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Radio Sanca Web TV - Sábado, 19 Setembro 2026

Sediado no Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), CIAMED integra a nova geração de Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão da FAPESP e terá como foco doenças negligenciadas e emergentes

 

SÃO CARLOS/SP - A pesquisa brasileira na área de descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos ganha um importante reforço com a criação do Centro de Inteligência Artificial Aplicada à Descoberta de Medicamentos para Doenças Negligenciadas e Emergentes (CIAMED), que terá como pesquisador responsável o atual Diretor do IFSC/USP, Prof. Adriano Defini Andricopulo.

O novo centro está entre os cinco Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) anunciados esta semana pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) para atuação nas grandes áreas de Ciências da Saúde, Ciências Biológicas e Agronomia e Veterinária.

A escolha representa um novo marco para a pesquisa desenvolvida no IFSC/USP, particularmente na área de química medicinal e descoberta de fármacos, ao colocar a inteligência artificial no centro de uma estratégia destinada a acelerar a identificação e o desenvolvimento de candidatos a novos medicamentos.

O CIAMED foi aprovado no âmbito da Chamada de Propostas de Pesquisa 2024 do Programa CEPID da FAPESP, sob o processo 2025/07803-9, tendo o IFSC/USP como instituição-sede e o Prof. Adriano Andricopulo como pesquisador responsável.

Inteligência artificial contra doenças de grande impacto

A própria denominação do novo centro revela um pouco a dimensão do desafio científico, que, em traços resumidos, se dedica a aplicar ferramentas de inteligência artificial ao processo de descoberta de medicamentos destinados, particularmente, ao enfrentamento de doenças negligenciadas e emergentes.

Trata-se de uma área estratégica para a ciência e para a saúde pública, já que as doenças negligenciadas atingem principalmente populações vulneráveis e, num contexto histórico, despertam menor interesse comercial para o desenvolvimento de novos tratamentos.

Já as doenças emergentes representam um desafio adicional pela possibilidade de surgimento ou disseminação de novos agentes infecciosos e pela necessidade de respostas científicas mais rápidas. Nesse contexto, a inteligência artificial abre novas possibilidades.

A descoberta tradicional de um medicamento é um processo complexo, que envolve a investigação de um enorme universo de moléculas e a avaliação de suas propriedades e de sua capacidade de interagir com alvos biológicos associados às doenças.

Ferramentas computacionais e modelos de inteligência artificial podem contribuir para analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, selecionar moléculas promissoras e orientar etapas experimentais.

A perspectiva é tornar o processo de descoberta de novos candidatos a fármacos mais racional e eficiente, integrando computação, química, biologia e outras áreas do conhecimento, sendo essa, justamente, a interface interdisciplinar que deverá atuar o CIAMED.

A coordenação do novo CEPID ficará sob responsabilidade do Prof. Adriano Defini Andricopulo, pesquisador do IFSC/USP cuja trajetória científica está fortemente vinculada à química medicinal e à descoberta de fármacos. Farão parte, ainda, os pesquisadores responsáveis vinculados a este CEPID: Profs. Drs. André Luís Berteli Ambrosi; Glaucius Oliva; Leonardo Luiz Gomes Ferreira; Rafael Victório Carvalho Guido; e Nelma Regina Segnini Bossolan, que ocupará o cargo de coordenadora responsável pelo setor de difusão e divulgação científica.

A instalação do centro no IFSC/USP também reforça a presença de São Carlos como um dos polos de pesquisa científica e tecnológica do país e amplia a atuação do Instituto em pesquisas situadas na fronteira entre as ciências físicas, químicas, biológicas, computacionais e da saúde.

Pesquisa com perspectiva de longo prazo

O modelo CEPID da FAPESP diferencia-se de projetos convencionais justamente pela dimensão e pelo horizonte temporal das pesquisas. Os centros são estruturados para desenvolver investigações fundamentais ou aplicadas de grande alcance, associando produção científica à inovação e à transferência de conhecimento para a sociedade.

Além da pesquisa propriamente dita, os CEPID’s possuem compromissos com transferência de tecnologia, educação e difusão científica, criando condições para que os resultados produzidos nos laboratórios alcancem outros setores da sociedade.

Os cinco novos centros anunciados pela FAPESP se juntarão aos 12 CEPID’s atualmente em operação.

Segundo as condições estabelecidas no edital, cada novo CEPID poderá receber financiamento anual de até R$ 10 milhões durante a fase inicial de cinco anos. O apoio da Fundação poderá se estender por um período total de até 11 anos, condicionado às regras e avaliações previstas pelo programa.

A escala e a duração do financiamento permitem estabelecer programas científicos de longo prazo, formar novas gerações de pesquisadores, criar infraestrutura, estabelecer colaborações e enfrentar problemas cuja complexidade dificilmente poderia ser abordada por projetos isolados e de curta duração.

O avanço dos métodos computacionais vem modificando a maneira como pesquisadores investigam moléculas, proteínas, interações biológicas e grandes conjuntos de dados, sendo que essa combinação com inteligência artificial deverá ser o centro da dinâmica do CIAMED

Com apoio de longo prazo da FAPESP e uma proposta baseada na integração de diferentes áreas do conhecimento, o CIAMED nasce com o desafio de produzir ciência de excelência e, ao mesmo tempo, criar caminhos para que seus resultados possam gerar inovação e impacto para a sociedade.

Confira no link o anúncio da FAPESP relativo à criação dos novos cinco CEPID’s - https://fapesp.br/18399/fapesp-anuncia-cinco-novos-cepids

SÃO PAULO/SP - No dia 4 de outubro, 1º turno das Eleições 2026, mais de 34,1 milhões de eleitoras e eleitores paulistas poderão ir às urnas determinar o futuro político do país. No estado, 87,08% do eleitorado está sujeito ao voto obrigatório, o equivalente a 29.698.450 votantes, enquanto 12,92% (4.405.776) têm voto facultativo. Com seis vagas para os cargos em disputa neste pleito, o voto de cada pessoa é essencial para que a vontade do povo seja representada.


Voto obrigatório

O artigo 14 da Constituição Federal declara que o voto possui valor igual para todos, sendo obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos. Na prática, a imposição do voto pelo texto constitucional é uma forma de assegurar que a vontade da maioria, a verdadeira soberania popular, possa se manifestar através das urnas.


Voto facultativo

Ainda de acordo com a Carta Magna, o voto é um direito facultativo para pessoas analfabetas, quem tem 16 e 17 anos e os maiores de 70 anos. Essas pessoas podem escolher exercer esse direito, desde que estejam em situação regular com a Justiça Eleitoral. Conforme a Resolução TSE nº 23.751/2026, que trata dos atos gerais do pleito, para votar em qualquer turno nas Eleições 2026, eleitoras e eleitores devem ter completado 16 anos até 4 de outubro.
 

Voto 60+

Atualmente, mais de 8,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos estão aptas a votar em outubro em São Paulo, quase 25% do eleitorado estadual. Em uma década (2016 a 2026), o eleitorado idoso em São Paulo cresceu em mais de 2,2 milhões de pessoas, um aumento de 36,2% nesse grupo. Nesse público, idosas e idosos com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, somam 3,8 milhões.
 

Consequências de não votar

Para quem não cumpre o direito cívico do voto obrigatório, o Código Eleitoral impõe algumas consequências. A pessoa que não votou nas eleições deve apresentar justificativa de ausência ou então pagar multa. Quando isso não acontece, fica impedida de obter passaporte ou carteira de identidade, realizar inscrição em concurso público, ser empossada em cargo ou função pública, receber remuneração de emprego público no mês seguinte ao da eleição, renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial e praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.
 

Quando a eleitora ou o eleitor não vota por três eleições seguidas, seu título também pode ser cancelado, caso não pague os débitos eleitorais e nem justifique sua ausência no prazo de seis meses, contando da data da última eleição em que deveria ter votado. Nesse caso, considera-se que cada turno conta como uma eleição.

 

Mais informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Publicado em Política

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