fbpx

Acesse sua conta de usuário

Nome de usuário *
Senha *
Lembrar de mim
Redação

Redação

 Jornalista/Radialista

URL do site: https://www.radiosanca.com.br/equipe/ivan-lucas E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

SÃO CARLOS/SP - A Maternidade Dona Francisca Cintra Silva, da Santa Casa de São Carlos, passou a ser referência para a aplicação do Nirsevimabe em bebês que fazem parte de grupos de risco, conforme critérios definidos pelo Ministério da Saúde. O medicamento é indicado para proteger recém-nascidos e crianças mais vulneráveis contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um dos principais causadores de bronquiolite e de infecções respiratórias graves na infância.

O Nirsevimabe é destinado a recém-nascidos prematuros, com idade gestacional de até 36 semanas e 6 dias, e também a crianças de até 23 meses que apresentam comorbidades específicas, como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas.

O medicamento funciona como uma proteção para o organismo do bebê, ajudando a evitar que o vírus provoque quadros respiratórios mais graves, especialmente nos primeiros meses de vida, período em que as crianças são mais vulneráveis.

A diretora de Práticas Assistenciais da Santa Casa, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, explica que a iniciativa representa um avanço importante no cuidado com os recém-nascidos mais vulneráveis. “O Vírus Sincicial Respiratório é uma das principais causas de internações de bebês por problemas respiratórios. A aplicação do Nirsevimabe nos grupos de risco permite oferecer uma proteção adicional para essas crianças, reduzindo as chances de complicações e contribuindo para um início de vida mais seguro”, destacou.

A médica pediatra e gerente do Eixo Materno Infantil da Santa Casa, Dra. Danielle Penedo, ressalta que o vírus preocupa especialmente nos primeiros meses de vida. “O Vírus Sincicial Respiratório é um dos principais causadores de bronquiolite em lactentes, principalmente entre seis meses e dois anos de idade, e pode provocar quadros respiratórios importantes, com necessidade de internação hospitalar e, em alguns casos, até de cuidados em UTI. A utilização do Nirsevimabe representa um avanço importante na prevenção dessas formas mais graves da doença”, explicou.

O provedor da Santa Casa, Antonio Valério Morillas Junior, ressalta que a designação da maternidade como referência reforça o papel da instituição na assistência materno-infantil da região. “A Santa Casa tem buscado constantemente fortalecer seus serviços e incorporar novas estratégias de cuidado que beneficiem a população. Ser referência para a aplicação desse medicamento demonstra a confiança na estrutura da nossa maternidade e no trabalho desenvolvido por nossas equipes”, afirmou.

SÃO CARLOS/SP - Investigar como diferentes formatos de entrega da intervenção fisioterapêutica influenciam os resultados clínicos e a relação entre custos e benefícios do tratamento. Este é objetivo central de uma pesquisa de doutorado desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Fisioterapia da UFSCar. O projeto convida pessoas com dor lombar para sessões de tratamento gratuitas.

O formato de entrega da intervenção terapêutica refere-se ao modelo no qual a fisioterapia será ofertada ao paciente, como, por exemplo, atendimentos domiciliares, presenciais, em clínicas, hospitais, serviços comunitários, por videochamadas e até mesmo por mensagens. "Esses diferentes formatos podem influenciar em aspectos importantes, como adesão ao tratamento, aumento do acesso ao cuidado, principalmente para pessoas com dificuldade de deslocamento, diminuição do risco de transmissão de doenças e de custos associados ao tratamento, tanto para o paciente quanto para o sistema de saúde", explica Camila Nepomuceno Broisler, doutoranda responsável pela pesquisa, sob orientação de Luiz Fernando Approbato Selistre, docente do Departamento de Fisioterapia da Universidade.

Broisler relata que o estudo é importante por tratar sobre a dor lombar, o distúrbio musculoesquelético que mais resulta em redução da funcionalidade no mundo, segundo a pesquisadora. "Atualmente, sabemos que o exercício terapêutico é uma das principais intervenções para o tratamento, porém muitas pessoas enfrentam dificuldades para manter a prática regular desses exercícios, o que pode comprometer os resultados, visto que a adesão ao exercício é uma parte muito importante para o sucesso da intervenção", acrescenta. Nesse sentido, Broisler aponta que investigar como diferentes formatos de oferecer tratamento fisioterapêutico influenciam nos resultados clínicos e na relação custo-benefício do tratamento pode contribuir para orientar a tomada de decisão clínica, ampliar o acesso ao cuidado, otimizar recursos de saúde e melhorar a organização dos serviços.

Para realizar o estudo, são convidadas pessoas entre 18 e 65 anos, que tenham dor lombar, há pelo menos três meses. Os participantes receberão avaliação e tratamento fisioterapêutico gratuitos e a intervenção ocorrerá ao longo de 12 semanas, incluindo educação sobre dor, exercícios terapêuticos e orientações para o manejo da dor no dia a dia. As pessoas interessadas em participar da pesquisa devem preencher este formulário eletrônico.

Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 88446325.8.0000.5504).

SÃO CARLOS/SP - Pesquisadores vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Educação Especial (PPGEEs) da UFSCar terão livro publicado por editora internacional de grande circulação acadêmica. A obra "Teaching and Assessing Mathematics Skills for Special Education Students: Theoretical and Practical Perspectives" ("Ensino e Avaliação de Habilidades Matemáticas para Estudantes de Educação Especial: Perspectivas Teóricas e Práticas") será lançada internacionalmente pela Springer Nature no dia 29 de março de 2026, integrando a série "Springer Texts in Education".

O livro é de autoria de Ailton Barcelos da Costa, doutor em Educação Especial e bolsista de pós-doutorado da Capes no PPGEEs/UFSCar; Alessandra Daniele Messali Picharillo, doutora em Educação Especial e pesquisadora na área; e Nassim Chamel Elias, docente e pesquisador do PPGEEs/UFSCar. 

A obra reúne fundamentos teóricos e aplicações práticas voltadas ao ensino e à avaliação de habilidades matemáticas de estudantes da Educação Especial, com ênfase em contextos de Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro do Autismo e Deficiência Visual. O livro dialoga com a formação de professores, práticas inclusivas baseadas em evidências e estratégias acessíveis de ensino e avaliação.

O livro possui 209 páginas, distribuídas em 9 capítulos e um apêndice, que é composto por protocolos de avaliações. Publicada em Inglês e com circulação internacional, a obra já está disponível no catálogo da Springer em pré-venda através do site https://link.springer.com/book/9783032179784.

Para os autores, a publicação reforça a inserção internacional das pesquisas desenvolvidas no PPGEEs, programa de referência nacional na área de Educação Especial, buscando contribuir para aproximar a produção científica brasileira do debate internacional sobre educação inclusiva e ensino de matemática.

A obra contribui, ainda, para ampliar a presença da produção acadêmica brasileira no debate científico global sobre educação inclusiva e educação matemática. "Apesar da importância da matemática para a participação social, autonomia e desenvolvimento acadêmico, o ensino dessa disciplina para estudantes com deficiência ainda é pouco explorado na literatura e na formação de professores", destacam os autores Ailton da Costa e Alessandra Picharillo. "Nesse contexto, a obra contribui ao reunir e sistematizar conhecimentos científicos e pedagógicos sobre o tema, oferecendo subsídios para professores, formadores de professores e pesquisadores interessados no ensino inclusivo de matemática".

Para Costa e Picharillo, um dos principais diferenciais do trabalho é reunir, em um único livro, conhecimentos que atualmente se encontram dispersos em artigos científicos e relatórios de pesquisa, facilitando o acesso de professores e estudantes a esse campo de estudo. "Além disso, a obra combina revisão sistemática da literatura internacional com implicações pedagógicas para a prática docente, incluindo atividades didáticas, estudos de caso, sugestões de oficinas e protocolos de avaliação em matemática. Essa articulação entre pesquisa acadêmica e aplicação pedagógica amplia o potencial de uso do livro na formação inicial e continuada de professores e em cursos de graduação e pós-graduação".

Publicação internacional
Segundo Costa e Picharillo, para conseguir ser publicado numa editora de renome internacional, o livro atendeu a critérios importantes utilizados por editoras acadêmicas internacionais, como relevância científica do tema, contribuição original para a área e potencial de uso no ensino superior. "Os pareceristas destacaram que há escassez de livros didáticos que integrem Educação Matemática e educação inclusiva, sendo necessário atualmente recorrer a diversos artigos e relatórios de pesquisa para acessar esse conhecimento. Nesse sentido, o livro apresenta uma contribuição relevante ao organizar e tornar esse conhecimento mais acessível para professores e formadores de professores", revelam os autores.

"Além disso, os revisores reconheceram que a proposta apresenta um plano estruturado de conteúdo e possui potencial de interesse para um público internacional, especialmente em cursos de formação de professores e programas de pós-graduação", completam.

Público-alvo
O público-alvo, segundo a editora, inclui professores e estudantes, tanto em nível de Brasil como internacionalmente, para cursos de Licenciatura em Educação Especial, tanto presenciais quanto na modalidade de educação a distância, e para estudantes de pós-graduação lato sensu na área de Educação Especial e Inclusão. Poderá também ser utilizado em cursos de Licenciatura em Matemática.

O livro pode ser utilizado diretamente em disciplinas relacionadas ao Ensino de Matemática para Pessoas com Deficiência, bem como parcialmente em disciplinas sobre o Transtorno do Espectro do Autismo, Deficiência Intelectual e Deficiência Visual. Na pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) também pode servir como referência em disciplinas que abordam essas temáticas, além de contribuir para pesquisadores interessados na interface entre educação matemática e educação inclusiva.

Lançamento e informações
O livro terá lançamento mundial inicialmente em Inglês no dia 29 de março de 2026 no site da Editora Springer Nature. "No entanto, de acordo com o contrato firmado, a editora se compromete, a partir de um mês após o lançamento mundial do livro, a procurar uma editora no Brasil para lançar uma tradução da obra em Português", esclarecem os autores.

Mais informações sobre o livro podem ser solicitadas diretamente, via e-mail, com os pesquisadores Ailton Barcelos da Costa (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.), Alessandra Daniele Messali Picharillo (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.) e Nassim Chamel Elias (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

SÃO CARLOS/SP - Uma pesquisa realizada por cientistas brasileiros indica que uma técnica que combina um corante especial e luz verde pode ajudar no combate a infecções graves nos olhos. O método mostrou resultados promissores contra fungos que atacam a córnea — a parte transparente localizada na frente do olho — e que, em muitos casos, podem levar à perda de visão.

Essas infecções são conhecidas como ceratites infecciosas, um problema de saúde ocular que pode surgir após traumas no olho, uso inadequado de lentes de contato ou contato com água e objetos contaminados. Em situações mais graves, a doença pode provocar cicatrizes na córnea, dor intensa e até cegueira.

Um problema difícil de tratar

As infecções oculares causadas por fungos representam um grande desafio para os médicos. Os tratamentos atuais utilizam colírios antifúngicos, mas muitas vezes o resultado não é o esperado. Em alguns casos, o paciente precisa passar por procedimentos mais invasivos, como transplante de córnea.

Entre os fungos que costumam causar esse tipo de infecção estão microrganismos presentes no solo, na água e em plantas. Eles podem entrar no olho após pequenos ferimentos, arranhões ou contaminação das lentes de contato.

As doenças relacionadas a esses fungos incluem principalmente:

*Ceratite fúngica – infecção da córnea causada por fungos, que pode provocar dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e perda da visão;

*Infecções oculares associadas ao uso de lentes de contato, quando microrganismos se proliferam na superfície do olho;

*Infecções corneanas após traumas, comuns em trabalhadores rurais ou pessoas que tiveram contato com plantas, madeira ou terra;

Como funciona a nova técnica

Para tentar melhorar o tratamento dessas infecções, os pesquisadores testaram uma abordagem baseada na ativação de um corante chamado “Rosa Bengala” por meio de luz verde.

O procedimento funciona de maneira relativamente simples: primeiro o corante entra em contato com o microrganismo. Depois, quando é iluminado pela luz verde, ele produz substâncias que atacam e danificam as células dos fungos, impedindo que continuem se multiplicando.

Esse processo é conhecido como terapia fotodinâmica, um tipo de tratamento que utiliza luz para potencializar a ação de determinadas substâncias.

Para realizar o experimento, os cientistas desenvolveram um equipamento especial que emite luz verde e aplicaram a técnica em amostras de fungos isolados de pacientes com infecções na córnea.

Os resultados indicaram que a combinação entre o corante e a luz conseguiu reduzir significativamente o crescimento de vários fungos importantes, responsáveis por muitos casos de ceratite.

Entre os microrganismos que responderam bem ao tratamento estão alguns dos principais causadores de infecções oculares no Brasil. Em certos casos analisados em laboratório, o crescimento dos fungos foi praticamente interrompido.

Isso significa que, no futuro, o método poderá ser utilizado como uma alternativa ou complemento aos medicamentos tradicionais, principalmente quando os tratamentos atuais não conseguem controlar a infecção.

Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores observaram que nem todas as espécies de fungos foram afetadas pela técnica. Alguns microrganismos continuaram se desenvolvendo mesmo após a aplicação do método, o que indica que a eficácia do tratamento pode variar dependendo do tipo de infecção.

Por isso, ainda serão necessários novos estudos para entender quais casos podem se beneficiar mais dessa abordagem.

Um caminho para novos tratamentos

Embora o estudo tenha sido realizado em laboratório, os resultados reforçam o potencial da terapia baseada em luz como uma nova ferramenta no tratamento de doenças oculares infecciosas.

Se pesquisas futuras confirmarem sua eficácia em pacientes, a técnica poderá ajudar a reduzir complicações graves, evitar cirurgias e preservar a visão de pessoas afetadas por infecções na córnea.

Especialistas destacam que, em doenças oculares, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais para evitar danos permanentes à visão. Assim, novas alternativas terapêuticas podem representar um avanço importante para a oftalmologia.

Para o docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), Prof. Dr. Jarbas Caiado Neto, esta pesquisa tem potencial para salvar a visão de milhares de brasileiros. “O nosso laboratório no Grupo de Óptica do IFSC/USP vem perseguindo técnicas ópticas para curar doenças na córnea antes não curadas. No passado, desenvolvemos de forma inédita a técnica de CrossLink para curar problemas de bioelasticidade da córnea, que resulta na doença do ceratocone. A técnica de CrossLink que desenvolvemos tornou-se padrão mundial nesse tipo de tratamento. Essa técnica de Rosa Bengala, que agora estamos desenvolvendo, também tem potencial para se tornar um padrão mundial no tratamento de ceratites, doença essa que facilmente leva à cegueira”, sublinha o pesquisador.

A expectativa dos pesquisadores é que, com o avanço dos estudos clínicos, tecnologias semelhantes possam integrar o arsenal de tratamentos disponíveis para combater infecções oculares que hoje ainda representam um grande desafio para a medicina.

Confira o artigo científico publicado na revista internacional “Cornea – The Journal of Cornea and External Disease” no link -

https://journals.lww.com/corneajrnl/fulltext/2026/01000/in_vitro_evaluation_of_photoactivated_rose_bengal.13.aspx

Nosso Facebook

Calendário de Notícias

« Março 2026 »
Seg. Ter Qua Qui Sex Sáb. Dom
            1
2 3 4 5 6 7 8
9 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30 31          
Aviso de Privacidade

Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.