Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - O vereador Lineu Navarro, atendendo a solicitações de moradores, constatou que o SAAE poderá estar incorrendo num grave crime ambiental na obra de substituição de uma rede coletora de esgotos na margem esquerda do Córrego do Gregório, desde o prolongamento da Avenida Mário Gaspar até a Avenida Vicente Pelicano, na região dos bairros Azulville e São Judas Tadeu.
Lineu encaminhou ofício ao Presidente do SAAE solicitando a imediata suspensão da obra, até que o setor competente da autarquia consiga fazer o devido acompanhamento da “abertura drástica” que a empresa contratada está realizando na mata que margeia o córrego.
Alertado por moradores, o vereador comprovou in loco que dezenas de árvores dos mais diferentes portes e toda a mata – muito fechada, existente neste percurso – estão sendo destruídas, cortadas e empurradas para a lateral do “caminho” que está sendo aberto pela máquina “implacável”. Em relação a esta situação já concretizada, é necessário estabelecer quais medidas compensatórias deverão ser implantadas, no sentido de mitigar os efeitos dos danos já realizados.
Sabedor da necessidade urgente da substituição da atual rede coletora de esgotos existente no local, que há tempos já não consegue dar conta de todo o esgoto lançado diariamente nela, por outro lado, “é necessário que os técnicos do SAAE acompanhem a obra, para que a empresa terceirizada não incorra em cortes ilegais de árvores ou avance além do autorizado pela CETESB”, afirmou Lineu. “A própria CETESB está sendo questionada. Será que vieram ver a real situação desta mata para lavrarem a autorização?”.
Lineu ainda comunicou a situação encontrada ao Ministério Público, para que promova a devida verificação se não estão incorrendo em nenhum crime ambiental.
Proposta ministra atendimento humanizado, prevenção e reinserção social para usuários de álcool e drogas
SÃO CARLOS/SP - O vereador Leandro Guerreiro (PL) protocolou, na Câmara Municipal de São Carlos, um projeto de lei que institui a Política Municipal de Atenção Integral à Pessoa com Dependência Química. Essa propositura estabelece uma série de diretrizes para o combate ao uso abusivo de álcool e outras drogas, com foco em prevenção, acolhimento, tratamento e recondução social. “O vício nessas substâncias precisa ser tratado com seriedade, humanidade e responsabilidade”, observou. “Não podemos mais ignorar o sofrimento das famílias e a vulnerabilidade dessas pessoas”, completou.
O texto prevê ações intersetoriais envolvendo saúde, assistência social, educação e segurança pública. Também permite a atuação conjunta com entidades religiosas, universidades e organizações sociais. Entre as diretrizes estão o atendimento multiprofissional, o respeito à voluntariedade do tratamento, o apoio à internação compulsória apenas com laudo médico fundamentado e o reforço da rede psicossocial. “O que propomos é uma política pública baseada em ciência e dignidade, que respeite os direitos humanos e ofereça uma alternativa real ao abandono e à marginalização”, enfatizou o vereador do PL.
Resgatando vidas e salvando famílias
Além do processo de tratamento, esse projeto salienta a importância da capacitação profissional e do fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. A proposta ainda prevê o monitoramento das ações e incentiva o controle social. “A Câmara cumpre seu papel ao fomentar iniciativas que respondam a problemas urgentes”, elogiou o edil.
A implementação dessa nova política dependerá de regulamentação do Executivo e poderá contar com parcerias para ampliar sua efetividade. As despesas serão cobertas por dotações orçamentárias específicas, com possibilidade de suplementação. “O nosso trabalho parlamentar precisa ser um instrumento de transformação”, analisou.
Em sua justificativa, Guerreiro destaca que o texto respeita os limites legais e a separação entre os poderes. Segundo ele, a proposta não impõe obrigações ao Executivo, mas o autoriza a estruturar a política dentro de sua competência. “Essa proposta não interfere no Executivo, apenas abre caminho para que a cidade avance no enfrentamento desse drama social”, descreveu.
Caso aprovado pela maioria do Legislativo e sancionado pela rubrica do prefeito Netto Donato (PP), o projeto estará alinhado com a Lei Federal nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) e com a Política Nacional sobre Drogas (PNAD), também seguindo diretrizes da Política Nacional de Saúde Mental (PNSM) e da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS), priorizando estratégias baseadas em evidências e foco na redução de danos. “Com essa proposta, queremos ajudar São Carlos a construir uma resposta justa, ética e eficaz ao problema das drogas”, concluiu.
ANALÂNDIA/SP - Analândia recebe no mês de junho o projeto Conecta Brasil, que prevê uma série de oficinas gratuitas com a proposta de unir cultura e tecnologia. O objetivo é aproximar jovens de 12 até 18 anos, que irão cocriar e desenvolver jogos eletrônicos, cujo intuito é educar e transmitir de forma lúdica informações relevantes sobre história, cultura e estilo de vida a partir do interesse destes jovens por jogos eletrônicos.
O projeto segue o conceito de Edutainment, ou edutretenimento, uma metodologia que utiliza o entretenimento como ferramenta para promover o aprendizado, a partir de oficinas de criação de conteúdo cultural e histórico por meio da construção de aplicativos para tablets, smartphones, tendo como formato final a criação de um jogo online. “O Conecta Brasil busca promover aos participantes o acesso à cultura, a informação e as novas tecnologias por meio do entretenimento digital” explica Patricia Tomiatti, responsável pelo projeto na MR2 Cultural.
Ao todo, o conteúdo programático oferece três ciclos de oficinas com quatro módulos de 10 horas cada um, somando 40 horas de treinamento. Ao final do projeto, 60 jovens serão beneficiados, três jogos serão desenvolvidos, um professor responsável de cada núcleo será treinado em novas tecnologias, podendo multiplicar o conhecimento nas cidades contempladas. O projeto já passou por Bom Sucesso de Itararé/SP e seguirá para Descalvado/SP.
Além da oficina, o aluno destaque de cada turma receberá um treinamento individual.
Ao término do projeto haverá, ainda, a doação de 5 computadores para cada instituição beneficiária do projeto, nas localidades de Bom Sucesso de Itararé, Analândia e Descalvado/SP.
O projeto final prevê o lançamento de um aplicativo para a comunidade local com o intuito de reunir outros alunos na mesma faixa etária, para que mais jovens sejam impactados. No dia do lançamento, também haverá uma palestra sobre novas tecnologias. O evento é aberto ao público em geral.
O projeto Conecta Brasil é realizado pela MR2 Cultural, por meio da Secretaria de Cultura, Economia e Indústria Criativas e Comércio do Governo do Estado de São Paulo, via Programa de Ação Cultural (ProAC ICMS), com apoio da Think Projetos. Tem como parceiro a EMEB JOSÉ BENEDITO SODELLI e conta com o patrocínio da Mineração Jundu Ltda.
As vagas são direcionadas para jovens de 14 a 18 anos e vão até o dia 28 de maio, por meio de inscrição online, pelo link: https://forms.gle/
Projeto Conecta Brasil
Local: Emeb José Benedito Sodelli
Endereço: Avenida 06, nº 51, centro - Analândia-SP
Data do evento: de 02 a 13/06
Horário: das 18h às 22h
Sobre Mineração Jundu: Com sete unidades produtivas e 66 anos de trajetória, a Jundu se destaca pela excelência na transformação de recursos minerais em soluções que impulsionam o desenvolvimento das indústrias nacionais. Comprometida com a sustentabilidade, responsabilidade corporativa e segurança acima de tudo, a Jundu busca construir relações sólidas com seus públicos, gerando valor para a sociedade como um todo. Acesse e saiba mais sobre nossa história e iniciativas: www.jundu.com.br
Sobre a MR2 Cultural
Fundada em 2012, a MR2 Cultural é uma referência em gestão de projetos culturais e produções artísticas, oferecendo soluções completas e inovadoras. Com uma equipe altamente qualificada e profissionais especializados, a MR2 Cultural se destaca por sua atuação em leis de incentivo como PROAC, PROMAC, PRONAC, PRONAS e PRONON, garantindo o máximo de aproveitamento dos recursos disponíveis para a realização de diversos projetos culturais. Seu portfólio abrange uma ampla gama de projetos e temas, que incluem música, teatro, circo, mágica, dança, ciência, oficinas artesanais, fotografia, grafite, entre outros, com a missão de promover a diversidade cultural e artística, proporcionando experiências enriquecedoras e impactantes para o público e todos os envolvidos.
4ª Corrida Micológica reuniu participantes no entorno do Campus Lagoa do Sino para observar cogumelos e macrofungos e refletir sobre sua importância nos ecossistemas
SÃO CARLOS/SP - No dia 5 de abril, o Campus Lagoa do Sino da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizou a quarta edição da Corrida Micológica, atividade de extensão voltada à popularização da micologia - ramo da biologia que estuda os fungos - e à valorização da biodiversidade local.
O evento ocorreu na mata ciliar do Rio Guareí, no bairro rural Guareí Velho, em Angatuba (SP), área do entorno do Campus. Apesar do nome, a Corrida Micológica não é uma competição de velocidade: a proposta é que os participantes caminhem por áreas naturais e busquem macrofungos - como cogumelos - que se destaquem por suas características. Os achados mais interessantes recebem premiações simbólicas.
Durante aproximadamente quatro horas, cerca de 35 pessoas participaram da caminhada, percorrendo áreas de pastagem e fragmentos de mata bem preservada, em floresta estacional semidecidual. Foram identificadas mais de 50 espécies de cogumelos e outros macrofungos. Participaram estudantes, docentes e técnico-administrativos do Campus Lagoa do Sino, integrantes da ONG Grupo EcoRoad e moradores de cidades do entorno, como Campina do Monte Alegre, Angatuba e Itapetininga, incluindo crianças.
A ação foi organizada por Larissa Trierveiler Pereira e Juliano Marcon Baltazar, docentes do Centro de Ciências da Natureza (CCN) e pesquisadores do Laboratório de Estudos Micológicos (LEMic) da UFSCar, em parceria com a ONG Grupo EcoRoad e com o apoio do CCN.
Aula a céu aberto
Segundo Pereira, a Corrida Micológica busca aproximar as pessoas dos ecossistemas onde os fungos estão presentes. "É um evento lúdico, em que não há corrida de fato, mas os achados são premiados. Eu costumo dizer que é um dia de enamoramento, para despertar o olhar para esses organismos que muitas vezes passam despercebidos", afirma.
A docente destaca que os fungos são fundamentais para o equilíbrio ambiental, embora a maior parte da população não esteja familiarizada com suas funções. "No Brasil, cerca de 10 mil espécies de fungos já foram identificadas, mas a estimativa é que existam pelo menos 30 vezes mais esse número de espécies", explica.
Esses organismos atuam como decompositores primários, responsáveis por reciclar a matéria orgânica e devolver nutrientes ao solo, tornando-os disponíveis para as plantas. Além disso, são aliados na produção de alimentos, bebidas fermentadas e medicamentos - como os antibióticos -, desempenhando um papel essencial tanto nos ecossistemas quanto na vida humana. "O país, por ser megadiverso, abriga uma imensa funga, termo equivalente a fauna e flora para este grupo de organismos".
Pereira também ressalta o papel do evento na articulação entre universidade e sociedade. "A iniciativa integra estudantes e público externo de todas as idades. É uma forma de promover o conhecimento científico e, ao mesmo tempo, sensibilizar para a conservação da natureza", avalia.
Mudança de percepção
Participante da atividade, a estudante de Ciências Biológicas do Campus Lagoa do Sino da UFSCar, Miriã Gonçalves de Moraes, relatou o impacto da experiência em sua formação. "Nunca tinha parado para observar os fungos. Perceber suas cores, formas e características me despertou muita curiosidade. Um deles me chamou a atenção por parecer que estava 'sangrando'. Também foi muito enriquecedor ter professores por perto, sempre disponíveis para compartilhar seus conhecimentos ao esclarecer dúvidas. Foi como ter um glossário sobre os fungos ao lado", contou.
O "fungo que sangra", mencionado por Moraes, é o Hydnellum peckii. Ele solta um líquido vermelho espesso, parecido com sangue, o que chama bastante atenção visualmente. Apesar da aparência inusitada, é inofensivo e tem sido estudado por possíveis aplicações medicinais.
A aluna também destaca que o contato com a micologia trouxe uma mudança de percepção sobre a área. "Aprender sobre os fungos realmente abriu minha mente. Comecei a ter mais curiosidade sobre suas funções ecológicas e sobre a diversidade que existe ao meu redor. O que antes era invisível começou a saltar aos olhos, e isso mudou o meu cotidiano como estudante", relata.
A Corrida Micológica teve sua primeira edição em 2019 e a expectativa é que a próxima ocorra no início de 2026.
Mais informações sobre o evento e sobre outras ações do LEMic estão disponíveis em www.lemic.ufscar.br.
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