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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Estudo busca voluntários para participação que residam em cidades da região

 

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa de Iniciação Científica, realizada no Departamento de Medicina (DMed) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), pretende avaliar os impactos biopsicossociais da pandemia em crianças entre 5 e 10 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em seus cuidadores. O estudo convida responsáveis por essas crianças a responderem um questionário online. A pesquisa é voltada aos moradores dos municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde de São Paulo (DRS-III), conforme este documento (https://bit.ly/3wWFQ16). O projeto é desenvolvido pela aluna do curso de Medicina da UFSCar Camila Monteiro Faria Araújo, sob orientação de Guillermo Traslaviña, docente do DMed e neurologista infantil.
De acordo com a pesquisadora, "as mudanças nas rotinas familiares e as restrições sociais impostas pela pandemia de Covid-19 podem conduzir à piora comportamental, aumentos dos sintomas e possível regressão de habilidade comportamentais, sociais e neurológicas (linguagem, interação e inteligência) em crianças com TEA, grupo que apresenta dificuldade para lidar com mudanças de rotina". Nesse sentido, a pesquisa visa identificar o impacto da pandemia para essas crianças e seus cuidadores.
Ao final do estudo, o cuidador que tiver interesse poderá entrar em contato e discutir seus resultados com os pesquisadores e ter suas necessidades de saúde e da criança levantadas. Nesse cenário, serão dadas as devidas orientações sobre cuidados gerais e necessidade de assistência especializada, conforme matriciamento. "Da mesma forma, com os resultados da pesquisa e ampla divulgação dos mesmos, poderemos voltar a atenção de órgãos públicos e da população em geral para as necessidades apresentadas por essas crianças e seus cuidadores, além de possivelmente criar novas atividades de extensão orientadas para pacientes com TEA", aponta Araújo sobre os resultados do estudo.
Para realizar a pesquisa, estão sendo convidados pais e/ou responsáveis por crianças que tenham entre 5 e 10 anos de idade, com diagnóstico de TEA, e que residam nas cidades que compõem a DRS-III (https://bit.ly/3wWFQ16). Esses participantes responderão a um questionário online, com duração de cerca de 20 minutos. Interessados podem entrar em contato com a pesquisadora, até 30 de junho, pelo e-mail neurologia.infantil.ufscar@gmail.com ou pelo WhatsApp (35) 98834-8276 para solicitar o link do formulário. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 52094721.8.0000.5504).

anexos:

SÃO PAULO/SP - O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a Petrobras pelas sucessivas altas nos preços dos combustíveis e disse que lamenta o atual preço do diesel, nesta última 2ª feira (16).

O mandatário reclamou que a Petrobras busca o lucro máximo, “em vez fazer como as petrolíferas do mundo todo tiveram , reduziram suas margens de lucro”, disse.

“Nada contra a empresa ter lucro, tem que ter lucro. De outro lado, a gente sabe que não dá certo, e vê-se obrigado a mexer nas peças do tabuleiro”, acrescentou o presidente. “A gente lamenta o preço do diesel altíssimo”, afirmou.

As declarações foram dadas durante a abertura de uma feira de negócios organizada pela Associação Paulista de Supermercados, que ocorre na zona norte da capital paulista.

Também estiveram presentes os ministros Paulo Guedes (Economia) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), bem como o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes. O ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes, também discursou na abertura do evento. Ele é pré-candidato ao governo de São Paulo. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

ÍNDIA - Centenas de milhares de toneladas de trigo estão bloqueadas em um porto indiano após a decisão do país de suspender todas as exportações do cereal, o que provocou a disparada dos preços no mercado internacional.

Segundo maior produtor mundial de trigo, a Índia proibiu no sábado que seus exportadores assinem novos acordos de venda sem a aprovação prévia do governo, que justificou a medida pela inflação do produto e a insegurança alimentar.

O anúncio repentino provocou um grande caos no porto de Deendayal, no estado de Gujarat (oeste), onde nesta terça-feira 4.000 caminhões carregados com trigo ficaram bloqueados.

Além disso, quatro navios carregados parcialmente com quase 80.000 toneladas do produto aguardam autorização para zarpar.

As autoridades portuárias afirmaram que a mercadoria que chegou antes de 13 de maio, data em que o governo notificou a suspensão das exportações, poderá ser enviada a destinos como Egito e Coreia do Sul com base em acordos anteriores.

"Porém, os caminhões carregados de trigo que chegaram ao porto depois de 13 de maio terão que retornar com a mercadoria", declarou Om Prakash Dadlani, porta-voz do porto.

A Câmara de Comércio de Gandhidham, cidade do estado de Gujarat, calculou que 400.000 toneladas de trigo procedentes de outras regiões estão bloqueadas.

Entre 500 e 700 depósitos nas proximidades do porto "estão repletos de trigo destinado à exportação", declarou Teja Kangad, presidente da Câmara, que lamentou a falta de um aviso antecipado por parte do governo.

"Isto levou a uma situação caótica, na qual os caminhoneiros e os comerciantes não sabem o que acontecerá com suas mercadorias. Além disso, como o trigo é um produto perecível, não pode ficar muito tempo ao ar livre", disse Kangad à AFP.

Os ministros da Agricultura do G7 criticaram a decisão da Índia, que pode agravar a crise de produtos básicos no mundo.

Até agora, o grande país do sul da Ásia havia demonstrado predisposição a manter o mercado mundial diante dos problemas de abastecimento provocados pela invasão da Ucrânia, que era responsável por 12% das exportações mundiais de trigo.

A Índia defende que sua "proibição" pretende garantir a segurança alimentar de 1,4 bilhão de habitantes do país.

A onda de calor de março, quando a temperatura superou 45 graus em algumas áreas da Índia, afetou regiões produtoras de trigo do norte do país e pode reduzir a produção do cereal em 5% este ano.

O preço do trigo estabeleceu um novo recorde na segunda-feira, na abertura do mercado europeu, a 435 euros a tonelada.

 

 

AFP

CHILE - O governo do Chile voltou a ordenar, na segunda-feira, 16, a militarização da região de La Araucanía, diante do aumento da violência em meio a reivindicações de terras de indígenas mapuches.

"Decidimos fazer uso de todas as ferramentas para fornecer segurança", disse a ministra do Interior, Izkia Siches, após anunciar que militares voltarão a ser mobilizados no sul do país, uma medida que o presidente esquerdista, Gabriel Boric, comprometeu-se em campanha a levantar.

As forças militares haviam sido mobilizadas na região de La Araucanía e em localidades da região vizinha de Biobío em 12 de outubro de 2021, por ordem do governo do conservador Sebastián Piñera. Em sua campanha eleitoral, Boric prometeu retirar os militares daquela área, medida que concretizou em 27 de março.

Após tentar aprovar no Congresso um destacamento "intermediário" de militares, com presença restrita a poucos lugares, e frente ao aumento dos ataques incendiários, o governo Boric teve que voltar atrás e recorrer novamente à medida de emergência, para proteger o local.

A ministra do Interior explicou que, juntamente com o novo decreto do "Estado de Emergência", que permite o envio das forças militares, terá continuidade a política de diálogo com as comunidades mapuches e uma política mais ampla na compra de terras.

Primeiros habitantes do Chile e da Argentina, os mapuches são o principal grupo étnico chileno. Algumas comunidades instaladas no sul do país reivindicam há décadas a restituição de terras que consideram suas por direitos ancestrais e que hoje estão nas mãos majoritariamente de empresas florestais e agricultores.

Grupos radicais indígenas reivindicaram a autoria de parte dos ataques, embora também haja denúncias de atuação naquela área de grupos de autodefesa de empresas florestais, grupos dedicados ao roubo de madeira e criminosos comuns.

"Em qualquer conflito social, cultural e histórico, os militares representam o fracasso da política. Aconteceu com Piñera e agora, pelo visto, com o jovem governo de Gabriel Boric", comentou o jornalista mapuche Pedro Cayuqueo em sua conta no Twitter.

 

 

AFP

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