Jornalista/Radialista
EUA - WhatsApp. O acordo tem como objetivo reforçar a confidencialidade e a privacidade dos usuários do aplicativo de mensagens.
Como parte da parceria, o WhatsApp passará a contar com a tecnologia Confidential Computing, desenvolvida pela Nvidia. Segundo comunicado das duas empresas, a solução permitirá oferecer funcionalidades de Inteligência Artificial na plataforma ao mesmo tempo em que garante a confidencialidade e a integridade dos dados dos usuários.
O WhatsApp também trabalha em opções exclusivas para quem estiver disposto a pagar pelo serviço. Entre as novidades reveladas pelo site WABetaInfo está a possibilidade de alterar o ícone e as cores do aplicativo.
A Nvidia informou ainda que a Confidential Computing foi criada para atender desenvolvedores que desejam utilizar o WhatsApp, por exemplo, para lançar agentes de Inteligência Artificial, ao mesmo tempo em que preservam sua propriedade intelectual.
A parceria entre a Meta e a Nvidia não ficará restrita ao WhatsApp. A empresa comandada por Mark Zuckerberg anunciou que pretende adquirir milhões de chips das linhas Blackwell e Rubin para treinar seus próprios modelos de Inteligência Artificial.
De acordo com o site Engadget, a Meta se comprometeu no início deste ano a investir 135 bilhões de dólares em Inteligência Artificial até o fim de 2026. O investimento não será destinado apenas ao desenvolvimento da tecnologia, mas também à ampliação da infraestrutura, com a meta de construir 30 data centers até 2028.
por Notícias ao Minuto
ITÁLIA - Depois de marcar o gol que garantiu a vitória do Real Madrid por 1 a 0 sobre o Benfica na Champions League, nesta terça-feira, o atacante Vinicius Jr. relatou ter sido alvo de uma ofensa racista. O caso chamou atenção de Lewis Hamilton, que compartilhou o comunicado oficial da CBF sobre o assunto e prestou apoio ao jogador.
No comunicado publicado pela Confederação Brasileira de Futebol e compartilhado por Hamilton, a entidade se solidariza com Vini Jr. e reforça que "racismo não pode existir no futebol nem em lugar nenhum".
O caso aconteceu durante a partida no Estádio da Luz. A arena é a casa do Benfica em Lisboa, Portugal. Vinicius recebeu um cartão amarelo após comemorar o gol, gesto que iniciou uma confusão no gramado após queixas dos jogadores da equipe portuguesa.
Quando a disputa estava prestes a recomeçar, Vini Jr sinalizou ao juiz que havia recebido uma ofensa racista, apontando para a lateral do campo. O ataque teria vindo do argentino Gianluca Prestianni, atacante do Benfica. Segundo Aurélien Tchouaméni, colega do brasileiro no Real Madrid, Prestianni teria se defendido e dito que, na verdade, proferiu uma ofensa homofóbica a Vinícius.
O jogo foi interrompido por cerca de dez minutos e a confusão entre as duas equipes escalonou; a torcida do Benfica também passou a proferir ofensas e arremessar objetos em direção a Vinícius, que assim como o colega Kylian Mbappé, foi muito vaiado pelo resto do confronto.
- Racistas são, acima de tudo, covardes. Precisam colocar a camisa na boca para demonstrar como são fracos. Mas, eles têm, ao lado, proteção de outros que, teoricamente, têm a obrigação de punir. Nada do que aconteceu hoje é novidade na minha vida e da minha família - declarou Vini Jr.
Por Redação ge
RÚSSIA - Novos relatórios de especialistas ocidentais reacenderam o debate sobre a real situação econômica da Rússia. Parte dos analistas afirma que o país estaria próximo de um colapso financeiro, pressionado por sanções internacionais, inflação persistente, dificuldades no acesso a crédito externo e suspeitas de manipulação de dados oficiais pelo Kremlin. Outros, no entanto, avaliam que as previsões mais alarmistas ainda não encontram respaldo definitivo nos indicadores disponíveis.
Em 2025, o conflito iniciado com a invasão da Ucrânia completou três anos, mantendo elevados os gastos militares de Moscou e ampliando o isolamento do país em relação a economias ocidentais. Paralelamente, o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos trouxe novas incertezas ao cenário geopolítico, especialmente quanto ao nível de apoio americano a Kiev e aos rumos diplomáticos do conflito.
Apesar das restrições impostas por Estados Unidos e União Europeia, a economia russa demonstrou capacidade de adaptação. As exportações de petróleo e gás natural continuam sendo o principal pilar de sustentação das receitas públicas, redirecionadas em grande parte para mercados asiáticos. Essa reconfiguração comercial tem permitido ao governo manter financiamento significativo para o esforço de guerra e programas internos.
Por outro lado, economistas apontam fragilidades estruturais. A inflação elevada corrói o poder de compra da população, o mercado de trabalho enfrenta escassez de mão de obra qualificada — agravada pela mobilização militar e pela saída de profissionais do país — e o setor produtivo depende cada vez mais de gastos estatais. Há também questionamentos sobre a transparência dos dados macroeconômicos divulgados oficialmente.
O historiador e economista Adam Tooze tem destacado que o debate tende a oscilar entre dois extremos: de um lado, previsões de implosão iminente; de outro, a narrativa de uma economia praticamente imune às sanções. Segundo ele, a realidade parece mais complexa. A Rússia não demonstra sinais imediatos de colapso sistêmico, mas opera sob um modelo de guerra que exige forte intervenção estatal e pode comprometer o crescimento de longo prazo.
A questão central permanece em aberto: a resiliência observada até agora é sustentável nos próximos anos ou mascara desequilíbrios que podem se tornar mais evidentes à medida que o conflito se prolonga? Para especialistas, a resposta dependerá tanto da evolução do cenário militar quanto da capacidade do país de manter receitas energéticas e estabilidade interna diante de pressões externas crescentes.
MALTA - Um estudo científico alerta que o aumento global das temperaturas deve provocar, ao longo dos próximos anos, mais infecções pelo vírus Chikungunya, transmitido por mosquitos, e que provoca dores nas articulações.
Essa infecção viral é comum em regiões de clima tropical, onde há milhões de casos de infecção por Chinkungunya todos os anos. Segundo o estudo, ela pode vir a se espalhar por mais 29 países, incluindo grande parte do continente europeu.
A situação na região sul da Europa é a mais alarmante. A pesquisa, publicado no Journal of Royal Society Interface e divulgada na quarta-feira (18) pelo jornal britânico Guardian, identifica Albânia, Grécia, Itália, Malta, Espanha e Portugal como os seis países sob maior risco de epidemias associadas ao Chikungunya.
Transmitido por mosquitos Aedes, principalmente os das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus, que sobrevivem e se reproduzem em ambientes quentes, o vírus não tem, pelo menos por enquanto, o mesmo impacto nos países mais ao norte da Europa.
No entanto, segundo o autor principal do estudo, Sandeep Tegar, citado pelo Guardian, “é apenas uma questão de tempo” até que essa realidade se altere e que a doença também se expanda para essas regiões.
Com base em uma análise sobre o impacto da temperatura no tempo de incubação do vírus no Aedes albopictus, os cientistas concluíram que a temperatura mínima que permite infecção fica na casa dos 2,5 graus Celsius (°C).
O patamar é substancialmente menor do que o apontado por estudos anteriores. Já a temperatura máxima favorável à transmissão da doença varia entre os 13°C e os 14°C.
Até o momento, estimava-se que a transmissão da infecção só ocorreria em temperaturas mínimas de 16 °C a 18 °C. Os novos dados indicam que o risco de surtos de chikungunya poderá abranger mais regiões e se prolongar por períodos mais longos do que se previa.
A infecção pelo vírus Chikungunya provoca dores intensas e debilitantes nas articulações, que podem se prolongar por vários anos. A doença é potencialmente fatal em crianças e idosos.
O Chikungunya não é transmitido diretamente de pessoa para pessoa, mas de acordo com um artigo publicado no portal do Hospital da Luz e redigido pelo médico Saraiva da Cunha, já foram documentados casos de “transmissão de mãe para filho na gravidez e no perinatal e na sequência de transfusões de sangue contaminado”.
O vírus, detetado pela primeira vez em 1952 no Planalto Makonde, na Tanzânia, atingiu em grande escala a França e a Itália, no ano passado. Ambos os países registraram centenas de casos de infecção, após vários anos com poucas ocorrências em toda a Europa.
Os invernos frios da Europa costumavam ser uma barreira à atividade dos mosquitos Aedes, mas devido ao aquecimento global, a realidade agora é outra e estes atuam durante todo o ano no Sul da Europa. Os cientistas prevêm que, nos próximos anos, a situação tende a piorar e que os surtos de infecções sejam cada vez mais intensos.
Em declarações ao jornal Guardian, os autores do estudo mostraram-se alarmados com os resultados da análise. Sandeep Tegar, do Centro Britânico de Ecologia e Hidrologia (UKCEH) aponta para o ritmo galopante de aumento nas temperaturas na Europa que, segundo afirmou, “é aproximadamente o dobro” da média global. Considerando que “o limite inferior de temperatura para a propagação do vírus é muito importante”, as novas estimativas são chocantes.
De acordo com a Dra. Diana Rojas Alvarez, que lidera a equipe da Organização Mundial da Saúde sobre vírus transmitidos por picadas de insetos e carrapatos, a doença transmitida pelo Chikungunya pode ser devastadora, com até 40% das pessoas afetadas a sofrerem de artrite ou dores agudas, mesmo cinco anos após a contaminação.
Apesar do clima ter um enorme impacto na propagação destes casos, a Dra. Alvarez disse ao Guardian que é também responsabilidade da Europa “controlar estes mosquitos para que não se espalhem ainda mais”.
A dirigente da OMS alerta para a necessidade de educar a comunidade europeia sobre a eliminação de água parada – onde os mosquitos se reproduzem – e para a importância de usar roupas compridas e de cores claras para a prevenção de picadas, bem como o uso de repelente.
Além disso, ela faz um apelo às autoridades de saúde para que criem sistemas de vigilância para a doença.
Paralelamente, o principal autor do estudo, Sandeep Tegar afirma que a pesquisa conduzida por sua equipe fornece ferramentas necessárias para que as autoridades locais saibam quando e onde agir.
por Agência Brasil
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