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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - O prefeito de São Carlos, Netto Donato, participou, na tarde desta terça-feira (23/9), da cerimônia especial em comemoração aos 160 anos da Câmara Municipal.

A solenidade prestou homenagens a figuras marcantes da política são-carlense. Foram homenageados os vereadores Antônio Carlos Catarino e Azuaite Martins de França, que somam oito legislaturas cada, os maiores mandatos da história da Casa. Os atuais parlamentares receberam reconhecimento pelo trabalho em curso, e uma homenagem póstuma foi dedicada à primeira presidente da Câmara, vereadora Diana Cury, representada por suas filhas, Cyntia e Cláudia Cury.

O ex-presidente da Câmara, Edson Fermiano, também foi lembrado por sua atuação em três gestões (2003-2004, 2007-2008 e 2011-2012). 

O presidente da Câmara, Lucão Fernandes, abriu a cerimônia destacando o papel do Legislativo na promoção da justiça social e na defesa dos direitos da população. “São 160 anos de debates, embates, consensos e conquistas. A Câmara é parte fundamental da construção da nossa cidade”, afirmou.

Lucão também fez questão de valorizar o trabalho dos vereadores e servidores ao longo da história. “Mais que uma celebração, este momento é um convite para refletirmos sobre o legado que deixaremos às próximas gerações. A democracia é a maior conquista da sociedade e só existe graças a instituições sólidas como esta”, disse.

Ao lembrar da vereadora Diana Cury, Lucão ressaltou sua importância como a primeira mulher a presidir o Legislativo. “Seu trabalho foi marcante e inspirador. Hoje, ao homenagearmos sua memória, reafirmamos o compromisso com a representatividade e o respeito à história da nossa cidade”.

O prefeito de São Carlos, Netto Donato, também participou da cerimônia recordando a importância do Legislativo na construção da sua trajetória política. “Poder voltar a esta Casa enquanto prefeito é de grande valia. Parte do que eu sei da política, aprendi aqui, nos sete anos e cinco meses em que fui diretor legislativo e administrativo”, relembrou.
Netto destacou o papel dos vereadores na construção de políticas públicas e no desenvolvimento da cidade. “Independente de partido ou quantidade de votos, os 21 vereadores representam o povo. Não têm vida fácil, enfrentam críticas, e muitas vezes esquecem que por trás de cada parlamentar há uma família que dá suporte. Tenho muito respeito pelas decisões e opiniões contrárias, e muito a agradecer a todos vocês. Sem o Legislativo, o Executivo não funciona”.

O prefeito também fez menção especial aos homenageados. “Antônio Carlos Catarino e Azuaite Martins de França têm um legado político que ajudou a construir São Carlos. E à vereadora Diana Cury, minha gratidão eterna: foi ela quem fez minha primeira filiação partidária e foi minha primeira candidata a vice-prefeita. A Câmara é a voz do povo e, com a união de todos, São Carlos está prestes a receber importantes investimentos para o combate às enchentes. A Câmara nos ajuda a construir uma cidade democrática, acolhedora e conciliadora”, afirmou.

SÃO CARLOS/SP - No sábado à noite, dia 20, a cidade recebeu a corrida BeatColorsRun, com percursos de 5 e 10 km, reunindo atletas de diversas regiões em um desafio marcado pelo calor intenso, subidas, curvas e muita adrenalina.

A Associação São-carlense de Atletismo (ASA) marcou presença de destaque, com excelentes colocações e performances que chamaram atenção.
Luiz Shianti conquistou o 2º lugar geral nos 10 km. “Prova forte do início ao fim, calor extremo, percurso desafiador e adversários muito competitivos. Alguns erros me tiraram da primeira colocação, mas não larguei o osso, chegando apenas 9 segundos do vencedor, que fez uma prova belíssima. Muito feliz com toda a torcida que tive, agradeço à minha equipe, amigos e familiares.

Parabéns aos organizadores e a todos os participantes!”, declarou Luiz.
Nos 5 km, Lucas Ferraz garantiu o 3º lugar geral. “Após a Maratona de Floripa, em 31 de agosto, não fiz treinos de intensidade para recuperação, mas consegui manter um ritmo forte e surpreender positivamente”, comentou Lucas.

Micaelli Scatamburgo Guerrero terminou 8ª geral e 1ª na categoria 20-29 anos, enquanto Eli Poli ficou em 10º geral e 1º na categoria 20-29 anos nos 5 km, mostrando força e consistência em cada quilômetro percorrido.

A BeatColorsRun mais uma vez se confirmou como uma prova desafiadora e emocionante, reunindo atletas determinados e fortalecendo o espírito esportivo na região.

BRASÍLIA/DF - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que o "impeachment não é um produto de prateleira para você tirar da vida pública quem você não gosta\", ao ser questionado sobre o plano de bolsonaristas de elegerem senadores em número suficiente para aprovar o impeachment de ministros da Corte, sobretudo de Alexandre de Moraes, a partir de 2027.

"O impeachment é algo grave que você faz e que você aplica quando a pessoa cometeu um crime de responsabilidade, alguma coisa rara, excepcional, fora de padrão, e eu acho muito errado esse discurso", disse o ministro, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Barroso afirmou também que "se o ex-presidente [Jair Bolsonaro] tem apoiadores e conseguir elegê-los para o Senado, faz parte da vida democrática". Ainda de acordo com o ministro, um Congresso conservador não o assusta. "Fazer impeachment de ministro do Supremo não faz nenhum sentido e é uma forma feia de fazer política."

Em outra analogia, Barroso disse que o impeachment "é uma forma de você, em vez de jogar o jogo, você quer tirar de campo quem você não gosta".

Custo do Judiciário

O presidente do ST reconheceu que o Judiciário é caro - custa 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, mas "é a instituição de maior capilaridade no país", o que justificaria o alto custo. "O Judiciário brasileiro custa o custo da presença do Estado em todo o País e uma presença que faz muita diferença na vida das pessoas", disse o ministro na entrevista que ocorreu na noite desta segunda-feira, 22.

Barroso destacou que eventuais abusos devem ser combatidos, mas defendeu os altos salários dos magistrados como forma de recrutar os melhores profissionais. "Se você não paga bem os juízes, você não recruta os melhores nomes para a magistratura, você fica com o que sobrou. Eu não quero o que sobrou. Tem que pagar bem, mas tem que pagar bem dentro da legislação", disse.

 

por Estadao Conteudo

SÃO PAULO/SP - O Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu, nesta semana, a lei estadual nº 18.156/2025, que condicionava o funcionamento dos aplicativos de mototáxi à autorização das prefeituras em São Paulo. A decisão do ministro Alexandre de Moraes reforça o entendimento já consolidado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que no início do mês havia derrubado o decreto municipal que proibia a atividade. Para Moraes, a lei estadual criava uma “barreira de entrada” e invadiu competência privativa da União para legislar sobre trânsito e transporte.

O impacto econômico do setor é expressivo. Em 2023, os serviços de transporte por motocicletas via aplicativo injetaram cerca de R$ 5 bilhões na economia nacional, sendo R$ 2 bilhões convertidos diretamente em renda para famílias e mais de 114 mil empregos indiretos gerados. Apenas em São Paulo, estimativas apontam que a restrição representava uma perda anual de R$ 820 milhões no PIB municipal.

Mas o efeito mais visível está na mobilidade: em uma cidade onde os moradores perdem, em média, 21 dias por ano presos em congestionamentos, os mototáxis oferecem uma alternativa mais rápida, sem o aperto do transporte coletivo e com especial relevância para quem vive nas periferias e precisa cruzar longas distâncias diariamente. Para muitos, isso significa ganhar horas preciosas que podem ser dedicadas ao lazer e à família.

Para Magno Karl, cientista político do Livres, a decisão reforça a importância da segurança jurídica e evidencia o papel da União na regulação do setor. 

“A decisão do ministro Moraes, confirma que estados e municípios não podem simplesmente proibir atividades econômicas garantidas por lei federal. É um passo importante para a mobilidade urbana e para a liberdade de escolha dos cidadãos, mas também um alerta: precisamos de regras claras, e não de proibições arbitrárias que geram insegurança jurídica e prejudicam trabalhadores”, afirma.

A experiência de outras cidades mostra que a regulamentação é mais eficaz para aumentar a segurança viária do que a proibição. Fortaleza, por exemplo, reduziu em 51% as mortes no trânsito nos últimos dez anos, mesmo com o crescimento da frota de motocicletas, ao adotar políticas públicas de integração do serviço, fiscalização e readequação viária.

Luiz Gustavo Neves, CEO da GigU - fintech social que reúne a maior comunidade de trabalhadores de aplicativo do Brasil, destaca o impacto direto sobre a renda de milhares de trabalhadores e suas famílias. “Os apps de mototáxi são, para muitos, a principal ou única fonte de sustento. Quando se proíbe essa atividade, não se retira apenas uma alternativa de mobilidade para a população, mas também uma oportunidade de inclusão produtiva em larga escala. Os dados mostram que estamos falando de bilhões de reais circulando na economia, com impacto concreto no dia a dia das periferias urbanas”, afirma.

Com a decisão do STF, a Lei nº 18.156/2025 ficará suspensa até julgamento definitivo pelo plenário da Corte. A expectativa de especialistas e representantes do setor é de que a etapa de regulamentação avance com base em evidências e boas práticas, de modo a garantir segurança, ampliar a mobilidade e fortalecer a geração de renda na maior metrópole do país.

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