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EUA - Donald Trump indicou que, neste momento, prefere manter o Irã sob forte pressão econômica a ordenar uma nova rodada de ataques militares. A sinalização marca uma mudança de tom em relação à semana anterior, quando o presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Teerã diante do impasse sobre o Estreito de Ormuz.

Em entrevista por telefone ao site Axios, Trump afirmou que Washington está reduzindo o ritmo da escalada direta e observando os efeitos do isolamento econômico sobre o país. Segundo ele, a situação financeira iraniana é grave, com inflação elevada e perda de capacidade econômica. O republicano não apresentou novas ameaças militares durante a conversa.

A estratégia americana, portanto, passa a combinar negociação limitada com manutenção do cerco econômico e militar. O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos continua em vigor e é tratado por integrantes da administração Trump como uma das principais formas de pressionar Teerã sem ampliar imediatamente os combates.

Irã impõe condições para reabrir o Estreito de Ormuz
O principal obstáculo para um acordo permanece no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. O governo iraniano apresentou novas exigências a Washington e afirmou que a passagem continuará fechada enquanto os Estados Unidos não alterarem sua política em relação ao país.

Mohammad Bagher Zolghadr, então secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, exigiu o fim do bloqueio marítimo, a retirada de forças navais e aéreas americanas da região, a suspensão das sanções e a liberação de ativos iranianos congelados. Teerã também reivindica compensação integral pelos danos provocados pelas guerras contra o país.

"O Estreito de Ormuz não será aberto até que os Estados Unidos corrijam seu comportamento", afirmou Zolghadr em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA.

As condições apresentadas complicam as negociações conduzidas com participação de Omã. Um entendimento para regulamentar o tráfego marítimo na região vinha sendo discutido entre iranianos, americanos e omanenses, mas ainda não havia sido implementado.

Trump havia considerado retomar operações militares

A decisão de dar mais tempo à pressão econômica ocorre poucos dias depois de uma nova possibilidade de escalada militar. Segundo autoridades americanas ouvidas pelo Axios, Trump chegou a considerar o retorno a operações de grande porte contra o Irã, mas acabou convencido a reduzir a ofensiva no curto prazo.

O presidente já havia adotado movimento semelhante no fim de julho, quando suspendeu ataques americanos contra posições iranianas na região do Estreito de Ormuz após recomendações de comandantes militares dos Estados Unidos. À época, avaliações internas apontavam que os bombardeios estavam perdendo eficácia e aumentavam os riscos para as forças americanas e seus aliados.

Apesar da mudança de postura, Washington mantém disponíveis instrumentos diplomáticos, econômicos e militares. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que a disputa com o Irã ainda está em uma fase intermediária e que o governo continuará utilizando diferentes formas de pressão para obter um acordo considerado favorável aos interesses americanos.

Estreito de Ormuz segue no centro da disputa entre EUA e Irã

A crise voltou a se intensificar depois que o Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz em julho. A passagem marítima é uma das rotas energéticas mais importantes do mundo e sua interrupção tem impacto direto sobre o transporte internacional de petróleo e sobre os preços da commodity.

O novo fechamento também comprometeu o memorando de entendimento firmado entre Estados Unidos e Irã em 17 de junho. O documento previa o fim das hostilidades, a reabertura segura de Ormuz e a suspensão do bloqueio naval americano durante um período de negociações para um acordo definitivo.

Com o acordo ainda paralisado, Trump aposta agora no enfraquecimento econômico de Teerã para tentar destravar as negociações. O governo iraniano, no entanto, indica que não pretende reabrir a rota enquanto suas exigências sobre sanções, bloqueio naval, ativos congelados e reparações não forem atendidas.

 

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (8) que considera encerrado o memorando de entendimento firmado com o Irã para pôr fim ao conflito entre os dois países.

Questionado sobre o cessar-fogo, o presidente dos Estados Unidos disse acreditar que o acordo “já acabou”, após Washington e Teerã trocarem novos ataques na sequência de supostas ofensivas no Estreito de Ormuz.

“Não quero ter mais nada a ver com eles. São escória, são pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes e são pessoas cruéis e violentas. E, se tivessem uma arma nuclear, usariam”, declarou Trump.

A fala ocorreu em Ancara, na Turquia, antes de uma cúpula da Otan. Na véspera do encontro, o presidente norte-americano também havia feito críticas duras a aliados dos Estados Unidos.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - O governo americano afirmou na quarta-feira, 1º, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) explorava o sistema financeiro dos EUA para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A facção é apontada pela gestão Trump como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental, com atuação também no Reino Unido, Turquia e Japão.

O governo americano ainda afirma que a facção representa uma ameaça crescente à segurança nacional devido por conta da atuação na lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e contrabando de dinheiro em espécie.

Dois brasileiros e três empresas sediadas no Brasil foram alvos de sanções por suspeita de elo com o PCC. A medida faz com que todos os bens e interesses dos alvos sob jurisdição dos EUA sejam bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas americanas ficam proibidos de realizar transações com eles.

Veja quem são as pessoas:

Victor Henrique de Oliveira Shimada, apontado pelo Tesouro como líder do núcleo paulista da rede e elo entre operadores do PCC na Flórida e traficantes internacionais. De acordo com o comunicado, Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos gerados em diversas cidades americanas, utilizando criptomoedas para transferir os valores ao Brasil.

Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, descrita como colaboradora próxima de Shimada.

E as empresas:

  • Victory Trading Intermediação de Negócios, Cobranças e Tecnologia;
  • Pixwave Soluções de Pagamentos;
  • Wave Construções Inteligentes;
  • Avenidas Flutuantes Unipessoal (Portugal)

A reportagem tenta contato com a defesa dos alvos da sanção.

O Tesouro afirmou ainda que, em janeiro de 2025, Shimada chegou a cumprir prisão domiciliar no Brasil porque a Victory Trading teria sido utilizada para lavar recursos desviados de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária.

Embora o comunicado não cite nominalmente o Corinthians, a empresa de Shimada aparece nas investigações do caso "Vai de Bet", que apura um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro relacionado ao contrato de patrocínio do clube. Segundo denúncia do Ministério Público paulista, a Victory Trading foi a última empresa pela qual passaram recursos antes do repasse à UJ Football, também investigada no caso.

 

 

por Estadao Conteudo

EUA - Quando o presidente Lula visitou Donald Trump, no início de maio, membros do alto escalão do gabinete do republicano, além do vice-presidente, J. D. Vance, estavam presentes. A ausência notável foi do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que fazia breve visita de dois dias à Itália e ao Vaticano.

Menos de um mês depois, o chefe da diplomacia americana foi chamado por Lula, na terça-feira (2), de "anti-América Latina". "Eu já disse ao Trump que ele [Rubio] não gosta do Brasil", afirmou o presidente.

O secretário é um dos aliados da família Bolsonaro no governo republicano e se reuniu com o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro na última visita deles a Washington.

Desde o encontro, Rubio foi o responsável por anunciar a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) de organizações terroristas, medida que desagrada ao governo brasileiro e que terá consequências ainda nebulosas.

Também nesta terça, em audiência no Senado americano, o chefe da diplomacia americana excluiu o Brasil do grupo que ele chamou de países amigos dos EUA no continente, colocando-o ao lado de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Colômbia.

Rubio é crítico ferrenho de governos e ditaduras de esquerda na América Latina desde antes de entrar na política, em 1999. Quando foi eleito deputado federal, logo se notabilizou pelas críticas a regimes como o de Cuba, de onde partiram seus pais antes de se estabelecer na Flórida.

Sob Trump, o secretário é um dos principais articuladores da ideia de que, no continente, crime organizado, regimes de esquerda e a imigração aos EUA são faces de um mesmo fenômeno: o enfraquecimento da hegemonia americana no hemisfério, possibilitada pelo que chama de negligência de governos anteriores e uma postura agressiva da China.

Não à toa, sua primeira viagem internacional no cargo não foi a aliados tradicionais na Europa ou no Oriente Médio, mas a pequenos países da América Central: Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala e República Dominicana.

Todos eles são locais que se veem embaralhados, em alguma medida, na ideia defendida por Rubio e o governo Trump para o continente. O Panamá, por exemplo, foi alvo de pressão que resultou na saída de empresas chinesas de seu canal logo no começo do mandato de Trump; El Salvador, sob Nayib Bukele, é visto como importante aliado no combate a grupos criminosos. Ambos, além dos outros, são a origem de milhares de imigrantes nos EUA.

Na prática, o primeiro alvo da política externa do país sob Rubio foi a Venezuela. Há seis meses, militares americanos invadiram Caracas e capturaram o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, atualmente preso nos EUA.

"Este é o hemisfério Ocidental. É onde vivemos, e não vamos permitir que ele seja base de operações de adversários, competidores e rivais dos EUA", afirmou Rubio em entrevista após a captura do ditador.

Desde então, Caracas vive sob o comando da vice de Maduro, Delcy Rodríguez, mas sob tutela americana -Rubio, por exemplo, anunciou no fim de maio que Delcy visitaria a Índia em junho, antes mesmo de Caracas ou Nova Déli tocarem no assunto.

Depois da Venezuela, o regime de Cuba entrou na mira. Após meses de intensificação do bloqueio à ilha comunista, que aprofundou a crise generalizada no país com novos apagões, falta de medicamentos e esgotamento de combustíveis, os EUA indiciaram o ex-líder cubano Raúl Castro.

Em vídeo dirigido à população cubana, falando um espanhol impecável, Rubio afirmou que os EUA buscavam uma nova relação com Cuba, mas que ela precisava ser "diretamente com o povo cubano, não com a Gaesa", uma referência à empresa ligada ao regime que gerencia mercados inteiros do país.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, por outro lado, tem mantido distância de outros temas importantes para Trump, ainda que também acumule o cargo de Conselheiro de Segurança Nacional -o primeiro a fazer isso, ainda que de forma interina, desde Henry Kissinger na década de 1970.

Rubio não participa, ao menos publicamente, das negociações relativas às guerras no Irã e na Ucrânia. O presidente terceiriza os contatos com interlocutores persas e a mediação entre Kiev e Moscou a seu enviado especial, Steve Witkoff, seu genro, Jared Kushner, e seu vice-presidente, Vance.

"Em geral, é um erro acumular essas funções. Dito isso, não é necessariamente ruim que um Rubio com dois cargos esteja fora dos holofotes agora", afirmou Matthew Waxman, que trabalhou no Departamento de Estado e no Pentágono durante o governo de George W. Bush, ao jornal The New York Times. "Particularmente em um momento em que muita atenção é dada para a diplomacia sensível com o Irã, alguém precisa administrar a política externa no resto do mundo."

Se hoje Rubio é um dos grandes defensores de Trump na arena internacional, nem sempre isso ocorreu. Enquanto era senador, ele enfrentou o republicano nas primárias do partido, quando o chamou de a "pessoa mais vulgar" a se candidatar à Presidência do país.

Com o mandato de Trump chegando ao fim, Rubio tenta, agora, posicionar-se como herdeiro do presidente, embora tenha sido cogitado, e depois preterido, como vice na chapa do republicano.

"Nós temos um presidente que não está brincando. Quando ele diz que vai fazer algo, ele não está brincando. Este é um presidente de ação", afirmou o secretário, sobre Trump, após a captura de Maduro.

 

 

por Folhapress

EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que aumentará para 25% as tarifas cobradas sobre carros e caminhões provenientes da União Europeia na próxima semana. A medida pode abalar a economia mundial em um momento delicado.

Trump afirmou em postagem online que a UE "não está cumprindo o acordo comercial", embora não tenha detalhado suas objeções.

Trump e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, haviam chegado a um acordo sobre um tratado comercial em julho passado. Na ocasião, ficou estabelecida uma tarifa de 15% sobre a maioria dos produtos importados da UE.

Tanto os EUA quanto a UE haviam confirmado anteriormente o compromisso de preservar a estrutura do tratado comercial, conhecido como Acordo de Turnberry, que recebeu esse nome em homenagem ao campo de golfe de Trump na Escócia.

Mas a validade do acordo de 2025 foi colocada em dúvida pela primeira vez depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, neste ano, que o presidente republicano não tinha autoridade legal para declarar uma emergência econômica e cobrar tarifas sobre produtos da UE.

O acordo inicial previa um teto tarifário de 15% sobre produtos da UE, mas a decisão da Suprema Corte reduziu esse valor para 10%, já que o governo Trump lançou um novo conjunto de impostos de importação com base em outras leis.

 

 

por Estadao Conteudo

BRASÍLIA/DF - O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira (4), na capital paulista, que espera que o próximo encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja pautado pelo diálogo. A previsão é que os dois presidentes se encontrem nesta semana em Washington.

"Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício dos dois grandes países, duas grandes democracias do Ocidente", disse ele a jornalistas.

Para o vice-presidente, a reunião entre os dois presidentes será muito importante, principalmente porque os Estados Unidos são o principal investidor do país. 

“Esse encontro é muito importante porque os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. Mas ele é o primeiro investidor no Brasil. Então é [uma reunião] muito importante”, disse ele. 

“A questão tarifária, nós sempre defendemos que tivesse uma relação melhor. Aquele tarifaço não tinha sentido porque os Estados Unidos têm déficit na balança comercial com muitos países do mundo, mas não tem com o Brasil”, ressaltou.

Para Alckmin, a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e do Brasil será benéfica para ambos os países e deve discutir temas como big techs e terras raras. 

“O presidente Lula é do diálogo. Toda orientação é no sentido de fortalecer a relação Brasil e Estados Unidos. É um ganha-ganha. Nós temos aqui mais de 3 mil, quase 4 mil empresas americanas no Brasil. Acho que estamos vivendo um outro momento, passando o tarifaço. E agora é fortalecer essa parceria, derrubar também barreiras não tarifárias.

Segundo ele, há espaço para negociação em questões como big techs, terras raras, minerais estratégicos. "Vai ter aqui o Redata, um programa para atrair data center. Tem muita oportunidade de investimentos recíprocos”, destacou.

Desenrola

Alckmin também comentou sobre o novo programa Desenrola, que foi anunciado na manhã de hoje pelo presidente Lula. O Desenrola é um programa de renegociação de dívidas voltado à população que ganha até cinco salários mínimos. Por meio desse programa será possível negociar débitos do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.

“O Desenrola é necessário porque vai ajudar as famílias. O desconto pode chegar a 90%. E ele vai garantir juros mais baixos, além de atender também pequenas empresas”, falou o vice-presidente.

Suécia

O vice-presidente esteve hoje na Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, na capital paulista. Durante a reunião com empresários, Alckmin falou da importância da assinatura do acordo entre os países do Mercosul com os países que compõem a União Europeia.

“Isso fortalece investimentos recíprocos, a integração produtiva e a complementaridade econômica”, falou o vice-presidente.

Segundo a pesquisa Business Climate Survey 2026, divulgada hoje pela Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, 63% das empresas suecas com atuação no Brasil esperam aumentar o abastecimento a partir da Europa com base no acordo Mercosul-União Europeia. Além disso, 49% dessas empresas preveem oportunidades de expandir as exportações do Brasil para o continente europeu.

A pesquisa foi realizada entre 30 de janeiro e 6 de março deste ano com 60 empresas suecas e apontou ainda que 73% delas declararam ter tido lucro no ano de 2025 no país. Para a Câmara, esse resultado é “expressivo, especialmente diante de um cenário de desaceleração econômica e taxas de juros historicamente elevadas”. 

Outro dado revelado pela pesquisa é que 46% das empresas suecas confirmaram ter planos de aumentar seus investimentos no Brasil nos próximos doze meses.

 

 

AGÊNCIA BRASIL

EUA - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (15) que o Irã concordou em entregar seu estoque de urânio enriquecido e que os dois países estão perto de um acordo para encerrar o conflito. O regime iraniano não confirmou as informações.

Em declaração a jornalistas na Casa Branca, Trump disse que há "uma chance muito boa" de um entendimento ser alcançado. Segundo ele, Teerã aceitou devolver o material nuclear -que o presidente chamou de "pó nuclear"-, em referência ao estoque de urânio enriquecido que Washington afirma poder ser utilizado na produção de armas atômicas.

As falas indicam um possível avanço nas negociações entre os dois países após semanas de tensão, embora detalhes do eventual acordo ainda não tenham sido divulgados.

Ainda segundo Trump, uma eventual assinatura do acordo pode ocorrer em novas rodadas de negociação em Islamabad, no Paquistão. O americano não descartou viajar ao local caso o entendimento seja formalizado. Ele também afirmou que os diálogos entre os países podem ocorrer já neste fim de semana e disse não ter certeza se será necessário estender o atual cessar-fogo.

Como tem feito com países aliados dos EUA, Trump ainda criticou a Austrália ao dizer que Canberra "não esteve presente quando foi necessário" em referência às tensões no estreito de Hormuz, bloqueado durante a guerra entre Washington e Teerã.

 

 

 

por Folhapress

EUA - A morte da britânica Lucy Harrison, de 23 anos, voltou ao centro das atenções após a abertura de um inquérito no Reino Unido que revelou detalhes das horas que antecederam o disparo fatal. Segundo informações divulgadas pela BBC, a jovem teria discutido com o pai sobre o então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pouco antes de ser baleada.

Lucy morreu em 10 de janeiro de 2025, na cidade de Prosper, no Texas, onde visitava o pai, Kris Harrison. Na época, a polícia americana investigou o caso como possível homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Um grande júri decidiu não apresentar denúncia criminal contra ele.

Agora, o caso passou a ser analisado pela Justiça britânica, em Cheshire, região onde Lucy nasceu. Durante audiência, o namorado da jovem, Sam Littler, afirmou que o clima na casa ficou tenso após uma discussão política envolvendo Trump, que se preparava para assumir um novo mandato.

De acordo com Littler, Lucy questionou o pai sobre acusações de abuso sexual atribuídas ao presidente americano e perguntou como ele reagiria se uma de suas filhas estivesse naquela situação. O comentário teria provocado forte abalo emocional na jovem, que deixou o ambiente contrariada.

Ainda segundo o depoimento, pouco antes de o casal sair para o aeroporto, Kris Harrison levou Lucy até o quarto. Segundos depois, um disparo foi ouvido. Littler relatou ter encontrado a namorada caída no chão, enquanto o pai gritava por ajuda.

Em declaração enviada ao tribunal e citada pela BBC, Kris Harrison afirmou que mostrava à filha uma pistola Glock 9 mm que guardava no quarto quando a arma disparou. Ele disse não se lembrar se estava com o dedo no gatilho no momento do tiro.

O pai admitiu que havia consumido cerca de 500 ml de vinho no dia do episódio e reconheceu histórico de problemas com álcool. Uma policial que atendeu a ocorrência relatou ter sentido odor de bebida alcoólica quando chegou ao local. Imagens de segurança mostraram que Harrison havia comprado vinho horas antes do disparo.

Durante a audiência, advogados do pai tentaram afastar a legista responsável pelo inquérito, alegando possível parcialidade. O pedido foi rejeitado. A defesa da mãe de Lucy sustentou que Kris era a única pessoa presente no quarto quando o tiro foi disparado.

Em nota, também mencionada pela BBC, Kris Harrison afirmou que aceita as consequências do que aconteceu e declarou que carrega diariamente o peso da perda da filha.

Lucy trabalhava no setor de moda e foi descrita pela mãe como uma jovem determinada, envolvida com causas que considerava importantes e apaixonada por debates. A audiência foi suspensa e deve ser retomada nos próximos dias, quando a legista apresentará suas conclusões.

 

 

por Notícias ao Minuto

ÍNDIA - O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) que chegou a um acordo comercial com a Índia, que concordou em parar de comprar petróleo russo e comprar muito mais dos Estados Unidos e, potencialmente, da Venezuela.

"Por amizade e respeito ao primeiro-ministro Modi e, conforme seu pedido, com efeito imediato, concordamos com um acordo comercial entre os Estados Unidos e a Índia, pelo qual os Estados Unidos cobrarão uma tarifa recíproca reduzida, diminuindo-a de 25% para 18%", postou Trump em sua rede social Truth Social.

Já a Índia deve reduzir para 0% as tarifas cobradas sobre produtos norte-americanos. Além disso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. também se comprometeu a comprar mais de US$ 500 bilhões em produtos de energia, tecnologia, agrícolas e outros dos Estados Unidos, de acordo com Trump.

"Maravilhoso falar com meu querido amigo Presidente Trump hoje (segunda-feira). Feliz que os produtos Made in India agora terão uma tarifa reduzida de 18%", declarou Modi em uma publicação na rede social X (antigo Twitter). "Muito obrigado ao Presidente Trump em nome dos 1,4 bilhão de pessoas da Índia por este maravilhoso anúncio".

Na semana passada, o governo indiano havia anunciado "a mãe de todos os acordos" ao assinar tratado com a União Europeia. Um dos objetivos seria reduzir a dependência dos EUA e da China.

O acordo surge após meses de tensas negociações comerciais entre as duas maiores democracias do mundo.

Em agosto do ano passado, Trump dobrou as tarifas sobre importações da Índia para 50% para pressionar Nova Déli a parar de comprar petróleo russo, e no início deste mês disse que a taxa poderia subir novamente se o país não reduzisse suas compras.

As compras de petróleo da Venezuela ajudariam a substituir parte do petróleo russo comprado pela Índia, o terceiro maior importador de petróleo do mundo.

A Índia depende fortemente de importações de petróleo, cobrindo cerca de 90% de suas necessidades, e a importação de petróleo russo mais barato tem ajudado a reduzir seus custos de importação desde que Moscou invadiu a Ucrânia em 2022 e as nações ocidentais impuseram sanções às suas exportações de energia.

Recentemente, a Índia começou a reduzir suas compras da Rússia. Em janeiro, elas eram de cerca de 1,2 milhão de barris por dia (bpd), e projeta-se que diminuam para cerca de 1 milhão de bpd em fevereiro e 800 mil bpd em março, de acordo com um relatório da Reuters.

Os mercados indianos foram duramente atingidos desde que as tarifas foram impostas por Washington, tornando-se o mercado com pior desempenho entre as nações emergentes em 2025, com saídas recordes de investidores estrangeiros.

 

 

por Folhapress

DAVOS - O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou, nesta quarta-feira, 21, durante discurso no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, que a economia dos Estados Unidos está em expansão e que os investimentos no país estão disparando, enquanto a inflação, segundo ele, foi derrotada. A fala foi direcionada, nas palavras do próprio Trump, a “alguns amigos e alguns inimigos”.

“Vocês verão um crescimento que nenhum país jamais viu. A estimativa de crescimento do quarto trimestre de 2025 dos EUA é de 5,4%”, disse Trump, ao afirmar que as pessoas “estão felizes” com seu governo e que a inflação subjacente ficou em 1,5% no quarto trimestre de 2025.

Trump declarou ainda acreditar que suas políticas podem impulsionar “ainda mais” o crescimento econômico e afirmou que pretende elevar os padrões de vida no país.

Europa

No discurso, o presidente dos EUA disse também que “ama” a Europa e que quer ver os europeus “se dando bem”, mas avaliou que o continente não está no caminho certo.

A declaração ocorre em meio a incertezas nas relações entre Washington e Bruxelas, após Trump ameaçar impor tarifas progressivas contra oito países europeus, em meio às investidas americanas para a aquisição da Groenlândia, território que pertence à Dinamarca.

Segundo Trump, há locais da Europa que “já não são reconhecíveis”.

 

 

 por Estadao Conteudo

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