Jornalista/Radialista
EUA - Depois de um ano sem muitas novidades para os fãs de O Senhor dos Anéis, 2024 será um ano interessante para voltar ao universo criado pela mente criativa de J. R. R. Tolkien. Além do possível retorno de O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder, um novo filme da saga chegará aos cinemas.
Mais de dez anos após o lançamento de O Hobbit: A Desolação de Smaug, The Lord Of The Rings: The War Of Rohirrim deve apresentar uma narrativa completamente nova - e em um ponto cronológico distinto: a trama deve acontecer entre os eventos da série do Prime Video e os filmes de Peter Jackson.
Ambientado 183 anos antes dos eventos narrados na trilogia original de filmes, The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim conta o destino da Casa de Helm Mão-de-Martelo, o lendário nono Rei de Rohan. Um ataque repentino de Wulf, inteligente e implacável lorde Dunlending em busca de vingança pela morte de seu pai, obriga Helm e seu povo a uma última e ousada estratégia, buscando refúgio na antiga fortaleza de Hornburg - que mais tarde será conhecida como o Abismo de Helm.
Em uma posição cada vez mais desesperadora, Hera, a filha de Helm, deve se armar de coragem para liderar a resistência contra um inimigo mortal disposto a destruir tudo e todos que encontrar em seu caminho.
Algumas reações já foram publicadas porque quem compareceu ao Festival de Cinema de Annecy, na França, pôde visualizar algumas cenas. O entusiasmo neles era palpável. “O mundo e os personagens pareciam muito autênticos. Mal posso esperar para ver isso nos cinemas no próximo ano”, escreveu um deles no Twitter (X). "A filmagem (muito curta e inacabada) parece fantástica. É 100% consistente com a trilogia original, mas claramente animada. Mal posso esperar!", acrescentou outro comentário.
Além desses fatores, Miranda Otto, a Éowyn de As Duas Torres e O Retorno do Rei, retornará como a personagem na animação. "Ainda não vi a animação completa. Fiz a pré-gravação, que é onde você começa, e foi super divertido. Foi Philippa Boyens, uma das roteiristas originais, quem me contatou para fazer isso. Ela estava prestando consultoria sobre o projeto e ele me contatou para saber se eu faria isso. Achei que era uma ótima maneira de voltar ao personagem”, disse ela ao Express.
"Tem sido divertido voltar e encontrar a voz novamente e tentar pensar no personagem mais velho e ver se ele está próximo o suficiente da minha voz naquela época", acrescentou.
Com direção de Kenji Kamiyama, que já trabalhou em Akira e Star Wars: Vision, o longa chega aos cinemas brasileiros em 12 de dezembro.
Diego Souza Carlos / ADOROCINEMA
RIO DE JANEIRO/RJ - O repórter da Inter TV, afiliada da Globo no Rio de Janeiro, João Vitor Brum, foi agredido e teve o equipamento danificado durante produção de uma matéria, em Cabo Frio, na última segunda-feira (15).
João Vitor fazia uma matéria sobro o desaparecimento de um jovem de 18 anos, na Lagoa de Araruama, em Cabo Frio, quando foi agredido por um amigo do rapaz desaparecido.
O repórter e o cinegrafista Sidney Pontes faziam imagens do local e entrevistavam algumas pessoas, quando foram surpreendidos pelo agressor. João Vitor sofreu agressão física, foi empurrado e caiu dentro da água, junto com seu equipamento de trabalho. Ele registrou boletim de ocorrência, foi submetido a exame de corpo de delito e as agressões foram confirmadas.
Em nota, a Inter TV repudiou a agressão ao jornalista, que classificou como um "ataque brutal". A afiliada da Globo ressaltou que o repórter tinha o consentimento da família da vítima para fazer reportagem sobre o caso. "Este ato brutal é um alerta para a necessidade de proteção e respeito aos jornalistas, que desempenham um papel fundamental na busca pela verdade e na prestação de informações à comunidade", disse a emissora.
"Nesse momento difícil, expressamos nossa solidariedade ao repórter João Vitor Brum. A Inter TV reafirma seu compromisso com a liberdade de imprensa e continuará a desempenhar seu papel vital na divulgação de informações relevantes à comunidade, superando adversidades como essa com resiliência e determinação", diz a nota.
Repórter disse estar bem. Nos comentários da postagem da Inter TV, João Vitor agradeceu pelas mensagens de apoio e afirmou que está "tomando todas as medidas necessárias para que nossa profissão não siga sofrendo tantas agressões, não apenas físicas".
João Vitor ressaltou que a família do jovem desaparecido "não teve nada a ver com essa situação e foi, do início ao fim, extremamente educada e receptiva comigo, mesmo em um momento tão difícil para eles". "Nossa intenção sempre será de ajudar. Abraço e obrigado a todos", completou.
A Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) e o SJPRJ (Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro) emitiram nota de repúdio ao ataque sofrido pelo repórter, classificado como "ato leviano e covarde".
Como o agressor não teve a identidade revelada, Splash não conseguiu localizá-lo para pedir posicionamento. O espaço segue aberto para manifestação.
POR FOLHAPRESS
BRASÍLIA/DF - Mais de 31 mil unidades credenciadas no programa Farmácia Popular começaram a distribuir absorventes para a população em situação de vulnerabilidade social. Segundo o Ministério da Saúde, a oferta é direcionada a grupos que vivem abaixo da linha da pobreza e estão matriculados em escolas públicas, em situação de rua ou em vulnerabilidade extrema. A população recolhida em unidades do sistema prisional também será contemplada.
Podem receber absorventes brasileiras ou estrangeiras que vivem no Brasil, com idade entre 10 e 49 anos, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) e que contam com renda familiar mensal de até R$ 218 por pessoa.
Estudantes das instituições públicas de ensino também devem estar no CadÚnico, mas, neste caso, a renda familiar mensal por pessoa vai até meio salário mínimo (R$ 706). Para pessoas em situação de rua, não há limite de renda. O público-alvo do programa abrange 24 milhões de pessoas.
Para garantir o benefício, é preciso apresentar um documento de identificação pessoal com número do Cadastro de Pessoas Físicas - CPF - e a Autorização do Programa Dignidade Menstrual, em formato digital ou impresso, que deve ser gerada via aplicativo ou site do Meu SUS Digital – nova versão do aplicativo Conecte SUS – com validade de 180 dias. A aquisição de absorventes para menores de 16 anos deve ser feita pelo responsável legal. As orientações também estão disponíveis no Disque Saúde 136.
Em caso de dificuldade para acessar o aplicativo ou emitir a autorização, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde (UBS). Pessoas em situação de rua também podem buscar nos centros de referência da assistência social, centros de acolhimento e equipes de Consultório na Rua. Para pessoas recolhidas em unidades do sistema penal, a entrega será coordenada e executada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com a distribuição realizada diretamente nas instituições prisionais.
A iniciativa integra o Programa de Proteção e Promoção da Saúde e Dignidade Menstrual e envolve as seguintes áreas: Saúde; Direitos Humanos e Cidadania; Justiça e Segurança Pública; Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; e Mulheres e Educação.
Em nota, o Ministério da Saúde destacou que a ação contribui no combate às desigualdades causadas pela pobreza menstrual e configura “um importante avanço para garantir o acesso à dignidade menstrual”.
“A menstruação é um processo natural, que ocorre em todo o mundo com, pelo menos, metade da população. Ainda assim, dados da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que a pobreza menstrual, associada aos tabus que ainda cercam essa condição, podem ocasionar evasão escolar e desemprego. No Brasil, uma a cada quatro meninas falta à escola durante o seu período menstrual e cerca de quatro milhões sofrem com privação de higiene no ambiente escolar (acesso a absorventes, banheiros e sabonetes)”, explica a nota.
Por Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
RIO DE JANEIRO/RJ - Choveram críticas quando Bolsonaro colocou Sergio Moro no Ministério da Justiça. E o que dizem agora, quando Lula dá o mesmo cargo a Lewandowski?
O Brasil é mesmo um lugar cheio de surpresas e onde o mundo dá muitas voltas. Em 2019, a roda da fortuna levou o então juiz federal Sergio Moro, aclamado herói anticorrupção pela direita, ao posto de ministro da Justiça do governo do então presidente Jair Messias Bolsonaro.
Houve uma fúria grande na esquerda: pode o juiz da Lava Jato, que colocou o então candidatíssimo Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, assumir um cargo no governo do candidato que se beneficiou dessa ação do juiz? Obviamente isso cheirava mal.
E não só desqualificou o trabalho da Lava Jato como um todo, mas foi um prego no caixão do combate à corrupção no Brasil.
Tiro no pé
Depois, a roda da fortuna levou Sérgio Moro para baixo. Espera-se para breve a cassação do seu mandato de senador. A transição de juiz para político, que parecia promissora, agora parece fadada ao fracasso.
Sem querer entrar aqui no mérito das decisões que Moro tomou contra Lula, sempre achei as ambições políticas dele um tiro no pé. Não só no dele, mas da democracia brasileira. A Justiça no Brasil já tem um forte jeito de atuar de forma política, o que não contribui, a meu ver, para um fortalecimento das instituições democráticas.
Sei que Bolsonaro não se importava com isso, mas Moro deveria ter tido mais bom senso e antenas para isso. Na democracia, não basta jogar de forma limpa: precisa ter uma aparência limpa.
Déjà vu
E o que dizer do fato de Lula colocar o ex-juiz do STF Ricardo Lewandowski no mesmo ministério que Moro ocupava? Como magistrado, Lewandowski deu várias decisões favoráveis a Lula. Votou a favor do entendimento de que um condenado poderá ser preso apenas após o trânsito em julgado do seu processo.
Mais tarde, Lewandowski não só deu à defesa de Lula acesso às provas dos processos contra o petista como ainda decretou o trancamento de uma ação penal em tramitação e de três investigações. Assim, repetiu a atuação que teve durante o Mensalão, quando emitiu decisões favoráveis aos réus petistas. Como fora nomeado, em 2006, por Lula, partes da sociedade entenderam sua atuação como parcial.
Em fevereiro, Lewandowski vai para o Ministério da Justiça, para substituir Flávio Dino, que faz o caminho inverso, de ministro para magistrado do STF. Tendo em mente todas as críticas à nomeação de Moro por Bolsonaro, a escolha de Lewandowski por Lula parece um déjà vu de sinal trocado.
O próprio Moro comentou a escolha de Lewandowski na sua conta na plataforma X: "Fica então entendido que aceitar cargo em ministério não é e nunca deveria ter sido causa de suspeição."
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Thomas Milz saiu da casa de seus pais protestantes há quase 20 anos e se mudou para o país mais católico do mundo. Tem mestrado em Ciências Políticas e História da América Latina e, há 15 anos, trabalha como jornalista e fotógrafo para veículos como a agência de notícias KNA e o jornal Neue Zürcher Zeitung. É pai de uma menina nascida em 2012 em Salvador. Depois de uma década em São Paulo, mora no Rio de Janeiro há quatro anos.
O texto reflete a opinião do autor, não necessariamente a da DW.
Autor: Thomas Milz
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