Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Paróquias de todo o país, e de forma especial na Diocese de São Carlos, celebram nesta Sexta-feira Santa a Paixão e Morte de Cristo, um dos momentos mais solenes do calendário cristão. Às 15h — horário tradicional que recorda a morte de Jesus na cruz — igrejas se unem em uma única celebração, marcada pelo silêncio, pela reflexão e pela fé.
“Eis o lenho da cruz, no qual pendeu a salvação do mundo”. É com essa proclamação que os sacerdotes iniciam a liturgia. A resposta dos fiéis, “Vinde, adoremos”, ecoa nas comunidades, reforçando o sentido de reverência diante do sacrifício de Cristo.
Diferente das demais datas do calendário litúrgico, a Sexta-feira Santa é o único dia do ano em que não há celebração da Santa Missa. Em seu lugar, a Igreja realiza a chamada Celebração da Paixão do Senhor, também conhecida como Funções da Sexta-feira da Paixão.
Durante a cerimônia, um dos momentos centrais é a adoração da cruz. Os fiéis se aproximam para venerar o símbolo máximo do cristianismo, muitas vezes com o gesto do beijo, recordando que, segundo a tradição, foi por meio da cruz que veio a salvação da humanidade.
Na Diocese de São Carlos, assim como em todas as paróquias do Brasil, a celebração acontece simultaneamente às 15h, reforçando o sentido de unidade da Igreja. A orientação é que os fiéis procurem a comunidade mais próxima para participar desse momento de fé e recolhimento.
A Sexta-feira Santa integra o Tríduo Pascal e convida os cristãos à contemplação do mistério da morte de Cristo, preparando o caminho para a celebração da Ressurreição, no Domingo de Páscoa.
SÃO CARLOS/SP - Pelo quinto ano consecutivo, o Santuário Nossa Senhora Aparecida da Babilônia promove a encenação da Via-Sacra, reunindo fiéis em um momento de espiritualidade, reflexão e memória da Paixão de Cristo.
A programação tem início às 15h, com a Celebração da Adoração da Santa Cruz, considerada um dos momentos mais solenes da Sexta-feira Santa. A cerimônia convida os participantes a meditarem sobre o significado do sacrifício de Jesus e o mistério da redenção.
Na sequência, por volta das 17h20, começa a encenação da Paixão do Senhor, com início no Horto das Oliveiras. A apresentação percorre diferentes espaços do santuário, recriando os últimos passos de Cristo até o monumento do Santo Sepulcro, um dos principais símbolos de fé presentes no local.
Neste ano, a organização preparou uma nova ambientação, pensada para favorecer o recolhimento e a participação dos fiéis. O cenário foi adaptado para conduzir o público ao longo da Via Dolorosa, proporcionando uma experiência que vai além da representação teatral.
Mais do que um espetáculo, a proposta é oferecer um itinerário espiritual, levando os participantes a refletirem sobre a entrega de Cristo e a renovarem sua fé. A comunidade é incentivada a participar ativamente, em um clima de oração e contemplação.
Além da encenação, o santuário também convida os fiéis a acompanharem toda a programação do Tríduo Pascal. As celebrações tiveram início na quinta-feira, com a Missa do Lava-Pés e da Ceia do Senhor, às 20h. Na sexta-feira, seguem a Adoração da Cruz e a Via-Sacra encenada. Já no sábado, a Vigília Pascal será celebrada às 19h30.
O ciclo se encerra no domingo, com as Missas de Páscoa às 10h e às 16h, marcando a celebração da Ressurreição de Cristo e o ponto alto da fé cristã.
SÃO PAULO/SP - A produção industrial avançou 0,9% na passagem de janeiro para fevereiro, segundo crescimento consecutivo. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3% este ano.

A produção industrial se encontra 3,2% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro de 2020, mas ainda está 14,1% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O gerente da PIM, André Macedo, avalia que a indústria recupera as perdas assinaladas nos últimos meses de 2025, com perfil disseminado de crescimento.
“Enquanto janeiro foi caracterizado pela retomada da produção, após um dezembro marcado pela maior frequência de férias coletivas e paralisações técnicas, fevereiro se destaca pelo avanço da produção, possivelmente associado a um processo de recomposição de estoques em diferentes setores industriais”, explica o pesquisador.
Segundo o IBGE, o crescimento da produção industrial foi registrado nas quatro grandes categorias econômicas e em 16 dos 25 ramos pesquisados.
Entre as atividades, as influências positivas mais importantes foram observadas em veículos automotores, reboques e carrocerias (6,6%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (2,5%).
“Nesses setores, as principais pressões positivas vêm de automóveis e autopeças, na indústria automobilística, e derivados do petróleo e álcool etílico, na atividade dos derivados do petróleo e biocombustíveis”, disse André Macedo.
"A atividade de veículos automotores, reboques e carrocerias acumula expansão de 14,1% nos dois primeiros meses de 2026 e elimina o recuo de 9,5% verificado nos dois últimos meses de 2025”, mostra o IBGE.
“A produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, marcando o terceiro mês consecutivo de crescimento, registrou ganho de 9,9% neste período", aponta o IBGE.
Entre as atividades que apresentaram recuo, a principal influência veio da produção de farmoquímicos e farmacêuticos (-5,5%), que intensificou a queda verificada no primeiro mês do ano (-1,4%).
“Na indústria farmacêutica, caracterizada pela maior volatilidade de seus resultados, observa-se o segundo mês consecutivo de queda, influenciado, em grande medida, pela elevada base de comparação, em função do avanço de 19% acumulado nos dois últimos meses de 2025", explica o gerente da pesquisa.
A pesquisa também destaca os impactos negativos observados nos setores de produtos químicos (-1,3%) e de metalurgia (-1,7%).
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as críticas ao sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, o Pix, feitas em um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos. Em evento em Salvador (BA), Lula afirmou que o Pix deve ser aprimorado para atender às necessidades dos brasileiros.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando a sociedade brasileira”, disse Lula, sobre o sistema do Banco Centra (BC).
De acordo com o relatório anual do comércio estadunidense, as empresas daquele país temem que Banco Central dê tratamento preferencial ao sistema do Pix, em detrimentos de outros sistemas de pagamentos.
“O Banco Central do Brasil criou, detém, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Nos Estados Unidos, partes interessadas expressaram preocupação com o fato de o Banco Central do Brasil conceder tratamento preferencial ao Pix, que desfavorece os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos Estados Unidos. O Banco Central exige o uso do Pix por instituições financeiras com mais de 500 mil contas”, diz o documento.
No ano passado, o país governado por Donal Trump abriu uma investigação interna contra práticas comerciais do Brasil que consideram supostamente “desleais”. Entre elas, o Pix. Um dos motivos especulados para a medida é de que o BC teria favorecido o Pix em detrimento do WhatsApp Pay em 2020. O aplicativo é da empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump.
Na ocasião, o Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix visa a segurança do sistema financeiro, sem discriminar empresas estrangeiras. A defesa brasileira destacou que a administração pelo BC garante neutralidade ao sistema de pagamentos instantâneos e que outros bancos centrais, inclusive o Federal Reserve (Fed, Banco Central dos Estados Unidos) testam ferramentas parecidas.
O Pix foi lançado oficialmente no Brasil no dia 16 de novembro de 2020, mas os estudos para a implementação do novo sistema de pagamento existiam pelo menos desde maio de 2018.
O Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, dos Estados Unidos, foi divulgado no último dia 31 de março e trata sobre questões de diversos países que podem significar “barreiras” ao comércio exterior dos Estados Unidos.
Sobre o Brasil, o documento ainda aborda temas como mineração ilegal de ouro, extração ilegal de madeira, as leis trabalhistas brasileiras, legislações sobre plataformas digitais, a Lei Geral de Proteção de Dados, taxa de uso de rede e satélites.
AGÊNCIA BRASIL
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