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Redação

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 Jornalista/Radialista

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IRANDUBA/AM - Um projeto pioneiro, de uma fábrica de gelo abastecida por luz solar, entrou em funcionamento neste mês de abril na comunidade ribeirinha de Santa Helena do Inglês, no município de Iranduba, Amazonas. Além de superar desafios logísticos e diminuir custos, a inovação possibilita a diminuição das emissões de gases de efeito estufa na produção do pescado para a região amazônica.

Com capacidade de gerar uma tonelada de gelo ao dia e de armazenar até 20 toneladas, o complexo, chamado Gelo Caboclo, inclui poço artesiano para abastecimento exclusivo de água de boa qualidade, sem interferir no consumo da comunidade, e uma pequena usina de placas fotovoltaicas e baterias de lítio capazes de manter a produção de forma ininterrupta.

Pescador da terceira geração de uma família que tem a profissão como uma das principais fontes de subsistência, Nelson Brito, aos 49 anos, comemora a autonomia que a fábrica de gelo trouxe para mais de 30 famílias da região.

“Aqui, a principal forma de subsistência hoje é a pesca e o turismo. Antes, tinha o corte de madeira, que o turismo substituiu, mas a pesca continua, com apetrechos mais modernos, como rede que não prende o peixe pequeno e, agora, o Gelo Caboclo”, diz.

Segundo Nelson, até a fábrica ficar pronta, o gelo era comprado em Manaus, a uma distância de cinco horas na velocidade da embarcação pesqueira, o que fazia do investimento uma aposta que já começava com a despesa do combustível, da mão de obra contratada e da perda pelo derretimento. “Se a gente precisava de uma tonelada, comprava três, para garantir a manutenção do pescado até o fim da pesca. Se naquele mês não desse peixe, perdia tudo”, conta.

Sustentabilidade social

A solução veio a partir de uma força-tarefa que reuniu organizações sociais, iniciativa privada, governos e a própria comunidade em um esforço para solucionar a demanda, existente na maioria das comunidades ribeirinhas da Amazônia que vivem da pesca: a logística para a manutenção do pescado do rio até o consumidor.

A busca pela demanda partiu da organização social Fundação Amazônia Sustentável (FAS), que mobilizou o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), outra organização social responsável por gerir o Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), uma política pública da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Foi por meio do PPBio que a empresa Positivo, de hardware e componentes eletrônicos, entrou com o aporte de R$ 1,3 milhão como investimento em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), em troca de benefícios fiscais. Mais R$ 200 mil em baterias foram entregues pela UCB Power, totalizando um custo de R$ 1,5 milhão em investimentos.

Sustentabilidade econômica

Por estar localizada em uma Unidade de Desenvolvimento Sustentável, o licenciamento também foi viabilizado pela FAS. Depois de pronta, a fábrica foi entregue a um gestor.

“Com assessoria e assistência técnica, a gente também traz uma preocupação de capacitar as pessoas para a gestão do empreendimento, para que ele se torne sustentável do ponto de vista econômico. Então fizemos uma seleção e a própria comunidade escolheu o gestor, que é quem assume o negócio”, diz Valcléia Lima, superintendente-geral adjunta da FAS.

O gestor é irmão caçula de Nelson e também pescador, Demétrio Júnior, que viu no projeto a oportunidade de melhorar a própria renda e ainda ajudar a comunidade. “Com a fábrica de gelo, o pescador agora pode ir atrás do peixe primeiro e só comprar o gelo se conseguir pescar. Então, ele não corre o risco de ter uma despesa inútil”, diz.

De acordo com Demétrio, na temporada de pesca será possível atender a 70% da demanda dos pescadores e os outros 30% poderão ser resolvidos com uma complementação comprada em Manaus durante a venda do pescado. “Outras cadeias produtivas também vão se beneficiar fora dessa temporada, como o turismo, que utiliza esse gelo para armazenar o seu pescado antes de servir aos clientes, e a agricultura familiar, que precisa para armazenar a goma da tapioca”, diz.

Com a oportunidade de gerar renda o ano inteiro, a fábrica também traz o desafio de pagar os custos da manutenção da usina, do poço artesiano e de equipamentos de fabricação do gelo. Para dar conta desses custos, Demétrio Júnior já pensa em soluções que aumentem mais ainda as facilidades de quem trabalha longe de um centro urbano.

“A gente já está estudando outras fontes de receita para agregar valor ao comércio, além do gelo. Então, vamos vender também mantimentos para os pescadores”, diz.

Sustentabilidade ambiental

Além de desonerar a cadeia produtiva da pesca artesanal, o Gelo Caboclo também diminui a pegada de carbono deixada pelas emissões de gases de efeito estufa durante parte do deslocamento das embarcações movidas por combustível fóssil.

Sem ter como neutralizar plenamente essas emissões, o projeto se preocupou em fazer uso de energia limpa e garantir segurança energética à atividade de geração de renda.

“A energia que chega pela rede falta sempre. Com as chuvas constantes da região, é comum cair uma árvore sobre a linha e a gente passar dias até que ela seja restabelecida”, diz Nelson Brito.

Segundo Valcléia Lima, o acesso à energia ainda é um desafio na Amazônia como um todo, por isso o projeto pioneiro foi desenvolvido para também servir como modelo a ser replicado em outras comunidades ribeirinhas que tenham a pesca como fonte de renda.

“Historicamente, na Amazônia, a gente tem um problema sério de energia. Um estudo do Instituto de Energia e Meio Ambiente mostra que quase 1 milhão de amazônidas não têm acesso à energia e a energia é habilitadora para a atividade de geração de renda, então, para a gente realizar isso só é possível quando temos parceiros que acreditam nesse trabalho e tornam isso realidade”,conclui.

*A repórter viajou a convite da Fundação Amazônia Sustentável (FAS)

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO PAULO/SP - O Hospital Graacc, especializado em tratamento de crianças com câncer, já conta com um novo acelerador linear, equipamento usado para radiografia de última geração. A expectativa é que o aparelho aumente a capacidade de tratamento de 150 para 250 pacientes por mês.

O equipamento, da marca Elekta, modelo Versa HD, custa cerca de R$ 9 milhões e substituiu o acelerador antigo da instituição, com ganhos em precisão, qualidade e rapidez de tratamento. Também permite a realização de sessões mais breves e específicas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve na unidade na quinta-feira (16) e explicou as vantagens desse tipo de aquisição e sua relação com o atual programa de financiamento de terapias de alto custo realizado pelo Ministério.

“Vamos chegar esse ano pela primeira vez com pelo menos um aparelho destes em cada estado do Brasil. O último que falta é no estado de Roraima, mas os equipamentos já estão lá e a gente vai inaugurar esse ano”, disse Padilha.

O Ministério da Saúde também vai ampliar o custeio de equipamentos, com aumento do valor pago por sessão para as unidades que fazem atendimentos de alto custo ou tratamentos de câncer. O aumento para esse tipo de radioterapia será de 30%, dentro do programa Agora Tem Especialistas.

“Para nós, o maior impacto é na qualidade do atendimento, além de ser mais moderna é uma máquina mais rápida e é mais precisa. A quantidade de radiação que a criança acaba recebendo é bem menor, assim como os efeitos colaterais. A precisão do feixe radioativo é da ordem de milímetros, o que é decisivo quando você pensa numa criança”, explicou o CEO do Hospital Graac, André Negrão.

A equipe atende hoje cerca de 15 pacientes com o aparelho recém instalado, com a perspectiva retomar o atendimento a 150 pacientes. O potencial é atender até 250 pacientes por mês quando a máquina estiver plenamente operacional.

Os aparelhos modernos permitirão também um volume maior de atendimento nas outras unidades, como o Hospital São Paulo, da Unifesp, que também inaugurou um aparelho pelo programa Agora Tem Especialistas hoje. 

Apenas neste programa foram 13 aceleradores lineares, de um total de 20 aparelhos avançados para tratamento de câncer. Isso leva a uma expectativa maior de formação de quadros técnicos especializados.

“São profissionais como médicos residentes, fisioterapeutas, enfermeiros e radiologistas,  que aprendem cada vez mais em centros especializados como esse”, ponderou Padilha.

Diagnósticos

Padilha ressaltou que houve aceleração da capacidade de diagnósticos com um convênio baseado em telemedicina junto ao hospital A.C. Camargo, da capital paulista.

“Algumas regiões demoravam seis meses para fechar um diagnóstico. Hoje os dados são enviados, analisados por um anatomopatologista, que é um médico especializado que faz a leitura da biópsia, com experiência no diagnóstico do câncer, e esse resultado demora cerca de duas semanas” comemorou o ministro, ressaltando que o tratamento mais rápido também significa mais chance de sobrevivência.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

SÃO CARLOS/SP - Após representação do vereador Lineu Navarro, no último dia 10 de abril, o Ministério Público entrou com uma Ação Civil Pública contra o SAAE para que cumpram com a lei municipal de 2020 que exige a instalação de bloqueadores/inibidores de ar nos relógios de água de São Carlos. Comprovadamente e mesmo reconhecido pelos técnicos do SAAE, estes aparelhos liberam o ar presente na tubulação de água que vem da rua, impedindo que os hidrômetros registrem o ar, aumentando o valor das contas.  

"Já estive no SAAE, realizei uma Audiência Pública e mandei documento ao prefeito Netto tratando desse assunto, pois as contas abusivas impõem um prejuízo financeiro concreto às famílias são-carlenses. Não faltaram debates e evidências sobre o problema. O que falta é vontade política para resolver", declarou o vereador.

Na representação, o Promotor de Justiça, Dr. Osvaldo Bianchini Veronez Filho, afirma que “a administração pública submete-se estritamente ao princípio da legalidade”. A lei tem que ser cumprida: controvérsias acadêmicas não afastam a obrigatoriedade de cumprimento da lei vigente.

Na ação, o Ministério Público requer à Justiça o cumprimento imediato da lei, promovendo a instalação do bloqueador de ar em todas as novas ligações e atendimento de todos os consumidores que solicitarem esta instalação nas ligações anteriores. Também determina a divulgação nas contas de água deste direito. E que o SAAE pague 500 mil reais ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos por dano moral consumidor. E que seja aplicada multa diária de 5 mil reais, caso não cumpra a determinação judicial.

"As famílias são-carlenses não podem continuar pagando por ar. A falta de água frequente por todos os bairros da cidade, incluindo o centro, faz com que, quando a água retorna com pressão, o ar na tubulação gire os relógios e aumente artificialmente o valor das contas. Os bloqueadores resolvem esse problema. A lei precisa ser cumprida", declarou Lineu.

Também criticou a postura da administração municipal sobre o problema. "Se há discordância, o SAAE e a Prefeitura que questionem no Tribunal de Justiça, mas não se descumpra a legislação. As famílias não podem ser penalizadas."

Capacitação presencial será a primeira turma do ano no município e traz conteúdos práticos de gestão para pequenos negócios

 

IBATÉ/SP - O Sebrae-SP, em parceria com a Prefeitura de Ibaté e o Sincomércio, está com inscrições abertas para o curso gratuito “Turbine seu Negócio”, voltado a quem quer organizar melhor a empresa e buscar novos caminhos de crescimento. Essa será a primeira turma do ano em Ibaté e ocorre de 27 a 30 de abril, no período da noite.

O curso é indicado para microempreendedores e donos de pequenos negócios, tanto para quem está começando quanto para quem já atua no mercado e quer melhorar resultados.

Ao longo dos encontros, os participantes terão contato com conteúdos práticos, voltados ao dia a dia das empresas. Entre os temas estão gestão financeira, com orientações sobre fluxo de caixa e precificação, estratégias de marketing e vendas para atrair clientes e ações de planejamento para organizar melhor o negócio.

Também serão trabalhados pontos ligados à inovação e melhoria de processos, com foco em tornar a operação mais eficiente e competitiva.

Segundo o analista de negócios do Sebrae-SP Marcílio Farias da Silva, a proposta é ajudar o empreendedor a dar um passo além no negócio. “A ideia é trazer ferramentas simples e práticas para que o empreendedor organize melhor a gestão e consiga tomar decisões com mais segurança, pensando no crescimento”, afirma.

As aulas serão realizadas a partir das 19h, facilitando a participação de quem já está na rotina de trabalho. Ao final do curso, os participantes recebem certificado.

As inscrições podem ser feitas pelo link - https://amei.sebrae.com.br/auth/realms/externo/protocol/openid-connect/auth?redirect_uri=https%3A%2F%2Finscricao.sebraesp.com.br%2Fowin%2Fsecurity%2Fkeycloak%2Fkeycloak-empreendarapido%2Fcallback&response_type=code&scope=openid&state=oidc_state_a961b5807fc245088996405dcfcbeb0e&client_id=inscricao-sp.

SERVIÇO
Curso “Turbine seu Negócio”
Data: 27 a 30 de abril de 2026
Horário: a partir das 19h
Local: Prefeitura de Ibaté
Público-alvo: microempreendedores e donos de pequenos negócios

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