SÃO PAULO/SP - O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta terça-feira (24), um alerta de grande perigo para a região sudeste do país devido ao acúmulo de chuva. A passagem de uma frente fria criará condições favoráveis para chuvas contínuas até sexta-feira (27).
No estado de São Paulo, a maior parte do território terá um clima seco e estável, exceto pela região litorânea, que deve apresentar chuvas regulares e acumulados acima de 50 milímetros (mm).
Segundo a Defesa Civil do estado, os riscos que a chuva traz são muito altos nas regiões do Vale do Ribeira, na Baixada Santista, no Litoral Sul e Norte. As cidades de Peruíbe e Ubatuba, já bastante atingidas pelas chuvas nos últimos dias, continuam sob risco.
O alerta de grande perigo também vale para Itapeva, Sorocaba, Campinas, Serra da Mantiqueira, Vale da Paraíba, Capital e Região Metropolitana de São Paulo.
As condições climáticas nas regiões aumentam o risco de alagamentos e transbordamentos de rios, além de deslizamentos das encostas. Nestes casos, o Inmet instrui a população a observar com cuidado as alterações nas encostas, permanecer em local seguro e desligar aparelhos elétricos.
Em caso de inundação na residência, ou situação similar, é recomendado proteger os pertences da água envolvendo-os em sacos plásticos, caso possível.
Nesta última semana, o acúmulo de chuva gerou enormes complicações no estado de São Paulo, especialmente no litoral. Em Peruíbe, mais de 300 pessoas ficaram desabrigadas e outras 100 foram desalojadas após o município atingir 56 milímetros (mm) de água acumulada em 12 horas.
Na última segunda (23), Mongaguá teve cerca de 800 imóveis afetados com o transbordamento de rios e inundação de diversas ruas. Em Ubatuba, duas pessoas morreram em um naufrágio devido ao clima adverso, que registrou um volume de chuva equivalente à média histórica de todo o mês de fevereiro.
Também na segunda, as Rodovias Oswaldo Cruz e Tamoios tiveram trechos interditados devido à queda de objetos na via e excesso de chuva, que superou 100 mm.
Nas regiões centro-oeste dos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, as chuvas podem superar 200mm nos próximos dias. Os capixabas e mineiros devem ter cuidado entre os dias 25 e 27, quando o volume de água irá se intensificar.
AGÊNCIA BRASIL
SÃO CARLOS/SP - O diretor da Defesa Civil de São Carlos, órgão vinculado à Secretaria de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Pedro Caballero, informou que o mês de janeiro registrou um acumulado de 400 milímetros de chuva, marca considerada recorde para o período. Segundo ele, o volume foi distribuído de forma equilibrada, evitando enchentes e alagamentos na cidade.
“Praticamente durante 15 dias tivemos chuvas e 15 dias sem precipitação. O acumulado até o dia 30 foi de 400 milímetros de chuva. É um recorde, porque fazia tempo que não tínhamos um mês com esse volume e parcelado, ou seja, no máximo de 49 milímetros sem ter inundações ou alagamentos”, destacou Caballero.
O diretor da Defesa Civil também chamou atenção para as condições climáticas dos próximos dias. “No sábado e domingo, teremos calor de 31 a 32 graus e chuvas por pancadas, aquelas rápidas, convectivas, no fim da tarde, com possibilidade de raios. Já a partir da noite de segunda-feira, dia 2, para terça-feira, dia 3, deve fechar o tempo e podemos ter temporais entre terça e quarta-feira”, explicou.
Caballero reforçou ainda a necessidade de cuidados da população em áreas de risco. “Fevereiro deverá ser um mês chuvoso, assim como foi janeiro. É importante não atravessar enxurradas, esperar a chuva passar e se proteger em locais cobertos. Tivemos diversos acidentes com raios no Brasil e é fundamental ficar guarnecido embaixo de um teto”, alertou.
Ele lembrou que a Defesa Civil emite comunicados preventivos por meio do número 40199. “Ao cadastrar o CEP (código de endereçamento postal), o morador recebe alertas específicos para São Carlos ou os avisos gerais emitidos pelo Governo do Estado”, concluiu.
SÃO CARLOS/SP - São Carlos atravessa um período de instabilidade climática marcado por chuvas frequentes e acumulados expressivos. Entre os dias 13 e 21 de janeiro, as previsões meteorológicas indicam pancadas diárias, com temperaturas máximas variando de 33°C a 26°C e mínimas estáveis entre 17°C e 19°C. Os volumes de precipitação oscilaram de 2 mm a 15 mm por dia.
Segundo dados da Defesa Civil, até o dia 13 de janeiro já haviam sido registrados 105 mm de precipitação, o que corresponde a pouco mais de um terço da média histórica do mês, estimada em 303,2 mm. A previsão é de que até o fim de janeiro o acumulado chegue a 307,58 mm, superando a média esperada. Em dezembro de 2025, o município registrou 281,60 mm, abaixo da média histórica de 303,3mm.
Na terça-feira (13/01), a Defesa Civil reportou a ocorrência de uma chuva de rápida formação, que atingiu cerca de 50 mm. O diretor do órgão, Pedro Caballero, explicou que a intensidade foi significativa, mas não houve alagamentos relacionados a córregos graças ao trabalho de limpeza e manutenção realizado pela Secretaria de Conservação e
Qualidade Urbana e pelo SAAE. O único ponto de transtorno foi na rotatória do Cristo, na avenida Tancredo Neves, onde o sistema de bueiros ficou entupido por detritos trazidos pela enxurrada, como lixo, restos de construção, entre outros objetos.
Caballero alertou para a continuidade das chuvas até o dia 20, especialmente no período da tarde, com formação rápida de nuvens cúmulos-nimbos, que são nuvens de grande desenvolvimento vertical capazes de gerar tempestades intensas, rajadas de vento e raios. Ele explicou que essas chuvas são chamadas de convectivas porque se formam pelo aquecimento do ar úmido que sobe rapidamente, condensa e precipita em pancadas fortes e localizadas. “É importante ficar protegido sob o telhado e evitar circular durante essas chuvas. Se observar perigo, saia da via imediatamente. A Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a Guarda Municipal estão em estado de atenção durante toda a semana”, afirmou.
A Prefeitura reforça que os canais de emergência estão disponíveis para a população: 153 da Guarda Municipal, 193 do Corpo de Bombeiros, 190 da Polícia Militar e 199 da Defesa Civil. O plano de contingência segue ativo para situações de crise.
Os kits enviados pelo Governo do Estado incluem colchões, cestas básicas, cobertores, lençóis, fronhas, travesseiros, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza
ARARAQUARA/SP - A Prefeitura de Araraquara, por meio da Defesa Civil Municipal, realizou na última sexta-feira (07) a entrega de kits de ajuda humanitária enviados pelo Governo do Estado de São Paulo. A ação reforça o compromisso da administração municipal com o bem-estar da população e o amparo às famílias afetadas pelas fortes chuvas que atingiram a região nos últimos dias.
A entrega foi acompanhada pessoalmente pelo prefeito Dr. Lapena, que esteve ao lado do coordenador executivo de Segurança e subsecretário municipal de Proteção e Defesa Civil, Coronel Alexandre Luis dos Santos, da secretária de Comunicação, Paula Cardoso, e da presidente do Fundo Social, Daiana Lapena. As equipes percorreram as áreas mais impactadas para conhecer de perto as demandas das famílias desabrigadas e avaliar as ações já implementadas pela gestão municipal.
Os kits entregues incluem colchões, cestas básicas, cobertores, lençóis, fronhas, travesseiros, produtos de higiene pessoal e materiais de limpeza, itens essenciais para garantir condições mais dignas e seguras a quem teve perdas materiais durante o período chuvoso.
O prefeito Dr. Lapena destacou a importância da união entre as esferas de governo e da sensibilidade diante das dificuldades enfrentadas pelas famílias. “Nosso dever é estar ao lado de quem mais precisa. Não viemos apenas entregar kits, mas demonstrar que a Prefeitura está presente, atenta e comprometida com cada cidadão araraquarense. Sabemos que a reconstrução não se faz apenas com recursos, mas com empatia, diálogo e trabalho conjunto. Agradeço ao Governo do Estado pelo apoio e às nossas equipes pelo esforço incansável em levar amparo e esperança a cada lar afetado.”
O coronel Alexandre também ressaltou o papel preventivo e coordenado da atuação municipal. “As ações de resposta às chuvas não se limitam ao momento da emergência. Trabalhamos continuamente para mapear áreas de risco, orientar a população e fortalecer nossa capacidade de resposta. A entrega desses kits representa mais uma etapa desse esforço coletivo que busca preservar vidas e reconstruir com segurança.”
Equipes da administração municipal realizam atendimentos emergenciais e monitoramento em pontos de risco
ARARAQUARA/SP - Na manhã de terça-feira (04), o Prefeito Dr. Lapena acompanhou de perto os trabalhos realizados pela Prefeitura em diversas regiões da cidade atingidas pelas fortes chuvas e ventos da noite anterior. A visita teve início no Parque São Paulo, onde ocorreu um deslizamento de terra que invadiu a residência de um morador e ameaça a estrutura da casa vizinha.
A Defesa Civil foi acionada imediatamente e realizou a avaliação técnica do local, identificando os riscos e orientando as medidas de segurança. A Vice-Prefeita Meire Laurindo esteve presente, juntamente com equipes da Secretaria de Habitação e do Serviço Social, prestando assistência direta às famílias afetadas. Em uma das residências em situação de risco vivem duas crianças, de 5 e 11 anos, acompanhadas da mãe e da avó. Na casa vizinha, que foi parcialmente invadida pela lama, reside um morador sozinho. Ambas as famílias estão recebendo todo o suporte necessário, incluindo auxílio-moradia e acompanhamento social, até que a situação seja totalmente normalizada.
Em seguida, o refeito Dr. Lapena, acompanhado do Secretário de Obras, Laxixa, visitou a Avenida Expressa, onde as equipes municipais executavam serviços de limpeza e vedação de um buraco ocasionado pelo volume de água. Após vistoria técnica, foi constatado que a estrutura da via encontra-se estável e sem riscos para pedestres e motoristas.
Durante as visitas, o Prefeito destacou a atuação integrada das secretarias municipais e reafirmou o compromisso da gestão com a segurança e o bem-estar da população:
“Estamos percorrendo várias regiões da cidade após uma noite de condições climáticas extremamente intensas, com chuva, granizo e ventos fortes, que causaram queda de árvores, bloqueio de vias e rompimento de fios de energia. Nossa prioridade são as pessoas. Graças a Deus, não tivemos vítimas, nem feridos leves, graves ou fatais. Todas as nossas equipes — de Saúde, Educação, Obras, Desenvolvimento Social e Defesa Civil — estão mobilizadas para garantir que cada cidadão seja acolhido e assistido. Também acompanhamos de perto a situação dos hospitais, que não podem ficar sem energia, e os problemas foram rapidamente resolvidos pela CPFL. Apesar dos desafios, tudo está sob controle.”
A Prefeitura reforça que permanece em estado de atenção, com equipes de prontidão para atender novas ocorrências e garantir a segurança, o amparo e a tranquilidade dos moradores. Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. Para ocorrências envolvendo árvores sobre a rede elétrica, fios caídos ou falta de energia, os contatos da CPFL Paulista são: www.cpfl.com.br, 08000101010 ou através de um SMS, com o envio do número da unidade consumidora para 27351.
SÃO CARLOS/SP - A forte chuva acompanhada de ventos que atingiu São Carlos na tarde desta segunda-feira (22/09) causou estragos significativos, especialmente na estrutura do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI) Professor João Jorge Marmorato, localizado na Vila Isabel. Parte do telhado da unidade desabou, obrigando os servidores a transferirem imediatamente as crianças para o refeitório e acionarem as equipes de segurança. Felizmente, ninguém ficou ferido.
A escola, que atende 140 alunos, será interditada para reforma completa do telhado. O secretário de Educação, Lucas Leão, destacou a atuação dos profissionais da unidade. “Foi uma situação muito triste, mas temos que agradecer todos os servidores. Numa ação rápida conseguimos preservar vidas. Ninguém saiu ferido. Agora vamos analisar os impactos e tomar providências imediatas para que tudo se normalize. Já estamos trabalhando para resolver o acolhimento das crianças o mais rápido possível”.
O secretário de Gestão de Cidade e Infraestrutura, Leonardo Lázaro, explicou que a força do vento foi determinante para a destruição de parte do telhado. “A princípio, foi uma rajada de vento excepcional que levantou o telhado. Por serem telhas de cimento, elas se quebraram. A estrutura de laje impediu que os estilhaços atingissem os alunos. A estrutura está sólida, e agora vamos atualizar todo o telhado”, destacou.
O prefeito Netto Donato esteve no local e acompanhou o trabalho das equipes da Secretaria de Educação, da Defesa Civil e da Secretaria de Gestão de Cidade e Infraestrutura. “Infelizmente tivemos esse problema aqui. A Prefeitura já está atuando com rapidez e vamos refazer esse telhado todo. Graças a Deus, nenhuma criança se feriu”, disse.
A Secretaria de Educação avalia a situação de outras escolas em São Carlos e estuda um espaço provisório para acolher os alunos do CEMEI João Jorge Marmorato.
PAQUISTÃO - O número de mortos causados pelas fortes chuvas que atingiram o Paquistão na semana passada subiu para 64, sendo metade das vítimas crianças, segundo informaram nesta quarta-feira (2) as autoridades locais. A situação mais grave ocorreu na província de Khyber-Pakhtunkhwa.
As mortes foram provocadas pelas intensas chuvas da temporada de monções, que geraram enchentes repentinas e o desabamento de diversas casas. De acordo com a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres do Paquistão, além dos 64 óbitos, houve 117 pessoas feridas.
Khyber-Pakhtunkhwa, no noroeste do país, próximo à fronteira com o Afeganistão, foi a região mais atingida, com 23 mortos — incluindo 10 crianças. Em seguida vem a província de Punjab, no leste, na divisa com a Índia, com 21 mortes, das quais 11 eram crianças.
Na última terça-feira, 25 de junho, as autoridades haviam reportado 57 mortes e 99 feridos, mas os números aumentaram com o avanço das buscas e atualizações.
No domingo (30), o governo paquistanês emitiu um alerta para chuvas intensas, enchentes e deslizamentos de terra, que devem continuar afetando as regiões montanhosas até o próximo sábado, 5 de julho. As previsões indicam chuvas especialmente intensas nas áreas montanhosas da província de Punjab.
O Paquistão é um dos dez países mais vulneráveis às mudanças climáticas, enfrentando secas severas, ondas de calor extremas e tempestades intensas com frequência.
Em junho de 2022, uma combinação de chuvas incomuns e o derretimento acelerado de geleiras nas montanhas do norte — onde se encontram as cordilheiras Hindu Kush, Karakoram e Himalaia — provocou 1.700 mortes e afetou mais de 30 milhões de pessoas.
Na semana passada, 160 pessoas ficaram presas em um hotel na região turística de Gilgit-Baltistan após o rompimento parcial de uma geleira, sendo resgatadas por equipes de emergência.
por Notícias ao Minuto
SÃO CARLOS/SP - No mês de outubro de 2024, o registro de chuvas na região superou a média histórica, com um total de 202,50 mm até o dia 28. Este valor é consideravelmente maior que a média de ocorrência dos últimos 15 anos, que é de 133,74 mm.
Um dos dias mais marcantes foi em 23 de outubro, quando a região recebeu 129 mm de chuva em apenas seis horas, o que equivale quase à média mensal.
Os dados levantados indicam que as condições climáticas estão se ajustando, trazendo um rompimento da seca prolongada que afetou a região.
Os especialistas alertam, no entanto, que a intensidade das chuvas também pode trazer riscos, como alagamentos, especialmente em áreas vulneráveis. Portanto, é fundamental que a população permaneça atenta às recomendações das autoridades locais.
ÁFRICA - O número de mortos devido às inundações causadas por chuvas torrenciais no Chade, que começaram no final de julho, subiu para 487, quase metade do total de mais de mil vítimas fatais registradas em toda a África Central e Oriental. De acordo com informações divulgadas nesta terça-feira pelas autoridades do Chade à agência EFE, somente na última semana, 146 mortes foram registradas no país.
Na Nigéria, o número de mortos também aumentou de 259 para 269, com mais de 640 mil pessoas forçadas a abandonar suas casas, conforme informou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).
"Até o momento, registramos 487 mortes relacionadas às cheias e quase 1,7 milhões de pessoas afetadas. É um número alarmante e estamos solicitando apoio dos parceiros internacionais", afirmou Mahamat Assileck Halata, vice-presidente do Comitê Nacional de Prevenção e Gestão de Cheias do Chade, confirmando os dados divulgados anteriormente pelas Nações Unidas.
As chuvas devastaram 200 mil residências e mais de 355 mil hectares de terras agrícolas no Chade, além de causarem a perda de 66 mil cabeças de gado. O fenômeno afetou 117 dos 120 departamentos do país, com as províncias de Logone Est, Mayo-Kebbi Ouest (sul), Ouaddaï e Wadi Fira (leste) registrando o maior número de mortes, enquanto a província de Lac (oeste) conta com o maior número de pessoas afetadas.
"Todos os campos estão inundados, e nossas colheitas estão apodrecendo na água. Isso prenuncia um futuro sombrio: se não conseguirmos colher o que plantamos, a fome será inevitável nos próximos meses", lamentou Jonas Masra, morador da cidade de Sarh, na província de Moyen-Chari (sul), também em declarações à EFE.
Além do Chade, diversos países da África Ocidental e Central, como Nigéria, República Democrática do Congo (RDC), República Centro-Africana (RCA), Togo, Costa do Marfim, Libéria, Níger e Mali, também foram atingidos por chuvas intensas nos últimos meses. A situação agrava ainda mais as condições de uma população já vulnerável, marcada pela pobreza crônica, subdesenvolvimento, conflitos e instabilidade política.
Segundo dados divulgados pela Bloomberg, as enchentes nesta faixa da África deixaram pelo menos 2,9 milhões de pessoas desabrigadas e devastaram plantações em uma região que já enfrenta escassez de alimentos e insegurança.
As chuvas torrenciais na região semiárida do Sahel, que faz fronteira com o deserto do Saara, devem continuar, de acordo com a Rede de Sistemas de Alerta Precoce contra a Fome. O dilúvio deste ano, coincidente com uma época crucial para as colheitas, é atribuído ao aquecimento global, segundo especialistas.
Algumas partes do Saara receberam mais de 500% da precipitação normal de setembro, conforme relatado pelo blog Severe Weather Europe. O Grupo Internacional de Salvamento descreveu as enchentes como as piores dos últimos 30 anos, enquanto o Centro de Riscos Climáticos da Universidade da Califórnia, em Santa Barbara, apontou que grandes áreas de Mali e Mauritânia registraram níveis recordes de chuva nos primeiros dez dias de setembro, de acordo com a Bloomberg.
PORTO ALEGRE/RS - O número de mortes em decorrência das chuvas e enchentes no Rio Grande do Sul chegou a 105 no fim desta quarta-feira (8). Mais de 1,47 milhão de pessoas foram afetadas em 425 municípios do estado, o que corresponde a 85,5% das 497 cidades gaúchas.
Segundo dados da Defesa Civil estadual, 130 pessoas estão desaparecidas e 163 mil estão desalojadas, ou seja, pessoas que tiveram, em algum momento, que buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos. Nos abrigos mantidos pelas prefeituras e pela sociedade civil, estão 67,4 mil pessoas.
Há previsão da chegada de um ciclone extratropical no extremo sul do estado, com com chuvas de mais de 100 milímetros.
A partir desta quinta-feira (9), a previsão é de tempo frio e seco na maior parte do estado. As temperaturas devem cair, chegando a 4 graus Celsius (ºC) nas regiões mais frias. Em Porto Alegre, a mínima deve ser de 12ºC, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Por Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil
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