Jornalista/Radialista
A droga foi encontrada em um carro de passeio; o motorista foi preso em flagrante
BAURU/SP - A Polícia Militar prendeu, na noite de terça-feira (4), um homem, de 21 anos, que foi surpreendido transportando mais de 400 tijolos de maconha. O flagrante aconteceu próximo ao km 354 da Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, no município de Bauru.
Uma equipe do Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) do 2º Batalhão de Policiamento Rodoviário (BPRv) estava em patrulhamento no âmbito da Operação Paz e Proteção quando suspeitou de um automóvel GM/Celta, com placas de Cianorte (PR).
Foi realizada abordagem e, durante vistoria veicular, foram encontrados 444 tabletes de maconha, que totalizaram 295,8 quilos. Além do carro e do entorpecente, também foram recolhidos R$ 321,50 e um celular, que foram encaminhados à perícia.
O condutor foi preso em flagrante e encaminhado ao plantão de Bauru, onde foi indiciado. A ocorrência foi registrada como tráfico de drogas e localização/apreensão de objeto e de veículo.
Ação ocorreu em Piracicaba e resultou na apreensão de duas armas de fogo
PIRACICABA/SP - A Polícia Militar prendeu três homens, entre 32 e 38 anos, após eles roubarem uma lotérica localizada no centro de Piracicaba, nesta última terça-feira (4). Na ação, mais de R$ 46,6 mil foram recuperados e duas armas de fogo apreendidas.
Os trabalhos foram desempenhados por uma equipe do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep). Os militares realizavam patrulhamento quando foram informados sobre o crime e que os assaltantes tinham fugido do local utilizando um veículo modelo Ford Ka.
Os PMs iniciaram buscas pela região, até que foram informados pelo Centro de Operações da Instituição (Copom) que o carro estava na rodovia dos Bandeirantes, sentido capital paulista. Na via, os policiais conseguiram abordar os criminosos no km 97.
Com o trio foram localizados dois revólveres calibre 32, três celulares e R$ 46.645 em espécie subtraídos da lotérica. Todo o material foi apreendido, sendo as armas enviadas à perícia e o dinheiro restituído. Um dos celulares constava como roubado e será devolvido à vítima.
Os três homens foram presos em flagrante e levados ao plantão da 2ª Delegacia Seccional de Campinas. Eles foram indiciados por roubo a estabelecimento bancário e permaneceram detidos à disposição da Justiça.
Além deste crime, os suspeitos e o veículo foram reconhecidos em um outro roubo a lotérica, ocorrido na cidade de Santa Branca no fim do mês passado.
REINO UNIDO - De acordo com Universidade de Cambridge, as operações globais de mineração de Bitcoin já consomem mais energia do que toda a Argentina.
A mineração é o processo de criação da criptomoeda. O método é energeticamente exigente, uma vez que é feito com recurso a componentes informáticos que consomem bastante eletricidade, como é o caso das placas gráficas.
O valor do Bitcoin aumentou exponencialmente nos últimos meses e as estruturas de mineração foram reforçadas, em consequência, por forma a gerar maior retorno.
O Cambridge Bitcoin Electricity Consumption Index foi criado para monitorar as exigências energéticas deste processo à escala global. Os valores indicados pela universidade são uma estimativa sólida que depois é comparada com os consumos de países e indústrias, de maneira a oferecer uma perspectiva mais compreensível dos valores.
Os últimos números indicam que a mineração de Bitcoin consome 121,36 terawatt de eletricidade por hora. O valor não só é superior ao consumo energético da Argentina, como se aproxima do da Noruega. Quando entreposta no ranking de consumo energético por país, o Bitcoin ocupa já o 30º lugar dos que mais consomem – o consumo equivale a 0,5% de toda a energia produzida anualmente no planeta.
A tendente valorização tem atraído os investimentos de grandes empresas, como a Tesla, que recentemente comprou 1,5 bilhão de dólares em Bitcoin. A gigante norte-americana já obteve lucro com a venda de algumas moedas, mas informou que a estratégia não se tornará num hábito. O investimento foi altamente criticado pelo seu impacto ambiental.
O fenômeno se torna ainda mais preocupante se considerarmos a existência de outras criptomoedas que são geradas exatamente da mesma maneira. No final de 2020, já existiam mais de 1.650 criptomoedas.
Os especialistas dizem que o consumo energético do setor vai continuar a aumentar, a não ser que o preço do Bitcoin caia de forma acentuada.
*Por: ISTOÉ DINHEIRO
BRASÍLIA/DF - A queda de braço em torno do fatiamento ou não da reforma tributária deflagrou um clima de insatisfação entre parlamentares, secretários estaduais de Fazenda e representantes do setor produtivo, que tentam manter viva a discussão da reforma ampla apresentada na terça-feira pelo deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A divisão da proposta em quatro partes é defendida pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), com aval do ministro da Economia, Paulo Guedes, mas enfrenta resistências.
Antes mesmo do fim da leitura do parecer, Lira anunciou na terça a extinção da comissão e remeteu o texto ao plenário da Câmara, onde deve ser desmembrado em quatro partes e ter novos relatores. Na prática, a decisão de Lira “joga no lixo” o parecer de Ribeiro, que buscava unificar tributos sobre consumo federais, estaduais e municipais. Técnicos veem risco de as discussões retornarem à estaca zero, provocando atrasos em uma das reformas consideradas essenciais para melhorar o ambiente de negócios.
Congressistas favoráveis à proposta ampla de Ribeiro optaram por ignorar o anúncio de Lira de que a comissão mista da reforma tributária, composta por deputados e senadores, está extinta. Vice-presidente do colegiado, o deputado Hildo Rocha (MDB-MA) diz que está mantido o cronograma que prevê apresentação do relatório final na próxima terça-feira. “Os atos de Lira não têm influência porque a comissão é independente”, disse Rocha.
A estratégia é fazer com que o texto chegue à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, longe da alçada de Lira. A opção é viável porque uma das propostas abrangidas no parecer é a PEC 110, apresentada por senadores. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), se mostrou favorável à continuidade da comissão mista em nota emitida ainda na noite de terça-feira.
Embora tenha desagradado aos parlamentares, o ato do presidente da Câmara foi bem recebido pela equipe econômica, que quer o fatiamento da proposta. Guedes é crítico da proposta de Ribeiro e vê risco de a União ter de arcar com compensação bilionária a Estados e municípios por eventuais perdas de arrecadação com a reforma. A fatura poderia atingir R$ 400 bilhões e é considerada impraticável pela equipe econômica.
A interlocutores, o ministro da Economia tem dito que, se o objetivo dos parlamentares for “saquear” a União por meio do fundo de compensação, é preferível “deixar como está”, sobretudo em um contexto de recordes de arrecadação no governo federal. O fatiamento da reforma, por sua vez, é considerado uma estratégia eficaz para o governo ter “maior controle” sobre o resultado final.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, a repartição pretendida por Lira prevê um projeto para unificar PIS e Cofins nos moldes da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) enviada ao Congresso pela equipe de Guedes. Essa primeira fase também incluiria a tributação de lucros e dividendos na pessoa física, com redução de Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. Outra “fatia” deve tratar da criação de um imposto seletivo em substituição ao Imposto sobre Produtos Industrializados.
Uma terceira parte incluiria um amplo programa de renegociação de dívidas tributárias, chamado de “passaporte tributário”, mas que segue os moldes de um Refis, com descontos em multas e juros e pagamento em parcela única. Outra fase prevê a criação de um imposto sobre transações, nos mesmos moldes da CPMF.
No dia seguinte à decisão de Lira de anunciar a extinção da comissão, os secretários estaduais de Fazenda se posicionaram contra a medida e defenderam a reforma ampla, que inclua Estados e municípios. Para eles, o ato desconsidera dezenas de reuniões e debates realizados ao longo de mais de dois anos entre legisladores, empresas e o próprio governo federal.
“Extinguir agora a comissão mista e paralisar o debate sobre a reforma tributária seria um enorme desrespeito não apenas ao relator, aos deputados e senadores e às entidades que participaram da construção conjunta da proposta, como também à sociedade, que espera e precisa de um sistema tributário mais justo para o País”, afirma o presidente do Comitê de Secretários Estaduais de Fazenda, Rafael Fonteles.
“O fatiamento da reforma não é o ideal. Vamos seguir a agenda com parlamentares e a comunicação com o grande público pela imprensa explicando os benefícios de uma reforma ampla”, disse Renata Mendes, líder do movimento Pra Ser Justo. Especialistas também alertam que mudar PIS e Cofins por um projeto de lei pode ser arriscado do ponto de vista jurídico e pode inviabilizar a “acoplagem” dos impostos estaduais e municipais no futuro. /COLABOROU EDUARDO LAGUNA
*Por: Idiana Tomazelli e Camila Turtelli / ESTADÃO
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