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Redação

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 Jornalista/Radialista

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UCRÂNIA - A história da guerra na Ucrânia será, no futuro, narrada sob muitas óticas. Os russos dirão que foi pela segurança e autonomia de seu território contra as investidas ocidentais que nutrem resistência ao país. Seus pares europeus irão dizer que Vladimir Putin, presidente da Rússia, carrega consigo marcas do fim da União Soviética que nunca digeriu bem. Na Ucrânia, território devastado, as histórias exaltarão homens fortes que não abriram mão de sua soberania. E se é verdade que a história é escrita pelos vencedores, frase atribuída a George Orwell (pseudônimo de Eric Arthur Blair), é difícil arriscar dizer neste momento qual narrativa será perpetuada pelos livros. Uma coisa é certa: o fator econômico fará parte da narrativa.

A previsão é que com a expectativa de 2023 ser um ano difícil para e economia global a extensão da guerra seria mais um inibidor potente de crescimento. Na Zona do Euro, que até o meio do ano se mostrava fortemente contra a Rússia, a conversa agora é por uma solução rápida. O presidente da França, Emmanuel Macron, tem assumido a dianteira em um diálogo para, literalmente, conversar com os russos. “A verdade é que houve um erro crasso de previsão da guerra”, afirmou à DINHEIRO Philippe Aghion, PhD na Harvard University e professor de economia e relações exteriores da London School of Economics. “Guiados pelos Estados Unidos, ninguém achou que a Rússia conseguiria passar tanto tempo sob fortes sanções sem precisar ceder um centímetro.”

Para ele, a essa altura, os caminhos são poucos. Ainda que a Ucrânia tenha sido amplamente abastecida pelo armamento ocidental, a verdade é que nenhum país ousou ser mais que fornecedor. “Com esse equipamento vindo dos associados da Otan, o exército ucraniano conseguiu algum avanço e retomada de territórios. Mas não parece ter sido o bastante para a população local, devastada no conflito”, disse Aghion. A Rússia, por sua vez, recebeu, dois meses antes da guerra começar, 40 drones com míssil do Irã.

Na Europa o discurso adotado agora é que, ao conseguir tirar os russos de seu território, a Ucrânia deveria imediatamente negociar a paz. O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, que virou o símbolo da resistência nesses nove meses de conflito, tem sido claro sobre o plano de não ceder nenhum palmo de terra. “Não pararemos até que o último soldado russo volte para o seu país”, disse ele recentemente à rede estatal de televisão do país. Em nenhum momento foi falado sobre erguer a bandeira branca. A posição tem o apoio velado de países que geograficamente estão perto do conflito, como os bálticos e a Polônia, que também enxergam a continuidade do conflito como positiva. “Eles temem que Putin se volte contra eles caso se sinta vitorioso ao fim da guerra na Ucrânia”, disse Aghion.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, segue a mesma linha. Em entrevista à agência alemã DW em outubro, ele disse que a Ucrânia tem que ganhar a guerra. Ele não explicou o que seria “ganhar”, mas deixou claro que, para isso, os membros da Otan devem dar o apoio necessário e durante o tempo que for preciso. “Não devemos esquecer que, se a Rússia parar de lutar, haverá paz. Se a Ucrânia parar de lutar, ela deixa de existir.”

Mas alguns países, em especial os maiores e com melhor estrutura militar, já comsideram a possibilidade de cessão de terras, já que a asfixia econômica esperada pelas restrições do Ocidente parece não ter abalado Putin. Andrew Allen, PhD e professor de economia da San Diego University, afirma que os chamados “países do conselho swift” (Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, França, Itália, Países Baixos, Suécia, Suíça e Japão) financiaram o lado da Ucrânia, mas perderam a aposta.“Não há, neste momento, como derrotar a Rússia militarmente na Ucrânia.” Para ele, seriam necessários anos para que a Ucrânia fosse totalmente autônoma e isso envolveria ainda mais mortes, com o risco de uma ação nuclear. Apesar de pouco popular no Ocidente, essa discussão surgiu em reuniões de cúpula do G7 e da OCDE. O maior sinal disso é que o volume de armas enviadas para Ucrânia tem diminuído com a Otan admitindo a possibilidade de se esgotarem os recursos se o conflito se estender demais. Zelenski segue dizendo que “não dará nenhum passo para trás”, enquanto Putin garante que a “vitória russa é o caminho para a paz”. Duas narrativas que até poderiam ser verdadeiras, mas só uma será escrita na história.

 

 

Paula Cristina / ISTOÉ DINHEIRO

SÃO PAULO/SP - O Polo Industrial de Manaus (PIM) produziu, em outubro, 137.346 motocicletas, aponta levantamento da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), divulgado ontem (10). A produção é 26,6% maior do que a registrada no mesmo mês do ano passado, quando foram fabricadas 108,4 mil unidades. Na comparação com setembro, houve um recuo de 1,6%, tendo em vista que no mês anterior a produção ultrapassou 139 mil motocicletas.

A associação destaca que é o terceiro melhor resultado do ano. A produção caiu após os dois meses com maior produção de 2022: agosto (145,8 mil), que é o melhor número, e setembro (139,6 mil).

O presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, disse em nota que “a indústria segue em expansão e mantém o ritmo de crescimento para atender aos consumidores”. Ele apontou ainda que a alta no preço dos combustíveis pode levar mais pessoas a optarem “pelo guidão” por serem mais econômicos.

De janeiro a outubro, foram produzidas 1.198.889 motocicletas no polo de Manaus, uma alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2021, saíram 1.005.014 unidades das linhas de montagem.

A Abraciclo disse que esse é o melhor resultado para os dez primeiros meses do ano desde 2014. Naquele ano, foram fabricadas mais de 1,3 milhão de unidades. A entidade projeta a produção de 1,420 milhão de motocicletas este ano, o que representa um acréscimo de 18,8% nos números de 2021.

Vendas

No varejo, foram negociadas 120.273 motocicletas em outubro, uma alta de 24% em relação a outubro do ano passado, quando 97 mil unidades foram licenciadas. Na comparação com setembro, o volume é 2,7% menor, pois foram vendidos mais de 123 mil motocicletas. Outubro também foi o terceiro melhor mês nos emplacamentos. O melhor número foi registrado em maio com 133.344 licenciamentos, seguido por setembro, com 123.641.

A média diária de vendas, no mês, que teve 20 dias úteis, foi de 6.014 unidades. Em outubro de 2021, que teve um dia útil a menos, a média ficou em 5.105 emplacamentos por dia. Já em relação a setembro, que teve um dia útil a mais, com média de 5.888, houve alta de 2,1%.

Exportação

As associadas da Abraciclo venderam 4.047 motocicletas para o estrangeiro em outubro, o que representa 3,2% a menos do que em outubro de 2021, quando foram embarcadas 4.182 unidades. Na comparação com setembro, a retração chega a 30,1%, com a exportação de 5.786 unidades. A associação utiliza os dados do portal de estatísticas de comércio exterior Comex Stat para indicar que a Argentina foi o principal destino do mês de outubro, com 29% do total.

No acumulado do ano, as exportações somam 47.717 motocicletas, um volume 1,6% maior na comparação com o período de janeiro a outubro do ano passado. Os dados do Comex Stat apontam que a Colômbia é o principal mercado, representando 28,1% das exportações, seguida pela Argentina, com 24,3% do total exportado.

Por região

Em outubro, a Região Norte teve alta de 33,9% no volume de licenciamentos, com 15.370 motocicletas vendidas. É o maior crescimento percentual no volume de emplacamentos em um ano. Em números absolutos, a liderança em vendas é do Sudeste, com 38,1% de participação do mercado e mais de 45,8 mil unidades licenciadas. O Nordeste aparece em seguida, com 30,1% do mercado e 36,1 mil unidades.

 

 

Por Camila Maciel - Repórter da Agência Brasil

BRASÍLIA/DF - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, anunciou ontem (10) a normalização da circulação viária no país. Em publicação nas redes sociais, o ministro disse que a medida foi concretizada após atuação continuada da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

No dia 30 de outubro, após o anúncio da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva para a Presidência da República em segundo turno, grupos de caminhoneiros iniciaram bloqueios em diversos pontos do país.

Em seguida, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou o total desbloqueio das rodovias federais por entender que as paralisações “desvirtuam o direito constitucional de reunião”.

Mais cedo, a PRF confirmou que todas as estradas e rodovias do país estavam sem interdições e bloqueios. Desde o início dos protestos, 1.087 manifestações foram desfeitas pelos agentes da corporação.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

BAKU - O Brasil encerrou sua participação no Mundial de Judô Paralímpico disputado em Baku (Azerbaijão) com a conquista de mais duas medalhas nesta quinta-feira (10), uma prata com a equipe feminina e um bronze com a equipe masculina. Já na classificação geral, o time brasileiro terminou na quarta posição, a melhor performance do país na história da competição.

Na disputa por equipes femininas, Alana Maldonado, Brenda Freitas, Erika Zoaga, Larissa Oliveira, Lúcia Araújo, Rebeca Silva e Rosi Andrade permaneceram atrás apenas do time da Ucrânia, mas à frente da Turquia, do time da Federação Internacional dos Desportos para Cegos (IBSA, na sigla em inglês) e da Índia, garantindo a segunda posição.

Já na disputa dos times masculinos, Arthur Silva, Elielton Oliveira, Harlley Arruda, Marcelo Casanova, Sergio Fernandes, Thiego Marques e Wilians Araújo ficaram atrás apenas das equipes da Turquia e do Azerbaijão.

Agora o foco da seleção brasileira é a participação no Pan-Americano da IBSA, entre os dias 8 e 12 de dezembro em Edmonton (Canadá).

 

 

AGÊNCIA BRASIL

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