Jornalista/Radialista
EUA - Durante décadas, Plutão foi considerado o nono planeta do Sistema Solar. No entanto, em 2006, essa classificação mudou oficialmente após uma decisão da União Astronômica Internacional, entidade responsável por padronizar conceitos e nomenclaturas na astronomia.
A mudança ocorreu porque os cientistas perceberam que era necessário estabelecer critérios mais precisos para definir o que realmente é um planeta. Até então, não havia uma definição formal clara, o que gerava inconsistências à medida que novos corpos celestes eram descobertos.
A IAU passou a adotar três critérios principais para que um astro seja considerado planeta: ele precisa orbitar o Sol, ter massa suficiente para assumir forma aproximadamente esférica e “limpar” a vizinhança de sua órbita — ou seja, dominar gravitacionalmente a região ao seu redor.
Plutão cumpre os dois primeiros requisitos, mas falha no terceiro. Ele divide sua órbita com diversos outros objetos do Cinturão de Kuiper, uma área repleta de corpos gelados além de Netuno. Por isso, passou a ser classificado como “planeta anão”.
A nova categoria inclui também outros objetos semelhantes, como Éris, cuja descoberta foi um dos fatores que impulsionaram a revisão das definições. Se Plutão continuasse sendo considerado planeta, outros corpos de características parecidas também precisariam entrar na lista, ampliando significativamente o número de planetas.
Hoje, o Sistema Solar é oficialmente composto por oito planetas: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Já os planetas anões, como Plutão, ocupam uma categoria intermediária, com características próprias.
A reclassificação gerou debates e até resistência popular, mas reflete o avanço do conhecimento científico. Na prática, a astronomia evolui constantemente, e suas classificações acompanham novas descobertas, garantindo maior precisão na compreensão do universo.
EUA - O Programa Artemis, que pretende levar seres humanos de volta à Lua depois de um intervalo de mais de 50 anos, deve alcançar um custo total de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 530 bilhões). A estimativa é baseada em relatório da própria Nasa, com previsões de orçamento até 2025, e de orçamentos anunciados pela Casa Branca até 2030.
O valor inclui o desenvolvimento do foguete Space Launch System (SLS), da cápsula Órion e de toda a infraestrutura dos lançamentos do programa. De acordo com as estimativas da Nasa, US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020 e outros US$ 53 bilhões estavam previstos para os cinco anos seguintes. Além disso, um pedido orçamentário da Casa Branca prevê para este ano um valor de US$ 8,3 bilhões para a área da exploração espacial relacionada à Lua e a Marte.
Entre 1969 e 1972, a Nasa levou 12 astronautas à Lua como parte do Programa Apollo. Segundo um artigo publicado na Space Next 50, a agência espacial teria gastado US$ 20 bilhões ao longo do programa - um total que, reajustado para valores atuais, ficaria em algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. O alto valor do programa, aliás, foi um dos motivos que levaram a sua extinção.
Mas por que retomá-lo agora? Do ponto de vista científico, o objetivo é voltar à Lua para criar uma base espacial e, a partir de lá, enviar astronautas a Marte ainda na próxima década. Do ponto de vista econômico, entretanto, voltar à Lua agora faz mais sentido do que no passado, a partir da constatação da presença de muitos minerais raros no satélite terrestre e do desenvolvimento de tecnologia para minerá-los.
É o caso, por exemplo do Hélio 3, um isótopo raro na Terra, mas abundante na Lua. A substância é vista como o combustível do futuro devido ao seu potencial para reatores de fusão nuclear limpa, segura e praticamente ilimitada. A rigor, a Lua não pertence a ninguém, mas quem conseguir chegar por lá primeiro, certamente terá a primazia na exploração. Não por acaso, a China entrou na corrida espacial, prometendo levar um taikonauta ao satélite em 2030.
Mais do que levar o ser humano de volta ao satélite natural, as missões Artemis têm o objetivo de garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial, em meio a uma disputa com a China.
'Era de ouro para a ciência e as descobertas'
Após o lançamento da missão Artemis II, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou que o objetivo da agência é testar os sistemas da espaçonave Órion e do foguete SLS de olho em futuras missões. "Nenhum ser humano jamais voou nesta nave. Estamos realizando testes rigorosos para garantir que tudo esteja em ordem. Ela abrirá caminho para missões subsequentes e uma era de ouro para a ciência e as descobertas", disse à Nasa TV.
por Estadao Conteudo
IRÃ - Israel, Kuwait e Bahrein registraram novos ataques aéreos atribuídos ao Irã, poucas horas depois de Teerã informar que bombardeios dos Estados Unidos deixaram ao menos oito mortos no norte do país.
As Forças de Defesa de Israel informaram que o território israelense voltou a ser alvo de mísseis iranianos. Segundo o porta-voz do serviço de emergência, um homem de 22 anos ficou gravemente ferido na cidade de Harish, no centro do país, e foi levado ao hospital.
Em comunicado, os militares afirmaram que os sistemas de defesa seguem ativos. “Os sistemas permanecem operacionais para interceptar a ameaça”, disseram, após “identificarem mísseis lançados a partir do Irã”.
Na quinta-feira, o Irã lançou cerca de 30 mísseis contra Israel, coincidindo com o início das celebrações do Pessach. De acordo com os militares israelenses, três eram de fragmentação, cerca de dez caíram em áreas abertas e os demais foram interceptados.
A escalada ocorre após declarações do presidente americano Donald Trump, que afirmou que pretende levar o Irã de volta à “Idade da Pedra”. Em resposta, militares iranianos prometeram ações “mais enérgicas e destrutivas”.
Pouco depois das declarações, a imprensa local relatou “uma nova onda de ataques com mísseis iranianos” contra Israel.
O Kuwait também informou ter sido alvo de ataques. “As defesas aéreas do Kuwait estão repelindo ataques hostis de mísseis e drones”, declarou o Estado-Maior do Exército, acrescentando que “as explosões ouvidas foram resultado da interceptação” dos disparos.
Do lado iraniano, a imprensa estatal informou que bombardeios americanos atingiram a província de Alborz, deixando ao menos oito mortos e 95 feridos. Segundo autoridades locais, citadas pela agência Tasnim, as vítimas participavam das celebrações do Dia da Natureza.
O Crescente Vermelho iraniano informou que mobilizou equipes de resgate. “Desdobramos equipes para as áreas atingidas”, disse a entidade, acrescentando que “os ataques dos EUA e de Israel se concentraram em regiões próximas ao distrito de Azimiyeh, em Karaj. A ponte B1, a mais longa do Oriente Médio, foi um dos alvos”.
As forças israelenses também anunciaram a morte de um comandante de uma unidade de mísseis balísticos na região de Kermanshah, além de outro ligado ao comando petrolífero iraniano.
O conflito se intensificou desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram bombardeios contra o Irã, alegando impasse nas negociações sobre o programa nuclear do país, que Teerã afirma ter fins pacíficos.
Desde então, o Irã tem retaliado com ataques a alvos israelenses e interesses americanos na região, além de bloquear o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
A guerra já deixou mais de três mil mortos, principalmente no Irã e no Líbano, que entrou no conflito após ações do grupo Hezbollah contra Israel.
por Notícias ao Minuto
FINLÂNDIA - Uma deputada religiosa finlandesa foi condenada pelo Supremo Tribunal do país ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), depois de ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”.
Päivi Räsänen, médica e membro do Partido Democrata-Cristão, fez as afirmações que a levaram a ser condenada por incitamento ao ódio em um panfleto publicado pela primeira vez em 2004. Mais tarde, a parlamentar reproduziu o texto no site da Fundação Luterana da Finlândia e da Diocese da Missão Evangélica Finlandesa, em 2007, de acordo com o The Guardian.
Em uma votação de três a dois, o Supremo Tribunal considerou-a culpada por ter republicado o panfleto no Facebook, em 2019, e no seu site, em 2020. O órgão judicial condenou-a, assim, ao pagamento de uma multa..
“O Supremo Tribunal considera que Räsänen deve ter compreendido que, por exemplo, afirmar que a homossexualidade é um distúrbio do desenvolvimento psicossexual é, à luz dos conhecimentos médicos atuais, uma afirmação incorreta”, lia-se no veredito, citado pela agência Reuters.
A deputada, que tinha sido absolvida por tribunais de instâncias inferiores, contou com o apoio da Alliance Defending Freedom, um grupo jurídico conservador sediado nos Estados Unidos que defende a liberdade de expressão e que tentou utilizar o caso para ilustrar a tese de que “a Europa está censurando o mundo”.
Aliás, em fevereiro, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convidaram Räsänen para abordar o seu caso na Comissão Judiciária, em Washington, em uma audiência intitulada “A ameaça da Europa à liberdade de expressão e à inovação americanas”.
Räsänen admitiu que o veredito foi “um choque” e adiantou à imprensa que poderá considerar a possibilidade de recorrer da decisão junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.
Entretanto, membros do governo do Partido dos Finlandeses e do Partido Democrata-Cristão apelaram não só à defesa da liberdade de expressão, como a uma mudança na lei, uma vez que, na sua ótica, “é muito difícil para as pessoas saberem o que é proibido e o que é permitido”.
Vale destacar que o Supremo Tribunal absolveu Räsänen de uma outra acusação, que teve por base uma imagem compartilhada pela deputada nas redes sociais, em 2019, na qual constava uma citação da Bíblia que condenava as relações homossexuais.
por Notícias ao Minuto
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