Jornalista/Radialista
Sessões gratuitas acontecem no Auditório da IAU-USP, nos dias 22 e 29 de agosto, e fazem parte de uma série de atividades conjuntas sob a temática "Antropoceno e Cidade Contemporânea"
SÃO CARLOS/SP - O Laboratório de Estudos do Ambiente Urbano Contemporâneo (LEAUC) da USP São Carlos está promovendo a décima primeira edição do projeto Urbanicidades, em conjunto à disciplina Tópicos Especiais - Antropoceno, Arquitetura e Cidade do Sul Global e à VII Jornada Científica do LEAUC, com uma série de atividades conjuntas sob a temática "Antropoceno e Cidade Contemporânea".
Essa edição, intitulada “Mundos Humanos, Mundos Urbanos”, aborda discussões sobre a cidade, seu espaço urbano e suas relações sociais e espaciais e começa com a exibição gratuita de dois filmes, Koyaanisqatsi (1982) no dia 22/08 e Marte Um (2022) no 29/08, sempre às 18h30, no Auditório Paulo de Camargo e Almeida (IAU-USP), com vários convidados para debates. Na sequência da programação devem acontecer novas sessões, além de palestras e rodas de conversa.
Colocando em perspectiva o processo de construção física e cultural do espaço urbano até suas implicações atuais, o debate trata ainda sobre o Antropoceno e suas consequências. Por anos, a corrida pelo desenvolvimento e pelo progresso absoluto foi, e continua sendo pautada pela exploração máxima dos seres humanos e dos recursos naturais disponíveis. Diante da urgência do debate, o novo ciclo do Urbanicidades busca contribuir com reflexões críticas a partir de filmes que perpassam a temática do Antropoceno, sobretudo aquelas que abordam as relações entre os seres humanos, a natureza, o tempo e o avanço das tecnologias, para que possamos construir novas perspectivas e olhares sobre o futuro e para a humanidade.
Antropoceno trata-se de um conceito, em discussão por cientistas, para definição de uma nova época geológica moldada pela humanidade e que está em andamento. A tese central do Antropoceno é que a humanidade impactou a natureza a ponto de ser responsável pelo novo estrato no registro geológico. Nessa perspectiva as pessoas se tornaram mais um fator de influência no sistema global.
KOYAANISQATSI (1982) - Dia 22/08, às 18h30 - O documentário consiste em imagens de arquivos em câmera lenta e em time-lapse, mostrando paisagens naturais, imagens de cidades e de pessoas. A trilha sonora canta "Koyaanisqatsi", um termo indígena (Hopi) que significa "Vida em Desequilíbrio". Uma obra sem atores e sem diálogos que comunica sobre os efeitos da modernização da humanidade. É composto por uma impressionante coleção de imagens e uma marcante trilha sonora.
Teremos como convidados para o debate: Paulo Castral, professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e Eliana Kuster, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES).
MARTE UM (2022) - Dia 29/08, às 18h30 - O filme retrata a história de uma família negra de classe média baixa que vive nas margens de Contagem, Minas Gerais. Após a eleição de um novo presidente de extrema-direita no país, a família Martins busca seguir com seus sonhos apesar de sentir a tensão de sua nova realidade, que representa o contrário de tudo que eles são. convidados para o debate: Marcel Fantin, professor do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (IAU-USP) e Lúcia Leite, professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).
Serviço
Projeto Urbanicidades: “Mundos Humanos, Mundos Urbanos”,
Sessões gratuitas no Auditório Paulo de Camargo e Almeida (IAU-USP), USP São Carlos
Dia 22/08, às 18h30: exibição do filme Koyaanisqatsi (1982)
Dia 29/08, às 18h30: exibição do filme Marte Um (2022)
Realização: LEAUC - Laboratório de Estudos do Ambiente Urbano Contemporâneo
Apoio: Instituto Mário de Andrade (IMA) / Projeto Contribuinte da Cultura
SÃO CARLOS/SP - A Profª Drª Cristina Kurachi, uma das principais pesquisadoras do Grupo de Óptica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), será a convidada especial em mais uma edição do programa “Ciência às 19 Horas” que ocorrerá no próximo dia 22 de agosto, às 19h00, no Auditório “Prof. Sérgio Mascarenhas”.
Este evento, gratuito e aberto a todos os interessados, está integrado na “SIFSC-13” - 13ª Semana Integrada da Graduação e Pós-Graduação do Instituto de Física de São Carlos - USP”.
A pesquisadora convidada irá falar sobre a trajetória do desenvolvimento da tecnologia da terapia fotodinâmica para o câncer de pele não melanoma e os caminhos percorridos dos laboratórios de pesquisa à recomendação para incorporação no SUS.
De fato, o Grupo de Óptica do IFSC/USP iniciou as pesquisas em terapia fotodinâmica em 1999 e, desde então, os pesquisadores do grupo vêm adquirindo conhecimento e desenvolvendo equipamentos e protocolos para diversas aplicações da terapia fotodinâmica no tratamento do câncer e lesões infectadas.
Nesta apresentação, Cristina Kurachi apresentará a trajetória do desenvolvimento, desde os experimentos de bancada e nos modelos animais, os ensaios clínicos para aperfeiçoamento e validação do método, até a recente recomendação da CONITEC para a incorporação no SUS da terapia fotodinâmica como método de tratamento do carcinoma basocelular.
Em sua apresentação, a pesquisadora discutirá a importância da pesquisa básica e clínica, do desenvolvimento dos equipamentos e da parceria com os colaboradores clínicos e empresas, resultando nesse exemplo de sucesso um desenvolvimento científico que ultrapassou os muros da Universidade para chegar à sociedade brasileira.
ÍNDIA - A tendência da desdolarização no mercado petrolífero ganhou impulso na última semana, após a maior refinaria da Índia pagar uma transação com um fornecedor de petróleo dos Emirados Árabes Unidos usando sua própria moeda.
A Indian Oil Corp optou por usar rúpias em vez dos dólares para importar 1 milhão de barris de petróleo da estatal Abu Dhabi National Oil Company, segundo uma reportagem da Reuters citando a embaixada indiana nos Emirados Árabes Unidos na segunda-feira (14).
A Índia, que é o terceiro maior importador e consumidor de petróleo do mundo, recentemente firmou um acordo com os Emirados Árabes Unidos, a fim de usar sua moeda local, a rúpia, ao invés do dólar nas transações entre os países. O objetivo é reduzir custos, ao eliminar a necessidade de conversões cambiais.
Além disso, os dois países concordaram em estabelecer um mecanismo de pagamento em tempo real para facilitar os negócios transfronteiriços.
O pagamento feito na segunda-feira foi o primeiro realizado em rúpias pela Índia para adquirir petróleo dos Emirados Árabes Unidos. Esse evento acontece após a recente aquisição de 25 kg de ouro por um comprador indiano de um exportador do país árabe, também feita usando rúpias.
Essas ações são parte de uma série de iniciativas recentes de vários países, principalmente não ocidentais, que buscam diminuir sua dependência à moeda americana.
A desdolarização ganhou ainda mais destaque após os Estados Unidos imporem sanções financeiras à Rússia no ano passado, despertando o interesse de países como China, Índia, França e Israel em avançar nesse sentido.
Líderes dos países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) têm ressaltado a importância de utilizar suas próprias moedas que não sejam atreladas ao dólar.
Enquanto isso, a China tem se esforçado para internacionalizar sua moeda, o iuan, com o objetivo de competir com o dólar, firmando acordos monetários com países como Brasil e Argentina.
por Investing.com
ALEMANHA - EUA concordaram com a venda do sistema de defesa antimísseis israelense Arrow 3 para a Alemanha, um contrato de defesa no valor de US$ 3,5 bilhões (aproximadamente 17,5 bilhões de reais, na cotação atual), apresentado como "o maior já assinado" por Israel. O anúncio deste acordo foi feito pelo Ministério da Defesa de Israel.
O sistema Arrow (que signifca flecha, em inglês) é desenvolvido e fabricado pela Israel Aerospace Industries (IAI) em colaboração com a fabricante americana de aeronaves Boeing. Já o Arrow 3, o nível superior deste sistema antimísseis, destina-se a interceptar dispositivos acima da atmosfera com um alcance que pode chegar a 2.400 km.
"O Ministério da Defesa de Israel, o Ministério Federal da Defesa da Alemanha e o IAI devem assinar o histórico acordo de defesa de US$ 3,5 bilhões, marcando o maior acordo de defesa já assinado por Israel", disse o funcionário.
"Este projeto de abastecimento é essencial para poder proteger a Alemanha de ataques com mísseis balísticos no futuro", disse o ministro da Defesa, Boris Pistorius, em Berlim.
Além disso, o sistema "deve proteger os céus europeus, e estamos visando sua integração no escudo de defesa da OTAN", disse ele em sua conta no X (ex-Twitter).
"Virada histórica"
A Alemanha decidiu reinvestir maciçamente em seu exército de soldados voluntários das Forças Armadas Alemãs, o Bundeswehr, após a invasão russa da Ucrânia há um ano e meio. Foi criado um fundo especial de 100 bilhões de euros para a sua modernização, dois terços dos quais serão comprometidos até ao final de 2023, segundo dados oficiais.
Berlim lançou o projeto European Sky Shield em outubro, que conta com os sistemas antiaéreos alemães Iris-T para defesa antiaérea de curto alcance, o American Patriot para médio alcance e o americano-israelense Arrow 3 para longo alcance. Até agora, o projeto reuniu pelo menos 17 países.
O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, chamou o acordo de "o mais importante na história de Israel" que "ajudará a fortalecer Israel e sua economia". Segundo ele, o contrato final deve ser assinado até o final de 2023 após sua aprovação pelos parlamentos alemão e israelense, com entrega prevista para o final de 2025.
Em um aceno para a história, Netanyahu lembrou em seu comunicado à imprensa que "75 atrás, o povo judeu foi reduzido a cinzas na Alemanha nazista, 75 depois, o Estado judeu dá à Alemanha, outra Alemanha, ferramentas para se defender (...) Que virada histórica!" ele disse, referindo-se ao Holocausto, a tentativa da Alemanha de Hitler de exterminar os judeus europeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Puramente defensivo
A IAI vai instalar uma nova infraestrutura para o programa alemão e contratará novos engenheiros e funcionários em Israel e nos Estados Unidos, disse o diretor da Organização de Defesa contra Mísseis de Israel, Moshe Patel.
"O governo alemão quer que seja exatamente o mesmo sistema que usamos", disse ele a repórteres.
A Alemanha está comprando "a estrutura completa" do sistema que pode proteger todos os cidadãos alemães, disse ele, acrescentando que outros países, principalmente na Europa, estariam interessados no sistema.
Para o presidente do IAI, Boaz Levy, o Arrow 3 é um "sistema variável". "Ele pode ser modificado de acordo com as ameaças, e é por isso que a Alemanha está comprando o sistema que pode ser usado de acordo com suas próprias necessidades", detalhou Levy em comunicado.
Este acordo torna Israel um jogador "importante", não apenas regionalmente, mas também globalmente, disse à AFP Miri Eisin, ex-oficial da inteligência militar israelense, lembrando que é puramente "defensivo".
O Arrow 3, que foi projetado para lidar com as crescentes capacidades dos adversários regionais de Israel, como Irã e Síria, foi testado com sucesso no passado, segundo as autoridades israelenses.
(Com AFP)
por RFI
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