Jornalista/Radialista
EUA - A Ford Motor anunciou na sexta-feira que cortará temporariamente um dos três turnos na fábrica de Michigan que produz sua picape elétrica F-150 Lightning, citando várias restrições, incluindo problemas na cadeia de suprimentos.
A segunda maior montadora dos Estados Unidos disse que os cortes não estão relacionados à greve do sindicato United Auto Workers (UAW).
A Ford afirmou que a medida entrará em vigor na segunda-feira e afetará cerca de 700 empregos, acrescentando que fará um rodízio no turno que está sendo cortado. A empresa não especificou por quanto tempo a redução na produção vai durar.
A Ford disse que está "trabalhando para processar e entregar veículos retidos para verificações de qualidade após reiniciar a produção em agosto".
O Wall Street Journal noticiou nesta sexta-feira que um membro do sindicato disse em um memorando que a Ford estava considerando cancelar um turno, citando desaceleração na demanda e indicando que a empresa pensa em fabricar mais picapes movidas a gasolina.
"Não é preciso ser um cientista espacial para perceber que nossas vendas da Lightning despencaram", disse o memorando, de acordo com o jornal.
A Ford se recusou a comentar o memorando.
A montadora informou na semana passada que as vendas de F-150 EV nos EUA caíram 46% no trimestre encerrado em 30 de setembro, para 3.503 unidades, mas ainda estão 40% acima dos primeiros nove meses de 2022. Os F-150 EVs representam cerca de 2% de todas as vendas da série F da Ford.
Reportagem de David Shepardson em Washington Shivansh Tiwary / REUTERS
Quarta edição do Café Sem Filtro teve a participação de José Pastore (FecomercioSP), Naercio Menezes Filho (Insper) e Ana Luiza Marino Kuller (Senac-SP)
SÃO PAULO/SP - A qualificação profissional e os desafios a serem enfrentados pelo Brasil e pelo mundo diante de uma realidade cada vez mais digital e dinâmica foram os temas do Café Sem Filtro. O evento mensal é realizado pelo Conselho de Economia Empresarial e Política da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
Essa edição do encontro virtual, teve como convidados o vice-presidente da FecomercioSP, Ivo Dall’Acqua Júnior; o presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da FecomercioSP, José Pastore; o economista e professor no Insper, Naercio Menezes Filho e a Coordenadora de educação no Senac São Paulo, Ana Luiza Marino Kuller. Além deles, também participaram Antonio Lanzana e Paulo Delgado, copresidentes do conselho da Entidade.
Os especialistas discutiram as políticas públicas que precisam ser pensadas para fazer frente ao desafio de capacitar os trabalhadores e diminuir o gap de formação no Brasil. Além disso, apresentarão iniciativas de sucesso promovidas pelo setor privado e exemplos de países que têm avançado na requalificação, bem como as perspectivas discutidas na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Com a transformação digital, as empresas apostam cada vez mais na recapacitação constante dos colaboradores, inclusive por meio de instituições de ensino próprias, buscando aproximar os profissionais da realidade prática das funções e suprimindo uma desconexão comum entre o setor educacional e o privado.
Apesar de louvável, esse movimento não resolve o desafio de qualificação e requalificação das pessoas que estão fora do mercado de trabalho formal — e cuja tendência é serem ainda mais excluídas frente à digitalização das atividades econômicas. Trata-se de um dilema que torna essa discussão fundamental para pensar a realidade do mercado de trabalho atual e futuro.
O evento, pode ser assistido no canal do YouTube da FecomércioSP.
MANAUS/AM - O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas à política ambiental da gestão Jair Bolsonaro (PL) ao anunciar respostas à crise das queimadas que há três dias encobrem com uma fumaça densa a região metropolitana de Manaus e colocaram a capital do Amazonas como uma das cidades com a pior qualidade do ar no mundo. Nos últimos dias, parlamentares da oposição têm destacado um aumento no número de incêndios florestais na região neste mês em comparação com o mesmo período do ano passado. No entanto, no acumulado do ano, observa-se uma tendência de redução.
Diante do agravamento das queimadas e dos ataques da oposição, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o ministro do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, foram escalados para apresentar em Brasília nesta sexta-feira, 13, as medidas de combate à crise. O governo anunciou a mobilização de mais de 300 brigadistas para enfrentar os incêndios que afetam a região. O problema tem sido registrado há cerca de 15 dias. Manauaras têm sofrido com riscos de problemas respiratórios e até de visibilidade em decorrência da extensão da fumaça oriunda de focos de queimada.
A oposição a Lula aproveitou o caso para criticar Marina e a política ambiental do governo petista. Na rede social X (antigo Twitter), o senador Flávio Bolsonaro (PL) destacou o aumento no número de focos de queimadas e atribuiu o fato ao governo atual. “Sob Lula, as queimadas em outubro aumentaram 148% em relação ao ano passado, no Amazonas. Lula não tem política ambiental, apenas política de sucateamento!”, escreveu. Os números apresentados pelo político provêm da plataforma World Air Quality e têm algumas diferenças em relação aos números oficiais.
Imagina se fosse com o Bolsonaro?
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 13, 2023
Jack do Titanic e o Hulk estariam pulando como uma perereca!
Sob Lula, queimadas em outubro aumentaram 148% em relação ao ano passado, no Amazonas.
Lula não tem política ambiental, apenas política de sucateamento! pic.twitter.com/TnCol60LwJ
De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Amazonas registrou um recorde de 2.770 focos de queimadas entre 1º e 12 de outubro deste ano, o maior número já registrado para esse mês. Comparativamente, o mês inteiro de outubro de 2022 teve 1.503 focos - 45% menos do que os primeiros doze dias de outubro deste ano. Apesar disso, a tendência geral na região é de queda, com um decréscimo de 10% nos focos de queimadas de janeiro a outubro de 2023, em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, o desmatamento na região também apresentou redução.
Alguns membros da oposição escolheram focar suas críticas na ministra Marina Silva. Um exemplo disso é o deputado federal Osmar Terra (MDB), que compartilhou um vídeo em seu perfil no X, no qual uma parlamentar do Amazonas questiona a ministra do Meio Ambiente. Osmar é ex-ministro da Cidadania da gestão Bolsonaro. Outros políticos bolsonaristas, como o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio (PSDB), atribuíram a intensificação da crise no Amazonas ao governo Lula. “Chega a ser um absurdo! A Floresta Amazônica pegando fogo e os rios secando (...) Lula finge que não é com ele”, escreveu.
Situação é adversa por falta de planejamento da gestão Bolsonaro, diz Marina
Durante a coletiva de imprensa desta sexta, a ministra Marina Silva esclareceu que o governo federal vai atuar em parceria com os Estados para combater os focos de queimada na região Amazônica. Ele classificou o cenário como sendo de “extrema gravidade”, e atribuiu parte das dificuldades a gestão anterior. “(A situação é adversa) porque nós não tínhamos esse planejamento no governo anterior (do ex-presidente Jair Bolsonaro). Nós assumimos o governo agora, mas procuramos ser previdentes, contratando as pessoas no tempo certo”, afirmou.
Marina defendeu ainda as ações do governo Lula na área de meio ambiente, como a edição de uma medida provisória para assegurar recursos adicionais destinados às iniciativas de combate ao desmatamento e às queimadas. “Mesmo com uma redução de 64% no desmatamento no Estado do Amazonas, ainda temos uma situação bastante difícil. Imagine se tivéssemos mantido o padrão que tínhamos no ano passado”. A ministra explicou que “não existe fogo natural na Amazônia” e que o “principal vetor dos incêndios no local decorre da prática do desmatamento”.
Também nesta sexta, o secretário de Controle do Desmatamento do Ministério do Meio Ambiente, André Lima, afirmou que a pasta articula com o governo do Amazonas a suspensão do registro do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de imóveis com focos de calor e incêndio sem autorização.
Por sua vez, o ministro Waldez Góes afirmou que “não é muito dizer que a política de prevenção no Brasil foi basicamente abandonada nos últimos seis anos (durante as gestões Michel Temer e Jair Bolsonaro)”. Segundo ele, houve uma diminuição significativa dos recursos financeiros, do orçamento disponível e da força de trabalho nos órgãos responsáveis por prevenir e combater as crises ambientais. Gradualmente, essas instituições foram perdendo sua capacidade de atuação, avalia o ministro.
Ele disse também que os órgãos encarregados da resposta às crises foram especialmente afetados. O ministro afirma que no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2023, apresentado pelo governo Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional, havia apenas R$ 25 mil alocados para a área de resposta, o que, na sua avaliação, era claramente insuficiente. “Se não fosse a articulação do presidente Lula em aprovar a PEC da Transição, você imagina como nós estaríamos fazendo a respostas à sociedade brasileira diante dos eventos que têm ocorrido”, afirmou.
por Zeca Ferreira / ESTADÃO
SÃO PAULO/SP - O time feminino do São Paulo renovou na sexta-feira o contrato da meio-campista Maressa até 2025. A atleta de 27 anos está em sua terceira temporada vestido a camisa do Tricolor.
A Maressa é raça.
— São Paulo Feminino (@SaoPauloFC_Fem) October 13, 2023
A Maressa é determinação.
A Maressa é Tricolor até 2️⃣0️⃣2️⃣5️⃣!#MaressaAté2025#FutebolFemininoTricolor#VamosSãoPaulo ?? pic.twitter.com/heunyUGRLY
Maressa assinou com o São Paulo no início da temporada de 2021, vindo do rival Palmeiras, e logo conquistou seu espaço no time titular. No ano seguinte, renovou o vínculo com o clube e foi uma das principais peças do elenco são-paulino.
Em 2023, Maressa está entre as atletas do elenco com mais minutos em campo em 2023. Neste ano, ela disputou 26 jogos e anotou um gol. Na temporada, esteve com a equipe na semifinal do Campeonato Brasileiro, quando perdeu para a Ferroviária.
Pelo Tricolor, a camisa 8 tem o título da Brasil Ladies Cup e o vice-campeonato do Paulistão, ambos de 2021. Junto com o elenco Tricolor, Maressa segue na luta por mais um título. O São Paulo está na semifinal do Campeonato Paulista e disputa vaga na final com o Santos, em duelo que ocorre no próximo mês.
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