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Redação

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 Jornalista/Radialista

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MÉXICO - O México tem sido inundado por investimentos chineses ultimamente. Somente no mês passado, dois foram notáveis. O governo do Estado de Nuevo León, no norte, próximo à fronteira com os Estados Unidos, anunciou que grupo chinês Lingong Machinery, que produz escavadeiras e outros equipamentos de construção, construirá uma fábrica que, esperam as autoridades mexicanas, gerará US$ 5 bilhões em investimentos.

No mesmo dia, a Trina Solar, uma fabricante de painéis solares, afirmou que investirá até US$ 1 bilhão no Estado. Ambas as empresas e suas corporações compatriotas podem agora encontrar um lar fora de casa em Hofusan, um parque industrial sino-mexicano em Nuevo León.

O interesse incrementado de empresas chinesas no México data de 2018, quando o então presidente americano, Donald Trump, lançou uma guerra comercial que incluiu a elevação de tarifas sobre importações da China. Seu sucessor, Joe Biden, manteve as tarifas. As políticas “EUA em 1.º lugar” de Biden, como a Lei de Redução da Inflação, estão encorajando empresas a considerar “nearshoring” na América do Norte, instalando fábricas no México em grande medida para fazer frente à China.

A pandemia e os ruídos nas cadeias de fornecimento também fizeram as manufaturas se aproximar do mercado americano. E instalar-se no México começou a parecer mais barato conforme salários e outros custos aumentaram na China.

O México já tentou atrair investimentos chineses antes. A Câmara de Comércio e Tecnologia México-China organizou eventos em 2008 para encorajar o fluxo de capital, mas sem sucesso, afirma César Fragoz em nome da Câmara; naquela época, a China não tinha necessidade de usar o México para entrar nos EUA, que ainda não tinham virado as costas para as empresas chinesas.

“A ironia é que as primeiras a reagir positivamente a uma política explícita contra a China são as empresas chinesas”, afirma Enrique Peters, do Centro de Estudos Sino-Mexicanos da Unam, uma universidade na Cidade do México.

A China obtém uma porta dos fundos para os EUA porque o México é parte de um acordo de livre-comércio com EUA e Canadá. Dependendo de que componentes usam, as empresas chinesas com base no México não podem desfrutar de todos os benefícios oferecidos pelo bloco comercial, cujas regras ditam que porcentagem dos produtos tem de se originar na América do Norte.

Mas, nota Peters, a tarifa-média dos EUA sobre importações do México em 2021 foi 0,2%, muito menor que as tarifas aplicadas sobre produtos chineses.

É difícil obter estatísticas acuradas, mas segundo algumas estimativas, o investimento direto da China na dívida do México aumentou de um total de US$ 500 milhões em 2000-04 para US$ 2,5 bilhões apenas em 2022 — menos que o pico, de cerca de US$ 6 bilhões, em 2016, mas mais que o dobro do montante de 2018; e em aumento (veja o gráfico). A natureza desses investimentos difere da maneira que a China gasta seu dinheiro no restante da América Latina.

Em países como Brasil e Chile, a maioria do investimento chinês é em extração de matérias-primas ou construção de infraestruturas, com frequência cortesia de empresas estatais chinesas. No México, o investimento chinês é em serviços e manufaturas, incluindo de eletrônicos, carros e eletrodomésticos.

Nos anos 90 e 2000, as exportações mexicanas para os EUA ficaram atrás da competição chinesa. Agora, os investimentos chineses estão ajudando os exportadores mexicanos. Em setembro, o México ultrapassou a China pela primeira vez desde o início dos anos 2000 tornando-se o maior exportador de mercadorias para os EUA.

O comércio líquido com a China gerou 6,8 milhões de empregos na América Latina entre 1995 e 2021, contra 6,7 milhões gerados pelo comércio com os EUA. Os investidores chineses também são menos exigentes em relação ao meio ambiente e aos direitos humanos. E aprenderam a lidar com os desafios de trabalhar no México, como insegurança e infraestrutura ruim.

A crescente presença chinesa no México poderia ser malsucedida se elevar as tensões com os EUA. A maioria das fábricas e linhas de montagem chinesas no México parece destinada a exportações, observa Peters — especialmente para os EUA; o que está alarmando legisladores do outro lado da fronteira.

Numa carta recente a Katherine Tai, a representante de comércio dos EUA, quatro congressistas alertaram que fabricantes de carros chineses no México tentam tirar “vantagem do acesso preferencial ao mercado americano por meio dos nossos acordos comerciais e contornam qualquer tarifa (específica para produtos chineses)”.

Se a China for bem-sucedida demais em contornar tarifas, poderá dar com a cara na porta dos fundos da mesma forma que a porta da frente lhe foi fechada. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

 

 

ESTADÃO

SEUL - China, Japão e Coreia do Sul concordaram no domingo em reiniciar uma cooperação e agendar uma reunião no mais recente movimento para aliviar as tensões entre os vizinhos asiáticos.

Mesmo com China e Estados Unidos tentando consertar uma relação desgastada, incluindo com um encontro entre os presidentes Xi Jinping e Joe Biden mais cedo neste mês, Pequim está preocupada com o fato de que Washington e seus principais aliados regionais estão reforçando laços.

Pequim, Seul e Tóquio haviam concordado em realizar encontros anuais a partir de 2008 para reforçar os intercâmbios diplomáticos e econômicos, mas divergências bidirecionais e a pandemia da Covid-19 interromperam o plano. O último encontro ocorreu em 2019.

Os três ministros do exterior se reuniram no porto sul-coreano de Busan para a primeira reunião deste tipo desde 2019, depois de autoridades ​​dos três países terem concordado, em setembro, em organizar uma reunião trilateral. Nenhum dos três ministros especificaram quando isso vai acontecer.

Xi Jinping, da China, o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, e o presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, podem não conseguir se reunir ainda este ano, mas o encontro deve acontecer num futuro próximo, disse o conselheiro de segurança nacional da Coreia do Sul, Cho Tae-yong, à Yonhap News TV.

Os ministros concordaram em avançar com a cooperação em seis áreas, incluindo segurança, economia e tecnologia, além de promover discussões concretas para preparar a reunião, afirmou o ministério dos Relações Exteriores do Japão, em comunicado.

O ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Park Jin, que também estava preocupado com as questões norte-coreanas, disse que era "importante institucionalizar ainda mais a cooperação trilateral para que se desenvolva um sistema estável e sustentável", afirmou ele, em comunicado.

Wang Yi, da China, disse que os três países deveriam "opor-se à demarcação ideológica e resistir em colocar a cooperação regional no jogo", conforme comentários dirigidos à aliança de Seul e Tóquio com Washington.

Wang também pediu que os três países reiniciem as negociações sobre um acordo trilateral de livre comércio o mais rápido possível, de acordo com o ministério das Relações Exteriores da China.

 

 

 

Por Hyonhee Shin / REUTERS

CHILE - A delegação brasileira encerrou sua participação no Parapan de Santiago (Chile) com a melhor campanha da história, ao totalizar 343 medalhas (156 ouros, 98 pratas e 89 bronzes), 35 a mais que na edição passada, há quatro anos, em Lima (Peru). Líder no quadro de medalhas, o Brasil deixou para trás Estados Unidos, segundo colocado com 166 pódios, e Colômbia (em terceiro com 161). O Brasil segue hegemônico na competição, liderando a classificação geral,  desde a edição do Rio de Janeiro (2007). A edição de Santiado chegou ao fim no domingo (26).

“O resultado foi extraordinário. Sabíamos que era um grande desafio fazer uma campanha melhor que Lima, mas nossa delegação superou todas as marcas de todos os tempos. Tivemos uma participação muito importante nos Jogos, com atletas jovens – 40% deles disputaram a competição pela primeira vez. Mais de 100 medalhas foram conquistadas por jovens. Realmente uma competição espetacular”, festejou Mizael Conrado, bicampeão paralímpico de futebol de cegos, e atual presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

FORTALEZA/CE - Com um jogador a menos durante quase todo o segundo tempo, o Palmeiras ficou no empate de 2 a 2 com Fortaleza, fora de casa, no domingo, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o técnico Abel Ferreira valorizou o ponto conquistado na Arena Castelão.

O comandante destacou a qualidade do adversário e exaltou a reação do Verdão para buscar a igualdade mesmo em desvantagem numérica.

"Viemos jogar na casa de uma equipe que, na minha opinião, deve ser modelo daquilo que é uma boa gestão. Quero dar parabéns ao trajeto que fizeram na Sul-Americana. Infelizmente perderam, mas a recepção da torcida diz tudo. O Brasil precisa de exemplos como esse. Portanto, parabéns ao Fortaleza", disse.

"Do mesmo modo, dar aos meus jogadores. Hoje ficou bem evidente a atitude campeã que está equipe tem. Era um campo difícil, contra um adversário difícil. O meu maior orgulho dessa equipe é a atitude, a forma com que jogamos, como jogamos com um jogador a menos, a forma como fazemos das tripas o coração para continuar dependendo de nós", completou.

Com o resultado, o Alviverde segue na liderança do Brasileirão, com 63 pontos, assim como o Flamengo, que venceu o América-MG e encostou na briga. O Botafogo, por sua vez, empatou com o Santos e caiu para terceiro, com 62. Em meio a este cenário, o comandante destacou que o torneio segue em aberto.

"Temos três finais. Agora temos jogos na nossa casa. Está tudo em aberto. Vamos ter campeonato até o fim. Há dois meses o treinador do Palmeiras era fraco, a direção não prestava e os jogadores estavam velhos. Hoje estamos na disputa. É o que mais me orgulha. Independentemente do que vai acontecer no fim, essa equipe tem atitude campeã”, declarou.

“Não consigo prever o futuro. Sei o que eu e o time queremos. Está tudo em aberto até o fim. Tudo que passou aqui hoje representa tudo o que eu queria ver na sociedade, que é cada um fazendo o melhor que pode. Independentemente do que acontecer, campeão atitude essa equipe tem”, ampliou.

Por fim, Abel Ferreira fez questão de agradecer a sua comissão técnica pela ajuda na partida contra o Fortaleza. O técnico destacou a importância dos seus auxiliares para mexer no time da melhor forma durante a etapa final.

“Eu não sei se o Palmeiras tem o melhor treinador do mundo, mas tem os melhores assistentes. Quero dar parabéns para a minha equipe técnica. Vemos muitos jogos, comentamos muito entre nós. Hoje de manhã fomos fazer o filme do jogo. É bom que todos estejam em sintonia para tomar decisões, como hoje após a expulsão do Gómez. São decisões difíceis e arrojadas. Conseguimos ajudar nossos jogadores. Não fizemos grandes alterações táticas do primeiro para o segundo tempo, pedi para eles carregarem mais a bola. Depois tivemos que mudar pela expulsão. Olha, era quase que tudo ou nada. Tínhamos que sair daqui com um ponto. Nossa atitude está aí, estou muito orgulhoso”, disse.

“Quando você está no contexto de estresse de um jogo de futebol, você precisa da sua comissão, além das suas ideias. Fiz duas alterações para tentar dar mais ofensividade. Depois da expulsão, tem que tomar atitudes em três, quatro minutos. Nossa equipe técnica sabe muito bem o que tem que fazer. Em momentos de estresse você precisa estar calmo e ouvir quem está contigo para tomar as melhores decisões. Poderíamos ter perdido. Acredito que esse ponta possa fazer diferença no fim”, finalizou.

O Palmeiras volta a campo na próxima quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), quando recebe o América-MG no Allianz Parque, pela 36ª rodada do Brasileirão.

 

 

Rodrigo Matuck / GAZETA ESPORTIVA

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