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Redação

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 Jornalista/Radialista

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FRANÇA - As autoridades sanitárias francesas informaram, na quarta-feira (13), que 1.700 pessoas foram colocadas em confinamento a bordo de um navio de cruzeiro em Bordeaux, na França.

A decisão foi tomada após a confirmação de uma morte a bordo, onde se suspeita ser um caso de norovírus, um germe que causa gastroenterite aguda, refere a BFM TV.

O navio com centenas de passageiros, que estão confinadas, chegou esta terça-feira à noite em Bordeaux, proveniente de Brest.

A AFP diz que existe a suspeita de uma epidemia de gastroenterite a bordo, fazendo referência à possibilidade do mesmo estar relacionado com o norovírus.

Entre os mais de 1.200 passageiros e 514 membros da tripulação, na sua maioria irlandeses e britânicos, cerca de 50 apresentaram sintomas da doença e irão realizar exames. 

A vítima mortal é um homem de 90 anos. 

O navio da companhia Ambassador Cruise Line, que partiu das Ilhas Shetland em 6 de maio, fez escala em Belfast, Liverpool e Brest antes de chegar a Bordeaux, de onde deveria partir, em seguida, com destino a Espanha.

Surto semelhante em navio nas Bahamas

Recorde-se que uma situação semelhante aconteceu recentemente a bordo de um navio, nas Bahamas.

Um total de 102 passageiros e 13 membros da tripulação do cruzeiro "Caribbean Princess", que se encontrava navegando perto das Bahamas, relataram estar doentes com o vírus que provoca vômitos e diarreia, indicaram os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) em um comunicado.

A bordo do navio viajam um total de 3.116 passageiros.

Para conter o surto, a tripulação do navio intensificou as medidas de "limpeza e desinfecção", isolou as pessoas infectadas e consultou as autoridades sanitárias sobre os procedimentos de "limpeza" e de notificação dos casos, conforme detalhado no comunicado.

O norovírus é a principal causa de surtos de diarreia e vômitos nos Estados Unidos, segundo o CDC, e propagar-se através do contato direto com outras pessoas infetadas, consumo de alimentos e bebidas contaminadas com o vírus, e tocando em superfícies contaminadas.

 

 

por Notícias ao Minuto

EUA - Astrônomos conseguiram observar o exoplaneta LHS 3844 b graças ao Telescópio Espacial James Webb, da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (Nasa).

De acordo com a agência de notícias Reuters, um estudo publicado em 4 de maio na Revista Nature Astronomy analisou dados coletados pelo Webb e identificou que o LHS 3844 b tem um diâmetro cerca de 30% maior que o da Terra.

A superfície do exoplaneta - que é um planeta que não pertence ao Sistema Solar - se assemelha à de Mercúrio. Ele orbita uma estrela menor e menos luminosa que o Sol, localizada a cerca de 49 anos-luz da Terra.

Em entrevista à Reuters, a astrônoma Laura Kreidberg, diretora-geral do Instituto Max Planck de Astronomia e uma das autoras do estudo, afirmou que o LHS 3844 b "não é um lugar agradável".

"É uma rocha infernal e árida, muito mais parecida com Mercúrio do que com a Terra. Não há nenhum vestígio de atmosfera. Em vez disso, vemos uma superfície escura, provavelmente antiga. Imagine uma rocha nua viajando pelo espaço por bilhões de anos. Você não gostaria de ir para lá", disse Laura.

Segundo o estudo, a combinação entre a ausência de uma atmosfera perceptível e as temperaturas extremas - um lado registra até 725ºC enquanto o outro praticamente não recebe calor - indica que ele provavelmente é inabitável. A superfície é coberta por regolito escurecido, um material rochoso solto e fragmentado que recobre o leito rochoso sólido e resulta de eras de bombardeio contínuo por radiação estelar e impactos de micrometeoritos.

O exoplaneta também é chamado de Kua'kua, termo que significa "borboleta" em um dialeto indígena costa-riquenho.

Coletar essas informações só foi possível graças à capacidade de observação em infravermelho do Webb, que ajudou os cientistas a discernir a composição química e a dinâmica interna das atmosferas dos exoplanetas.

À Reuters, o astrônomo Sebastian Zieba, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian e também autor do estudo, afirmou que o Webb permite aos cientistas estudar diretamente a geologia e a composição da superfície de exoplanetas, algo que antes era desafiador.

"É como se, de repente, tivéssemos limpado nossos óculos e pudéssemos ver os planetas com clareza pela primeira vez", acrescentou Laura.

 

 

por Estadao Conteudo

ARGENTINA - Um casal foi detido após causar tumulto durante um voo da Copa Airlines que saiu da Cidade do Panamá com destino a Rosário, na Argentina. Os passageiros foram denunciados por outros viajantes depois de supostamente tentarem manter relações sexuais em seus assentos durante a viagem.

O caso aconteceu no voo CM 836, que pousou na madrugada desta terça-feira no aeroporto de Rosário. Segundo informações do jornal argentino La Nacion, o homem tem 55 anos e a mulher 60. De acordo com os relatos, os dois estavam seminus no momento em que chamaram a atenção dos demais passageiros, provocando desconforto dentro da aeronave.

Ainda conforme o jornal, a tripulação decidiu registrar uma queixa por exibicionismo contra o casal. A chefe de cabine teria comunicado o episódio ao supervisor do voo após receber diversas reclamações de pessoas que acompanhavam a situação durante a viagem.

Antes mesmo do pouso, as autoridades acionaram o Ministério Público de Rosário. Seguindo o protocolo estabelecido para esse tipo de ocorrência, os dois passageiros foram encaminhados à delegacia responsável pela área do aeroporto internacional localizado no bairro de Fisherton, onde passaram pelos procedimentos legais.

Embora o código aeronáutico argentino não tenha uma proibição específica sobre relações sexuais dentro de aeronaves, a conduta pode ser interpretada como violação das normas de comportamento dos passageiros e também como interferência na autoridade do comandante responsável por manter a ordem e a segurança do voo.

Além das medidas tomadas pelas autoridades locais, a companhia aérea também pode aplicar sanções administrativas aos envolvidos. Entre as punições possíveis estão advertências internas e até mesmo a proibição de embarque em futuros voos da empresa.

O episódio relembrou outros casos parecidos registrados recentemente na Europa. Em 2025, um casal britânico teria causado problemas em um voo da EasyJet entre Londres e Alicante, na Espanha. Segundo passageiros, os dois estavam alcoolizados e chegaram a afirmar que fariam parte do “mile high club”, expressão em inglês usada para quem mantém relações sexuais durante voos.

Na ocasião, os passageiros relataram desconforto após a dupla se trancar no banheiro da aeronave. Uma comissária tentou contato, mas não obteve resposta, levando ao acionamento das autoridades do aeroporto de Alicante.

Outro episódio semelhante ocorreu em 2023, também envolvendo a EasyJet. Segundo o La Nacion, integrantes da tripulação flagraram um casal dentro do banheiro da aeronave, e os envolvidos acabaram detidos após o desembarque.

 

 

 por Notícias ao Minuto Brasil

EUA - A área florestal do planeta encolheu mais de 41 milhões de hectares entre 2015 e 2025, o equivalente a cerca de 1% da cobertura mundial de florestas. Os dados fazem parte do Relatório sobre os Objetivos Florestais Globais 2026, divulgado nesta terça-feira durante o Fórum das Nações Unidas sobre Florestas, realizado em Nova York.

Segundo o documento, América do Sul e África registraram as maiores perdas no período, com reduções de 4,61% e 4,28%, respectivamente.

O ritmo médio de destruição florestal na última década foi de 4,12 milhões de hectares por ano, acima da média registrada entre 2000 e 2015, quando a perda anual era de 3,68 milhões de hectares. Ainda assim, o número segue abaixo do registrado ao longo do século XX, quando o planeta chegou a perder cerca de 10,7 milhões de hectares de floresta por ano.

O relatório destaca ainda a destruição de aproximadamente 16 milhões de hectares de florestas primárias nos últimos dez anos. Esse tipo de floresta é considerado essencial para a biodiversidade por apresentar pouca ou nenhuma interferência humana.

O documento avalia o cumprimento dos seis Objetivos Globais para as Florestas e das 26 metas estabelecidas pela ONU no Plano Estratégico para Florestas 2017-2030.

Segundo a avaliação, sete metas já foram alcançadas, 17 avançaram parcialmente e duas estão claramente atrasadas: o aumento da área florestal mundial em 3% e a erradicação da pobreza extrema entre populações que dependem diretamente das florestas para sobreviver, especialmente na África Subsaariana.

O relatório foi elaborado com base em informações enviadas voluntariamente por 48 países e em dados de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Entre os avanços considerados positivos estão o aumento das áreas protegidas, melhorias na gestão florestal sustentável e maior cooperação internacional.

Atualmente, quase 20% das áreas florestais do mundo estão protegidas. Apesar disso, o ritmo de expansão caiu. Entre 2000 e 2015, a média de crescimento das áreas protegidas era de 10 milhões de hectares por ano. Entre 2015 e 2025, esse número caiu para 4 milhões de hectares anuais.

A ONU também alerta para “desafios persistentes”, como a degradação contínua das florestas, os impactos das mudanças climáticas e a falta de financiamento adequado para políticas ambientais.

Segundo o relatório, o financiamento global destinado à gestão florestal sustentável alcançou cerca de 84 bilhões de dólares em 2023, muito abaixo dos 300 bilhões de dólares anuais considerados necessários até 2030.

Cerca de 90% dos recursos atuais vêm de fundos públicos nacionais, enquanto menos de 4% têm origem em ajuda internacional ao desenvolvimento. A participação do setor privado ainda é considerada pequena.

Entre as prioridades apontadas pelo Fórum das Nações Unidas estão interromper o desmatamento, recuperar áreas degradadas, ampliar o acesso de comunidades florestais a mercados e capacitação técnica, além de aumentar os investimentos em gestão sustentável.

O relatório também recomenda reforço no combate à extração ilegal de madeira e ao comércio clandestino ligado à atividade.

Entre os exemplos positivos citados pela ONU está o Brasil, que ampliou áreas de manejo sustentável de longo prazo. Segundo o documento, isso permitiu a produção de mais de 2,15 milhões de metros cúbicos de madeira com rastreabilidade e origem certificada.

Outro destaque foi a China, que criou em 2021 seus cinco primeiros parques nacionais, abrangendo uma área total de 230 mil quilômetros quadrados.

Atualmente, as florestas cobrem cerca de 32% da superfície terrestre, somando aproximadamente 4,14 bilhões de hectares.

Cinco países concentram mais da metade das florestas do planeta: Rússia (20%), Brasil (12%), Canadá (9%), Estados Unidos (7%) e China (5%).

Segundo a ONU, as florestas armazenam cerca de 172 toneladas de carbono por hectare e abrigam 80% das espécies de anfíbios do mundo, 75% das aves e 68% dos mamíferos.

 

 

por Notícias ao Minuto

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