ÍNDIA - O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) que chegou a um acordo comercial com a Índia, que concordou em parar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela.
"Por amizade e respeito ao primeiro-ministro Modi e, conforme seu pedido, com efeito imediato, concordamos com um acordo comercial entre os Estados Unidos e a Índia, pelo qual os Estados Unidos cobrarão uma tarifa recíproca reduzida, diminuindo-a de 25% para 18%", postou Trump em sua rede social Truth Social.
Já a Índia deve reduzir para 0% as tarifas cobradas sobre produtos norte-americanos. Além disso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. também se comprometeu a comprar mais de US$ 500 bilhões em produtos de energia, tecnologia, agrícolas e outros dos Estados Unidos, de acordo com Trump.
"Maravilhoso falar com meu querido amigo Presidente Trump hoje (segunda-feira). Feliz que os produtos Made in India agora terão uma tarifa reduzida de 18%", declarou Modi em uma publicação na rede social X (antigo Twitter). "Muito obrigado ao Presidente Trump em nome dos 1,4 bilhão de pessoas da Índia por este maravilhoso anúncio".
Na semana passada, o governo indiano havia anunciado "a mãe de todos os acordos" ao assinar tratado com a União Europeia. Um dos objetivos seria reduzir a dependência dos EUA e da China.
O acordo surge após meses de tensas negociações comerciais entre as duas maiores democracias do mundo.
Em agosto do ano passado, Trump dobrou as tarifas sobre importações da Índia para 50% para pressionar Nova Déli a parar de comprar petróleo russo, e no início deste mês disse que a taxa poderia subir novamente se o país não reduzisse suas compras.
As compras de petróleo da Venezuela ajudariam a substituir parte do petróleo russo comprado pela Índia, o terceiro maior importador de petróleo do mundo.
A Índia depende fortemente de importações de petróleo, cobrindo cerca de 90% de suas necessidades, e a importação de petróleo russo mais barato tem ajudado a reduzir seus custos de importação desde que Moscou invadiu a Ucrânia em 2022 e as nações ocidentais impuseram sanções às suas exportações de energia.
Recentemente, a Índia começou a reduzir suas compras da Rússia. Em janeiro, elas eram de cerca de 1,2 milhão de barris por dia (bpd), e projeta-se que diminuam para cerca de 1 milhão de bpd em fevereiro e 800 mil bpd em março, de acordo com um relatório da Reuters.
Os mercados indianos foram duramente atingidos desde que as tarifas foram impostas por Washington, tornando-se o mercado com pior desempenho entre as nações emergentes em 2025, com saídas recordes de investidores estrangeiros.
por Folhapress
ÍNDIA - Um novo surto do Nipah vírus na Índia colocou o país em alerta. Segundo boletim epidemiológico mais recente do Programa de Emergências de Saúde da OMS (Escritório Regional para o Sudeste Asiático), em 12 de janeiro foram relatados dois casos suspeitos de infecção em Bengala Ocidental. O documento afirma que os pacientes -profissionais de saúde – são monitorados por uma equipe médica especializada.
Não houve registro de mortes no surto atual, porém, a taxa de letalidade do vírus Nipah é de 40% a 75%, segundo a OMS.
Investigações preliminares indicam que ambos podem ter sido expostos ao vírus durante uma visita de trabalho ao distrito indiano de Purba Bardhaman. O último caso de infecção pelo patógeno em Bengala Ocidental havia ocorrido em 2007.
Segundo a OMS, o governo de Bengala Ocidental implementou medidas preventivas para evitar a propagação da doença. Uma equipe de resposta a surtos foi enviada ao local para apoiar a contenção do vírus. O Centro Nacional de Controle de Doenças do governo indiano está fornecendo suporte técnico, logístico e operacional para o gerenciamento e a prevenção de surtos.
A vigilância foi intensificada nos distritos de Purba Bardhaman, North 24 Parganas e Nadia, com o rastreamento de contatos de alto risco. A OMS já tinha classificado o Nipah vírus como prioritário, devido ao seu potencial de desencadear uma epidemia.
Para Evaldo Stanislau de Araújo, infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo, o risco de o Nipah chegar ao Brasil é baixo, "quase zero".
"O histórico do vírus é de transmissão inter-humana, mas o número de reprodução é baixo, de 0,3 aproximadamente. E os perfis de maior risco são os profissionais de saúde, que têm um contato prolongado, eventualmente, com o paciente", afirma.
Segundo Araújo, com o uso de medidas de proteção habitual, máscara, equipamentos de proteção individual, higiene das mãos, é improvável que um surto localizado, se extrapole para outra região.
"Seria uma possibilidade o vírus sofrer mutação, que dê a ele uma capacidade maior de patogenicidade, mas isso é especulativo, não tem nenhuma evidência que vá acontecer. É necessário que tenham ações de vigilância e contenção, mas sem alarde. O problema é muito mais restrito aos focos na Ásia", explica o infectologista.
Em nota, o Ministério da Saúde do Brasil disse que não há risco de pandemia, mesmo que o Nipah esteja classificado pela OMS como de alta patogenicidade. O órgão mantém protocolos de vigilância e resposta de emergência para agentes altamente patogênicos, em parceria com instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), com participação da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde).
Saiba mais sobre o vírus Nipah, segundo informações divulgadas pela OMS:
É um vírus zoonótico (passado de animais para humanos) e que também pode ser transmitido por alimentos contaminados ou diretamente entre as pessoas.
Foi reconhecido pela primeira vez no final da década de 1990 durante um surto em criadores de porcos na Malásia.
O filme "Contágio" (2011) foi inspirado em diversos vírus reais, entre eles o Nipah.
Febre, dores de cabeça, muscular, de garganta e vômito. Os sintomas iniciais podem ser seguidos por tontura, sonolência, alteração da consciência e sinais neurológicos que indicam encefalite aguda.
As pessoas também podem apresentar pneumonia e problemas respiratórios. Encefalite e convulsões ocorrem em casos graves –progressão para o coma ocorre de 24 a 48 horas. A taxa de letalidade é estimada entre 40% e 75%, podendo variar conforme o surto, a depender das capacidades locais para vigilância epidemiológica e manejo clínico.
O período de incubação (intervalo entre a infecção e o início dos sintomas) se dá de quatro a 14 dias.
Cerca de 20% dos pacientes ficam com consequências neurológicas residuais, como transtorno convulsivo, por exemplo. Em alguns casos, a infecção pode ser assintomática.
Não existe vacina nem tratamento para combater o vírus. O cuidado intensivo de suporte é recomendado para tratar quadros respiratórios graves e complicações neurológicas.
O monitoramento e quarentena de animais infectados é o principal método de prevenção recomendado pela OMS, além da limpeza e desinfecção contínua de fazendas de porcos. Equipamentos de proteção devem ser usados para manusear animais com o vírus. Também é importante diminuir o acesso de morcegos a comidas frescas, que devem ser fervidas ou lavadas antes do consumo.
Entre humanos, o contato com pacientes infectados deve ser limitado, e aqueles que o fizerem devem lavar as mãos após contatos e visitas. Prestadores de cuidados devem usar equipamentos de proteção.
Os sintomas pouco específicos do vírus dificultam seu diagnóstico, controle e combate. Ele é principalmente detectado por meio de testes RT-PCR (também usados para detectar o coronavírus) e Elisa (que verifica a presença de anticorpos no paciente).
Outros testes utilizados incluem ensaio de reação em cadeia da polimerase (PCR) e isolamento viral por cultura celular.
HOSPEDEIROS DO VÍRUS
Segundo a OMS, morcegos frutíferos da família Pteropodidae são os hospedeiros naturais do vírus Nipah.
Surtos do vírus Nipah em porcos, cavalos, cabras, ovelhas, gatos e cães foram relatados pela primeira vez na Malásia, em 1999. O vírus é altamente contagioso em porcos.
por Folhapress
SÃO CARLOS/SP - A cadela farejadora Índia, integrante do Canil da Guarda Municipal de São Carlos, foi protagonista em diversas operações de combate ao tráfico de drogas realizadas entre janeiro e julho de 2025. Com faro apurado e treinamento especializado, Índia colaborou diretamente na localização de entorpecentes escondidos em terrenos baldios, canos e áreas de difícil acesso, contribuindo para a apreensão de quase nove quilos de drogas no período.
De acordo com dados da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, foram apreendidas 1.888 porções de maconha, totalizando cerca de 5,5 quilos. A cocaína, embora com menor volume em peso — aproximadamente 1,2 quilo — superou em número de porções, com 3.032 unidades encontradas. O crack também apresentou números expressivos, com 2.728 porções apreendidas. Além disso, foram recolhidas 393 porções de dry, 273 de skank e 11 comprimidos de ecstasy.
O secretário de Segurança Pública e Mobilidade Urbana, Michael Yabuki, destacou o papel da cadela Índia nas operações. “A Índia tem sido uma aliada fundamental no enfrentamento ao tráfico de drogas. Seu faro apurado já nos levou a esconderijos que jamais seriam localizados sem ela. O trabalho do Canil é um exemplo de como o investimento em inteligência e treinamento pode gerar resultados concretos para a segurança da população”, afirmou.
O comandante da Guarda Municipal, Célio Godoy, também comentou sobre o desempenho da equipe. “As operações com o apoio da Índia têm sido estratégicas e precisas. Ela atua com agilidade e eficiência, o que nos permite ampliar o alcance das ações preventivas. O Canil da GM está cada vez mais integrado às demandas da cidade, e os resultados falam por si”, disse.
Entre os casos atendidos pela Guarda Municipal recentemente está a ocorrência registrada no Jardim Jockey Club, onde a equipe abordou um adolescente de 16 anos que tentou fugir ao notar a aproximação da viatura. Após trabalho da cadela Índia, foi localizada uma sacola dentro de um cano ao lado da unidade de saúde, contendo 50 ependorfs de cocaína, 143 pedras de crack, 37 invólucros de maconha, 8 tubetes de haxixe e 6 de skank.
Em outra ação, no bairro Jardim Santa Angelina, a equipe do Canil realizava patrulhamento preventivo quando avistou diversos indivíduos que fugiram ao perceberem a presença da viatura. Após varredura com a cadela Índia, foi localizada uma sacola enterrada no canteiro central da Avenida João Dagnone, contendo 131 ependorfs de cocaína, 57 invólucros e 17 porções de maconha, 78 pedras de crack, 14 tubetes de skank, 12 porções de haxixe e 6 porções de dry.
Na Praça Tecumseh, a equipe do Canil abordou um grupo de indivíduos após atitude suspeita. Um adolescente confessou que vendia drogas no local. Após trabalho de faro com Índia, foi localizada, em uma mata próxima, uma sacola com 3 ependorfs de cocaína, 63 pedras de crack e 73 invólucros de maconha.
Já no bairro Jardim Hikari, a equipe do Canil avistou dois indivíduos que fugiram ao notar a aproximação da viatura. Após varredura com a cadela Índia, foi localizada, em meio ao mato, uma sacola contendo 138 invólucros de maconha, 39 ependorfs de cocaína, 34 pedras de crack, 21 tubetes de skank, 4 porções de haxixe, além de dinheiro.
Índia, da raça Pastor Belga Malinois, é uma das sucessoras da cadela Kyara, que se aposentou em 2023 após nove anos de serviço. Desde então, Índia tem se destacado como peça-chave nas operações do Canil. Também fazem parte do Canil da GM o labrador Murphy e Naja, também da raça Pastor Belga Malinois.
EUA -Essa sobretaxa, anunciada pela Casa Branca na rede social X, se soma à tarifa de 25% que deve entrar em vigor na quinta-feira, totalizando uma taxa de 50% sobre as importações indianas.
Essa nova medida, que visa punir a Índia por comprar e distribuir petróleo russo — uma fonte essencial de receita para a máquina de guerra da Rússia — deve entrar em vigor em 21 dias, no dia 27 de agosto.
“Acredito que a imposição dessas tarifas, conforme descrito aqui, além de outras medidas adotadas em resposta à emergência nacional, será mais eficaz para lidar com essa ameaça”, acrescentou Trump no texto da ordem executiva.
No entanto, essas isenções se aplicam a produtos que já estão sujeitos a tarifas específicas por setor, como aço e alumínio, ou que estarão em breve, como os produtos farmacêuticos — uma indústria importante na Índia.
A medida tem como objetivo reduzir a capacidade de Moscou de financiar o conflito na Ucrânia, descrito no decreto como “uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos”.
A Índia, terceiro maior importador de petróleo bruto do mundo, adotou uma postura neutra e pragmática em relação à guerra na Ucrânia. O país passou de importar menos de 2% de seu petróleo da Rússia para mais de um terço, tornando Moscou seu principal fornecedor, aproveitando os descontos oferecidos pelo Kremlin.
Apesar da crescente pressão de Washington, o governo indiano defende a importação de petróleo russo como uma decisão de “interesse nacional” e uma medida que contribui para a estabilidade energética global.
Trump deu ao Kremlin um ultimato até sexta-feira para declarar um cessar-fogo na Ucrânia. Caso contrário, novas sanções serão aplicadas a Moscou e também a países secundários que compram petróleo russo.
NOTÍCIAS AO MINUTO
ÍNDIA - Um caso inusitado chamou a atenção na vila de Bankatwa, no estado de Bihar, na Índia: um menino de apenas dois anos mordeu e matou uma cobra venenosa após ser atacado pelo animal dentro de casa.
Govinda Kumar, 2, estava brincando quando avistou a cobra de cerca de um metro de comprimento, e a agarrou com as mãos. De acordo com familiares, o animal se enrolou nas mãos do menino e tentou atacar.
Em vez de chorar ou gritar, Govinda mordeu a cabeça da cobra com força. O réptil morreu na hora.
"Eu estava movendo lenha perto da casa quando a cobra apareceu. A criança provavelmente viu o animal se movendo e o agarrou. Corremos até o menino e vimos que ele havia colocado a cabeça da cobra na boca. Então, conseguimos separar a cobra de sua boca e mãos", disse Mateshwari Devi, avó do menino, ao jornal britânico The Telegraph.
Criança perdeu a consciência após ingerir uma pequena quantidade de veneno, mas foi socorrida a tempo. O garoto foi levado ao posto de saúde local e, depois, transferido para o Government Medical College and Hospital (GMCH), um hospital público especializado na cidade de Bettiah.
Govinda recebeu medicamentos antialérgicos e ficou em observação por 48 horas. Como não apresentou sintomas graves, teve alta no último sábado (26).
"A criança chegou consciente, mas com inchaço no rosto e na boca. Confirmamos com os pais que não houve picada. O veneno entrou pela boca, mas sem causar efeitos sistêmicos", disse Saurab Kumar, médico do hospital, ao The Telegraph.
História deixou a equipe médica perplexa. "Recebi a criança ativa e alerta, mas com inchaço no rosto e na boca, devido à reação ao veneno na cavidade oral. Ficamos surpresos e confirmamos com os pais várias vezes para ter certeza de que a criança não havia sido picada pela cobra, descartando a hipótese de que o veneno tivesse entrado na corrente sanguínea. Eles nos disseram que ele mordeu a cobra, e o animal morreu na hora", relatou Kumar.
Cobra provavelmente morreu em consequência de um trauma na cabeça causado pela mordida da criança. O caso chamou atenção por ser uma ocorrência extremamente rara, afinal, o menino chegou a engolir parte do animal. A cobra, da espécie naja-indiana, é altamente venenosa e pode matar em poucas horas.
"A criança comeu parte da cobra, e o veneno entrou por via digestiva, diferente dos casos em que a cobra morde e o veneno entra no sangue, causando neurotoxicidade. Administramos medicamentos antialérgicos e o mantivemos em observação. Como ele não apresentou sintomas por 48 horas, teve alta no sábado", disse Saraub Kumar.
A Índia registra centenas de milhares de picadas de cobra por ano. Entre 2000 e 2019, mais de um milhão de mortes foram atribuídas a esses animais, segundo estudo publicado na revista científica eLife.
UOL/FOLHAPRESS
INDIA - Um voo de um avião da Air India, que viajava entre Ahmedabad e Londres, no Reino Unido, teve de ser cancelado devido a problemas técnicos. É o segundo voo da companhia a ser cancelado após a queda de uma aeronave, na última quinta-feira, que fez mais de 240 vítimas mortais.
O voo AI159 foi suspenso, esta terça-feira, depois de o avião ter pousado no Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel proveniente de Nova Delí, noticia a CNBC. A mesma publicação destaca que o avião um Boeing 787-8, apresentava problemas técnicos.
Nesta segunda-feira (16), um outro voo entre Mumba e Ahmedabad foi também cancelado. Incialmente a companhia aérea alegou que se tratava de um problema operacional, mas mais mais tarde o voo viria mesmo a ser cancelado, refere o India Times.
por Notícias ao Minuto
ÍNDIA - Índia e Paquistão anunciaram neste sábado (10) um cessar-fogo “completo e imediato” após uma semana marcada por confrontos intensos na região da Caxemira. A informação foi confirmada por representantes dos dois países e divulgada inicialmente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo ele, a trégua foi resultado de uma “longa noite de negociações mediadas pelos Estados Unidos”. Uma nova reunião entre os países está marcada para segunda-feira (12).
O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, afirmou em publicação no X que o país “sempre lutou pela paz e segurança na região, sem comprometer sua soberania e integridade territorial”. Na mesma manhã, o espaço aéreo paquistanês foi reaberto. Trump parabenizou ambos os países por, segundo ele, usarem “bom senso e grande inteligência” ao aceitarem o acordo.
A trégua foi anunciada após os episódios mais violentos em duas décadas entre as nações vizinhas, ambas potências nucleares. A tensão se intensificou no dia 22 de abril, com um atentado na cidade de Pahalgam, na Caxemira indiana, que deixou 26 mortos, a maioria hindus. Desde então, os combates resultaram em pelo menos 49 mortes civis — 36 do lado paquistanês e 13 do lado indiano. As forças indianas acusaram o Paquistão de apoiar o grupo jihadista Lashkar-e-Taiba, apontado como responsável pelo ataque.
Nos dias seguintes, houve bombardeios e ataques com drones em ambos os lados da fronteira, além de confrontos diretos entre os exércitos. Na última quarta-feira (7), a Índia afirmou ter destruído nove “acampamentos terroristas” com ataques aéreos na Caxemira e no Punjab paquistanês. O Paquistão, por sua vez, declarou ter derrubado cinco caças indianos — número não confirmado oficialmente pela Índia. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, prometeu “vingança até a última gota de sangue dos mártires”.
por Guilherme Bernardo
ÍNDIA - Um grupo de macacos teria impedido que uma menina de seis anos fosse estuprada na cidade de Baghpat, no Norte da Índia, neste fim de semana. Segundo vários órgãos de comunicação social do país, um homem levou a menina para uma casa abandonada, tirou as roupas da criança e tentou estuprá-la, mas foi interrompido por vários macacos, que o obrigaram a fugir.
A menina, aterrorizada, regressou a casa e contou aos pais que os macacos a "salvaram" do homem.
"A minha filha já estaria morta caso os macacos não interviessem. A minha filha estava brincando lá fora quando o suspeito a levou", contou o pai, citado pelo Times of India.
O suspeito foi apanhado, por câmeras de videovigilância, descendo uma rua estreita na aldeia de Doula enquanto segurava a mão da menina.
De acordo com a polícia, o homem, que aparentava ser jovem, ainda não foi identificado, mas suspeita-se que more em outra aldeia.
As autoridades estão tentando localizar o homem.
RAJASTÃO - O governo do estado indiano do Rajastão informou a autoridades federais ter encontrado lotes de temperos das duas marcas mais populares do país, a Everest e a MDH, inseguros para o consumo humano.
A revelação aumenta a pressão sobre o mercado de especiarias da Índia, o maior do mundo tanto em termos domésticos como globais. A associação dos exportadores prevê uma queda de ao menos 40% nas vendas devido à crise.
O motivo da confusão é o óxido de etileno, um potente agente de esterilização usado em hospitais. Em abril, Hong Kong e Nepal detectaram níveis altos do produto em alguns temperos compostos, os famosos curries, das duas marcas, suspendendo a importação de algumas misturas.
A alta exposição ao óxido de etileno causa câncer. A suspeita é de que ele seja empregado ilegalmente pelos fabricantes para matar fungos e ovos de insetos que, não raro, são encontrados misturados a temperos.
Até aqui, a prática era associada a produtores menores, mas a denúncia atingiu em cheio a Everest e a MHD, duas das maiores fabricantes. Países como os Estados Unidos, Singapura, Austrália e Nova Zelândia determinaram investigações.
Em maio, o governo indiano determinou uma investigação nacional. O Rajastão, grande produtor e consumidor de temperos, anunciou na semana passada ter apreendido 12 toneladas sob suspeita de contaminação, sem especificar a natureza dela.
Na quinta (13), a agência de notícia Reuters divulgou o conteúdo de uma carta de Shubhra Singh, o equivalente a secretário de Saúde do estado, para a Autoridade de Segurança e Padrões de Alimentos da Índia.
Nela, ele afirma que lotes produzidos pela Everest e pela MDH nos estados vizinhos de Gujarat e Haryana eram inseguros, novamente sem detalhar o motivo. Os governos locais "devem ser instados a agir imediatamente", diz o texto. Procurados pela agência, Singh e o órgão federal não se manifestaram.
O comércio de especiarias é particularmente popular no Rajastão, um dos principais destinos turísticos da Índia. Locais como Jodhpur são famosos pela variedade de curries que vendem -lojas apresentam produtos ensacados e etiquetados por R$ 12 uma embalagem de 150 gramas.
Mas a realidade é que a maioria dos indianos compra o produto na rua, em grandes sacos sem controle aparente algum, e por uma fração do preço pago pelos turistas. O mercado doméstico movimenta US$ 10 bilhões (R$ 54 bilhões hoje) anualmente, segundo estimativas, pouco mais do que o dobro do que é exportado.
IGOR GIELOW / POR FOLHAPRESS
ÍNDIA - O setor açucareiro indiano pediu ao governo que permita a exportação de um milhão de toneladas de açúcar, uma vez que as chuvas fora de época nas principais regiões produtoras de cana levam ao aumento da produção.
É provável que o país produza 32 milhões de toneladas do adoçante no atual ano comercial, que termina em 30 de setembro, contra uma demanda local de 28,5 milhões de toneladas, informou a Isma (Associação Indiana de Fabricantes de Açúcar e Bioenergia) na terça-feira (2).
Espera-se que a maior produção aumente os estoques no país para 9,1 milhões de toneladas até o final do atual ano comercial, acima das 5,6 milhões de toneladas do ano passado, criando espaço para permitir exportações de um milhão de toneladas, de acordo com um comunicado da associação.
O segundo maior produtor de açúcar do mundo não permitiu exportações na atual temporada para manter os preços locais sob controle antes das eleições parlamentares da Índia, que serão realizadas durante quase sete semanas a partir de 19 de abril.
A Índia permitiu que as usinas exportassem 6,1 milhões de toneladas de açúcar durante a temporada 2022/23, depois de permitir que elas vendessem um recorde de 11,1 milhões de toneladas em 2021/22.
As usinas de açúcar do país produziram 30,2 milhões de toneladas de açúcar nos primeiros seis meses da temporada 2023/24, um pouco mais do que as 30 milhões de toneladas produzidas há um ano, informou a ISMA.
Reuters
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