Jornalista/Radialista
RIO DE JANEIRO/RJ - A rede Globo entrou com uma ação judicial contra Leandro da Silva Evangelista, proprietário do site Carol Novelas, que comercializa cerca de 500 novelas brasileiras completas. Os advogados da emissora o classificam como “o maior pirata de novela” do país, devido à extensão do conteúdo oferecido, que inclui muitas tramas raras não disponíveis em plataformas de streaming.
Novelas raras e esquecidas
No site Carol Novelas, Evangelista afirma possuir um acervo que vai além das produções da Globo, incluindo novelas de outras emissoras como SBT, Record, Band e até das extintas Rede Manchete. O acervo conta até com uma novela da pioneira Tupi, “Gaivotas” (1979).
O que chamou a atenção da Globo foi a presença de novelas que atualmente só existem em seus próprios arquivos, como “Olho no Olho” (1993) e “O Amor Está no Ar” (1996), nunca reexibidas na TV ou disponibilizadas em streaming. Além dessas, o catálogo inclui “De Corpo e Alma” (1992), marcada pelo assassinato da atriz Daniella Perez, e a primeira versão de “Ti Ti Ti” (1985).
Ação judicial
A ação foi movida na semana passada e corre na 8ª Vara Cível e na 1ª Vara Empresarial do TJ-SP. A Globo pede a retirada imediata do site do ar e uma indenização de R$ 100 mil por danos morais. Até o momento, a emissora não comentou o caso publicamente.
por Pedro Prado / PIPOCA MODERNA
ALEMANHA - Estruturalmente debilitadas: é o que se diz das zonas rurais, onde, literalmente, nada acontece. Nos vilarejos onde moram principalmente aposentados, não há mais empregos, padarias, mercearias, consultórios médicos ou corpo de bombeiros. A população das cidades do interior de toda a Europa está em declínio com cada vez mais cidadãos migrando para centros urbanos.
Entre 2015 e 2020, em 87,4% das 406 áreas predominantemente rurais na União Europeia a evasão populacional foi maior do que o influxo. Sobretudo o número de jovens e indivíduos em idade ativa diminuiu de forma acentuada. Por outro lado, a população acima dos 65 anos cresceu, em média, 1,8% por ano.
As consequências desse cenário são graves. As cidades estão cada vez mais superlotadas, e o custo de vida, cada vez mais alto. A oferta de moradia é escassa e por isso, aumenta a pressão para construir e asfaltar todas as áreas verdes ainda existentes. Enquanto isso, no campo sobram vagas de emprego e cresce a sensação de ter sido deixado para trás.
Queda da população no Leste alemão
Durante 30 anos, a migração dentro do território alemão fluiu numa única direção: do interior para as cidades. Depois da reunificação da Alemanha em 1990, esse movimento ocorreu principalmente nos estados do leste do país, onde as zonas rurais foram despovoadas. As populações de cidades como Leipzig, Munique e Berlim cresceram mais de 20% entre 2000 e 2020.
Mas essa tendência parece ter chegado ao fim, como mostram dados levantados pelos governos federal e estaduais entre 2008 e 2021. Enquanto estudantes, trainees e estrangeiros continuam a seguir para os centros urbanos, desde 2017 contingentes cada vez maiores de cidadãos entre 30 e 49 anos, com filhos, e jovens profissionais na faixa de 25 a 29 anos de idade têm optado pelo interior.
Menor custo e mais área verde
O Instituto de Berlim de População e Desenvolvimento, que estuda as mudanças demográficas e suas consequências, constatou que agora as áreas rurais atraem cada vez mais habitantes.
Em parceria com a Fundação Wüstenrot, o think tank analisou um banco de dados demográficos e avaliou os impactos dessa mudança no padrão de migração na Alemanha. Em 2021, cerca de dois terços das comunidades rurais tiveram influxo de população, afirma o sociólogo Frederick Sixtus. Há uma década, isso acontecia apenas em um quarto desses territórios.
Ao longo de uma semana, os pesquisadores visitaram seis comunidades rurais em toda a Alemanha que registraram aumentos populacionais significativos e entrevistaram diversos moradores. O estudo resultante se intitula Neu im Dorf – wie der Zuzug das Leben auf dem Land verändert (Novo na aldeia – como novos habitantes transformam a vida no campo).
"Escolhi me mudar para o interior porque aqui a comunidade é mais unida", explicou um morador recém-chegado. "Vou ser sincero, para quem quer construir, o custo é uma questão bem central. Mas no interior é bem diferente".
Os pesquisadores constataram nas entrevistas que quem se muda para o campo procura, acima de tudo, moradia mais barata, mais contato com a natureza e menos poluição.
Conexão com internet e creches
Com a possibilidade de trabalhar de casa em alguns dias da semana, ou integralmente, mais gente se dispõe a aceitar os trajetos mais longos até os centros urbanos.
"A necessidade de morar no mesmo lugar em que se trabalha não existe mais", explica Sixtus. "A pandemia de covid-19 reforçou essa tendência". Por isso, o principal para os recém-chegados é que haja a oferta de infraestrutura, sobretudo a conexão rápida de internet.
"Tinha que ter escola e jardim de infância. Mesmo que fosse o terreno mais bonito e mais barato do mundo, isso teria sido um obstáculo", comenta outro recém-chegado.
Os pesquisadores também examinaram o impacto da chegada de novos moradores sobre os habitantes mais antigos. "Não há uma receita para se ter uma comunidade funcional", diz Catherina Hinz, diretora do Instituto de Berlim. "Os recém-chegados e os moradores mais antigos precisam trabalhar ativamente para encontrar a melhor forma de convivência."
Quem cresceu no campo geralmente sabe o que esperar da vida no interior, quando volta das cidades. Mas acostuma-se ao estilo de vida comunitário dos vilarejos pode levar tempo.
"No início não foi fácil, todo mundo cuida de todo mundo. Isso não acontece na cidade grande. Lá você é mais um anônimo", comenta um recém-chegado. "Todo mundo se cumprimenta na rua", observa outro. "É uma sensação boa, mas também é preciso se acostumar."
Virada demográfica não chegou
Os prefeitos têm um papel central para as perspectivas de longo prazo. A tendência demográfica continua sendo problemática mesmo em lugares onde há mais influxo do que evasão lá as mortes seguem superando os nascimentos. Cerca de 3.500 municípios e associações municipais pela Alemanha registraram chegada de novos habitantes entre 2018 e 2020, mas, mesmo assim, em cerca de um terço das cidades a população minguou.
O estudo conclui que as cidades precisam ter infraestrutura adequada aos idosos. Não deve haver apenas condomínios de moradias individuais nas periferias urbanas, onde os recém-chegados basicamente formam um grupo fechado.
A construção de blocos de apartamentos – o que é incomum na zona rural – é uma alternativa de moradia para os mais idosos, para cujas casas os mais jovens podem se mudar, quando elas estiverem desocupadas.
Autor: Sabine Kinkartz / DW BRASIL
XANGAI - As ações chinesas fecharam em alta nesta segunda-feira em meio a sinais de estabilização da segunda maior economia do mundo, enquanto os setores imobiliário e de tecnologia pesara no mercado de Hong Kong.
O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, fechou com alta de 0,51%, enquanto o índice de Xangai subiu 0,26%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve queda de 1,39%.
Dados de sexta-feira mostraram que a produção industrial e as vendas no varejo da China cresceram em um ritmo mais rápido em agosto, enquanto a queda no setor imobiliário piorou apesar de uma recente enxurrada de medidas de apoio.
Depois que os dados mostraram alguns sinais de estabilização na recuperação, o J.P.Morgan e o ANZ elevaram suas previsões de crescimento econômico para a China em 2023 em 20 pontos-base cada, para 5% e 5,1%, respectivamente.
"Vários indicadores mostram que a dinâmica de crescimento da China se estabilizou ou melhorou em agosto, após a forte deterioração no segundo trimestre, sugerindo que o pior do último choque deflacionário na economia já passou", disseram os analistas da Gavekal Dragonomics em uma nota.
Nos mercados do continente, as ações dos setores de consumo discricionário, saúde, turismo e automotivo avançaram entre 1,4% e 3%, liderando os ganhos.
O setor imobiliário e as empresas de semicondutores caíram 1,1% e 1,7%, respectivamente.
BRASÍLIA/DF - O pagamento de setembro do programa Bolsa Família começa nesta segunda-feira (18). O benefício vai contemplar 21,4 milhões de famílias neste mês. A Caixa já liberou neste sábado o valor para os beneficiários com final 1 do NIS (Número de Inscrição Social), conforme o calendário escalonado, que vai até o dia 29 (veja datas abaixo).
Todas as famílias recebem a parcela mensal de R$ 600. Aquelas com dependentes com menos de 7 anos ganham um adicional de R$ 150 por criança. Outro extra de R$ 50 por mês é pago a gestantes, crianças a partir de 7 anos e adolescentes com idade entre 12 e 18 anos.
Atualmente, o auxílio é destinado a famílias em situação de pobreza, com renda mensal per capita de até R$ 218, que estejam devidamente inscritas no CadÚnico (Cadastro Único).
Calendário de pagamentos de setembro
• NIS final 1: 18 de setembro
• NIS final 2: 19 de setembro
• NIS final 3: 20 de setembro
• NIS final 4: 21 de setembro
• NIS final 5: 22 de setembro
• NIS final 6: 25 de setembro
• NIS final 7: 26 de setembro
• NIS final 8: 27 de setembro
• NIS final 9: 28 de setembro
• NIS final 0: 29 de setembro
Os valores do Bolsa Família
• R$ 600 — valor mínimo pago por família
• R$ 150 — adicional pago por criança de até 7 anos
• R$ 50 — adicional para gestantes e lactantes
• R$ 50 — adicional por criança ou adolescente (de 7 a 18 anos)
Consulta e saque
Informações sobre os valores que serão liberados podem ser consultadas nos aplicativos do Bolsa Família e Caixa Tem ou pelo telefone 111.
Quem recebe as parcelas do programa social pelo Caixa Tem, em conta poupança social digital, pode movimentar os recursos pelo aplicativo. Para saque, as opções são os terminais de autoatendimento do banco, unidades lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e agências da CEF.
O cartão do programa também pode ser usado diretamente para pagar compras nos estabelecimentos comerciais, por meio da função débito.
Quem tem direito ao Bolsa Família?
Para ter direito ao Bolsa Família, a principal regra é que a renda de cada pessoa da família seja de, no máximo, R$ 218 por mês. Ou seja, se um integrante da família recebe um salário mínimo (R$ 1.320), e nessa família há sete pessoas, a renda de cada um é de R$ 188. Como está abaixo do limite de R$ 218 por pessoa, essa família tem o direito de receber o benefício.
Além disso, para permanecer no programa, é exigida a frequência escolar de crianças e adolescentes entre 4 e 17 anos das famílias beneficiárias, o acompanhamento pré-natal das gestantes, o acompanhamento nutricional das crianças de até 6 anos e a manutenção da caderneta de vacinação atualizada.
A família elegível precisa estar inscrita no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal), com os dados corretos e atualizados, além de atender aos critérios.
Do R7
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