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Redação

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 Jornalista/Radialista

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CONGO - Osurto de ebola no Congo já matou mais de 3 mil pessoas e ultrapassou 6,1 mil casos confirmados, segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde do país, divulgados na quarta-feira, 2. A doença avança em um ritmo sem precedentes, superando a capacidade das autoridades de rastrear os casos e conter a transmissão.

De acordo com o governo congolês, foram registrados 6.186 casos confirmados e 3.007 mortes desde que o surto foi declarado, em meados de maio. O número faz desta a epidemia de ebola que cresce mais rapidamente entre as já registradas.

A velocidade de propagação tem dificultado o trabalho das equipes de saúde, que tentam identificar pessoas que tiveram contato com pacientes infectados e interromper novas cadeias de transmissão.

O ebola é uma doença viral grave, transmitida pelo contato direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infectadas. Os primeiros sintomas podem incluir febre, fraqueza e dores musculares, mas a doença pode evoluir rapidamente e provocar hemorragias e falência de órgãos.

A Organização Mundial da Saúde afirmou que a epidemia permanece fora de controle e está a caminho de superar o surto de ebola na África Ocidental de 2014-2016, o mais mortal já registrado, que matou mais de 11.000 pessoas, principalmente na Guiné, Libéria e Serra Leoa. (Fonte: Associated Press).

 

 

 por Estadao Conteudo

BERLIM - Em relatório publicado na quarta-feira (2), o Pnuma, o programa das Nações Unidas para o meio ambiente, faz um amplo relato sobre as implicações de um planeta acima do 1,5°C de aquecimento e as escolhas que restam para trazer a temperatura global de volta a níveis suportáveis. Lista também o estrago que o processo deixará pelo caminho.

Há opções, não muitas, e elas são urgentes, segundo a publicação "Limiting overshoot", que traz no título o termo científico usado para descrever uma trajetória de aquecimento acima do preconizado pelo Acordo de Paris. "Precisamos nos empenhar para manter o pico do aquecimento o mais baixo possível e esse próprio pico o mais curto possível para derrubar as temperaturas", afirma Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma.

Assinado em 2015, o acordo definiu que as nações signatárias têm o compromisso de conter o aumento da temperatura do planeta bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, com o esforço de não superar 1,5°C. Pelo cenário atual de emissões, provocado sobretudo pela queima de petróleo, carvão e gás natural, esse limite será superado antes do fim da década; 2,8°C são projetados para o fim do século.

A estratégia descrita por Andersen se chama "trajetória de pico e declínio do 'overshoot'". Pelo plano, o planeta realizaria reduções rápidas e profundas nas emissões de CO₂, metano e outros gases de efeito estufa em busca de emissões líquidas zeradas. Na sequência, buscaria ir além desse marco, trabalhando com emissões líquidas negativas.

Tudo isso significa retirar dióxido de carbono do ar, com os métodos naturais conhecidos, como reflorestamento, e também por meio de tecnologias ainda em desenvolvimento. "Como complemento da redução das emissões, não como seu substituto", alerta a diretora.

Para cada 0,1°C de aumento nos termômetros, o IPCC, painel intergovernamental sobre mudanças climáticas, calcula que seriam necessárias emissões negativas de 220 bilhões de toneladas de dióxido de carbono, algo como quatro vezes o que é lançado anualmente na atmosfera.

"Para ter sucesso, portanto, precisamos de uma vontade política mais firme e de multilateralismo, além de uma governança mais ágil e inclusiva", diz Andersen, lembrando que preceitos como igualdade e Justiça precisam balizar as ações. "Países com maior responsabilidade histórica pela mudança climática têm que fazer a maior parte do trabalho".

Em termos gerais, o estudo do Pnuma lista três fases ou desafios para enfrentar o "overshoot":

Respostas já. É preciso políticas imediatas para cortar as emissões de carbono e também de gases de vida mais curta, como o metano; medidas urgentes de adaptação devem ser tomadas para proteger populações e ecossistemas, já submetidos a inúmeros efeitos deletérios da mudança climática.

Limitar o aquecimento e gerenciar riscos. Investir em uma descarbonização profunda rumo às emissões líquidas zero; ao mesmo tempo, aprimorar estratégias de adaptação, prevendo uma gama mais ampla de riscos e impactos, pois, ainda que os termômetros sejam contidos, os estragos de um planeta aquecido estarão em curso.

Sustentar a redução das emissões e ampliar a adaptação. Depois de zerar as emissões líquidas, será preciso torná-las negativas para retirar CO₂ da atmosfera e baixar os termômetros; buscar sustentabilidade para gerenciar riscos climáticos persistentes.

"Já estamos vendo esses riscos crescendo em frequência, intensidade e duração, com implicações para os sistemas naturais que nos sustentam", diz Debra Roberts, uma das autoras do relatório, em referência à ocorrência cada vez maior de eventos extremos no planeta, como ondas de calor, secas, enchentes e elevação do nível do mar.

Boa parte desses fenômenos, mostram estudos de atribuição, vem sendo intensificada ou mesmo provocada pela mudança climática. Um exemplo eloquente, ainda em análise, é o recente deslizamento de terra entre o Nepal e a China, com milhares de vítimas. Um novo normal para o planeta e sem volta, na maioria dos casos.

O estudo reconhece que fazer o mundo retornar a uma determinada temperatura não vai reverter as perdas acumuladas durante o período de "overshoot". "É o caso dos ecossistemas em risco: corais, zonas úmidas costeiras, florestas tropicais, montanhas polares e outros sistemas naturais vulneráveis que vão ultrapassar limites críticos durante essa trajetória. Todos seremos impactados."

Questionada qual era a diferença de mudar de verbo em relação ao limite de 1,5°C, de evitar ultrapassá-lo para agora, admitido o fracasso coletivo, trabalhar para voltar a ele, Andersen declarou que era uma forma de reconhecer o momento em que o planeta se encontra.

"Mas é também afirmar que 1,5°C é o que aceitamos globalmente nos âmbitos científico e político, que é nesse limite que precisamos estar", afirma a diretora do Pnuma.

"Qualquer coisa acima disso, no longo prazo, projeta um futuro insustentável para muitos, muitos mesmo, especialmente os mais pobres e vulneráveis."

"Embora o Pnuma tenha feito um bom trabalho ao descrever o buraco em que nos colocamos, ele falha em nos mostrar que há uma saída", critica Bill Hare, diretor da Climate Analytics e ex-integrante do IPCC.

"A omissão de algumas análises de mitigação de importância fundamental pode transformá-lo em um apelo à apatia, em vez de um chamado à ação."

Segundo a ONG, o relatório dedica pouco espaço à necessidade de eliminar os combustíveis fósseis e não faz nenhuma menção ao processo iniciado por mais de 50 países na COP30, em Belém, no ano passado, em busca de uma transição energética programada.

Aponta também que vários setores da economia já têm como zerar suas emissões líquidas até 2050 e que, se os governos forem suficientemente ambiciosos, seria possível derrubar o aquecimento para menos do que 1,5°C até o fim do século.

Nota, por último, que o documento do Pnuma se absteve de lembrar os governos dos compromissos assumidos em diversos fóruns internacionais, inclusive no Acordo de Paris.

 

 

por Folhapress

EUA - Quatro anos depois de um crime que abalou a pequena cidade de Chippewa Falls, no estado norte-americano de Wisconsin, Carson Peters-Berger foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da prima Iliana “Lily” Peters, de 10 anos. Ele tinha apenas 14 anos quando cometeu o crime e hoje está com 18.

A sentença foi anunciada na quarta-feira (26) pelo juiz Steven Gibbs, do Condado de Chippewa, depois que Peters-Berger se declarou culpado por homicídio doloso em primeiro grau. Ele poderá solicitar liberdade sob supervisão ampliada depois de cumprir 25 anos da pena.

Durante a audiência, Gibbs ressaltou a gravidade do caso, mesmo considerando a idade que o réu tinha na época.

“Eu acredito em dar às pessoas uma segunda chance depois que elas pagam sua dívida com a sociedade. Embora você fosse menor quando cometeu o crime, ainda é uma infração muito grave, e isso abalou esta comunidade”, afirmou o magistrado, segundo a emissora norte-americana WEAU.

Peters-Berger optou por não fazer uma declaração durante a audiência.

Lily desapareceu quando voltava da casa da tia

O assassinato aconteceu em 24 de abril de 2022. Lily havia passado um período na casa de uma tia e voltava de bicicleta para casa, em Chippewa Falls, quando estava acompanhada do primo.

De acordo com a denúncia  criminal consultada pela revista People, Peters-Berger convenceu a menina a sair da trilha e entrar em uma região de mata. Aos investigadores, ele admitiu posteriormente que já tinha a intenção de atacá-la.

História do crime

O The Independent informa que a casa da tia e a residência da família de Lily ficavam a cerca de seis minutos de caminhada uma da outra. Como a menina não chegou em casa, o pai comunicou o desaparecimento por volta das 21h.

Na manhã seguinte, voluntários que participavam das buscas encontraram o corpo da criança em uma área arborizada próxima à trilha. A autópsia concluiu que Lily havia sido agredida, estrangulada e vítima de violência sexual. Peters-Berger foi preso no dia seguinte à localização do corpo.

Segundo o The Independent, promotores afirmaram ainda na época da prisão que o adolescente admitiu às autoridades que sua intenção, desde o início, era abusar sexualmente e matar a prima.

Acordo retirou duas acusações de abuso sexual

Peters-Berger respondia inicialmente por três acusações. Ao aceitar se declarar culpado de homicídio intencional em primeiro grau, duas acusações relacionadas à violência sexual foram formalmente retiradas como parte do acordo judicial.

As acusações, no entanto, foram registradas no processo de forma que o juiz pudesse levá-las em consideração na definição da sentença, segundo a People.

Decisões judiciais

A defesa havia tentado anteriormente transferir o processo para a Justiça juvenil. Os advogados argumentaram que Peters-Berger precisava de tratamento de saúde mental que não receberia de maneira adequada no sistema penal destinado a adultos.

O pedido foi rejeitado. O juiz considerou que a gravidade dos crimes justificava a permanência do caso na Justiça comum, decisão posteriormente mantida por um tribunal de apelações de Wisconsin, conforme noticiaram a Associated Press e o The Independent.

Família fala sobre impacto da morte de Lily

Familiares e pessoas próximas à menina participaram da audiência de sentença e falaram sobre os efeitos do crime nos últimos quatro anos.

“Ela era a minha luz”, afirmou Kiara Stevens, amiga de Lily. “Houve momentos em que eu simplesmente não queria mais continuar, mas Lily era o tipo de pessoa que fazia você querer seguir em frente”, relatou à WEAU.

Dana Whitcome, madrasta de dois irmãos de Lily, afirmou que a família pretende agora concentrar esforços na recuperação emocional e na memória da criança.

“Esperamos seguir em frente, nos curar e compartilhar esse espírito de gentileza com todos em memória de Lily”, disse.

A People relembrou ainda que, após a morte, familiares divulgaram um poema escrito pela menina. Nele, Lily expressava desejos de que as pessoas fossem mais gentis umas com as outras e de que houvesse paz no mundo.

O promotor do Condado de Chippewa, Wade Newell, afirmou que a condenação encerra o processo judicial, mas não apaga o que aconteceu.

Decisões judiciais

“Não acho que exista encerramento no sistema de Justiça criminal. Nada do que seja feito aqui vai apagar o que aconteceu com aquela pobre menina”, declarou.

 

 

NOTÍCIAS AO MINUTO

IRÃ - O regime do Irã chamou os Estados Unidos de Satã nesta quarta-feira (2), após acusar as forças americanas de matar cinco pessoas, entre elas uma criança, durante uma festa de casamento no sul do país. Autoridades de Washington não confirmam envolvimento de seus militares no ataque.

"Se uma potência age como Satã, escolhe alvos como Satã e mata como Satã, é Satã", escreveu no X o presidente do Parlamento e principal negociador do Irã, Mohammad Bagher Qalibaf. A expressão é usada pelo regime e seus simpatizantes desde a Revolução Islâmica de 1979 para se referir aos EUA.

Segundo autoridades iranianas, um ataque americano atingiu na terça (1º) uma casa em Kuhestak, no distrito de Sirik, onde era realizada uma festa de casamento. Veículos de mídia do país informaram que cinco pessoas, incluindo uma criança, foram mortas na ofensiva. Outras 68 teriam sido feridas.

A informação não pôde ser verificada de forma independente pela Folha, e autoridades americanas não comentaram o episódio.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a ação como um "crime de guerra". Para o porta-voz da pasta, Esmail Baqai, o bombardeio foi parte de uma tentativa americana de esconder seu fracasso na guerra.

Imagens divulgadas pela agência iraniana West Asia News Agency e atribuídas ao local do ataque mostram cômodos e um pátio cobertos por escombros. Em um dos ambientes, aparecem sandálias femininas sobre um tapete manchado de sangue. "Só estou feliz que as vítimas não tenham sido ainda maiores", afirmou Ali Molahi, identificado como pai da noiva.

Sem informar detalhes, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezai, afirmou que os recentes ataques levarão Teerã a adotar uma nova estratégia no campo de batalha, na diplomacia e no enfrentamento das sanções econômicas impostas por Washington. Ele disse, numa mensagem afrontosa, que o plano deixará os alicerces de Washington "em pedaços".

A declaração ocorreu depois de uma nova sequência de ataques entre os países. Os EUA atingiram alvos na costa sul do Irã, enquanto Teerã lançou mísseis e drones contra instalações americanas em diferentes pontos do Oriente Médio. Foram as maiores ofensivas do conflito desde julho.

Os EUA afirmaram ter atingido sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos marítimos, estruturas relacionadas à instalação de minas e centros de comunicação da Guarda Revolucionária.

Segundo o regime iraniano, os EUA miraram alvos em áreas próximas ao estreito de Hormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

O Irã respondeu com mísseis e drones contra instalações americanas no Bahrein, na Jordânia, no Kuwait e no Iraque. O comando militar iraniano afirmou que seu objetivo é expulsar as forças americanas da rede de bases que os EUA mantêm no Oriente Médio.

Na Jordânia, os militares disseram ter detectado 13 mísseis, dos quais 10 foram interceptados e 3 caíram em áreas remotas. O Irã afirmou ter matado militares americanos no país, mas autoridades dos EUA disseram, em uma avaliação inicial, que não houve vítimas.

No Kuwait, o Irã afirmou ter lançado mísseis e drones contra a base aérea americana de Ali Al Salem e contra a área de alojamento dos EUA. O serviço de combate a incêndios do Kuwait confirmou um ataque de drone que provocou um incêndio em um complexo residencial, mas disse que não foram registradas mortes.

Qatar e Bahrein, que abrigam importantes instalações militares americanas, também relataram ataques iranianos. O Qatar responsabilizou Teerã pelos episódios, enquanto o Bahrein afirmou que drones iranianos foram interceptados e destruídos.

A Guarda Revolucionária também afirmou ter atacado bases americanas em Erbil, no norte do Iraque, e matado militares dos EUA. Nem Bagdá nem Washington confirmaram a informação.

As ofensivas também impactaram o tráfego marítimo no estreito de Hormuz. O Irã disse que dois petroleiros foram atingidos por explosões de minas enquanto eram conduzidos por militares americanos por uma rota que Teerã diz ter fechado no canal.

A empresa estatal de navegação da Arábia Saudita informou que dois tripulantes filipinos morreram a bordo de um petroleiro atingido no estreito dois dias antes.

A troca de ataques desta semana é a mais intensa desde julho, quando o presidente americano, Donald Trump, interrompeu bombardeios contra o Irã. Na ocasião, integrantes do comando militar americano alertaram que os EUA estavam consumindo munições e ficando sem alvos considerados relevantes.

 

 

por Folhapress

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