Jornalista/Radialista
Sistema de Pesagem em Movimento está em operação desde junho com o objetivo de dar mais agilidade à aferição de peso
CORUMBATAÍ/SP - Representantes do Ministério da Infraestrutura, da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) realizaram, na última semana, uma visita técnica para conhecer de perto o Sistema de Pesagem em Movimento de caminhões, implantado pela Eixo SP Concessionária de Rodovias na SP-310 – Rodovia Washington Luis, em Corumbataí. A visita foi acompanhada por representantes do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER).
A visita da equipe teve como objetivo observar a tecnologia utilizada na operação do sistema e analisar a possibilidade de implantá-la também nas rodovias federais. Além de verificar “in loco” o funcionamento do equipamento, a comitiva esteve no Centro de Controle Operacional da Eixo SP, onde tiveram a oportunidade de conhecer a operação da rodovia com utilização do CFTV com IVA (Análise Inteligente de Vídeo). Essa tecnologia permite monitorar toda a malha rodoviária por meio de imagens disponibilizadas em tempo real em monitores de vídeo instalados no CCO.
De acordo com o diretor-presidente da Eixo SP, Sérgio Santillan, a visita foi bastante positiva e produtiva. Segundo ele, foi uma oportunidade para a Concessionária mostrar toda inovação tecnológica empregada na administração do trecho sob concessão, sempre visando a segurança e o conforto dos usuários.
O WIM (Weigh In Motion), como é chamado na livre tradução o Sistema de Pesagem em Movimento, começou a operar no início de junho, no km 197, no trecho de Corumbataí, na pista sentido Interior-Capital, com a finalidade de trazer mais segurança e rapidez aos caminhoneiros, já que apenas os veículos com excesso ou irregularidades precisarão entrar no posto de pesagem para aferição da carga.
Sobre a Eixo SP
A Eixo SP Concessionária de Rodovias administra mais de 1.221 km de estradas que passam por 62 municípios da região de Rio Claro, no centro do Estado, até Panorama, no extremo oeste, na divisa com o Mato Grosso do Sul. O maior contrato sob supervisão da Artesp terá investimentos na ordem de R$ 14 bilhões em obras de ampliação, conservação, além da modernização de serviços ao usuário. Para mais informações acesse: www.eixosp.com.br.
SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP - Uma funcionária do setor de limpeza de um supermercado foi detida na noite do último sábado, 06, após tentar sair do estabelecimento com mercadorias, vencidas ou avariadas, que seriam descartadas.
O caso, que foi registrado como furto, aconteceu em um comércio atacadista da avenida Potirendaba.
De acordo com o boletim de ocorrência, no fim do expediente os funcionários têm os pertences revistados por um gerente de perdas.
No momento desse procedimento, o homem pediu que uma auxiliar de limpeza, de 56 anos, retirasse peças de roupa que escondiam um volume dentro da bolsa.
A mulher obedeceu e foi constatado que ela estava tentando levar para casa uma lata de doce de leite, um pacote aberto de açúcar, uma embalagem de amendoim, uma unidade de confete de chocolate e um creme de barbear.
A Polícia Militar foi acionada e, na Central de Flagrantes, a mulher disse que pegou as mercadorias no depósito destinado aos produtos que serão descartados. Embora soubesse que era proibido, ela pensou que não haveria problema, já que os alimentos seriam jogados no lixo.
O delegado de plantão, Roberval Costa Macedo, aplicou o princípio da insignificância (quando o prejuízo é ínfimo comparado ao patrimônio da empresa) e liberou a funcionária.
BRASÍLIA/DF - Com o orçamento apertado, um em cada quatro habitantes no país não consegue pagar todas as contas no fim do mês. A constatação é de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Instituto FSB Pesquisa, que aponta redução nos gastos com lazer, roupas e viagens.

De acordo com a pesquisa, sair do vermelho está cada vez mais difícil. Isso porque apenas 29% dos brasileiros poupam, enquanto 68% não conseguem guardar dinheiro. Apesar disso, 56% dos entrevistados acreditam que a situação econômica pessoal estará um pouco ou muito melhor até dezembro.
O levantamento também mostrou que 64% dos brasileiros cortaram gastos desde o início do ano e 20% pegaram algum empréstimo ou contraíram dívidas nos últimos 12 meses. Em relação a situações específicas, 34% dos entrevistados atrasaram contas de luz ou água, 19% deixaram de pagar o plano de saúde e 16% tiveram de vender algum bem para quitar dívidas.
Outros hábitos foram afetados pela inflação. Segundo a pesquisa, 45% dos brasileiros pararam de comer fora de casa, 43% diminuíram gastos com transporte público e 40% deixaram de comprar alguns alimentos.
Entre os que reduziram o consumo, 61% acreditam na melhora das finanças pessoais nos próximos meses. O otimismo, no entanto, não se refletirá em consumo maior. Apenas 14% da população pretendem aumentar os gastos até o fim do ano.
Entre os itens que mais pesaram no bolso dos entrevistados nos últimos seis meses, o gás de cozinha lidera, com 68% de citações. Em seguida, vêm arroz e feijão (64%), conta de luz (62%), carne vermelha (61%) e frutas, verduras e legumes (59%). Os combustíveis aparecem em sexto lugar, com 57%. No caso dos alimentos, a percepção de alta nos preços de itens como arroz, feijão e carne vermelha aumentou mais de 10 pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, em abril.
Com a alta dos preços, a população está recorrendo a um hábito antigo: pechinchar. Segundo a pesquisa, 68% dos entrevistados admitiram ter tentado negociar um preço menor antes de fazer alguma compra neste ano. Um total de 51% parcelou a compra no cartão de crédito, e 31% admitiram “comprar fiado”. Os juros altos estão tornando o crédito menos atrativo. Menos de 15% dos brasileiros recorreram ao cheque especial, crédito consignado ou empréstimos com outras pessoas.
De acordo com o presidente da CNI, Robson Andrade, os rescaldos da pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia comprometeram a recuperação econômica do país. A aceleração da inflação levou à alta dos juros, o que tem desestimulado o consumo e os investimentos. Em contrapartida, afirma Andrade, o desemprego está caindo, e o rendimento médio da população está se recuperando gradualmente, o que dá um alento para os próximos meses.
O levantamento, encomendado pela CNI ao Instituto FSB Pesquisa, é o segundo realizado no ano com foco na situação econômica e nos hábitos de consumo. Foram entrevistados presencialmente 2.008 cidadãos, em todas as unidades da Federação, de 23 a 26 de julho.
BRASÍLIA/DF - Os sete candidatos à Presidência da República que já registraram suas candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declararam, no total, quase R$ 52 milhões em patrimônio. O líder das pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), tem o terceiro maior patrimônio entre eles, com R$ 7,4 milhões. Seu registro foi feito neste sábado, 6. Simone Tebet (MDB), que aparece em quarto lugar nas pesquisas, também tem o quarto maior patrimônio da lista, com R$ 2,3 milhões.
O topo da lista está com Felipe d’Ávila (NOVO), que registrou R$ 24,6 milhões, aproximadamente 47,5% do total dos sete candidatos. Ele é seguido por Pablo Marçal (PROS), com patrimônio de R$16,9 milhões. Marçal, no entanto, pode não levar a sua candidatura adiante porque o seu partido deve apoiar Lula.
Também foram registradas as candidaturas de Sofia Manzano (PCB), com R$ 498 mil, Vera Lúcia (PSTU), com R$ 8.805,00, e Léo Pericles (UP), que registrou apenas R$ 197,31.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) e os pré-candidatos Ciro Gomes (PDT), Soraya Thronicke (UB), Eymael (DC) e Roberto Jefferson (PTB) não registraram suas candidaturas até este fim de semana. Com o fim do período de convenções, os partidos têm até o dia 15 de agosto para solicitar à Corte a oficialização de seus candidatos nas eleições de outubro.
Lula registra patrimônio menor do que em 2018
Os R$ 7,4 milhões registrados na candidatura de Lula são menores do que os quase R$ 8 milhões informados à Corte em 2018, quando o petista foi impedido de concorrer por ter sido enquadrado na Lei da Ficha Limpa e acabou substituído no pleito por Fernando Haddad (PT). Corrigido pela inflação, o montante chega a R$ 10,2 milhões pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O bem de maior valor declarado por Lula foi uma aplicação de R$ 5.570.798,99 em Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL), um tipo de previdência privada. O ex-presidente disse também ser proprietário de três apartamentos, um de R$ 94 mil e dois de R$ 19 mil. Ele possui outros três terrenos, de R$ 265 mil, R$ 130 mil e R$ 2,7 mil, e dois veículos nos valores de R$ 48 mil e R$ 85 mil.
Vice na chapa com Lula, Geraldo Alckmin (PSB) declarou ter R$ 1 milhão em bens. O ex-governador de São Paulo relatou ser proprietário de um apartamento no valor de R$ 323.806,02 e ter um investimento em VGBL de R$ 314.863,23. Ele também listou como bens uma casa de R$ 52 mil, investimento de R$ 172 mil e dois terrenos, de R$ 110 mil e R$ 30 mil.
Bruno Luiz, Iander Porcella e Rubens Anater / ESTADÃO
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