública, gratuita e de qualidade reconhecida no ensino superior tecnológico.
Canais de atendimento e suporte
Telefone: (16) 3368-4099
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Instagram: @fatecsaocarlos
Endereço: Av. Trabalhador São-carlense, 1640 – Vila Prado – São Carlos/SP
SÃO CARLOS/SP - Na quinta-feira (13), foi realizado um simulado de acidente aeronáutico no Aeroporto de São Carlos, envolvendo diversas instituições do município e da região. A ação faz parte da implantação do Plano de Catástrofe do município, que vem sendo estruturado com reuniões e preparativos prévios, e tem como objetivo organizar e padronizar os protocolos de resposta a situações de emergência de grande porte.
O exercício foi coordenado pela Prefeitura de São Carlos, pela Rede VOA, responsável pela administração do aeroporto, e pela Santa Casa de São Carlos, hospital de referência no atendimento às vítimas.
Durante o treinamento, foram simuladas vítimas de um suposto acidente aéreo, mobilizando ambulâncias, viaturas e equipes médicas, de resgate e segurança. O cenário foi conduzido de forma realista, com a participação de figurantes que representaram familiares e vítimas, entre eles alunos da UNICEP, IEP (Instituto de Ensino e Pesquisa) da Santa Casa, do Instituto Atheneu e da ETEC Paulino Botelho. A imprensa também acompanhou toda a ação, registrando as etapas do atendimento e a atuação integrada das equipes.
A atividade contou com ampla participação de instituições que atuam diretamente na resposta a emergências, reforçando a importância do trabalho em rede e da cooperação entre diferentes órgãos. Entre elas, estiveram presentes: Santa Casa de São Carlos, ViaPaulista – Arteris, Nexus São Carlos, Rede VOA de Aeroportos, Prefeitura de São Carlos, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Agentes de Trânsito, Guarda Municipal, Defesa Civil, Polícia Militar Rodoviária, Secretaria Municipal de Saúde, Vital Mais Soluções em Saúde, SAMU e Unimed.
Após o encerramento da simulação, foi realizado um briefing com a presença do provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior; do prefeito de São Carlos, Netto Donato; do vice-prefeito, Roselei Françoso; do diretor técnico da Santa Casa, Dr. Roberto Muniz Junior; da diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti; e do Dr. Fábio Racy, referência em Medicina de Desastres, que acompanhou a execução do exercício.
A avaliação final do simulado foi considerada satisfatória, evidenciando o preparo e a integração entre os órgãos de atendimento pré-hospitalar, transporte e estrutura hospitalar.
Durante o encontro, a diretora de Práticas Assistenciais da Santa Casa, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, destacou a importância do treinamento e da integração entre os serviços de saúde e emergência. “Esses treinamentos são fundamentais para garantir que todos os serviços de urgência e emergência estejam preparados para agir com rapidez, técnica e integração. A Santa Casa tem papel essencial nesse processo, como hospital de referência, e nosso compromisso é aprimorar continuamente nossos fluxos internos e a comunicação com os parceiros externos.”
O prefeito de São Carlos, Netto Donato, reforçou o compromisso do município com a segurança e a preparação das equipes que atuam em situações de emergência. “O simulado realizado em São Carlos mostra a importância da integração entre nossas forças de segurança e saúde. Esse tipo de treinamento garante que, diante de uma situação real, teremos equipes preparadas para agir com rapidez e eficiência, protegendo vidas e oferecendo respostas adequadas à população.”
Já o provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, ressaltou o trabalho conjunto entre as instituições e o empenho das equipes envolvidas. “Foi uma experiência importante para todos nós. A integração entre os diferentes órgãos e instituições envolvidas demonstra o quanto o trabalho em rede é essencial em uma situação real. Agradeço a todos os profissionais da Santa Casa e aos parceiros que participaram dessa ação com dedicação e profissionalismo.”
BRASÍLIA/DF - Os Correios decidiram fatiar a contratação do empréstimo de R$ 20 bilhões para socorrer a empresa em mais de uma operação, em uma tentativa de atrair mais instituições financeiras e reduzir os custos de financiamento.
Em uma primeira rodada de negociações, um sindicato de quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) aceitou conceder o crédito no valor pleiteado pela companhia, mas estipulou uma taxa de juros considerada elevada para um contrato com garantia soberana, que reduz consideravelmente o risco de perdas para as instituições financeiras, pois a União paga as prestações em caso de inadimplência.
Procurados, os bancos não se manifestaram. Em ocasiões anteriores, as instituições disseram não comentar casos específicos.
A conclusão das tratativas do empréstimo é essencial para dar fôlego de caixa à empresa, que passa por dificuldades financeiras. A companhia acumula prejuízos crescentes desde 2022. Até o fim de 2025, o rombo só neste ano deve alcançar R$ 10 bilhões -no primeiro semestre, o saldo já ficou negativo em R$ 4,4 bilhões.
Projeções feitas pela companhia e apresentadas ao governo indicam que, sem recursos novos, a situação da estatal pode se agravar. O prejuízo pode chegar a R$ 20 bilhões em 2026, uma vez que os contratos com fornecedores preveem pagamento de multas em caso de atraso –ou seja, um ônus extra para uma empresa já em dificuldades.
O rombo poderia alcançar valores ainda maiores, na casa de R$ 70 bilhões, daqui a cinco anos. Nesse cenário extremo, a empresa estaria em condição de falência e precisaria inclusive demitir empregados, arcando com os custos trabalhistas desses desligamentos (por isso um valor até maior do que hoje é a despesa anual da estatal).
Segundo duas pessoas a par do assunto ouvidas pela Folha, a proposta dos bancos tinha um custo de 136% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).
No entanto, a tabela de custo máximo aprovada pelo comitê de garantias do Tesouro Nacional prevê um teto de 120% do CDI em operações desse tipo com prazo de dez anos.
Como o valor contratado é significativo, a diferença da taxa de juros ao longo dos anos representaria um custo adicional de centenas de milhões para os Correios, e a aprovação de um financiamento nessas condições poderia deixar margem para questionamentos futuros, inclusive de órgãos de controle.
Além disso, as instituições financeiras pleitearam uma taxa de comissão de 5% pela estruturação da operação, o equivalente a R$ 1 bilhão. Nos empréstimos concedidos a estados e municípios com garantia da União, esse percentual costuma ser de 1%.
Segundo os interlocutores ouvidos pela reportagem, desde o anúncio da estratégia de socorrer os Correios via empréstimo com garantia da União, outros bancos (nacionais e estrangeiros) demonstraram interesse em conceder financiamento à empresa. Por isso, o comando da companhia decidiu fazer uma nova rodada de negociação, agora mais ampla.
Os bancos já foram comunicados das novas condições. O valor de R$ 20 bilhões foi mantido, mas, em vez de solicitar as condições da proposta (como a taxa de juros), a companhia vai perguntar às instituições financeiras quanto elas aceitam emprestar ao custo de até 120% do CDI.
Sob esse desenho, o socorro pode acabar sendo pulverizado em várias operações de crédito com diferentes bancos. Se o valor ofertado não chegar aos R$ 20 bilhões, é possível que a empresa faça uma primeira leva de financiamentos com menor volume e volte ao mercado mais adiante para obter novos recursos.
O Executivo já entrou na mira de órgãos de controle e de parlamentares da oposição pela decisão de colocar a União como fiadora do empréstimo, em vez de fazer um aporte direto de recursos (o que exigiria espaço no Orçamento e também nas regras fiscais). Se a operação ainda assim tiver um custo elevado, isso poderia virar munição no embate político e jurídico.
A avaliação é de que é mais prudente fazer uma nova rodada de negociações, ainda que isso resulte em algum atraso na contratação do financiamento e deixe a companhia com o caixa sangrando por mais algumas semanas. Enquanto isso, o pagamento a fornecedores deve seguir represado, mas não há, segundo técnicos, risco de atraso no pagamento de salários de funcionários. A expectativa é que, mesmo com a demora, seja possível fechar a contratação até o fim de 2025.
Inicialmente, a Caixa Econômica Federal também participava das conversas para integrar o sindicato de bancos para financiar os Correios. Segundo duas pessoas, no entanto, a instituição não enviou proposta.
Nos bastidores, a Caixa era o banco que mais manifestava resistências à operação. No início, isso era atribuído à tentativa frustrada do comando da instituição de influenciar a escolha do sucessor de Fabiano Silva dos Santos, ex-presidente dos Correios que deixou o cargo em setembro. O nome escolhido pelo governo, com o apoio do ministro Rui Costa (Casa Civil), foi o de um funcionário de carreira do Banco do Brasil, Emmanoel Rondon.
Mesmo após a troca na gestão da empresa, a Caixa continuou apontando dificuldades técnicas em participar da operação.
O plano de reestruturação da empresa é tido como o "ponto central" para sustentar a decisão dos bancos sobre a capacidade de recuperação da empresa e, consequentemente, a viabilidade do pagamento das prestações. Embora a crise seja financeira, ela é vista como fruto de um problema estrutural de gestão, semeado pelos aumentos sequenciais de custos e pela estratégia deficiente de negócio.
por Folhapress
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