Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - A área de segurança pública de São Carlos vai receber um importante investimento. O deputado estadual Guto Zacarias destinou recursos para a ampliação do sistema de monitoramento de São Carlos, atendendo ao pedido do vereador Bruno Zancheta. A iniciativa tem como enfoque principal a expansão do sistema de segurança, garantindo mais tranquilidade para todos os moradores do município.
Bruno Zancheta destacou a importância dessa conquista: “Investir em segurança é investir na qualidade de vida da população. Com a ampliação dos sistemas de monitoramento, implantaremos câmeras de segurança em pontos estratégicos. Logo, teremos ainda mais eficiência para auxiliar as forças de segurança e prevenir situações de risco em diversas regiões da cidade”, argumentou o parlamentar.
O vereador também fez questão de agradecer o apoio do deputado estadual: “Agradeço ao deputado Guto Zacarias, que tem demonstrado grande compromisso com São Carlos. Ele já destinou diversos recursos para a nossa cidade, sempre atendendo demandas importantes e contribuindo para o desenvolvimento local”.
SÃO CARLOS/SP - Encerrando o mês de conscientização ao câncer de mama, será realizado no dia 25 de outubro, no Clube Ítalo Brasileiro, o Baile de Encerramento do Outubro Rosa, com show da banda Doce Veneno.
A entrada será 1 kg de alimento não perecível ou 1 pacote de fralda descartável, que serão destinados ao Fundo Social de Solidariedade de São Carlos.
Durante todo o mês, a cidade esteve mobilizada em diversas ações de conscientização — palestras, rodas de conversa, encontros e campanhas — que levaram informação, acolhimento e incentivo ao autocuidado para mulheres.
O baile marca o encerramento das atividades de outubro, mas reforça que a luta pela vida e pela saúde da mulher é contínua.
“O baile é um momento de celebração, de alegria e união, mas também de lembrança — o Outubro Rosa termina, mas a luta não. O câncer não espera, e a nossa união, ação e conscientização precisam ser mais fortes do que ele. Precisamos transformar esse movimento em uma prioridade constante, com políticas públicas eficazes e um olhar atento do Estado e da sociedade. A luta continua, e eu sigo firme por uma saúde melhor para todas as mulheres”, destacou a vereadora Cidinha do Oncológico, idealizadora da Lei do Outubro Rosa em São Carlos.
O evento promete encerrar o mês com emoção, música e solidariedade, reafirmando a importância de cuidar, conscientizar e apoiar quem enfrenta a luta contra o câncer de mama — hoje e sempre.
SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos lançou nesta quinta-feira (23/10), no Paço Municipal, dois Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e instituições de ensino e pesquisa. Os projetos IntegraSanca e SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida) têm como foco a aplicação de ciência e tecnologia na gestão pública e no monitoramento ambiental.
O professor Emanuel Carrilho, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC/USP), coordenador do CCD-SHQV, afirmou que a iniciativa representa a consolidação da vocação científica e tecnológica do município. “São Carlos já recebeu diversas denominações ao longo dos anos, como capital da tecnologia e do conhecimento. Agora, com essa parceria, temos a oportunidade de transformar essas ideias em prática. É um trabalho que começa agora, mas que tem um longo caminho pela frente. São cinco anos de projeto, com possibilidade de prorrogação, dependendo dos resultados e da vontade política de dar continuidade”, disse.
A professora Kalinka Castelo Branco, vice-diretora do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC/USP) e coordenadora do IntegraSanca, destacou que o centro trará ganhos tanto para os servidores públicos quanto para os cidadãos. “Os funcionários da Prefeitura que lidam com sistemas e dados terão mais autonomia e segurança na tomada de decisões, pois saberão que estão trabalhando com informações confiáveis. Para o cidadão, haverá um ambiente digital integrado, onde os dados estarão organizados e acessíveis, facilitando o uso dos serviços públicos. É uma forma de devolver à sociedade o investimento feito na universidade, aplicando o conhecimento científico em benefício direto da população”, explicou.
O secretário adjunto de Cidade Inteligente, Cristiano Pedrino, afirmou que os centros representam uma mudança na forma como a gestão pública utiliza dados. “Com a integração das bases de dados e o uso de inteligência artificial, será possível antecipar demandas, otimizar recursos e melhorar a entrega de serviços. A proposta é transformar informações dispersas em ferramentas de planejamento e resposta rápida, com impacto direto na prestação de serviços e na qualidade das decisões administrativas”.
Ações preventivas - A gerente de operações de tratamento de água e esgoto do SAAE, Leila Patrizzi, destacou que o monitoramento hidrossanitário permitirá ações preventivas e maior controle sobre a qualidade da água e do esgoto. “A coleta e análise sistemática dos resíduos urbanos vai apoiar ações de saúde pública e orientar políticas com base em evidências. Isso representa uma nova forma de enxergar o território e agir com mais precisão”.
O presidente do SAAE, Derike Contri, reforçou que a participação da autarquia no projeto representa um avanço na gestão dos serviços públicos. “O SAAE fica muito feliz em poder participar dessa inovação, que não é só para São Carlos, mas pode servir de modelo para outras cidades. O gestor poderá utilizar os dados do esgoto para entender o que está acontecendo em termos de saúde pública e tomar decisões mais acertadas. É uma mudança importante na forma como se faz gestão”.
O presidente da Câmara Municipal, Lucão Fernandes, avaliou que a parceria entre universidades e poder público encurta o caminho entre as demandas da população e as soluções técnicas.
“Essa parceria traz conhecimento e encurta uma trajetória que poderia ser longa para o prefeito, especialmente em relação às necessidades que o poder público precisa atender. Com o apoio das universidades e dos centros de pesquisa, esse caminho se torna mais curto, e quem ganha com isso é a população”.
O prefeito Netto Donato afirmou que os projetos marcam uma nova etapa na relação entre a Prefeitura e as instituições de pesquisa. “A comunidade sempre cobrou mais integração entre as universidades e a cidade. Hoje, temos um trabalho concreto sendo realizado em conjunto com USP, UFSCar, Embrapa, parques tecnológicos e a Fapesp. Um projeto voltado à saúde e outro à gestão pública, com impacto direto na vida dos cidadãos e na estrutura da administração municipal. Estamos plantando uma semente que vai florescer nos próximos anos. É uma parceria que também fortalece o SAAE para as próximas décadas”.
Os dois centros de pesquisa lançados em São Carlos - o IntegraSanca e o SHQV (Saúde Hidrossanitária e Qualidade de Vida) - fazem parte do 4º edital do programa Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCD) da Fapesp, que aprovou 33 novos projetos em todo o estado de São Paulo. Juntos, esses dois centros sediados no município receberão aproximadamente R$ 19,6 milhões em investimentos ao longo dos próximos cinco anos.
O IntegraSanca, voltado à modernização da gestão pública por meio da integração de dados e uso de inteligência artificial, contará com um orçamento de R$ 9,6 milhões. Já o SHQV, que tem como foco o monitoramento da saúde pública e do meio ambiente por meio da análise de esgoto, terá cerca de R$ 10 milhões destinados à sua execução. Com essa nova rodada de apoio, o programa da Fapesp passa a financiar 83 centros voltados à solução de problemas concretos da sociedade paulista, totalizando um investimento de R$ 256 milhões.
Também participaram da solenidade os vereadores Moisés Lazarine e Dé Alvim.
Mais de 900 trabalhos foram apresentados por estudantes dos quatro campi da Universidade e do Ensino Médio
SÃO CARLOS/SP - Nos dias 21 e 22 de outubro, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizou a 31ª edição do Congresso de Iniciação Científica (CIC), o 16º Congresso de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CIDTI) e o 4º Congresso de Iniciação Científica do Ensino Médio (CIC-EM). Promovidos pela Pró-Reitoria de Pesquisa (ProPq), os eventos aconteceram de forma presencial nos quatro campi da Universidade - São Carlos, Araras, Sorocaba e Lagoa do Sino - e reuniram 927 trabalhos, apresentados por estudantes de graduação e do Ensino Médio, abrangendo todas as áreas do conhecimento: Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias e Linguística, Letras e Artes.
Durante os dois dias de programação, os congressos promoveram debates, apresentações orais e sessões de pôsteres, reunindo estudantes, docentes e pesquisadores. O objetivo foi estimular a troca de experiências, a divulgação científica e o fortalecimento da formação acadêmica desde os primeiros passos na vida universitária.
A cerimônia de abertura ocorreu no Anfiteatro Bento Prado Júnior, área Norte do Campus São Carlos, com a presença de Douglas Verrangia, Pró-Reitor de Graduação; Pedro Fadini, Pró-Reitor de Pesquisa; e Fillipe Vieira Rocha, coordenador dos programas de iniciação científica e tecnológica da UFSCar.
Verrangia ressaltou o caráter democrático e plural do evento. "A ciência é baseada justamente na possibilidade de discordar. É a partir da diversidade e da dissonância que ela avança. E esse é um dos raros espaços da sociedade brasileira onde ainda se preserva o pensamento livre e crítico", afirmou. Ele também destacou a importância da pesquisa na formação universitária. "A iniciação científica é a culminância de um processo formativo. Fazer pesquisa dá sentido à vida universitária, ajuda o estudante a entender sua profissão, seu papel social e a função da universidade para a sociedade", reforçou o Pró-Reitor de Graduação.
Já Fadini enfatizou a relevância da ciência para o desenvolvimento humano e social. "Estamos em uma Universidade que preza pela excelência no ensino, mas que também constrói conhecimento. Boa parte do que ensinamos nasce aqui, em nossos laboratórios e grupos de pesquisa". Para ele, a iniciação científica tem um papel transformador. "Nós fazemos pesquisa para melhorar a humanidade. Precisamos valorizar a ciência, combater o negacionismo e formar pessoas com raciocínio crítico. Mesmo quem não segue para o mestrado ou doutorado leva consigo essa forma de pensar e de questionar, que é o que transforma a sociedade", completou.
A Reitora da UFSCar, Ana Beatriz de Oliveira, registrou sua mensagem aos participantes: "Toda universidade precisa ser produtora de conhecimento. Quando trazemos a pesquisa para a formação, ensinamos o método científico não apenas para formar pesquisadores, mas para formar profissionais que saibam consumir e aplicar o conhecimento produzido. Esses congressos expõem nossos estudantes a situações de apresentação, de perguntas, de defesa de ideias, e isso é fundamental. É um exercício que fortalece a autonomia e prepara para o mercado", pontuou.
A palestra de abertura foi ministrada por Valquíria Graia Correia, docente do Departamento de Química (DQ), com o tema "Transcendendo a jornada: entre a utopia e a realidade, numa perspectiva trans centrada". A professora dividiu a palestra no que chamou de três atos, em uma interlocução entre as suas vivências pessoais e profissionais com a arte. Ela destacou as experiências positivas que tem vivenciado na UFSCar e enalteceu as ações da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade (SAADE), considerada por ela um exemplo no campo de políticas para pessoas trans no ensino superior público.
Correia também compartilhou conquistas e desafios ao longo de sua trajetória acadêmica, refletindo sobre a importância da inclusão na ciência e da ocupação de espaços historicamente negados a pessoas trans. "A saída para enfrentar desigualdades e injustiças históricas passa pela criação de políticas públicas e pela educação; ela é o pilar. É ela que abre portas e cria caminhos", afirmou.
Vivenciando ciência na prática
Entre os destaques desta edição estiveram as apresentações em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Carlos, que mostraram resultados de projetos voltados a políticas públicas na área da saúde, e a participação do Colégio de Aplicação da UFSCar (CAU), com o grupo "Pequenos Cientistas", formado por crianças que desenvolvem projetos de iniciação à pesquisa científica desde as séries iniciais.
"A pesquisa é feita para melhorar a qualidade de vida e o desenvolvimento humano da comunidade, inclusive com multidisciplinaridade entre as áreas. E quanto antes isso começar, melhor. Este ano, com a participação do Colégio de Aplicação, damos mais um passo nessa direção, ao incentivar que as crianças tenham contato com a ciência desde cedo", destacou Rocha.
Também integrou a programação o Projeto Pluralizar, uma iniciativa da UFSCar em parceria com o Instituto Serrapilheira, coordenada por Anton Castro Miguez, docente do Departamento de Letras (DL), voltada à inserção de estudantes de grupos sub-representados no universo da pesquisa. "O Pluralizar traz à tona a discussão sobre diversidade e permanência. É um programa que busca garantir que esses estudantes sigam na universidade, da iniciação científica até a pós-graduação", completou Rocha.
Diversidade de áreas
Os trabalhos apresentados refletem a amplitude de áreas e abordagens que caracterizam a pesquisa na UFSCar, que vão da sustentabilidade e biodiversidade ao comportamento humano e à saúde.
Um exemplo vem do Campus Araras, onde Livia Correia da Silva, estudante de Biotecnologia, desenvolve um estudo sobre formas sustentáveis de reaproveitar resíduos agroindustriais.
"Trabalho com a torta de filtro, um resíduo que muitas vezes é tóxico, incorporando-a ao substrato para o desenvolvimento de plantas nativas. Avaliamos o material em laboratório e, depois, em casa de vegetação. Vimos que não houve prejuízo ao desenvolvimento das plantas, o que indica potencial para um uso ambientalmente seguro".
Na área da saúde, Ana Beatriz dos Santos Furlan, estudante de Medicina no Campus São Carlos, participa de uma pesquisa sobre como as mães percebem e reagem à dor dos recém-nascidos.
"Queremos entender o que as mães sentem e fazem quando percebem que o bebê está com dor, especialmente em situações como a vacinação. Aplicamos questionários logo após o parto, para compreender como essa percepção influencia o cuidado com o bebê", explicou.
Já Maria Julia de Campos, estudante de Ciências Biológicas no Campus Sorocaba, apresentou seu estudo sobre o gênero de cactos Cipocereus ritter, endêmico da Serra do Espinhaço. "Meu intuito é investigar a biogeografia e a história evolutiva desse gênero. A experiência com a pesquisa na UFSCar tem sido muito boa. Mesmo nos momentos mais desafiadores, encontro apoio dos professores e do pessoal do laboratório, com quem troco muitas ideias e aprendizados", contou.
Caio Távora, estudante de Administração no Campus Lagoa do Sino, desenvolve projeto sobre o impacto das tecnologias na sociedade, com foco no uso de redes sociais e no tempo de tela entre estudantes universitários. "Estamos realizando uma pesquisa qualitativa com estudantes dos campi Lagoa do Sino e Sorocaba e tenho tido bastante retorno para a compilação dos resultados. Este é o meu primeiro contato com a produção científica, em uma área que eu não conhecia, e tem sido uma ótima experiência", relatou o aluno.
Ao celebrar seus 55 anos, a UFSCar reafirma, por meio dos Congressos de Iniciação Científica, o seu compromisso com a formação de novos pesquisadores e com o incentivo à ciência, à inovação e ao pensamento crítico.
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