Jornalista/Radialista
Pela segunda vez na temporada 2023, a cidade recebe o Paulista Off-Road, e reunirá os principais pilotos e navegadores do rally de regularidade do país. A disputa é neste sábado (30) e percorrerá 210 km pelas trilhas da região
SÃO CARLOS/SP - Quando se atribui ao campeonato Paulista Off-Road o destaque de ser uma das principais competições do país não é exagero. O evento rompe as fronteiras de São Paulo ao atrair para as suas etapas duplas de outros estados, e é comumente ter nos grids pilotos e navegadores de Mato Grosso, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e, até mesmo, do Rio Grande do Sul. O que torna a disputa pelo título ainda mais acirrada.
A 5ª etapa será neste próximo sábado, dia 30 de setembro e, apesar do evento montar acampamento mais uma vez em São Carlos (SP), o local da secretaria de prova, largada e chegada será inédito: no Damha Mall, situado na Av. Miguel Damha, 2.021. Na sexta-feira (29), a organização estará a postos para recepcionar os participantes a partir das 16h, com briefing às 19h.
De Brumadinho (MG), o casal Ibsen Moll e Claudia Belott está confirmado no Paulista Off-Road. “Não temos rally de regularidade na nossa região, por isso, animamos de estrear no Paulista e, por ser a nossa primeira vez, estamos bem empolgados”, contou o piloto. Anteriormente, eles fizeram algumas etapas da Mitsubishi Motors.
É hora de acelerar - A largada está marcada para às 9h do sábado (30), e então, serão 210 km de certame, com 140 km de trechos navegados. “As disputas ocorrem dentro de áreas de reflorestamento de pinus, com terreno bom para acelerar, sendo as principais características o solo arenoso e com pedrisco”, revelou o diretor geral do evento, Clayton Prado. “Não é segredo para ninguém que teremos mais um percurso técnico, com médias justas de velocidade, muitas mudanças de direção e de velocidade. E claro, haverá os tradicionais balaios e pegadinhas que dão aquele tempero a mais e elevam a emoção dentro das trilhas, além de parelharem o nível de experiência das equipes”, completou. Serão cerca de cinco horas de disputas, com previsão de chegada do primeiro carro às 14h.
O Paulista Off-Road é composto pelas categorias Máster, Graduados, Turismo e Turismo Light e, para quem deseja entrar para este grid, as inscrições seguem abertas até sexta-feira (29). “Esperamos também receber pessoas de São Carlos e região, pois o Paulista não é feito só para quem disputa o título do campeonato, mas para quem também deseja participar de uma etapa única, com o objetivo de se divertir e ter uma atração diferente junto da família e amigos”, salientou Prado.
SÃO CARLOS/SP - A Câmara Municipal de São Carlos realizará nesta segunda-feira (2) às 19 horas no Edifício Euclides da Cunha, sede do Legislativo, uma audiência pública para discussão do tema “Políticas públicas para a população idosa em São Carlos”. O agendamento do evento atende pedido do vereador Djalma Nery, por meio do requerimento nº 2798.
No documento, o parlamentar pede que sejam convidados a participar representantes das seguintes organizações: Associação Brasileira de Gerontologia, Associação Brasileira de Alzheimer, Centro Acadêmico Vasilceac & Say, de Gerontologia (CAVS UFSCar), Secretaria Municipal de Cidadania e Assistência Social, Centro de Referência do Idoso (CRI) “Vera Lucia Pilla” e Conselho Municipal do Idoso.
A audiência é aberta ao público e será transmitida ao vivo pela TV Câmara (canal 49.3 da TV Aberta Digital, canal 20 da NET e canal 31 da Desktop/C.Lig), pela Rádio São Carlos AM 1450 e on-line via Facebook, YouTube e site oficiais da Câmara Municipal de São Carlos.
INFORMAÇÕES:
Audiência – Políticas públicas para a população idosa em São Carlos
Data: 02/10/2023 (segunda-feira)
Horário: 19 horas
Local: Câmara Municipal – Rua 7 de setembro, nº 2028 – Centro
BRASÍLIA/DF - A maior parte dos formandos em licenciaturas no Brasil não cumpre a carga horária mínima exigida no estágio obrigatório. Além disso, cerca de um a cada dez futuros professores sequer fez o estágio. Os dados são do último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2021, e foram compilados pelo Todos pela Educação, com exclusividade para a Agência Brasil.
O estágio obrigatório é um período que os estudantes de licenciaturas acompanham a rotina escolar, sempre supervisionados por professores. A intenção é que eles tenham contato com as escolas e se preparem para o trabalho como professores. De acordo com resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), esse estágio deve ter a duração de pelo menos 400 horas.
Os dados do Enade, no entanto, mostram que a regra, na prática, não está sendo cumprida. O Enade é um exame realizado por estudantes que estão concluindo os cursos de graduação. A cada ano, o exame avalia um conjunto diferente de cursos. Em 2021, foi a vez das licenciaturas. Além de realizar as provas, os alunos respondem a um questionário sobre a formação. As perguntas sobre o estágio fazem parte deste questionário.
Cerca de 55% dos concluintes em licenciaturas, o equivalente a cerca de 165 mil estudantes, disseram que cumpriram menos de 300 horas de estágio. Outros 11,82%, o equivalente a 35,5 mil alunos, disseram que sequer fizeram o estágio. Os dados mostram ainda que 19,49%, ou 58,5 mil, cumpriram entre 301 e 400 horas e apenas 13,71%, ou 41,2 mil, fizeram estágios de mais de 400 horas.
“O estágio permite essa conexão da teoria com a prática. Tudo que se aprende na teoria, se vê aplicações práticas na escola”, diz o gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, Ivan Gontijo.
“É importante que os estudantes conheçam a dinâmica da escola, os papéis e as responsabilidades de cada um dos atores da equipe escolar. Nesse período, vão entender como é a organização do espaço e como é o trabalho ali. O estágio tem caráter de observação e, progressivamente vai permitindo participar mais, acompanhar professores nas avaliações e atividades. Por isso a carga horária é grande.”
Gontijo ressalta que aqueles que se formaram em 2021 foram impactados pela pandemia, que levou ao fechamento das escolas por pelo menos um ano. Apesar disso, os dados do Enade mostram que mesmo antes, o estágio não era totalmente cumprido. Em 2014 e em 2017, anos em que as licenciaturas foram avaliadas, cerca de 3%, ou mais de 7 mil estudantes em ambos os anos, declararam que não fizeram o estágio. Também em ambos os anos, cerca de 60% dos estudantes disseram que não cumpriram a carga horária mínima, fazendo 300 horas ou menos de estágio obrigatório.
Para receber o diploma, os estudantes precisam cumprir o estágio. Segundo Gontijo, as altas porcentagens de estudantes que declaram que não concluíram os estágios pode ocorrer porque muitos acabam conseguindo documentos afirmando que fizeram as práticas ou mesmo realizaram o estágio de forma não estruturada, o que dá uma sensação de que não o cumpriram.
“Isso chama atenção desses dados porque em tese é obrigatório cumprir as horas de estágio, então, para conseguir esse diploma, eles precisaram apresentar algo, mas não têm a percepção de que fizeram o estágio.”
Gina Vieira, professora aposentada da rede pública no Distrito Federal, que trabalha atualmente como professora voluntária na Universidade de Brasília (UnB) e atua na formação de professores da educação básica, reforça a importância do estágio.
“A formação dos professores tem sido cada vez mais frágil e insipiente porque formar um bom profissional é caro. Muitas vezes, há precarização na formação inicial desses profissionais”, afirmou. Segundo ela, muitas vezes os alunos desses cursos precisam conciliar a formação com trabalho e outras demandas, o que faz com que eles não consigam cumprir a carga horária mínima.
O questionário do Enade mostra ainda que a maior parte dos formandos deseja atuar nas escolas. A maioria( 64%) dos concluintes dos cursos de formação inicial docente quer atuar em escolas públicas em médio prazo daqui a cinco anos. Outros 13% preferem atuar com gestão educação no setor público e 11% pretendem buscar outro campo de atuação, fora da área da Educação. Os dados mostram ainda que 8% desejam ser professor na rede privada e 4% pretendem trabalhar na gestão educacional de alguma instituição também privada.
“É fundamental que esse profissional, como parte da sua formação, tenha contato com a pratica pedagógica, com a sala de aula, com o chão da escola, porque é isso que vai ajudá-lo a ter um pouco mais de entendimento do que é ser professor. Formar professor com a qualidade que se espera passa por uma articulação permanente entre teoria e prática. Prática sem teoria não sustenta. Mas teoria sozinha não vai te ajudar a ser bom profissional”, ressalta Vieira.
Vieira explicou que um bom estágio permite que os estudantes tenham contato com as salas de aula, possam dar aulas e também que recebam retornos dos profissionais que os supervisionam e tenham a oportunidade experimentar o que esses retornos propõem. Para isso, a professora defende inclusive a ampliação do tempo de estágio. “Esse estágio precisa acontecer e acho que carga horária precisa ser ampliada.”
Atualmente, das 1.648.328 matrículas nos cursos de licenciatura, 35,6% foram registradas em instituições públicas e 64,4%, em privadas de ensino superior, de acordo com o último Censo da Educação Superior, de 2021. Dos estudantes matriculados em cursos de licenciatura, 61% frequentam curso à distância.
Por Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
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