Jornalista/Radialista
XANGAI - O regulador de valores mobiliários da China divulgou na sexta-feira um pacote de medidas com o objetivo de revitalizar o mercado de ações, mas investidores disseram que elas farão pouco para aumentar a confiança se a economia continuar fraca.
A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China propôs medidas, incluindo cortar custos de negociação, apoiar recompras de ações e incentivar investimentos de longo prazo para ajudar um mercado de ações que tem recuado para mínimas de nove meses.
O regulador disse desconhecer se haverá corte no imposto do selo, medida que tem sido discutida recentemente, mas que a comissão diz estar fora do seu alcance, sendo da competência do Ministério das Finanças.
Outras medidas definidas pela comissão incluem impulsionar o desenvolvimento de fundos de ações, estudar planos para estender o horário de negociação e melhorar a atratividade das empresas listadas.
Os líderes da China prometeram no final de julho revigorar o mercado de ações, que vem cambaleando à medida que os sinais de recuperação econômica do país e os problemas no mercado imobiliário se aprofundam.
A comissão disse nesta sexta-feira que estabilizar o mercado de ações é uma prioridade. "Sem um ambiente de mercado relativamente estável, não há base para revitalizar o mercado e elevar a confiança", disse o regulador.
Alguns investidores disseram que ficaram desapontados com os planos. Niu Chunbao, gerente de fundos da Wanji Asset Management, disse que as políticas não serão suficientes para compensar a preocupação mais ampla com a economia chinesa.
"A chave para elevar a confiança do mercado é resgatar a economia, e o mercado imobiliário é o ponto crucial", disse Niu. "O mercado está com falta de confiança porque os investidores não veem medidas concretas para consertar a economia."
Por Jason Xue e Samuel Shen em Xangai; Tom Westbrook em Cingapura / REUTERS
UCRÂNIA - O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, demitiu todos os chefes regionais dos escritórios de recrutamento na Ucrânia. A onda de demissões foi impulsionada pelas inúmeras suspeitas de corrupção dentro dos quadros militares. Pouco antes, todos os escritórios de recrutamento militar em diferentes regiões do país haviam sido auditados.
De acordo com o Departamento de Investigações da Ucrânia, foram abertos 112 processos criminais contra representantes destes escritórios, 33 casos foram declarados suspeitos e ações judiciais estão sendo movidas contra 15 pessoas.
"Este sistema precisa ser administrado por pessoas que saibam exatamente o que é a guerra e por que o cinismo e o suborno durante a guerra constituem traição", disse Zelenski após uma reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, onde a decisão foi tomada. O presidente anunciou que ex-combatentes irão ser os novos responsáveis pelo recrutamento.
Casos de suborno e atestados falsificados
Essa não é a primeira tentativa do presidente ucraniano de controlar a corrupção no país. Mas nas últimas semanas, os escândalos se acumularam em torno de vários chefes de escritórios de recrutamento.
O ex-comissário militar de Odessa, Yevhen Borisov, por exemplo, foi acusado de ter aceitado suborno e, assim, embolsado milhões de euros desde o início da guerra. Segundo a imprensa local, após a invasão russa, Borisov comprou imóveis de luxo na Espanha e carros de luxo para parentes. Após o caso vir à tona, ele foi demitido e preso.
A auditoria nos escritórios de recrutamento também revelou que o comissário militar na Transcarpátia, oeste da Ucrânia, recrutou soldados para uma obra em sua propriedade. Já em Rivne, no noroeste do país, houve até mesmo casos de abuso.
O chefe de um escritório na região de Donetsk, no leste da Ucrânia, também foi preso. Segundo a investigação, ele enviou subordinados próximos a ele para uma brigada ucraniana. Apesar de nunca terem participado de combates, os enviados foram remunerados como tal. As quase 100 buscas em escritórios de recrutamento em Kiev e em 10 outras regiões também revelaram a evidência de venda de supostos atestados médicos para a dispensa do serviço militar.
Oposição pede mais transparência
Enquanto isso, a oposição no parlamento ucraniano pediu ao presidente que torne públicos os critérios usados para demitir os todos comissários militares, e não apenas aqueles flagrados em violações. "Se todos aceitaram subornos e se envolveram em atividades ilegais, eles não devem apenas ser demitidos, e sim presos", escreveu disse Irina Herashchenko, da bancada Solidariedade Europeia.
Zelenski prometeu prisões, mas não em todos os casos. "As autoridades que confundem distintivos militares com favoritismo certamente serão levadas ao tribunal", disse o presidente. Ele destacou ainda que os oficiais demitidos contra os quais não houver indícios de crime ou violação deverão ir para o front, caso queiram manter a patente e provar sua dignidade.
Apelo público por demissões
Para o cientista político Volodimir Fesenko, do centro ucraniano de pesquisa política aplicada Penta, a substituição completa dos comissários militares é uma resposta ao apelo público. O especialista acredita que o presidente aposta agora em pessoas com experiência em combate que deverão se tornar "guardas morais contra a corrupção no sistema".
Fesenko ressalta, no entanto, que a mudança que não se trata de uma reforma e que o aparato estatal não oferece proteção total contra a corrupção. "Mesmo para os que entrarão agora, as tentações serão grandes. Trata-se de cargos lucrativos, pois muitos tentam comprar sua dispensa para não ir para a guerra".
Hlib Kanevski, do centro anticorrupção StateWatch, considera a substituição dos comissários militares necessária, mas não precisaria ter ocorrido todas ao mesmo tempo. Essa mudança, segundo ele, pode atrasar o sistema de recrutamento por pelo menos três meses. "Substituir todas as lideranças antigas por novas traz benefícios de curto prazo, pois o presidente atende ao anseio por justiça", pontua.
"Mas se o sistema perde muitas lideranças ao mesmo tempo, isso tem um impacto negativo nos trabalhos", avalia o especialista. Segundo Kanevski, simplesmente substituir as pessoas não é suficiente, pois os novos acabariam caindo no mesmo ambiente corrupto.
Na busca de soluções
Lyubov Halan, do centro de direitos humanos Prinzip, que oferece assistência jurídica a soldados, acredita que a corrupção — mesmo entre as novas lideranças — só pode ser combatida com transparência. "As investigações não devem ser limitar a casos individuais. O sistema precisa ser reformado, pois isso afeta muito a percepção da sociedade sobre a mobilização e os ânimos daqueles que estão lutando. Enquanto uns compram sua dispensa com meros trocados, outros estão em trincheiras, e isso é escandaloso, injusto e mina a confiança no Estado", disse Halan.
Para combater o problema, a especialista sugere uma gestão eletrônica eficiente de documentos no sistema de recrutamento, permitindo assim a troca de dados.
A Agência Nacional de Prevenção da Corrupção da Ucrânia elaborou um plano visando especificamente o cruzamento das fronteiras do país por cidadãos ucranianos. "O abuso mais comum nas repartições de recrutamento é o atestado de incapacidade para o serviço militar. As certidões emitidas permitem a saída do país", conta Oleksandr Novikov, chefe do órgão. Conforme seu plano, deverão ser alteradas as regras de cruzamento de fronteira e emissão dos respectivos documentos. As bases de dados do serviço fronteiriço e as dos serviços de recrutamento devem estar interligadas. Segundo Novikov, isso garantiria mais transparência em todo o processo.
O presidente ucraniano já havia anunciado que intensificaria as ações contra a corrupção no país. Uma das razões é promover o avanço das negociações sobre uma possível adesão à União Europeia e à Otan, já que tais reformas são uma condição da UE para a adesão ao bloco.
Autor: Lilia Rzheutska / DW BRASIL
COREIA DO NORTE - O líder norte-coreano Kim Jong Un visitou áreas rurais atingidas pelo tufão e supervisionou helicópteros militares que lançaram pesticidas para tentar salvar as colheitas, informou nesta sexta-feira (18) a imprensa estatal.
A tempestade tropical Khanun passou pela Coreia do Norte na semana passada depois de atingir o Japão.
As catástrofes naturais podem ter um impacto forte na Coreia do Norte devido a suas frágeis infraestruturas e ao desmatamento, que aumenta os riscos de enchentes.
Estas imagens foram divulgadas horas após a Coreia do Norte ter sido acusada pelo Conselho de Segurança da ONU de aplicar recursos em seu programa nuclear em detrimento de sua população, que passa fome e necessita de produtos essenciais.
A agência de inteligência da Coreia do Sul indicou ao Legislativo na quinta-feira que 240 norte-coreanos morreram de fome entre janeiro e julho deste ano, afirmou o parlamentar Yoo Sang-bum a jornalistas.
Kim visitou plantações de arroz afetadas pelo tufão na província de Kangwon e disse que haverá "reparação total dos danos" graças ao patriotismo dos soldados que ajudaram a salvar a colheita, informou a agência de notícias estatal KCNA.
A imprensa estatal divulgou imagens de Kim vestido de branco no arrozal enquanto helicópteros militares pulverizavam os campos.
Kim instou o setor agrícola a "minimizar os danos" para garantir que a Coreia do Norte possa "cumprir a meta de produção de grãos para este ano".
Porém, vários especialistas questionam a eficácia de sua estratégia.
"A ordem dada por Kim Jong Un de mobilizar os aviões da força aérea não é mais que um espetáculo", explicou à AFP An Chan-il, desertor norte-coreano e presidente do Instituto Mundial de Estudos Norte-Coreanos.
"O momento apropriado para lançar pesticidas nos cultivos já passou", afirmou.
O recente foco de Pyongyang no setor agrícola parece ser "resultado do desespero com a possibilidade de que a questão alimentar se torne um problema grave", disse à AFP Hong Min, do Instituto Coreano para a Unificação Nacional.
RIO JANEIRO/RJ - Ingrid Guimarães, de 51 anos, abriu o coração em uma conversa franca durante o videocast “Desculpa Alguma Coisa”, promovido pelo Universa. Na entrevista, a atriz compartilhou um doloroso episódio de sua vida: um aborto ocorrido em 2014, durante as gravações do filme “Loucas Para Casar”.
A artista revelou que estava grávida enquanto participava das filmagens de “Loucas Para Casar” e que enfrentou a difícil situação de sofrer um aborto durante esse período. Mesmo tendo a consciência de que a perda não estava relacionada ao trabalho, Ingrid admitiu que sentiu culpa, um sentimento que muitas mulheres que passam por essa experiência também enfrentam.
“Eu perdi um bebê no meio de um filme. Foi no ‘Loucas pra Casar’. Não consegui nem fazer o 2. Eu estava grávida, o diretor sabia, mas ninguém mais. Eu tinha que fazer cenas em que ficava pendurada. Fiquei tentando me poupar. Mas não teve nada a ver com eu ter trabalhado muito , perdi por má formação. Mas até você se convencer disso, você se culpa o tempo inteiro”, compartilhou.
Na época do aborto, a atriz estava no auge de sua carreira, mas reconheceu que não soube equilibrar sua vida pessoal e profissional da melhor forma. Ela admitiu que, ao olhar para trás, sente arrependimento por não ter tomado certas decisões e por não ter priorizado seu bem-estar.
“Trabalhei grávida da Clara até os 8 meses, fazendo novela, foi tranquilo. Mas eu tinha 36. Uma mulher de 40 é uma mulher de 40. Me arrependo de não ter baixado minha bola na época, não ter negado algumas coisas”, desabafou.
Apesar das dificuldades e das lições aprendidas, Ingrid ressaltou que conseguiu superar a perda do bebê e resolver questões emocionais através de terapia. Ela também abordou a relação entre carreira e vida pessoal, destacando que seu amor pelo trabalho muitas vezes a fez esquecer que também é importante cuidar de si mesma.
“Queria muito o segundo filho. Mas é uma questão que já resolvi, fiz muita constelação familiar. Minha filha chegou pra mim uma vez e disse: ‘Nunca vou ser tia’. É uma coisa resolvida, mas esse equilíbrio de vida pessoal com trabalho é algo que eu não soube fazer bem. Tenho tanto prazer de estar trabalhando que esqueço que é trabalho”, declarou.
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