Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Cultura, foi notificada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) de que os torcedores que quiserem acompanhar os jogos da Copa São Paulo de Futebol Júnior, a tradicional ‘Copinha’, em janeiro, precisam fazer um cadastro prévio online a fim de reservar seu ingresso para as partidas da competição.
A determinação da FPF prevê que os torcedores precisam baixar o aplicativo Bip Fut, disponível para Android e IOS, e fazer o cadastro de biometria facial. Após o cadastro, é necessário selecionar o jogo o qual quer acompanhar e reservar seu ingresso gratuitamente, garantindo o lugar nas arquibancadas do Estádio Municipal Prof. Luís Augusto de Oliveira “Luisão” ou em outra praça esportiva que igualmente receberá o torneio.
É importante fazer o procedimento antecipadamente para reservar seu lugar. Segundo o protocolo da FPF, aqueles que não fizerem o cadastro e selecionarem os jogos não terão acesso liberado ao estádio.
O secretário municipal de Esportes e Cultura, Fernando Carvalho, lembra que esta é uma obrigatoriedade imposta pela FPF e que o município precisa cumprir a determinação. “É uma normativa nova da Federação Paulista de Futebol, em que todas as pessoas precisam ter o ingresso. Ele continua sendo gratuito, mas agora virtual. É necessário fazer o cadastro previamente no aplicativo Bip Fut e, no dia do jogo, você entra neste aplicativo e baixa o ingresso para o jogo da Copinha. Também nos foi informado de que, quem não fizer o procedimento, não poderá entrar no estádio. Por isso, e já antevendo isto, estamos pedindo às pessoas para que baixem o aplicativo e, assim, consigam assistir aos jogos sem transtornos”, disse Carvalho.
A Copa São Paulo de Futebol Júnior começa em São Carlos no próximo dia 2 de janeiro, com São Carlos FC e Imperatriz-MA se enfrentando às 15h45 e, logo depois, às 18h, com o jogo entre Cruzeiro-MG e Real Brasília-DF.
No domingo (05/01), São Carlos FC e Real Brasília-DF atuam às 19h15 e depois, às 21h30, é a vez de Imperatriz-MA e Cruzeiro-MG se enfrentarem. Já na quarta-feira (08/01), a primeira fase se encerra com Real Brasília-DF e Imperatriz-MA às 14h45, seguido por São Carlos FC e Cruzeiro-MG, às 17h.
A reserva do ingresso, feita via aplicativo, dá direito ao torcedor acompanhar os dois jogos do mesmo dia.
SÃO CARLOS/SP - A solidariedade falou mais alto em São Carlos. O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) superou todas as expectativas ao arrecadar 8 mil brinquedos na segunda edição da campanha “Doe um brinquedo e ganhe um sorriso”, realizada entre 27 de novembro e 18 de dezembro. Este número representa 3 mil brinquedos a mais em relação à primeira edição, que havia registrado 5 mil doações no ano passado.
A iniciativa contou com o apoio de parceiros como a Prefeitura, a Câmara Municipal, a FESC, a ProHAB, a Fundação Pró-Memória, a Associação de moradores do Parque Fehr, Eduardos Brinquedos e o Colégio Adventista. 400 brinquedos foram destinados diretamente à ONG Nave Sal da Terra, enquanto os demais 7.600 brinquedos foram entregues ao Fundo Social de Solidariedade para triagem e distribuição às famílias cadastradas.
Juliana Albuquerque Ferreira, chefe do Setor de Comunicação Institucional do SAAE, celebrou o sucesso da ação. “É uma satisfação enorme saber que esta segunda campanha foi um sucesso total. A quantidade foi superior porque o empenho de todos os envolvidos também foi. Gratidão aos servidores do SAAE e à população que colaborou de forma tão generosa”, declarou emocionada.
O Juiz de Direito, Paulo César Scanavez, acompanhou os trabalhos e fez questão de parabenizar a iniciativa desenvolvida pelo SAAE.
O presidente do SAAE, engenheiro Mariel Olmo, reforçou o espírito de união que marcou a ação. “Mais uma vez, servidores, parceiros e a comunidade de São Carlos mostraram que esforços compartilhados geram grandes resultados. Parabéns a todos os envolvidos, que tornaram o Natal de milhares de crianças mais feliz. Meu abraço fraternal e os votos de um Natal e um 2025 abençoados para todos.”
A campanha, além de números expressivos, reafirma o espírito solidário da cidade e o poder transformador de gestos simples, que espalham alegria e esperança a quem mais precisa.
POMPÉIA/SP - Mais de 600 quilos de maconha foram apreendidos pela Polícia Militar Rodoviária na quarta-feira (18), em Pompéia, na região de Marília, interior de São Paulo. O motorista, que transportava a droga no porta-malas, foi preso em flagrante.
Em conjunto com policiais da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), da Polícia Federal, os PMs do 2º Batalhão Rodoviário realizavam a Operação Impacto.
No decorrer da fiscalização, os agentes abordaram um veículo no quilômetro 480 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros. Ao inspecionarem o porta-malas, encontraram 811 tijolos de maconha, além de dois pacotes de cocaína e outros dois de haxixe. O motorista, que possui antecedentes criminais, foi detido.
Segundo apurado pelas equipes, o veículo possui placas falsas. A identificação mostrava que o carro era de de Bauru, mas depois de verificar o chassi, os policiais notaram que o carro estava registrado em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A ocorrência foi apresentada na Polícia Federal de Marília e o suspeito permaneceu preso.
SÃO PAULO/SP - A maioria dos brasileiros quer regulação nos sites de apostas online, conhecidos como bets, de acordo com a pesquisa encomendada pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e pela CNF (Confederação Nacional das Instituições Financeiras).
O resultado da pesquisa Radar Febraban Especial, antecipada à Folha de S.Paulo, aponta que a maior parte da população (59%) quer que o governo federal faça uma intervenção forte na regulamentação e fiscalização das bets. Outros 19% dos entrevistados defendem uma intervenção moderada.
O brasileiro joga, mas a confiança nos sites de apostas é baixa. Apenas 12% dos entrevistados responderam que confiam ou confiam muito. A ampla maioria (84%) diz não confiar ou confiar um pouco nas bets.
Para a pesquisa, o Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) ouviu 2.000 adultos de todas as regiões do país por meio de entrevistas telefônicas e complemento online. O levantamento, realizado entre os dias 15 e 23 de outubro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,45%.
Mais da metade dos entrevistados (57%) faz uma avaliação negativa dos sites de apostas no Brasil, considerando as plataformas ruins ou péssimas, enquanto 17% consideram ótimos e bons.
Numa escala de 0 a 10, 42% deram nota de no máximo 3, e 4% avaliaram as apostas online com nota 7 ou superior.
A pesquisa aponta que 40% dos entrevistados declararam que jogam ou têm alguém em casa que aposta nas bets. Outros 21% afirmam terem deixado de jogar. Entre as pessoas que admitem apostar, 45% afirmam que tiveram sua qualidade de vida ou da família afetada.
Entre os que jogam, 24% afirmam que apostam todos os dias; 18% uma vez por semana; 21% duas ou três vezes e 12% entre quatro e seis vezes por semana.
Entre os que jogam, 52% indicam ter um gasto mensal entre R$ 30 a R$ 500. Para 56% daqueles que apostam, o dinheiro gasto faz falta no orçamento mensal, e 53% temem perder o dinheiro e se endividar.
Os números mostraram que, para 41% dos entrevistados, o dinheiro separado para as apostas teve impacto em outros compromissos financeiros, como a compra de comida (37%) e pagamento de contas (36%).
O ganho com as apostas é limitado. A pesquisa aponta que 52% admitem que perdem mais do que ganham (44%) ou perdem (8%).
A oferta de bets é liberada no Brasil desde o fim de 2018, mas desde então segue sem regras e fiscalização. No ano passado, o processo de regulamentação foi iniciado pelo governo Lula.
Apenas sites que protocolaram pedido no Ministério da Justiça para atuar de forma legal podem funcionar atualmente no país. Mas a virada para o mercado totalmente legalizado e regulado tem início em janeiro de 2025.
A divulgação da pesquisa pela Febraban acontece no momento em que uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado Federal investiga a atuação das Bets no Brasil.
Nos últimos meses, a Febraban tem manifestado preocupação com as apostas online e o impacto na economia, sobretudo, no mercado de crédito e inadimplência. Após o Banco Central divulgar um estudo sobre as apostas, o presidente da entidade, Isaac Sidney, previu uma catástrofe com uma bolha de inadimplência se formando com a explosão das apostas esportivas no Brasil.
No estudo, o BC mostrou que beneficiários do Bolsa Família que fazem apostas esportivas online gastaram R$ 3 bilhões via Pix no mês de agosto -a instituição não detalhou a metodologia do levantamento e admitiu que pode haver falhas, como a Folha de S.Paulo mostrou.
A divulgação do estudo do BC amplificou o debate sobre o impacto das bets no Brasil num cenário de aumento das plataformas de apostas no Brasil.
"A pesquisa abre uma enorme lanterna sobre um problema que pode ser diminuído. É um ponto de partida fundamental para a discussão e o enfrentamento do problema, antes que haja um impacto ainda maior no endividamento e na desagregação das famílias", diz Marcelo Garcia, especialista em Gestão de Políticas Sociais e consultor da CNF.
Segundo ele, os dados permitem um aprofundamento do debate sobre o tema pelo governo e a sociedade para a implementação de uma estratégia de prevenção e limitação dentro de uma política de regulamentação que combata o vício.
Os resultados mostram que 56% dos entrevistados afirmam que o dinheiro gasto em apostas online faz falta no final do mês. Entre as famílias de renda mais baixa, o índice é ainda maior, indicando uma vulnerabilidade econômica mais intensa.
Simulações da Febraban apontam que a inadimplência entre os beneficiários do programa pode crescer até 14% devido às apostas eletrônicas. No cenário geral, a inadimplência bancária poderia subir até 27,1%, gerando um impacto no sistema financeiro nacional.
POR FOLHAPRESS
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