Jornalista/Radialista
Preço médio do diesel comum subiu 0,16%, enquanto o do etanol e do diesel S-10 apresentaram estabilidade
SÃO PAULO/SP - O mais recente Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, trazendo uma média precisa, revelou que, em março, a Região Sudeste apresentou estabilidade no preço do etanol e do diesel S-10. O biocombustível foi comercializado a R $4,41 e o diesel S-10 a R$ 6,52. Já o preço médio da gasolina caiu 0,16%, enquanto o diesel comum subiu 0,16%, sendo comercializados a R$ 6,32 e R$ 6,44, respectivamente. Mais uma vez, a região lidera o ranking de etanol e gasolina mais baratos do País.
“Após a revisão das alíquotas do ICMS e o aumento anunciado pela Petrobras em fevereiro, era esperado que, em março, o preço dos combustíveis se estabilizassem ou apresentassem pequenas variações. Isso foi observado no Sudeste, pois embora a gasolina e o diesel comum tenham registrado pequenas variações, pode-se considerar relativa estabilidade, o que não gera grande impacto na carteira do consumidor. Por isso, o IPTL apontou que, para quem pretende economizar, o etanol é a melhor opção, quando comparado à gasolina, em todos os estados da região, com exceção do Rio de Janeiro. É importante lembrar, também, que a escolha pelo combustível não é apenas econômica, e que o etanol é proveniente de fontes renováveis, e por conta de sua composição, provoca menos impacto no meio ambiente e contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, destaca Renato Mascarenhas, Diretor de Redes, Operações e Transformação de Negócios na Edenred Mobilidade.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log, que tem grande confiabilidade, por causa da quantidade de veículos administrados pela marca: 1 milhão ao todo, com uma média de oito transações por segundo. A Edenred Ticket Log, marca da linha de negócios de Mobilidade da Edenred Brasil, conta com mais de 30 anos de experiência e se adapta às necessidades dos clientes, oferecendo soluções eficientes e sustentáveis, a fim de simplificar os processos diários.
SÃO CARLOS/SP - Você já ouviu falar em quitosana? A quitosana é um polímero com propriedades bioadesivas, biodegradáveis e potencialmente antimicrobianas, amplamente utilizada em diferentes áreas. Na agricultura, é empregada no combate a pragas e na preservação de produtos agrícolas; na indústria, na fabricação de revestimentos e embalagens biodegradáveis; e no setor farmacêutico, na produção de curativos e no encapsulamento de medicamentos.
Um estudo conduzido no Campus de Araras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que a quitosana também pode atuar como um antimicrobiano natural na produção de bioetanol, substituindo o ácido sulfúrico, que atualmente é utilizado para controlar contaminações bacterianas no processo industrial. O mais inovador é que essa pesquisa desenvolveu um método que aproveita o melaço de cana como matéria-prima para a extração da quitina - precursora da quitosana - a partir de resíduos de camarão. Dessa forma, a quitosana pode ser produzida diretamente na usina, alinhando-se ao conceito de economia circular.
"A ideia surgiu quando me propus a estudar novos antimicrobianos, a partir de fontes naturais, para aplicação na indústria do bioetanol. Nessa indústria, para combater a contaminação por bactérias, utiliza-se ácido sulfúrico, que é forte e corrosivo, com potencial de causar acidentes graves durante a sua manipulação. Como há relatos da utilização da quitosana na indústria do vinho para combater contaminantes bacterianos, pensei que talvez pudesse ser uma alternativa também para a produção de bioetanol em substituição ao ácido sulfúrico", conta Sandra Regina Ceccato Antonini, professora do Departamento de Tecnologia Agroindustrial e Socioeconomia Rural (DTAiSeR) da UFSCar e responsável pelo projeto.
Para os testes, ao invés de comprar a quitosana, a pesquisadora se propôs a produzir o material a partir de resíduos de camarão. O trabalho foi conduzido por Ligianne Din Shirahigue, que à época era estudante de pós-doutorado, sob orientação de Antonini. "Nos inspiramos em um artigo que tinha acabado de ser publicado, em que os autores haviam utilizado uma bactéria produtora de ácido lático, para a fase de bioextração da quitina a partir de resíduos de camarão. Assim, por meio da fermentação lática, com a produção de ácido e enzimas proteolíticas pela bactéria, foi possível extrair a quitina dos resíduos e depois convertê-la em quitosana", relembra a professora.
Nesse momento da pesquisa, elas apresentaram a produção de quitosana, de alto peso molecular, utilizando a primeira etapa biológica e a segunda química (desacetilação da quitina em quitosana). A quitosana obtida tinha atividade antimicrobiana contra bactéria contaminante da fermentação etanólica e pouco efeito sobre a levedura agente da fermentação.
"Prosseguindo os trabalhos, passamos então a substituir o meio de cultura utilizado na fase de fermentação lática, que é um meio rico porém caro, por um subproduto da produção de açúcar, o melaço de cana. E conseguimos fazer a substituição com a mesma eficiência. Em seguida, alteramos o processo de desacetilação para produzir uma quitosana de baixo peso molecular, que é normalmente mais antimicrobiana, e de novo tivemos bons resultados. Testamos a quitosana em uma simulação de processo industrial, em escala de bancada, e a quitosana substituiu o ácido sulfúrico com a mesma eficiência quanto à redução da população bacteriana", descreve Antonini.
Avanços
De acordo com Antonini, extrair quitina por processo biológico - fermentação lática - não é novo. O que é novidade é o uso de melaço de cana em substituição aos meios de cultura semissintéticos e caros. "Além disso, o processo de desacetilação pode ser manejado para produzir quitosana de alto, médio ou baixo peso molecular, dependendo da finalidade. De uma forma geral, quitosana de baixo peso molecular tem maior atividade antimicrobiana, como a que produzimos no processo descrito. Mas conseguimos mostrar que mesmo com essa quitosana é possível produzir filmes e microesferas para outras finalidades, como filmes para embalagens e microesferas para encapsular substâncias, a exemplo de antibióticos ou extratos naturais", completa ela.
Inclusive, o mesmo grupo da UFSCar desenvolveu pesquisa utilizando a quitosana de melaço para cobrir embalagens de papel para café especial. "Tivemos resultados muito bons quanto à melhoria nas características da embalagem quanto na qualidade sensorial do café embalado por ela", destaca Antonini.
Outra novidade é, justamente, a possibilidade de utilização da quitosana na indústria do bioetanol como antimicrobiano. "Estamos agora trabalhando na formulação de um produto e pretendemos testar em escala maior para ver a viabilidade e eficiência do uso. Já fomos contatados por três empresas do setor, uma delas propondo parceria para testar o produto. Mas ainda há um caminho a ser percorrido para a formulação de um produto estável que possa atender às especificidades da indústria do bioetanol", adianta a pesquisadora.
Importância ambiental e econômica dos resultados
"Ainda não fizemos uma avaliação econômica do uso da quitosana na indústria do bioetanol. Estamos concentrados na viabilidade técnica. Em termos ambientais, haverá um ganho substancial pela substituição de um insumo químico perigoso e não-amigável ambientalmente, como o ácido sulfúrico. Além disso, a produção da quitosana envolve o uso de dois resíduos, de camarão e o melaço. A etapa de desacetilação ainda é química, utilizando uma base forte, mas há pesquisas que indicam a possibilidade de usar desacetilação biológica com o uso de enzimas fungicas. É uma outra frente de pesquisa que merece atenção", conclui Antonini.
SÃO CARLOS/SP - Imagine carregar o celular apenas caminhando ou usar roupas que geram eletricidade sozinhas. Isso pode estar mais perto da realidade do que se imagina. Pesquisadores desenvolveram um novo tipo de gerador de energia capaz de transformar os movimentos do dia a dia em eletricidade. Esse avanço pode ajudar a reduzir a dependência de baterias e oferecer alternativas mais sustentáveis para alimentar pequenos aparelhos eletrônicos.
O estudo, publicado na revista “Crystal Growth & Design”, foi conduzido por cientistas brasileiros da Universidade Federal do Ceará e do IFSC/USP, juntamente com colegas do MIT (EUA) e do Instituto Tecnológico de Monterrey (México). A equipe utilizou uma fibra especial feita de niobato de lítio (LiNbO3), um material altamente eficiente na conversão de movimentos humanos em eletricidade. Nos testes, o gerador foi capaz de produzir energia elétrica suficiente para alimentar sensores e pequenos dispositivos sem precisar de fonte externa.
Com essa tecnologia, no futuro, será possível desenvolver roupas que carregam celulares enquanto a pessoa caminha, tênis que alimentam sensores de saúde, e até implantes médicos que funcionam sem necessidade de recarga frequente. Além disso, o novo material não contém substâncias prejudiciais ao meio ambiente, tornando-o uma opção sustentável e ecológica. Outro grande benefício é a sua durabilidade e eficiência, que minimiza o desperdício de energia e permite a produção em larga escala. Essa inovação tem o potencial de transformar a maneira como utilizamos a eletricidade em nosso dia a dia, tornando-a mais acessível e sustentável.
O docente e pesquisador do IFSC/USP, Prof. Antonio Carlos Hernandes, um dos autores desse estudo, explica qual foi a sua contribuição para a pesquisa. “A fabricação das fibras de LiNbO3 foi feita aqui em São Carlos, em um equipamento especial que utiliza um laser de alta potência, capaz de atingir temperaturas de até 2.500OC. O pós-doutorando Sérgio Marcondes, que atua em nosso Laboratório, definiu a melhor metodologia para obter fibras com a qualidade desejada”, sublinha.
A pesquisa contou com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Os próximos passos incluem aprimorar ainda mais o gerador e buscar maneiras de integrá-lo a produtos do cotidiano.
Confira o artigo científico relativo a esta pesquisa - https://www2.ifsc.usp.br/portal-ifsc/inovacao-novo-gerador-de-energia-feito-com-niobato-de-litio-linbo3-promete-beneficios-para-o-dia-a-dia/
SÃO CARLOS/SP - O Passeio São Carlos, importante centro de convivência e comércio da cidade, acaba de dar um passo significativo em direção à inclusão e acessibilidade ao implantar vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
A medida, que atende à Lei nº 20.472/2021, de autoria do vereador Bruno Zancheta, visa garantir mais comodidade e segurança para pessoas com TEA (Transtorno Espectro Autista) e seus familiares.
“Com a implantação dessas vagas, a cidade de São Carlos se torna mais inclusiva e atenta às necessidades de um público que enfrenta desafios para acessar locais públicos e privados. As novas vagas são localizadas em pontos estratégicos, com sinalização clara e visível, garantindo maior autonomia para as pessoas com TEA e facilitando o deslocamento de seus acompanhantes. Quero agradecer ao Passeio São Carlos, por meio de Janine Bastos, gerente de marketing do empreendimento, pelo olhar especial com essa situação.”, disse o parlamentar.
O Shopping Passeio São Carlos segue empenhado no propósito de estudar e implantar melhorias que possibilitem maior comodidade aos seus frequentadores e a busca por inclusão segue como um dos pilares desse compromisso. “Estamos muito felizes em oferecer vagas de estacionamento exclusivas para pessoas com TEA. Nosso objetivo é oferecer bem-estar, rompendo barreiras com ações permanentes de acessibilidade que hoje significam mais um passo na busca por uma sociedade respeitosa e inclusiva.”, comenta Janine Bastos.
"A Lei nº 20.472/2021 tem como objetivo oferecer maior qualidade de vida para as pessoas com Transtorno do Espectro Autista. Muitas vezes o simples ato de estacionar se torna um desafio para essas pessoas e suas famílias, mas com a criação dessas vagas, estamos assegurando um direito fundamental de acesso e dignidade. Acredito que a verdadeira inclusão começa com atitudes pequenas como essa, porém fazem toda a diferença no dia a dia das pessoas. Fico feliz em ver a nossa lei sendo cumprida e impactando positivamente a vida da nossa comunidade.”, finalizou o vereador.
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