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Redação

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 Jornalista/Radialista

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FORTALEZA/CE - Desde o início do período colonial, as aves do grupo dos psitacídeos, entre elas os periquitos, estavam entre os exemplares mais cobiçados pela metrópole. Em um período mais moderno, o tráfico de animais silvestres aliado ao desmatamento passou a exercer ainda mais pressão sobre a fauna brasileira. Muitos grupos, como o periquito cara-suja, passaram a correr sérios riscos de desaparecer por completo.

Um projeto ambiental, porém, tem conseguido sucesso na missão de trazer o periquito cara-suja de volta à natureza. “Os resultados positivos do nosso projeto são consequências de um tripé, que há 14 anos está sendo montado”, afirma o biólogo Fábio Nunes, coordenador técnico do projeto Cara Suja mantido pela ONG cearense Aquasis, com recursos internacionais da Loro Parque Fundación, da Espanha, e da alemã ZGAP.

De acordo com o cientista formado pela Universidade Federal do Ceará, o engajamento da sociedade, o suporte financeiro contínuo e a capacidade técnica desenvolvida pela equipe explicam o retorno da espécie. “Estamos falando de um dos dois projetos que conseguiram recuperar a população de uma espécie de ave no Brasil. O outro é o da arara-azul de lear na Bahia”, afirma Nunes.

No caso do cara-suja, é preciso um "pacote ecológico" para que trazer a ave de volta. O crescimento da população das aves, principalmente na Serra do Baturité, no interior do Ceará, tem relação com a maior preservação da mata, dentro de uma unidade de conservação. E, se a mata está preservada, o ciclo se completa: há mais água potável de nascentes e mais ar limpo - processos fundamentais para o futuro do planeta em tempos de mudanças climáticas.

“Além do tráfico de animais, o grande problema em termos de reprodução é a falta de cavidades naturais para os animais se reproduzirem. Esse periquito usa, por exemplo, espaços ocos feitos por pica-paus e outros animais”, explica o biólogo da Aquasis. Para contornar essa dificuldade, resultado direto do desmatamento das matas do Nordeste do Brasil inseridas no bioma Mata Atlântica, os cientistas desenvolveram um método relativamente simples, considerado hoje um dos mais bem sucedidos do mundo em termos de reprodução de aves em ambiente natural.

 

Caixa-ninho

A caixa-ninho, idealizada e montada pela equipe do projeto, imita as cavidades naturais dos troncos vegetais usados normalmente para a gestação dos ovos que vão dar os filhotes. A reprodução do cara-suja ocorre apenas uma vez por ano, entre fevereiro e junho. A fêmea coloca em média 6 ovos. “É nessa etapa que entra a importância do engajamento da população local”, explica Nunes. Os ninhos artificiais são colocados em 55 sítios diferentes. E as caixas são monitoradas todo o tempo pelos moradores locais, para que a predação, pelo homem, não ocorra.

“Entre 2010 e 2022 voaram aproximadamente 2,3 mil filhotes", comemora Nunes. E a expectativa com a próxima etapa do trabalho, a realização de um censo mais recente sobre a população de cara-suja no Ceará, só cresce. “Em 2010, tínhamos mais de 100. Agora, quando os próximos números saírem, em breve, devemos ter um crescimento de 1.000%. Ou seja, temos mais de mil indivíduos da espécie na natureza”, explica o biólogo.

A contagem dos animais nas matas cearenses também é feita por um grupo de 160 voluntários, que seguem uma metodologia baseada em estudos sobre a biologia dos animais. “Eles ficam parados em um mesmo ponto e fazem uma contagem simultânea.”

O lado educacional do projeto – agora, segundo Nunes, muitos moradores e proprietários de terra entendem a importância da preservação tanto das matas quanto da espécie – é apenas um dos legados que estão se consolidando no Ceará.

A questão das políticas públicas também poderá ter desdobramentos em breve. O fato de o cara-suja aparecer na próxima lista estadual de espécies ameaçadas de extinção (status que já melhorou em relação ao passado) vai ser benéfico para a espécie, avalia Nunes. “Isso é importante porque o tema também deve virar prioridade em nível estadual. Todo esse trabalho é fruto de um monitoramento lento e constante. Todo tempo, quase, precisa ter alguém em campo.”

Os resultados da Serra do Baturité começam também a ser replicados em outras regiões do Ceará, como na Serra da Aratanha, onde o trabalho já começou. A ideia do grupo ainda é espalhar os filhotes, respeitando todo o conhecimento genético e ecológico que se tem da espécie, para outras 14 regiões cearenses.

 

 

Eduardo Geraque / ESTADÃO

BRASÍLIA/DF - O Senado aprovou nesta terça-feira projeto de lei que estabelece um piso salarial nacional a fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais de 4.800 reais, informou a Agência Senado.

O projeto foi aprovado pela Comissão de Assustos Econômicos (CAE) em caráter terminativo, portanto, não precisa ir a plenário --a menos que haja recurso assinado por ao menos nove senadores-- e pode seguir à Câmara dos Deputados.

O valor estipulado para o piso dos fisioterapeutas vale para a jornada de 30 horas.

O andamento do projeto vem após sanção presidencial no início de agosto do piso nacional a enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiros.

No Congresso, ainda tramita projeto que estabelece piso salarial nacional para os farmacêuticos.

 

 

Por Andre Romani / REUTERS

PERU - O brasileiro Stephan Steverink é o novo campeão mundial júnior dos 400 metros (m) nado livre. Nesta terça-feira (30), em Lima (Peru), o atleta do Flamengo finalizou a prova em 3min48s27, superando o romeno Vlad Stancu em 11 centésimos, na batida de mão. O bronze ficou com o polonês Krzysztof Chmielewski, com 3min49s34.

Foi somente a terceira medalha de ouro brasileira em um Mundial Júnior de natação. Em 2006, no Rio de Janeiro, Leonardo Guedes venceu os 100 m costas. Em 2015, Brandonn Almeida conquistou o primeiro lugar nos 1.500 m livre, em Cingapura.

“Não sei o que dizer. Minha mãe está aqui, com certeza nervosa. Eu também estava muito [nervoso] e meu treinador também, mas foi uma grande prova. O time brasileiro nos incentiva muito e ganhei por eles”, celebrou o campeão em depoimento à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA).

Stephan, 18 anos, é o único dos 20 representantes do Brasil que também esteve no Mundial adulto, realizado em Budapeste, há dois meses. Em Lima, o nadador ainda brigará por medalhas nos 800 m e nos 1.500 m livre e nos 400 m medley, prova que disputou na Hungria e na qual ficou em 16º lugar.

Filho de pai holandês e mãe brasileira, Stephan tem dupla nacionalidade e vinha sendo acompanhado pelas confederações de ambos os países. No Brasil, ele já superou recordes de base de atletas como o medalhista Thiago Pereira. Na Holanda, o nadador também bateu tempos de nomes relevantes, como o tricampeão olímpico Pieter Van den Hoogenband, nos 200 m livre, no sub-13.

O Mundial Júnior segue nesta quarta-feira (31), com baterias eliminatórias a partir de 11h30 (horário de Brasília). A competição é transmitida pelo canal da Federação Internacional de Natação (Fina) no YouTube.

 

 

Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional

AGÊNCIA BRASIL

CURITIBA/PR - O Athletico-PR saiu na frente do Palmeiras na semifinal da Libertadores. Na terça-feira (30), o Furacão derrotou o Verdão, atual bicampeão, por 1 a 0, na Arena da Baixada, em Curitiba. Foi a primeira derrota dos paulistas nesta edição da competição.

O Rubro-Negro paranaense, que busca retornar à final do maior torneio do continente após 17 anos, tem a vantagem do empate na partida de volta, na próxima terça-feira (6), às 21h30 (horário de Brasília), no Allianz Parque, em São Paulo. O clube alviverde precisa ganhar por dois ou mais gols de diferença para se classificar à terceira decisão seguida de Libertadores ainda no tempo normal. Se vencer por um gol, a decisão será nos pênaltis.

Ambos os times foram a campo modificados. Titulares habituais no Athletico, o meia David Terans e o atacante Pablo deram lugar a Alex Teixeira e Vitor Roque, respectivamente, na escalação de Luiz Felipe Scolari. No Palmeiras, com as ausências do volante Danilo e do meia Gustavo Scarpa, suspensos, Abel Ferreira escolheu Gabriel Menino e Flaco López. O argentino assumiu o centro do ataque, com Rony na ponta esquerda.

O Palmeiras começou o jogo melhor e teria saído na frente logo aos cinco minutos, não fosse a oportunidade desperdiçada por Flaco López. O argentino tabelou com o também atacante Dudu, mas finalizou ao lado, na cara do goleiro Bento. O Athletico encaixou a marcação e abriu o placar. Aos 21, Vitor Roque foi lançado na área pelo lateral Khellven, dominou e rolou para Alex Santana girar e chutar no canto, coroando a mudança promovida por Felipão. Bem postado, o Rubro-Negro deu pouca brecha para o Verdão assustar, com exceção de uma cabeçada de López, aos 43 minutos, após cruzamento do atacante Rony.

O Verdão retornou do intervalo pressionando o Furacão, que tentava sair nos contra-ataques, mesmo encontrando mais dificuldades para isso que no primeiro tempo. A missão dos anfitriões ganhou contornos dramáticos a partir dos 25 minutos, com a expulsão do volante Hugo Moura, que esperou a marcação de uma falta e colocou a mão na bola, recebendo o segundo cartão amarelo. Três minutos depois, Felipão levou o vermelho, por reclamação. O Palmeiras subiu as linhas e apertou o Athletico, que segurou a vantagem até o apito final.

As equipes mudam temporariamente a chave para o Campeonato Brasileiro e voltam a campo neste sábado (3), às 19h. O Athletico recebe o Fluminense na Arena da Baixada, enquanto o Palmeiras encara o Red Bull Bragantino no estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP). Os duelos valem pela 25ª rodada.

 

 

Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e Rádio Nacional 

AGÊNCIA BRASIL

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