Jornalista/Radialista
Centenas de eppendorfs vazios e um celular também foram recolhidos
BAURU/SP - A Polícia Civil deteve dois irmãos, ambos adolescentes, e apreendeu mais de mil porções de cocaína, na quinta-feira (5), em um condomínio residencial na cidade de Bauru, no interior do Estado.
Os trabalhos foram realizados pela 2ª Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da cidade. Após apurações, os agentes descobriram o envolvimento da dupla com o tráfico de substâncias ilícitas e conseguiram, junto à Justiça, um mandado de busca e apreensão.
A ordem judicial foi cumprida no apartamento dos suspeitos, resultando na detenção dos dois irmãos e na apreensão de centenas de eppendorfs vazios, além de sacos plásticos e R$ 460 em espécie. Na caixa de força ao lado do imóvel, por sua vez, os policiais localizaram mais mil eppendorfs idênticos aos encontrados anteriormente, mas desta vez contendo cocaína, bem como duas porções brutas da mesma droga.
Todo o entorpecente foi apreendido para perícia e os jovens levados à especializada para a realização dos procedimentos de polícia judiciária. Depois, os dois autores foram encaminhados à Fundação Casa.
Um celular também foi recolhido e as investigações prosseguem.
O suspeito foi encontrado na cidade de Ribeirão Preto
JAÚ/SP - A Polícia Civil identificou um homem, de 29 anos, suspeito de ter participado de um roubo praticado no final de abril em uma joalheria de shopping no município de Jaú. Ele foi encontrado, na quarta-feira (4), em Ribeirão Preto, com auxílio de equipes locais.
Na ocasião, o autor rendeu funcionárias e subtraiu diversas joias e relógios do estabelecimento. Imediatamente após registro dos fatos, as investigações foram iniciadas por agentes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú.
Após minucioso trabalho de apuração, apoiado em oitivas, análise de imagens de circuito de segurança, entre outras técnicas de investigação, as equipes conseguiram identificar um possível suspeito que estaria na cidade de Ribeirão Preto.
Foi então requisitado apoio para equipes da Delegacia de Investigações Sobre entorpecentes (Dise), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) local, que conseguiram encontrar o suspeito.
Ele foi levado à unidade de polícia judiciária de Jaú para ser ouvido. As diligências prosseguem para esclarecimento dos fatos e para identificar se há outros envolvidos na prática criminosa.
RIO DE JANEIRO/RJ - Paolla Oliveira não deixou barato após receber um comentário dizendo que ela não condiz com suas manifestações contra a “objetificação” da mulher.
Ao compartilhar uma foto de biquíni, um internauta comentou: “Depois vai chorar na dança dos famosos porque foi “objetificada” dançando funk”, disse ele, referenciando como a atriz disse que a atitude de Tiago Leifert e Andre Marques “não foi legal” ao comentarem que ficaram “com calor” por conta da performance de funk da atriz no ‘Super Dança dos Famosos‘.
No entanto, Paolla rebateu o comentário, classificando-o como “machista”. “Você está bem equivocado quanto a minha opinião. Que besteira você tá dizendo. O machismo faz isso com as pessoas, elas acham que dançar, que vestir uma peça de roupa ou ter um comportamento te libera pra julgar e ofender alguém”, escreveu a atriz.
— Paolla Oliveira (@paolla) August 5, 2021
Você está bem equivocado quanto a minha opinião. Que besteira vc tá dizendo. O machismo faz isso com as pessoas, elas acham que dançar, que vestir uma peça de roupa ou ter um comportamento te libera pra julgar e ofender alguém. https://t.co/GuxxF2Pedw
— Paolla Oliveira (@paolla) August 5, 2021
*Por: INSTAFAMOSOS
VENEZUELA - Quem quiser comprar um Big Mac na Venezuela precisa desembolsar mais de 30 milhões de bolívares, a moeda local. Parece caro?
Além da inflação que abala o país há anos, esse valor equivale a cerca de três salários mínimos mensais no país sul-americano. Então, sim, é bem caro. Mas não só para os venezuelanos.
O emblemático hambúrguer do McDonald's vendido na Venezuela é o mais caro do mundo, segundo o mais recente Big Mac Index, elaborado pela revista The Economist, que há 35 anos compara o preço desse hambúrguer em dezenas de países como forma de medir o valor de diferentes moedas.
A comparação é baseada no conceito de "paridade de poder de compra" e, neste caso, usa o preço local do Big Mac em cada país convertido em dólares para determinar se a moeda daquele país está sobrevalorizada ou subvalorizada em relação à moeda americana.
Segundo esse cálculo, um Big Mac na Venezuela custa US$ 8,35 (R$ 43,27). Nos Estados Unidos, ele custa cerca de US$ 5,65 (R$ 29,28).
O hambúrguer do McDonald's é vendido em diferentes partes do mundo por preços que variam entre US$ 1,68 (R$ 8,70) e os US$ 8,35 cobrados na Venezuela.
Esse resultado coloca a Venezuela no topo do índice como o país com maior sobrevalorização cambial: 47%, à frente da Suíça e da Noruega, lugares onde Big Mac também é mais caro.
Já o local que registra o menor preço é o Líbano: US$ 1,68 (R$ 8,70) por um Big Mac. Esse valor indica, segundo a revista The Economist, que a moeda libanesa está subvalorizada em relação ao dólar em 70,2%.
Já o real brasileiro, segundo a revista, está subvalorizado em 22,8% em relação ao dólar.
Mas por que a Venezuela é o país do mundo onde o hambúrguer é mais caro?
Um mercado pequeno
Guillermo Arcay, professor de macroeconomia da Universidade Católica Andrés Bello, de Caracas, destaca dois fatores em jogo na economia venezuelana para explicar o alto custo do Big Mac (assim como de muitos outros bens).
O primeiro fator tem a ver com o tamanho do mercado venezuelano.
"A Venezuela tem um mercado muito pequeno. O setor privado desapareceu e agora renasce desde que restrições foram removidas em 2018. Então, há muito pouca oferta de produtos como os do McDonald's e os suprimentos necessários para fazer o hambúrguer também são escassos. Isso faz com que os preços sejam altos, não só para o Big Mac, mas para todos os hambúrgueres do país", afirma.
O especialista destaca que, desde 2013, a economia venezuelana sofreu uma contração de 80%.
"Esta é uma economia onde os poucos agricultores e transportadores que restam têm muita dificuldade para atender a demanda. Então, tanto o McDonald's quanto seus concorrentes têm custos altos, mas também têm a capacidade de cobrar caro", explica.
Distorções econômicas e institucionais
Além dos problemas relacionados ao tamanho do mercado, Arcay indica que a economia venezuelana está sujeita a uma série de distorções econômicas e institucionais que afetam o valor dos bens.
Por meio do controle cambial, o governo manteve durante anos uma sobrevalorização do valor oficial do bolívar ao fornecer ao mercado moedas estrangeiras abaixo de seu valor real.
No entanto, como o governo tinha cada vez menos dólares para atender à demanda por moeda estrangeira, um mercado paralelo no qual o bolívar era cada vez mais desvalorizado explodiu no país.
Diante da crise e da falta de confiança no bolívar, as pessoas buscavam cada vez mais dólares, que por sua vez se tornavam cada vez mais escassos e caros. Havia então uma grande demanda por uma mercadoria em falta - no caso, o dinheiro norte-americano.
"À medida que o mercado paralelo ganhava relevância para o setor privado venezuelano, passamos a um esquema no qual a cesta de mercadorias venezuelanas era superbarata em termos internacionais, quando a referência era o dólar paralelo. Esta era a época em que estrangeiros com uma nota de US$ 100 podiam pagar várias noites em um hotel", diz Arcay.
Em 2017, quando começou o processo de hiperinflação, os preços em bolívares começaram a subir mais rápido que o dólar.
"Isso obrigou o governo a retirar grande parte das restrições microeconômicas que havia imposto já que, por motivos políticos, tentara conter o dólar oferecendo divisas no mercado, fazendo com que o preço dessa moeda aumentasse mais lentamente do que os preços no mercado local", explica.
"Com o tempo, depois de dois anos e meio durante os quais os preços em bolívares cresceram a uma taxa maior que o aumento do dólar, o dólar ficou mais barato e os bens ficaram mais caros na Venezuela, quando medidos em dólares. Como agora temos uma taxa de câmbio real sobrevalorizada, a Venezuela se tornou um país caro", acrescenta.
Por esse motivo, os venezuelanos têm se queixado nos últimos tempos por sofrerem com a "inflação do dólar", referindo-se ao fato de que os preços locais aumentam a uma taxa mais rápida do que a depreciação da moeda local.
Na sexta-feira, 30 de julho, o dólar estava cotado no mercado oficial venezuelano em 3,9 milhões de bolívares, valor muito semelhante ao do mercado paralelo, segundo dados do Monitor Dollar, um dos vários sites dedicados a monitorar o câmbio instável mercado venezuelano.
A essa situação do mercado de câmbio somam-se, segundo o especialista, outras "distorções microeconômicas" como regulamentações trabalhistas que impedem a demissão de trabalhadores ou dificuldades no transporte de produtos pelo país por falta de gasolina. Além disso, Arcay destaca os inúmeros postos de controle rodoviário onde, segundo ele, "você não sabe se os militares vão deixar os produtos passarem, se vão apreendê-los, ou se vão roubá-los de você".
Segundo o especialista, diante dessa incerteza, os empresários optam por aumentar os preços antecipadamente.
A soma de todos esses fatores contribui para que não só o Big Mac, mas muitos outros produtos sejam atualmente mais caros na Venezuela do que em outras partes do mundo.
Se depois de ler esta explicação você ainda quiser comer um Big Mac na Venezuela, é recomendável que não planeje pagar em dinheiro porque demorará três semanas para obter o valor necessário em um caixa eletrônico, já que o governo mantém um limite de retirada semanal de 10 milhões de bolívares.
E, a propósito, não diga Big Mac. Na Venezuela, o hambúrguer agora é conhecido como Big Cheddar, embora seja o mesmo hambúrguer de sempre. Mas muito mais caro do que no resto do mundo.
*Por: Ángel Bermúdez / BBC News Mundo
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