Jornalista/Radialista
JAPÃO - As brasileiras Ana Patricia e Rebecca foram derrotadas por Tina Graudina e Anastasija Kravcenoka, da Letônia, por 2 sets a 1 (parciais de 15/21, 21/12 e 12/15), no início da madrugada desta quarta-feira (28) no Parque Shiokaze, no torneio de vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio (Japão).
?? 1 x 2 ??
— Time Brasil (@timebrasil) July 28, 2021
15/21, 21/12, 12/15
Ana Patrícia e Rebecca são superadas na segunda rodada do #beachvolleyball dos @JogosOlimpicos de #Tokyo2020
Próximo desafio será contra os ??
? Miriam Jeske/ COB pic.twitter.com/fkBFKns41U
Este foi o primeiro revés, no Grupo D da competição, da equipe do Brasil, que superou as quenianas Gaudencia Makokha e Brackides Khadambi por 2 sets a 0 na estreia. Agora, Ana Patricia e Rebecca enfrentam Kelly Claes e Sarah Sponcil na próxima sexta-feira (30), a partir das 21h (horário de Brasília), em busca de uma vaga para as oitavas de final.
Após a partida, Ana Patricia falou para o Comitê Olímpico do Brasil (COB) sobre o resultado: “Com certeza não é o resultado que queríamos. Hoje, infelizmente, não consegui colocar o meu melhor em quadra, nós não conseguimos”.
Já Rebecca comentou a expectativa do jogo da próxima sexta contra a dupla norte-americana: “É um jogo parecido com o nosso [das americanas], jogam com a bola mais baixa, é um jogo que encaixa, não vai ser fácil. Mas vamos estudar bem as duas para apresentarmos uma boa partida”.
*Por Agência Brasil
JAPÃO - O aniversário de 33 anos não foi comemorado por Fabiana Silva como o esperado. Nesta quarta-feira (28), a fluminense se despediu do torneio feminino de badminton da Olimpíada de Tóquio (Japão) ainda na primeira fase ao perder da chinesa naturalizada norte-americana Beiwen Zhang por 2 sets a 0, com parciais de 9/21 e 10/21, no Parque Florestal Musashino.
Número 69 no ranking da Federação Internacional da modalidade (IBF, sigla em inglês), Fabiana precisava vencer a rival (14ª do mundo) sem perder sets e com uma diferença maior que 14 pontos para ficar à frente na classificação do Grupo H. Na última segunda-feira (26), a brasileira havia sido superada pela ucraniana Marija Ulitina (95ª) por 2 a 0 (14/21 e 20/22), resultado que dificultou a missão para a última rodada da primeira fase.
Fabiana iniciou a partida nervosa e sem conseguir alternar as jogadas. A sino-americana se aproveitou para abrir oito pontos de vantagem rapidamente. A brasileira esboçou reação, forçou erros da adversária e reduziu a diferença para cinco pontos, mas Zhang se recuperou e, mesmo com mais trabalho para definir os pontos, fechou o primeiro set em apenas 12 minutos. A segunda parcial começou parelha, com Fabiana à frente, só que o equilíbrio dos primeiros pontos sucumbiu diante da melhor variação de golpes da rival.
Apesar de ser a segunda Olimpíada da carreira de Fabiana, foi a primeira vez que ela competiu. Nos Jogos de 2016 (Rio de Janeiro), a fluminense integrou a seleção brasileira como reserva.
O badminton brasileiro segue representado no torneio masculino. Nesta quinta-feira (28), às 7h20 (horário de Brasília), Ygor Coelho, número 49 do mundo, enfrenta o japonês Kanta Tsuneyama (13º) em confronto direto pela vaga do Grupo I à segunda fase. O carioca de 24 anos estreou na última terça-feira (26) com vitória por 2 sets a 0 sobre Georges Paul, da Mauritânia (84º), com parciais de 21/5 e 21/16.
*Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional
TÓQUIO - Rumo ao bicampeonato, a seleção olímpica brasileira se classificou às quartas de final nos Jogos de Tóquio (Japão) em primeiro lugar no Grupo D. A liderança foi definida após o Brasil vencer a Arábia Saudita por 3 a 1 no estádio de Saitama, na cidade de japones de mesmo nome.
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— Time Brasil (@timebrasil) July 28, 2021
⚽️ Matheus Cunha
⚽️⚽️ @richarlison97
Estamos classificados para as quartas de final
O sonho do bicampeonato olímpico segue mais vivo do que nunca!
? Lucas Figueiredo/CBF pic.twitter.com/SgXdGzxxyn
Invicto, com sete pontos, os brasileiros aguardam o adversário da próxima fase: será o segundo colocado do Grupo C, composto por Espanha, Austrália, Argentina e Egito.
Independente do adversário, a Seleção Brasileira volta a campo no sábado (31), às 7h (horário de Brasília), também no estádio de Saitama.
Já a Arábia Saudita, que jogou com o Brasil, deu adeus aos Jogos sem pontuar, na lanterna do grupo. Além disso, medalhista de prata na Rio-2016, a Alemanha foi eliminada do grupo após empatar com a Costa do Marfim por 1 a 1, encerrando sua participação na terceira posição. Os africanos avançaram na vice-liderança.
Jogo
A equipe comandada pelo técnico André Jardine tomou a iniciativa em busca do gol. Aos 15 minutos, o meio campista Claudinho cobrou escanteio na cabeça do atacante Matheus Cunha, que empurrou para o fundo da rede.
Entretanto, aos 26, os sauditas reagiram. O zagueiro Al Amri, também de cabeça, deslocou a bola do goleiro Santos, que não conseguiu evitar o gol. Na sequência, até o intervalo, os brasileiros se esforçaram para desempatar, mas sem sucesso.
Após o intervalo, aos 20 minutos, Matheus Cunha quase marcou o segundo: acertou a trave do goleiro Al Bukhari. Dez minutos depois, aos 20, foi Richarlison que desempatou: o atacante se antecipou a Al Bukhari, e anotou o segundo do Brasil no jogo.
Ainda teve tempo para o terceiro do Brasil Nos acréscimos, aos 47, de novo Richarlison recebeu passe rasteiro do atacante Malcom, e fechou o placar. da vitória por 3 a 1 da seleção.
Com cinco gols marcados na Olimpíada, Richarlison se tornou o artilheiro da competição. Além dos dois gols marcados hoje, ele já havia feito três na estreia contra a Alemanha.
*Por Rafael Monteiro - Repórter da Rádio Nacional
JAPÃO - A judoca Maria Portela foi eliminada nas oitavas de final da categoria até 70 kg da Olimpíada de Tóquio (Japão) em uma luta histórica, e polêmica, no Budokan. O combate desta quarta-feira (28), entre a gaúcha e Madina Taimazova, do Comitê Olímpico da Rússia, durou mais de 14 minutos, dez só de golden score (tempo extra no qual vence o atleta que pontuar primeiro). A vitória da russa foi decretada após a brasileira receber um terceiro shido (punição) por falta de combatividade.

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— Time Brasil (@timebrasil) July 28, 2021
Num combate muito duro que durou quase 11 minutos de golden score, Maria Portela sofre 3 punições e é derrotada por Madina Taimazova??.
Valeu, raçudinha, você foi muito guerreira.??#TimeBrasil de #Judo nos #JogosOlimpicos #Tokyo2020 pic.twitter.com/FOwxdF5s2T
A estreia de Portela foi contra a afegã Nigara Shaheen, número 186 do ranking da Federação Internacional de Judô (IJF). A brasileira, décima do mundo, precisou de 28 segundos para derrubar a rival, que defende a seleção de refugiados, de costas no tatame e vencê-la por ippon (pontuação máxima).
No duelo contra Taimazova, 14ª do ranking mundial, Portela teve dificuldades para alcançar a parte de cima do quimono da adversária, que, por sua vez, não conseguia agarrar a manga da brasileira. No meio do golden score, a gaúcha de 33 anos derrubou a russa com parte das costas no tatame, que configuraria um wazari. O lance foi analisado pela arbitragem de vídeo, que não computou a pontuação.
Após quase 15 minutos de luta, com as duas atletas visivelmente desgastadas e dois shidos para cada uma, o juiz entendeu que Portela estaria fugindo do combate e deu uma terceira, e decisiva, punição à brasileira, que não conteve as lágrimas ainda no tatame. Pelo Twitter, ex-judocas como o medalhista olímpico Flávio Canto e o campeão mundial Luciano Correa reclamaram da arbitragem após o combate, que foi o mais longo da Olimpíada de Tóquio.
“As duas estavam cansadas ali e seria um detalhe. Como a luta estava muito longa, ela teve um pouco mais de iniciativa no final e eu acabei tomando a punição. Eu estava percebendo que ela estava um pouco mais desgastada, mas estava colocando golpe na minha frente, mesmo sem efetividade. Quase joguei ela duas vezes, mas não foi suficiente. Em Olimpíada não tem adversária fraca”, afirmou Portela, ao Comitê Olímpico do Brasil (COB).
“Se a gente não define, ele [árbitro] tem que definir. E quem tiver um pouco mais de iniciativa vai levar. Não foi culpa dele. Eu tinha que ter sido mais agressiva, imposto mais o ritmo, por mais que não fosse efetiva, que foi o que ela fez e acabou levando”, completou a gaúcha, que disputa a terceira Olimpíada da carreira.
Na categoria até 90 kg, Rafael Macedo foi derrotado na estreia pelo cazaque Islam Bozbayev. A luta durou 30 segundos e foi definida em um ippon do asiático, que pegou a manga do quimono do brasileiro para derrubá-lo de costas no solo. Foi a primeira participação olímpica do paulista de 26 anos.
Tanto Rafael como Portela voltam ao tatame do Budokan neste sábado (31) para a disputa por equipes, novidade na edição deste ano dos Jogos.
*Por Lincoln Chaves - Repórter da TV Brasil e da Rádio Nacional
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