Jornalista/Radialista
SÃO CARLOS/SP - Um veículo com suspeita suspeita de clonagem foi apreendido no início da tarde desta terça-feira (27), em São Carlos. A ocorrência foi registrada por volta das 12h45, na região do Passeio das Quaresmeiras, no bairro onde o automóvel estava estacionado em via pública.
A Polícia Militar foi acionada após informações repassadas pelo COPOM indicarem que um Ford Ka, com placas QNJ-4A93, estaria circulando pela cidade possivelmente de forma irregular. O alerta apontava que um veículo com as mesmas características e emplacamento original estaria registrado no estado de Minas Gerais, levantando a suspeita de dublê.
Com base nas informações, a equipe iniciou buscas e localizou o automóvel. Em diligências complementares, os policiais identificaram o condutor, que participava de um curso em uma empresa nas proximidades. Durante a verificação técnica por meio do sistema OBD2, foi constatado que a numeração original do veículo correspondia à placa QNS0H33, registrada com queixa de furto no município de Campinas.
Diante da constatação, o condutor foi encaminhado ao Centro de Polícia Judiciária (CPJ) para esclarecimentos. O veículo permaneceu apreendido e à disposição da Polícia Civil. O caso foi apresentado ao delegado Dr. Rubens Venâncio Feitosa, que ouviu o indiciado e o liberou posteriormente.
SÃO CARLOS/SP - A Santa Casa de São Carlos recebeu, nesta terça-feira (27), a visita da vereadora Larissa Camargo. A parlamentar foi recepcionada pelo provedor Antonio Valério Morillas Junior, pela diretora de Práticas Assistenciais, Dra. Carolina Toniolo Zenatti, e pelo assessor de Relações Institucionais e Governamentais, Marcos Daniel.
Durante a visita, a vereadora conheceu setores da instituição e recebeu um ofício solicitando apoio para a aquisição de 45 aparelhos de ar-condicionado destinados aos quartos de internação. A iniciativa tem como objetivo ampliar o conforto térmico dos pacientes, contribuindo para um ambiente mais acolhedor e humanizado durante o período de internação.
Larissa Camargo destacou a importância da Santa Casa para a população, especialmente no cuidado com as pessoas em situação de maior vulnerabilidade. “A Santa Casa é fundamental e referência em saúde em nosso município. Por meio de seu corpo clínico e técnico, exerce um papel essencial na articulação da rede municipal de saúde, integrando todas as fases da atenção à saúde. A parceria entre o Legislativo e a Santa Casa é fundamental para fortalecer essa rede, garantir o funcionamento adequado dos serviços e assegurar um cuidado cada vez mais digno à população", afirmou a vereadora, reforçando seu compromisso em buscar parcerias para apoiar a instituição.
O provedor Antonio Valério Morillas Junior agradeceu a visita e ressaltou a importância do diálogo com o Poder Legislativo. “Receber a vereadora Larissa Camargo é muito importante para a Santa Casa. Essa proximidade permite que possamos apresentar nossas demandas e, principalmente, mostrar o trabalho sério e humanizado que realizamos diariamente. A melhoria do conforto dos pacientes também faz parte do cuidado em saúde e do nosso compromisso com a dignidade de quem passa pela instituição”, destacou.
SÃO PAULO/SP - As inscrições de praias e marinas brasileiras para a obtenção do Selo Bandeira Azul da temporada 2026/2027 serão recebidas em abril pelo Instituto Ambientes em Rede, responsável pelo Programa Bandeira Azul no Brasil. A certificação internacional reconhece que o cumprimento de critérios de qualidade da água, gestão ambiental, segurança e educação ambiental.
No caso das praias, a inscrição deve ser feita pelas prefeituras, que são os responsáveis legais. Se a praia estiver dentro de uma unidade de conservação federal ou estadual, a inscrição deve ser feita conjuntamente com a União, que responde pela maioria dos serviços, como coleta de lixo e contratação de guarda-vidas. Já no caso das marinas, são os donos dos locais que fazem a inscrição.
Os relatórios enviados com as candidaturas serão analisados em maio, quando também será realizada uma oficina sobre a premiação, para que, em junho, o júri nacional se reuna e decida quais serão aprovadas.
As candidaturas selecionadas serão submetidas ao júri internacional, que se reúne em setembro, em Copenhague, na Dinamarca, para dar a palavra final. A coordenadora nacional do Instituto Ambientes em Rede, Leana Bernardi disse à Agência Brasil que as informações apresentadas serão checadas.
“Nesse meio tempo, a equipe técnica do programa vai fazendo as visitas às praias e marinas inscritas, para verificar se o que está na documentação é encontrado de fato nas praias”.
O instituto entregará a bandeira azul aos municípios participantes no início de novembro deste ano, em cerimonia nacional. Cada município decidirá, então, se inicia sua temporada durante o mês de novembro ou começo de dezembro.
No hemisfério sul, a temporada inclui dois anos, porque o período de maior calor começa em novembro e a alta temporada termina em março. Já no hemisfério norte, a temporada dura um ano só. Leana explicou que, enquanto a bandeira estiver hasteada, todos os critérios precisam ser cumpridos diariamente.
Atualmente em 50 países, a certificação tem critérios adaptados às legislações nacionais, mas que se mantêm praticamente os mesmos no mundo todo, afirmou Leana. Um dos principais é a qualidade da água, que tem de ser comprovada por meio de testes de balneabilidade.
Outro ponto avaliado é a gestão ambiental, ou seja, como o município faz a gestão dos resíduos e de todos os serviços nas praias e nos equipamentos de apoio aos usuários, como estacionamento, banheiros, rampa de acesso e posto de guarda-vidas, por exemplo.
O terceiro critério envolve a educação ambiental, porque se o programa busca mudança de comportamento e sustentabilidade. “Todas as praias e marinas com o Selo Bandeira Azul têm que fazer ações de informação e educação ambiental, sinalizar com placas ou totens com QRCode sobre o meio ambiente da região, sobre unidade de conservação, sobre restinga e fazer ações de educação ambiental ativas, envolvendo estudantes e trabalhadores da praia”, explicou a coordenadora nacional.
O quarto critério que deve ser atendido está relacionado à segurança em todos os sentidos, desde a presença de guarda-vidas a policiamento, se necessário, além de segurança dos equipamentos, para que as pessoas tenham uma experiência tranquila na praia.
Na atual temporada 2025/2026, o Brasil obteve 60 bandeiras, sendo 50 praias e dez marinas. Duas praias, entretanto, perderam o selo pelo descumprimento das determinações: um trecho da Praia da Reserva, no Rio de Janeiro, em frente ao Parque Natural Municipal Nelson Mandela, por questões não resolvidas com a União; e a Praia da Barra do Rio Piçarras, em Santa Catarina, onde a prefeitura iniciou alargamento da faixa de areia.
Apesar disso, Santa Catarina continua na liderança brasileira, com 25 praias e cinco marinas com o Selo Bandeira Azul; seguida pelo Rio de Janeiro, com 17 praias e uma marina; Bahia, com quatro praias e uma marina; São Paulo, com uma praia e três marinas; e Alagoas, com uma praia.
Leana Bernardi revelou que há expectativa de crescimento do número de candidatos e que mais de 25 praias estão em fase piloto, entre elas, uma praia no Ceará, e marinas no Rio Grande do Sul e no Paraná.
O Selo Bandeira Azul foi criado na França, em 1987, conseguindo adesão de mais três países no ano seguinte. No Brasil, foi iniciada a preparação das primeiras praias para concorrer ao selo em 2006, mas a primeira praia do país foi aprovada só em 2009. A primeira praia com o Selo de Bandeira Azul foi a Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC) mas, ao não cumprir critérios estabelecidos, saiu da lista. Na temporada 2010/2011, o lugar foi ocupado pela Praia do Tombo, no Guarujá (SP).
AGÊNCIA BRASIL
BRASÍLIA/DF - A conta de luz mais barata foi um dos fatores que ajudaram a prévia da inflação oficial de janeiro perder força e fechar em 0,20%. Em dezembro, o índice havia ficado em 0,25%.
Com o resultado do primeiro mês de 2026, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) acumula 4,5% em 12 meses, limite máximo da meta de inflação do governo. Em dezembro, o acumulado era 4,41%.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, dois apresentaram recuo na média de preços na passagem de dezembro para janeiro:
Dentro do grupo habitação, a conta de luz recuou 2,91%, sendo o preço que mais puxou a média da inflação do mês para baixo – impacto de -1,2 ponto percentual (p.p.).
A explicação está na mudança da bandeira tarifária, determinada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou de amarela para verde.
Em dezembro estava em vigor a bandeira amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (Kwh) consumidos. Já em janeiro, a verde não tem custo adicional para os consumidores.
No grupo transportes, a queda foi influenciada principalmente pela passagem aérea, que ficou 8,92% mais barata, em média.
Também exerceram impactos os ônibus urbanos (-2,79%). Em Belo Horizonte, por exemplo, a adoção da tarifa zero aos domingos e feriados derrubou a passagem em 18,26%.
Já os combustíveis subiram 1,25% e contribuíram para a inflação, com as altas de 3,59% no etanol, 1,01% na gasolina, 0,11% no gás veicular e 0,03% no óleo diesel.
No caso da gasolina, o impacto representou 0,05 p.p., o maior de todo o IPCA-15.
Para o próximo mês, no entanto, a expectativa é de recuo, uma vez que a Petrobras, maior produtora de gasolina no país, anunciou recuo de 5,2% no preço do combustível vendido às distribuidoras, a partir desta terça-feira.
O preço dos alimentos e bebidas subiu 0,31% em janeiro, representando aceleração em relação ao 0,13% de dezembro.
A alimentação no domicílio interrompeu uma sequência de sete meses de queda, subindo 0,21%. As maiores influências foram:
Na outra ponta, leite longa vida (-7,93%), arroz (-2,02%) e café moído (-1,22%) impediram inflação maior.
O IPCA-15 tem basicamente a mesma metodologia do IPCA, a chamada inflação oficial, que serve de base para a política de meta de inflação do governo: 3% no acumulado em 12 meses, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para mais ou para menos.
A diferença está no período de coleta de preços e na abrangência geográfica. Na prévia, a pesquisa é feita e divulgada antes mesmo de acabar o mês de referência. Em relação à divulgação atual, o período de coleta foi de 13 de dezembro de 2025 a 14 de janeiro de 2026.
Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos. Atualmente o valor do mínimo é R$ 1.621.
O IPCA-15 coleta preços em 11 localidades do país (regiões metropolitanas de Belém, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Goiânia, Porto Alegre, Recife, do Rio de Janeiro, de Salvador e São Paulo). Já o IPCA, pesquisa em 16 localidades (acrescenta Aracaju, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Vitória). O IPCA cheio de janeiro será divulgado em 10 de fevereiro.
AGÊNCIA BRASIL
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