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Redação

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 Jornalista/Radialista

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Entidade alerta para impactos econômicos, fiscais e operacionais das mudanças em debate no Congresso Nacional e defende discussão baseada em estudos técnicos e diálogo institucional

 

SÃO CARLOS/SP - O Sindicato do Comércio Varejista de São Carlos e Região (Sincomercio São Carlos) enviou ofício para os prefeitos das cidades de sua base territorial — São Carlos, Ibaté, Brotas, Guatapará e Tambaú — a apoiarem as manifestações e articulações institucionais relacionadas às propostas de redução da jornada de trabalho e restrições às escalas atualmente debatidas no Congresso Nacional, especialmente durante a XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, promovida pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), entre os dias 18 e 21 de maio, em Brasília.

O encontro nacional, conhecido como “Marcha dos Prefeitos”, reúne gestores públicos de todo o País para discutir pautas prioritárias junto ao Congresso Nacional e ao Governo Federal. Na avaliação do Sincomercio São Carlos, o evento representa uma oportunidade importante para que os municípios manifestem preocupação com os potenciais impactos econômicos, fiscais e operacionais das propostas em tramitação, como a PEC nº 8/2025, a PEC nº 148/2015 e o PL nº 1.838/2026.

Segundo o presidente do Sincomercio São Carlos, Paulo Roberto Gullo, a entidade vem alertando prefeitos e lideranças regionais sobre os reflexos que as mudanças podem provocar tanto no setor produtivo quanto nas administrações municipais.

“Orientamos os prefeitos das cidades da nossa base territorial a acompanharem atentamente esse debate e apoiarem as manifestações contrárias às propostas de redução da jornada sem estudos aprofundados de impacto. Trata-se de um tema que afeta diretamente a sustentabilidade das empresas, especialmente as micro e pequenas, além de trazer reflexos importantes para as finanças e para a operação dos municípios”, destacou Gullo.

A entidade ressalta que a redução da jornada semanal sem diminuição proporcional de salários, somada a possíveis restrições adicionais nas escalas de trabalho — como limitações ao modelo 6x1 — tende a provocar aumento generalizado do custo da mão de obra. Entre os possíveis efeitos apontados estão a necessidade de novas contratações, elevação de despesas operacionais, redução de horários de funcionamento e pressão inflacionária.

O Sincomercio São Carlos também chama atenção para os impactos no setor público municipal. De acordo com a entidade, a eventual redução das jornadas poderá exigir ampliação de quadros de pessoal ou reorganização complexa de escalas em áreas essenciais como saúde, educação, assistência social e segurança urbana, aumentando a pressão sobre os orçamentos municipais e os limites previstos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Outro ponto destacado pela Federação e pelo sindicato patronal é o possível reflexo negativo sobre a arrecadação municipal, decorrente da desaceleração da atividade econômica e da redução do nível de emprego formal.

“A realidade econômica brasileira é extremamente diversa e as escalas de trabalho existentes hoje são resultado de décadas de negociação entre trabalhadores e empregadores. Mudanças estruturais precisam ser debatidas com responsabilidade, baseadas em análises técnicas consistentes e respeitando a autonomia das negociações coletivas”, afirmou Paulo Roberto Gullo.

A FecomercioSP e o Sincomercio São Carlos reforçam a defesa do diálogo institucional entre setor produtivo, municípios, Congresso Nacional e sociedade civil, com o objetivo de evitar medidas que possam gerar impactos adversos sobre o emprego, a atividade econômica e a sustentabilidade fiscal das cidades.

Projeto prevê revitalização da região central, fortalecimento do comércio e ações de modernização urbana no município
 

SÃO CARLOS/SP - O vereador Moisés Lazarini participou de uma reunião para discutir o planejamento do programa “Centro Vivo”, iniciativa que busca promover a revitalização da região central de São Carlos e fortalecer o comércio local.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria entre o Sebrae, a ACISC, o Sincomercio e a Prefeitura Municipal de São Carlos, com previsão de início ainda no meio deste ano. Durante o encontro, foram debatidas propostas voltadas à modernização urbana e ao desenvolvimento econômico da cidade.

Entre os objetivos do programa estão a revitalização do comércio central, melhorias na urbanização, aumento do fluxo de pessoas e valorização dos espaços públicos. A iniciativa também pretende ampliar a visibilidade da região e criar um ambiente mais atrativo para comerciantes, consumidores e investidores.

Segundo os participantes, o “Centro Vivo” integra um conjunto de ações estratégicas voltadas à organização da cidade e à preparação do município para o futuro, buscando impulsionar a economia e promover mais qualidade para a população.

Novas informações sobre o cronograma e as etapas do projeto deverão ser divulgadas nos próximos meses.

Evento terá, pela primeira vez, três dias de festa e acontece na Praça Carlos Gomes, no Calçadão, nos dias 3, 4 e 5 de julho; espaço para patrocinadores já está aberto

 

RIBEIRÃO PRETO/SP - Já pode tirar o chapéu de palha de cima do guarda roupa: o Arraiá da Acirp está confirmado para 2026 e promete uma edição ainda maior este ano em Ribeirão Preto. Com entrada totalmente gratuita e realizado na Praça Carlos Gomes, no Calçadão Central, a festa terá um dia a mais nesta edição e está marcada para 3, 4 e 5 de julho.

A expectativa é reunir cerca de 10 mil pessoas ao longo dos três dias de programação organizada pela Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp). “O Arraiá da Acirp tem entrada aberta a toda população, totalmente gratuito, é só chegar e curtir a super estrutura que vamos montar em 2026”, destaca Sandra Brandani, presidente da Acirp.

De acordo com Brandani, o objetivo do evento é valorizar a cultura do interior e estimular a circulação de pessoas no Centro, contribuindo para o desenvolvimento do empresariado local e ajudando a arrecadar verba para entidades beneficentes da cidade.

Esta é a terceira edição do Arraiá da Acirp, que entrou para o calendário cultural de Ribeirão e, apenas no ano passado, reuniu cerca de 6 mil pessoas em dois dias. As atrações incluem shows, barracas de comidas típicas da época e diversão para todas as idades. O evento conta com o apoio da Prefeitura por meio da Secretaria Municipal da Cultura e Turismo de Ribeirão Preto.

Patrocínios já estão disponíveis
Empresas interessadas em associar suas marcas ao Arraiá da Acirp já podem garantir cotas de patrocínio. O evento conta com diferentes modalidades de parceria e visibilidade para as marcas apoiadoras, entre elas as categorias Master, Ouro, Prata, Bronze e Apoio.
Para mais informações, os interessados devem entrar em contato com o comercial da Acirp. Informações pelo WhatsAPP: (16) 99181-9994.
 

Serviço
Arraiá da Acirp 2026
Quando: 3, 4 e 5 de julho
Onde: Praça Carlos Gomes – Centro / Ribeirão Preto (SP)
Como: entrada gratuita

SÃO CARLOS/SP - Um estudo recente, da autoria de pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), publicado na revista científica internacional “IEEE Revista Iberoamericana de Tecnologias del Aprendizaje”, propõe uma forma mais simples, acessível e eficiente de ensinar um dos temas mais básicos da Física: a queda dos corpos. A pesquisa mostra como o uso de tecnologias de baixo custo pode ajudar estudantes a compreender melhor por que os objetos caem e, principalmente, a corrigir ideias equivocadas que ainda são comuns nas salas de aula.

A proposta aborda o estudo da chamada “queda livre”, ou seja, o movimento de um objeto que cai apenas sob a ação da gravidade. Embora pareça um tema simples, esse assunto ainda gera confusão entre muitos estudantes. É comum, por exemplo, a crença de que objetos mais pesados caem mais rápido do que os mais leves, uma ideia antiga que remonta ao filósofo grego Aristóteles.

No entanto, essa concepção foi contestada há séculos por Galileu Galilei, que demonstrou que, na ausência da resistência do ar, todos os objetos caem com a mesma aceleração. O novo estudo retoma esse conceito clássico utilizando ferramentas modernas que permitem observar o fenômeno em tempo real, com precisão.

No experimento descrito, utiliza-se um Arduino para registrar o tempo de queda de uma barra com faixas claras e escuras, que é solta e atravessa uma photogate. Os dados são enviados diretamente para o computador, onde gráficos e tabelas são gerados automaticamente. Isso facilita a análise e permite que os estudantes acompanhem os resultados enquanto o experimento acontece.

Os resultados mostram que objetos com massas diferentes caem praticamente no mesmo intervalo de tempo, apresentando diferenças muito pequenas. Essa constatação reforça a ideia de que o peso não interfere significativamente na velocidade da queda, contrariando o senso comum.

Além da precisão, um dos principais pontos positivos é a facilidade de implementação. O sistema pode ser montado em escolas e universidades sem a necessidade de equipamentos sofisticados, tornando o ensino mais prático, acessível e interativo.

Outro destaque é a forma como a atividade é conduzida em sala de aula. Os alunos são incentivados, inicialmente, a fazer previsões; depois, a testar suas hipóteses experimentalmente; e, por fim, a refletir sobre os resultados obtidos. Esse processo contribui para o desenvolvimento do pensamento crítico e para uma compreensão mais profunda dos conceitos científicos.

Segundo os autores, a combinação entre prática experimental, tecnologia e análise imediata dos dados aumenta o interesse dos estudantes e favorece a aprendizagem. A experiência já vem sendo aplicada em cursos introdutórios de Física, apresentando resultados positivos.

A pesquisa conclui que iniciativas como essa podem tornar o ensino de Ciências mais dinâmico e significativo, aproximando teoria e prática e incentivando uma participação mais ativa dos estudantes no processo de aprendizagem.

Os autores do estudo são a Profª Drª Jéssica Fabiana Mariano dos Santos (FEIS/UNESP) e o Prof. Dr. Luiz Antônio de Oliveira Nunes, docente do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP).

A Dra. Jéssica é ex-aluna do IFSC/USP e atualmente docente do Departamento de Física e Química da Universidade Estadual Paulista (UNESP – FEIS), onde está estruturando um Grupo de Pesquisa voltado ao desenvolvimento de experimentos didáticos de Física com o uso de tecnologias emergentes, como microcontroladores aplicados ao ensino de Física.

Confira o estudo no link https://ieeexplore.ieee.org/document/11406157

 

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