EUA - O CEO da Tesla, Elon Musk, afirmou nesta sexta-feira (6) que a montadora de veículos elétricos reduzirá gradualmente a produção da caminhonete Cybertruck em sua fábrica no Texas, nos Estados Unidos, por volta de meados de 2027.
Segundo ele, a decisão tem como objetivo abrir espaço para ampliar a fabricação do Cybercab, veículo autônomo desenvolvido pela empresa para operar como táxi sem motorista.
O anúncio foi feito em uma publicação na rede social X. Musk não esclareceu se a produção da Cybertruck será transferida para outra unidade ou se o modelo deixará de ser fabricado definitivamente.
A fábrica da Tesla em Austin, no Texas, é a única instalação conhecida da montadora equipada para produzir os componentes específicos da caminhonete.
Cybertruck enfrenta dificuldades de vendas
Lançada comercialmente em 2023, a Cybertruck foi apresentada por Musk como uma concorrente futurista das caminhonetes tradicionais de fabricantes como Ford e General Motors.
No entanto, o veículo enfrenta dificuldades para conquistar consumidores em grande escala. O modelo, conhecido pela carroceria de aço inoxidável e pelo design angular, também passou por diversos recalls, problemas de controle de qualidade e mudanças de preços.
A Tesla não divulga separadamente os números de vendas da Cybertruck. A caminhonete integra a categoria "Outros Modelos", que registrou 8.295 entregas no terceiro trimestre de 2026, ante 12.364 no trimestre anterior.
O desempenho representa uma queda de aproximadamente 33% nas entregas da categoria, que também inclui outros veículos da fabricante.
Apesar da decisão de reduzir a fabricação, Musk afirmou nas redes sociais que a frota de Cybertrucks continuará em circulação por muito tempo. O empresário também classificou a caminhonete como o melhor veículo já produzido pela Tesla.
Tesla aposta no Cybercab
A mudança na produção ocorre em meio à estratégia de Musk de ampliar a atuação da Tesla no mercado de veículos autônomos e robótica.
O Cybercab é um automóvel elétrico projetado para transportar passageiros sem motorista. O modelo não possui volante, pedais ou espelhos retrovisores tradicionais e conta com portas que se abrem para cima.
Musk pretende transformar o Cybercab no principal veículo de uma futura rede de robotáxis da Tesla.
Em setembro, a empresa começou a oferecer viagens pagas com uma pequena frota do modelo em Austin, no Texas.
A expansão do serviço, porém, ainda enfrenta questões regulatórias. Autoridades americanas de segurança no trânsito solicitaram esclarecimentos à Tesla sobre a conformidade do Cybercab com as normas federais de segurança para veículos.
A montadora ainda não informou quantas unidades adicionais do Cybercab pretende fabricar com a redução da produção da Cybertruck.
Estadao Conteudo
JAPÃO - Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu uma região próxima de Tóquio, no Japão, nesta sexta-feira (6), segundo autoridades japonesas. Não foi emitido alerta de tsunami, e o tremor foi classificado como verde na escala Pager, ou seja, com baixo risco de mortes e perdas econômicas.
De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o tremor ocorreu a pouca profundidade, às 19h39 (horário local), no mar perto da região de Kanto. Não há registros de feridos ou estruturas afetadas.
Ao todo, 18 províncias, entre elas Fukushima, Miyagi e Kanagawa, e 537 municípios sentiram os tremores.
Sem alerta de tsunami, é esperado apenas uma pequena variação no nível do mar e sem risco de danos, segundo a agência meteorológica.
O Japão está entre os países com maior atividade sísmica do mundo por estar localizado no Anel de Fogo do Pacífico, faixa que concentra intensa atividade tectônica. Cerca de 20% dos terremotos de magnitude 6 ou superior registrados no planeta ocorrem no país.
Em julho deste ano, um terremoto de magnitude 7 atingiu a província de Kumamoto, no sudoeste do país, e matou 35 pessoas. A atividade sísmica causou danos significativos na província de Kumamoto, danificando casas e pontes, provocando incêndios e deixando milhares de pessoas sem eletricidade e água.
Os danos causados pelo tremor se destacaram pela forma como atingiu um shopping da rede Aeon, que foi parcialmente destruído e deixou ao menos sete mortos, e uma fábrica de papel na região, onde nove corpos foram recuperados.
Em 2016, outro grande terremoto em Kumamoto também danificou milhares de edifícios, incluindo o castelo da cidade, um dos principais pontos turísticos.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - O caso do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que fugiu do Brasil usando um passaporte italiano, foi debatido nesta sexta-feira (6) no Parlamento italiano. No plenário da Câmara, o governo disse que ele e os irmãos Carlos e Eduardo tiveram a cidadania reconhecida 58 dias depois de terem apresentado os documentos na Embaixada da Itália em Brasília.
O reconhecimento aconteceu em 5 de janeiro de 2023, dias após a posse do presidente Lula (PT) e três dias antes dos atentados golpistas em Brasília. O prazo de cerca de dois meses contrasta com a espera nos consulados italianos do país, que costumava levar cerca de dez anos antes da mudança na Lei da Cidadania, no ano passado.
O governo italiano negou que a concessão tenha ocorrido fora das normas legais.
Para o deputado de oposição Angelo Bonelli, a confirmação do prazo de 58 dias mostra que Flávio e os irmãos podem ter tido tratamento privilegiado na tramitação do pedido de reconhecimento. Ele foi o autor de um pedido formal de esclarecimentos ao governo.
Em sua resposta, a subsecretária Matilde Siracusano, do Ministério das Relações com o Parlamento, afirmou que o primeiro a pedir para entrar na lista de espera para obter a cidadania na embaixada italiana foi o então deputado Eduardo Bolsonaro, em 2020. Carlos e Flávio fizeram o mesmo quase um ano depois, mas as solicitações foram analisadas juntas.
"Em 20 de outubro de 2021, depois de um ano do inserimento na lista de espera, Eduardo fez contato com o consulado da embaixada para pedir atualização sobre o estado do seu pedido", disse Siracusano, que é filiada ao partido Força Itália, do vice-premiê Antonio Tajani.
Depois de um ano, em 8 de novembro de 2022, dias após a derrota no segundo turno do então presidente Jair Bolsonaro, seus filhos puderam apresentar os documentos para o reconhecimento, dando início ao processo de avaliação do pedido. A família é descendente de um parente emigrado no século 19 da região do Vêneto para o Brasil.
"A cidadania italiana foi reconhecida aos três irmãos Bolsonaro em 5 de janeiro de 2023. A documentação apresentada resultava completa e conforme às disposições então aplicáveis", disse Siracusano.
Com o certificado em mãos, é possível pedir documentos de identificação. Flávio foi o primeiro a obter o passaporte, em 8 de novembro de 2023. Eduardo e Carlos conseguiram os seus entre abril e junho de 2024.
"O reconhecimento da cidadania italiana de Eduardo, Flávio e Carlos Bolsonaro ocorreu em respeito à normativa então vigente e aos procedimentos previstos", disse a subsecretária.
A ida de um representante do governo à Câmara foi um pedido do deputado Bonelli, da Aliança Verde e de Esquerda. Ele havia solicitado que o governo explicasse o modo com que Flávio obteve seu passaporte italiano, usado na fuga do Brasil para os Estados Unidos após a derrota no segundo turno das eleições.
Há anos existe entre parlamentares de oposição a suspeita de que os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro possam ter recebido tratamento privilegiado na tramitação do reconhecimento da cidadania. Em sua intervenção, a representante do governo não comentou as acusações.
"É claro que depois dessa resposta é evidente que houve um procedimento acelerado", disse Bonelli em sua réplica no plenário. "É necessário apurar se houve da parte de algum membro do governo italiano uma solicitação, uma recomendação política para que os irmãos Bolsonaro que fogem da Justiça, Eduardo e Flávio, obtivessem o passaporte, enquanto existem italianos que esperam dez anos", afirmou.
Após a sessão na Câmara, o deputado afirmou que irá apresentar uma denúncia na Justiça italiana para que seja verificado se houve "procedimento preferencial e pressões políticas, dada a proximidade entre o vice-primeiro-ministro [Matteo] Salvini e os irmãos Bolsonaro".
Entre os líderes da coalizão que governa a Itália, Salvini é o mais próximo da família Bolsonaro. Flávio participou de evento do seu partido, a Liga, na Itália em 2025 e, após o primeiro turno, Salvini comemorou o resultado obtido pelo senador, chamado por ele de "amigo". No dia seguinte à vitória do presidente Lula, a primeira-ministra Giorgia Meloni parabenizou em nota o petista pela reeleição.
O fato de Flávio Bolsonaro ter recorrido ao passaporte italiano para entrar na Argentina, após a derrota, foi destaque na imprensa italiana. Além de o documento também ter sido usado pela ex-deputada Carla Zambelli ao fugir da Justiça brasileira para a Itália, o país discute os efeitos da lei que, no ano passado, restringiu o acesso à cidadania para descendentes nascidos fora do país europeu.
por Folhapress
BRASÍLIA/DF - O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país.
O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia.
Confira os 10 primeiros colocados:
No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava com o juro real mais elevado do ranking, mas em um nível menor, de 8,45%.
Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano.
Em comunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reuniões.
A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%.
A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é “injustificável” e custa caro para empresas e famílias.
“É possível continuar diminuindo os juros em ritmo compatível com a convergência da inflação para a meta, sem impor à economia um custo maior”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Os juros elevados são a principal causa do aumento da dívida pública, segundo dados do Banco Central. Nos últimos doze meses, os juros consumiram mais de R$ 1,1 trilhão do orçamento público, o que representa 8,9% do PIB brasileiro.
Com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agentes do mercado financeiro tem cobrado por um corte de gastos como forma de estabilizar a dívida pública, que saiu de 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026.
Por outro lado, economistas críticos à política monetária do BC destacam que, como são os juros altos os maiores responsáveis pelo aumento da dívida, deve-se buscar uma política alternativa que contribua para redução dos juros.
AGÊNCIA BRASIL
SARAGOÇA - A Guardia Civil prendeu um homem de 48 anos pela suposta tentativa de rapto de uma menina de 8 anos, na Espanha. O caso, que aconteceu em Saragoça, ainda está sendo investigado.
Em outubro, as autoridades espanholas receberam uma denúncia por parte do pai da menina. Ele alegava que um homem tinha tentado aliciar a menor para ir passear com ele, em troca de doces, na região de Borba, Saragoça.
O suspeito teria chegado a agarrar um braço da menina, na tentativa de a coagir, mas ela acabou conseguindo se soltar e fugir, relata o ABC. Tudo aconteceu no momento em que a menina se aproximou de casa, pelo meio dia, e se aproximava para entrar na residência.
Para ajudar a polícia a identificar o suspeito, a menor fez um desenho no qual retratou os traços e as características de que se lembrava dessa pessoa. No desenho que fez, reproduziu algumas tatuagens que o suspeito teria nos braços, bem como uma cicatriz que tinha no rosto. Ela denunciou, ainda, que teria visto esta pessoa noutras ocasiões rondando um parque próximo da sua casa.
Com estes dados, a Guardia Civil conseguiu identificar um suspeito, que foi preso no dia 30 de outubro.
NOTÍCIAS AO MINUTO
SUÍÇA - Ainda é possível limitar o aquecimento global entre 1,7 graus Celsius (°C) e 1,8°C e retornar ao limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais até 2100, se as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) forem reduzidas em 18% até 2030; em 45% até 2035 e em 69% até 2040, na comparação com os níveis de 2025.
Na prática, é necessário um esforço global capaz de alcançar uma redução média de 5,7% ao ano, de 2025 até 2035.
A projeção está no novo Relatório sobre a Lacuna de Emissões 2026: O Ponto de Retorno, lançado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
O documento aponta a necessidade de esforços muito acima dos compromissos assumidos nas novas gerações de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), mas também traz evidências de que retornar a um limite de aquecimento global de 1,5°C ou menos é possível.
"Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos mantê-la o mais pequena e curta possível – e trazer as temperaturas de volta para menos de 1,5 graus até o final do século", avalia o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.
A necessidade de manter o aquecimento global controlado foi evidenciado no estudo anterior Limitar a Ultrapassagem – Lidar com a Ultrapassagem de 1,5 °C e Caminhos para o Retorno, que mostrou os efeitos no planeta do pico de aquecimento e a subsequente queda de temperatura.
Quanto maior a temperatura e mais longa a duração, maiores são os impactos como:
Com a trajetória atual mantida, o aquecimento global poderá atingir 2,8°C neste século. Caso as NDCs sejam plenamente cumpridas e a restauração de biomas seja capaz de neutralizar as emissões globais até 2050, ainda assim, o aquecimento global chegaria a 2,1°C neste século.
Um exemplo do que poderá ocorrer como consequência desse aquecimento é o derretimento de um quarto das geleiras do planeta, com a elevação do nível do mar em até 12,5 centímetros (cm).
Na prática, isso afetaria de forma permanente a disponibilidade de água potável em várias localidades do mundo.
AGÊNCIA BRASIL
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