Jornalista/Radialista
“São 21 pacientes que não podem contar com o serviço de transporte para o tratamento, a falta dessa assistência pode custar vidas”.
SÃO CARLOS/SP - Vereador Elton Carvalho (Republicanos) participou de uma reunião, na terça-feira, 05, com o prefeito Airton Garcia, onde estiveram presentes o secretário de Governo, Edson Fermiano, a secretária da Saúde, Jôra Porfírio, o chefe de gabinete da Secretaria de Saúde, Gustavo Curvelo, e a diretora do Departamento de Gestão e Cuidado Hospitalar, Lindiamara Soares, para pedir solução sobre a falta de transporte de pacientes para o tratamento de hemodiálise em São Carlos.
Após receber uma denúncia sobre a falta de transporte para os pacientes dialisados fazerem tratamento, o parlamentar apurou que atualmente existem 21 pacientes que não podem contar com a oferta deste serviço e informações sobre o registro de faltas/ausências nas sessões de hemodiálise em decorrência da falta de transporte.
Em geral, os pacientes com doença renal crônica fazem hemodiálise três ou quatro vezes por semana, ou até mesmo diariamente dependendo da situação clínica do paciente, a cada sessão que não é realizada aumenta o risco do paciente apresentar problemas cardíacos, derrames, edema pulmonar e, consequentemente, o risco de morte por conta do acúmulo de líquido e toxinas no sangue.
“O tratamento de hemodiálise, que ocorre em média de duas a três vezes por semana, causa uma série de reações no paciente. Muitos apresentam problemas de locomoção e saem ainda mais debilitados do procedimento. Por isso, ampliar a capacidade do serviço urgentemente e garantir o transporte é essencial para a continuidade e o sucesso do tratamento. Viemos pedir soluções e garantir a oferta de transporte para esses pacientes” enfatizou Elton Carvalho.
Como fechamento da reunião, houve consenso positivo entre a Secretaria Municipal de Saúde, com aval do Prefeito Airton Garcia, do secretário de Governo, Edson Fermiano, e do parlamentar.
“Apresentamos uma solução temporária que será implantada de imediato: a gratuidade do transporte público para os pacientes irem até a hemodiálise e adequação dos itinerários e horários do Serviço Integrado de Transporte Sanitário para garantir o retorno dos pacientes após o tratamento. Imediatamente também, iremos iniciar os trâmites necessários para um remanejamento orçamentário a fim de viabilizar a compra de uma van adequada para solucionar esse transporte” concluiu a secretária de Saúde, Jôra Porfírio.
Cantor manauara trás uma linda história de amor e reencontros
MANAUS/AM - Sucesso “GPS” de Mikael Almeida, cantor manauara trás uma linda história de amor e reencontros. “É uma música romântica que eu fiz, produzi e contei com a ajuda do tecladista que toca comigo”, Mikael começa a contar sobre o processo de produção. “É uma música muito bonita e com coração”, continua. Todo casal passa por momentos difíceis de discussão, briga, e “GPS” chega para “nos ensinar a voltar atrás, o peso do arrependimento e o gesto do perdão que nos faz amar de novo”. Mikael aposta no sucesso do novo hit e confirma confiante que “A GALERA VAI GOSTAR MUITO!”.
A composição é de dois grandes amigos de Mikael, um deles é o Rodrigo Oliveira que o compositor do Ferrugem e do Péricles e o Felipe que é o compositor do Dilsinho, “a música ‘GPS’ é de composição desses dois grandes artistas”, conta Mikael. E as surpresas não param por aí. Mikael Almeida ainda garante uma grande surpresa no lançamento da música “GPS”.
Preparada para ser lançada no início de julho, daqui há pouco menos de um mês, “GPS” promete “ser um grande divisor de águas para todos nós que fizemos parte de sua criação”, conta Mikael. “De início teremos um clipe contando uma grande e linda história. Nos primeiros dias de julho ela chegará para todos poderem ouvir”. Entre os bastidores, as fases de edição, produção e preparação, Mikael nos entrega uma grande novidade do que o público irá ouvir assim que der play: “muito provavelmente teremos um feat internacional. Uma atração internacional pode aparecer”, revela, animado e muito feliz.
E aí? Está ansioso pra saber o que GPS irá entregar para os fãs? Então fiquem atentos à data do grande lançamento do novo hit de Mikael Almeida.
BELO HORIZONTE/MG - As mudanças climáticas impulsionadas pelas ações humanas proporcionaram um aumento na intensidade das chuvas que atingiram o Nordeste do Brasil no fim de maio e no início de junho, principalmente no estado de Pernambuco.
Segundo pesquisadores, sem o aquecimento global, os eventos ocorridos seriam um quinto menos intensos.
As informações são de estudo do World Weather Attribution, divulgado na terça (5). A pesquisa foi realizada por cientistas do Brasil, Reino Unido, Holanda, França e Estados Unidos.
As análises foram realizadas a partir de modelos climáticos que simulam o evento meteorológico em um cenário sem a emissão de gases do efeito estufa e no cenário atual, com aquecimento do planeta em cerca de 1,2°C.
A climatologista Friederike Otto, da Universidade Imperial College de Londres, no Reino Unido, explica que o objetivo desse tipo de estudo é analisar a relação de eventos meteorológicos intensos com as mudanças climáticas. Segundo ela, isso é importante para entender as possibilidades de eventos similares acontecerem e como eles seriam sem as mudanças do clima.
O pesquisador Lincoln Alves, do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), afirma que o trabalho incluiu a caracterização do evento, para entender o quão raro foram as chuvas em comparação com o histórico.
Foram selecionadas 75 estações pluviométricas na região que possuíam dados ao menos desde a década de 1970 para realizar o estudo. As análises foram feitas a partir da quantidade de chuva que caiu na região em recortes de um período de sete dias e de um período de 15 dias.
Tais eventos meteorológicos raros são mais prováveis de acontecer atualmente que em um cenário sem aquecimento global. No entanto, a partir do estudo não é possível mensurar o quanto as mudanças climáticas fazem com que esses eventos aconteçam no futuro.
Entre os dias 27 e 28 de maio, o estado de Pernambuco recebeu em 24 horas mais de 70% da chuva esperada para todo o mês. Somente em Pernambuco, ao menos 129 pessoas morreram em decorrência das chuvas. Outros estados como Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Sergipe também foram afetados.
Desde o último fim de semana, temporais voltaram a preocupar alguns estados do Nordeste. Oito pessoas morreram e dezenas de cidades entraram em situação de emergência em Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
Outro elemento apontado pelos pesquisadores que agravou as consequências das chuvas na região metropolitana do Recife foram os problemas de vulnerabilidade da população. O aumento da urbanização não planejada em áreas de risco de inundação e encostas íngremes ampliaram a exposição das pessoas aos riscos causados pela chuva.
Segundo Edvânia Pereira dos Santos, da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), a cidade do Recife e a região metropolitana são muito vulneráveis, devido a fatores como a alta densidade demográfica e o fato de a cidade ter sido construída ao redor de rios.
De acordo com Alexandre Köberle, pesquisador do Grantham Institute na Universidade Imperial College de Londres, os sistemas de alerta realizados por órgãos municipais, estaduais e federais auxiliam na redução dos danos nesse tipo de tragédia. Segundo ele, esses sistemas podem ser melhorados para que ações antecipadas mais eficazes sejam realizadas.
Santos, que fez parte do estudo, explica que a APAC atua em parceria com a Defesa Civil para emitir tais alertas e orientar a população.
De acordo com ela, a agência vem trabalhando para melhorar a comunicação com a população sobre a importância dos alertas meteorológicos e sobre medidas a serem tomadas. Segundo ela, muitas pessoas não veem importância nos avisos ou não sabem como proceder para evitar consequências mais graves.
Santos diz que desde março a agência monitorava a possibilidade da ocorrência de fortes chuvas neste ano, devido a fenômenos como a La Niña e o aquecimento do Atlântico. Com esses prognósticos a Defesa Civil atua para tomar as medidas possíveis e necessárias.
ISAC GODINHO / FOLHA
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