Jornalista/Radialista
Setor criou 17.472 postos de trabalho nos primeiros seis meses do ano, contra 39.755 no mesmo período de 2021
SÃO PAULO/SP - A geração de vagas celetistas no comércio paulista apresentou recuo de 56%, no primeiro semestre, em comparação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa do Emprego (PESP), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. Nos primeiros seis meses deste ano, foram criados 17.472 postos, enquanto o mesmo período de 2021 registrava criação de 39.755 vagas.
A menor geração de vínculos celetistas em relação à primeira metade do ano passado pode ser explicada pelo contexto de retomada das atividades à época: em maio de 2021, as atividades consideradas não essenciais voltavam a funcionar, o que influenciou de forma significativa os resultados do período, impactando, também, a base de comparação. Diferentemente do comércio, o setor de serviços apontou avanço de 25%, mediante a geração de 231.045 postos de trabalho, contra 184.767 na mesma comparação. O setor ainda se beneficia da recuperação do emprego no pós-pandemia, processo que nos serviços tem se dado de maneira mais tardia do que em outras atividades econômicas.
Desempenho do comércio no ano: Estado e capital
No primeiro semestre, dentre as três divisões que formam o setor, o comércio de reparação de veículos e o atacado registraram avanços respectivos de 6.909 e 15.648 vagas. O varejo, por outro lado, apresentou saldo negativo de 5,1 mil vínculos celetistas. Os segmentos que mais influenciaram os resultados em cada uma das três divisões, em números absolutos, foram, respectivamente, comércio a varejo de peças e acessórios novos para veículos (1.639); comércio atacadista de produtos farmacêuticos (1.628); e comércio varejista de hipermercados e supermercados (-11.670).
Na capital, houve criação de 8.254 vínculos empregatícios nos seis primeiros meses de 2022. O atacado, mais uma vez, puxou o desempenho acumulado, com novos 5.732 empregos.
Serviços no ano: Estado e capital
Nos serviços, os destaques do primeiro semestre ficaram por conta dos setores de educação (40.982 vagas), transporte e armazenagem (32.373) e alojamento e alimentação (31.424). Nestes grupos, os segmentos que lideraram a criação de empregos foram as educações infantil e fundamental (27.772), o transporte rodoviário de carga (18.594) e os bares e restaurantes (18.545).
Já na cidade de São Paulo, foram 87.709 vagas geradas. O resultado foi influenciado, principalmente pelo segmento de alojamento e alimentação, com novos 16.023 empregos (o segmento responsável pelo desempenho foi o de bares e restaurantes – com 9.840 postos de trabalho).
Resultados de junho no comércio e serviços
O recorte do mês de junho demonstra que a geração de emprego no comércio estadual diminuiu 41,5%, na comparação anual, e 18,1% em relação a maio. Em números absolutos, foram 12.765 empregos criados no mês, contra 21.816, em junho de 2021, e 15.593, no quinto mês deste ano. Na cidade de São Paulo, o cenário também é semelhante: quase 4 mil postos de trabalho foram criados, contra as mais de 5 mil vagas registradas, em maio, e 6,6 mil, na comparação interanual.
No setor de serviços, o mês de junho terminou com a geração de 38.654 postos de trabalho. Na comparação com maio, o saldo ficou 4% inferior. Já em relação a junho de 2021, a redução foi de 9,3%. Na cidade de São Paulo, por outro lado, enquanto, no mês anterior, houve o registro do saldo positivo de 14.889 vagas, em junho, 21.128 novos postos de trabalho foram gerados.
UCRÂNIA - "Se morrermos, acontecerá em um segundo e não sofreremos", diz Anastasia, moradora de Marganets. Nesta cidade ucraniana, a poucos quilômetros da usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pelas tropas russas, a população vive com medo constante.
Nos últimos dias, Kiev e Moscou se acusaram mutuamente de realizar bombardeios no complexo da usina nuclear, a maior da Europa.
Na quinta-feira, os ataques danificaram alguns sensores de nível de radioatividade.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) alertou para a gravidade da situação.
Marganets está a apenas 13 quilômetros de Zaporizhzhia. A cidade, localizada no topo de uma colina, permanece sob controle ucraniano e dela é possível ver, do outro lado do rio Dnieper, a usina nuclear construída nos tempos soviéticos.
"Se morrermos, acontecerá em um segundo e não sofreremos. Me tranquiliza saber que meu filho e minha família não sofrerão", diz Anastasia, 30 anos, fazendo compras.
- "Coisas terríveis" -
A usina nuclear de Zaporizhzhia está na linha de frente desde que foi tomada pelas tropas russas no início de março, dias após o Kremlin ordenar a invasão da Ucrânia.
Em Marganets, os militares ucranianos aconselham a não se aproximar da margem do rio Dnieper, por medo de que o inimigo atire da margem oposta, a cerca de 6 quilômetros de distância.
A cidade, que tinha cerca de 50.000 habitantes antes da guerra, tem um centro animado onde as pessoas vivem suas vidas diárias além dos pensamentos sombrios e rumores persistentes sobre o estado dos seis reatores da usina.
"Estou com medo por meus pais e por mim. Quero viver e aproveitar a vida nesta cidade", diz Ksenia, de 18 anos, que atende clientes em um café na principal rua comercial.
"O medo é constante. E as notícias dizem que a situação na usina é muito tensa, então cada segundo que passa é terrível. Você tem medo de dormir, porque coisas horríveis acontecem à noite", acrescenta.
Em Marganets e Nikopol, outra cidade a uma curta distância rio abaixo, 17 pessoas foram mortas esta semana em ataques noturnos, segundo autoridades locais.
A Ucrânia acusa a Rússia de disparar do outro lado do rio e de dentro do complexo nuclear.
As tropas ucranianas se abstêm de responder por medo de desencadear uma catástrofe.
Na sexta-feira, um alto funcionário ucraniano disse à AFP que as tropas russas estão até "atirando em algumas áreas da usina para dar a impressão de que a Ucrânia está fazendo isso".
Uma situação que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, descreveu como "chantagem nuclear".
"Acho que os russos estão usando a usina como um ás, para perseguir seus próprios objetivos", diz Anton, de 37 anos.
A Ucrânia foi em 1986 cenário do desastre nuclear de Chernobyl, 530 quilômetros a noroeste de Marganets.
Naquele ano, um reator nuclear explodiu, liberando radiação na atmosfera. Cerca de 600.000 pessoas foram alistadas como "liquidadores", encarregados de descontaminar a terra ao redor da usina.
O número oficial de mortos é de apenas 31, mas algumas estimativas falam de dezenas de milhares e até centenas de milhares de mortes.
Em Marganets existe um monumento a esses "liquidadores".
Ao lado da cratera aberta por um foguete que caiu em Marganets à noite, Sergei Volokitin, de 54 anos, relembra aqueles tempos.
"Depois que me formei trabalhei na mina, e na minha equipe havia duas pessoas que eram liquidadores", lembra.
"Sabíamos tudo o que acontecia lá. Conhecemos os efeitos da radiação e quais serão as consequências se algo acontecer".
ARGENTINA - A justiça argentina acatou na quinta-feira, um pedido do governo norte-americano para apreender um Boeing 747 da empresa venezuelana Emtrasur, que está retido desde junho em Buenos Aires, e cuja tripulação está impedida de deixar o país.
A decisão foi do Juiz Federico Villela que aceitou as justificativas da promotora Cecilina Incardona, e do juiz Michael Harvey, do tribunal do distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos, que emitiu uma ordem para confiscar o avião sob a alegação de que “foram violadas as leis de controle de exportação” dos EUA quando a aeronave foi vendida para a empresa venezuelana.
A empresa Emtrsur é ligada à estatal venezuelana Conviasa, que inclusive aparece na lista de sanções do governo norte-americano.
Além do confisco, a decisão do juiz Villena permitiu que agentes do FBI entrassem na aeronave, pois estão fazendo um inventário de todos os itens a bordo e realizando uma inspeção técnica.
A Venezuela criticou a retenção do avião na Argentina e nesta semana houve duas manifestações em Caracas para exigir que ele seja devolvido e que a tripulação seja autorizada a sair do país. Na última segunda-feira, o presidente Nicolás Maduro disse ao seu homólogo argentino, Alberto Fernández, que estava “bem irritado com o roubo do avião”.
O 747 aterrissou na Argentina no dia 6 de junho com uma carga de autopeças do México. Ele já havia estado no Paraguai, de onde levou cigarros para a ilha caribenha de Aruba.
Sem poder reabastecer em Buenos Aires, devido às sanções, a aeronave partiu em 8 de junho para Montevidéu, mas as autoridades uruguaias negaram entrada e o avião teve que retornar ao aeroporto de Ezeiza. A Justiça, então, iniciou uma investigação sob sigilo sumário.
A Argentina considera sensível a presença de viajantes iranianos em seu território, por causa dos alertas vermelhos de captura aplicados aos ex-governantes do país pelo ataque contra o centro judaico da AMIA em 1994, que deixou 85 mortos e cerca de 300 feridos.
Apresentação celebra o Dia dos Pais e o aniversário do shopping
São Carlos/SP – Em comemoração aos 25 anos do Iguatemi São Carlos e em homenagem ao Dia dos Pais, a Orquestra Sinfônica Paulista São Carlos fará uma apresentação gratuita no shopping neste sábado (13), a partir das 18h00, na rotatória da Riachuelo.
O repertório é composto por música clássica e popular brasileira, de diferentes artistas. A orquestra é regida pelo maestro João Cordiano.
Para mais informações, acesse o site www.iguatemisaocarlos.com.br e siga o shopping nas redes sociais @iguatemisaocarlos.
Serviço:
Apresentação Orquestra Sinfônica São Carlos
Data: sábado, 13 de agosto
Horário: 18h
Local: Shopping Iguatemi São Carlos – na Rotatória da Riachuelo
Endereço: Passeio dos Flamboyants, 200, São Carlos/SP
Informações: www.iguatemisaocarlos.com.br
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