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Redação

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 Jornalista/Radialista

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SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, através da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Paradesportos (SMPDP), realiza entre os dias 2 e 6 de dezembro, a Virada Inclusiva 2025. O evento integra o calendário oficial do município e reúne ações voltadas ao fortalecimento da inclusão, ao diálogo e à valorização da diversidade.

A programação contempla palestras, rodas de conversa, apresentações paradesportivas e serviços à comunidade, distribuídos por diferentes espaços da cidade.

A abertura ocorre nesta terça-feira, dia 2 de dezembro, das 19h às 20h, na OAB São Carlos. A atividade será marcada pela palestra “10 anos da LBI – Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência”, que deve abordar avanços e desafios da legislação que ampliou direitos e garantias às pessoas com deficiência no país.

Na quinta-feira, 4 de dezembro, das 8h30 às 11h, o Auditório do Paço Municipal recebe o Encontro de Ideias – “Quebrando Barreiras, Construindo Inclusão”. Participam do debate Alexandre Amaral, Fernando Perea e Marli Moretti, que trarão reflexões sobre políticas públicas, acessibilidade e práticas inclusivas.

O encerramento será no sábado, 6 de dezembro, das 8h30 às 12h, na FESC – Campus I, com uma manhã de atividades abertas ao público. As equipes paradesportivas de atletismo e natação farão apresentações, assim como as entidades APAE, ACORDE, A Casa 21, Espaço Azul e o Coral Além do Olhar.

A população também terá acesso a serviços gratuitos, como atendimento de barbeiros e massoterapia. Haverá ainda emissão do Cartão Mais Acesso, mediante apresentação de RG, CPF, comprovante de endereço atualizado e laudo médico. A ação conta com apoio da FESC São Carlos, do massoterapeuta Vagner e da Sociedade da Navalha.

SÃO CARLOS/SP - A Prefeitura de São Carlos, por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho e Assédio (CIPA), deu início nesta segunda-feira, 1º de dezembro, à Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT 2025). Com o tema “Saúde do Servidor na Integralidade”, o evento busca fortalecer a cultura de prevenção, saúde e bem-estar entre os servidores públicos municipais. A abertura oficial aconteceu no Paço Municipal, às 9h, com a presença de autoridades locais, incluindo o vice-prefeito Roselei Françoso, o vereador Lineu Navarro e a secretária de Gestão de Pessoas, Ana Beatriz Sodelli. O momento contou ainda com a apresentação musical do Projeto Guri e a palestra de sensibilização ministrada pelo enfermeiro do trabalho Fábio Leandro da Silva.

Durante sua fala, o vice-prefeito Roselei Françoso destacou que a saúde do trabalhador, seja física ou mental, deve ser a maior preocupação da administração pública. Ele ressaltou que a SIPAT é um instrumento fundamental para reforçar essa responsabilidade, que não deve se limitar a uma semana, mas se estender por toda a vida profissional dos servidores. “Cada trabalhador tem alguém esperando por ele em casa, e nossa obrigação é garantir que exerça suas funções em condições seguras e dignas”, afirmou.

O palestrante Fábio Leandro da Silva enfatizou que ambiente de trabalho e segurança devem caminhar juntos, lembrando que são cerca de 5 mil servidores públicos em São Carlos. “Precisamos olhar para todos os aspectos da saúde - mental, fisiológica e organizacional - porque tudo isso contribui para o bem-estar e para o funcionamento do serviço público. Esse debate é essencial para provocar reflexão e consolidar uma cultura de prevenção que tanto almejamos”, disse.

Já a secretária de Gestão de Pessoas, Ana Beatriz Sodelli, reforçou o compromisso da administração municipal com o cuidado integral dos servidores. “Queremos oferecer um espaço de aprendizado e acolhimento, onde cada servidor possa refletir sobre sua saúde física, mental e emocional. A integralidade é essencial para construirmos ambientes de trabalho mais seguros, equilibrados e colaborativos”, destacou.

A programação segue até o dia 5 de dezembro, com atividades voltadas à saúde física, mental e emocional dos servidores, incluindo palestras, práticas integrativas e treinamento de primeiros socorros.

SÃO PAULO/SP - O Brasil desperdiça diariamente o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas de água tratada antes que ela chegue às torneiras. O cálculo faz parte do Estudo de Perdas de Água 2025, divulgado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados.

O levantamento usa dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento (SINISA, base 2023) e mostra que o país perdeu 5,8 bilhões de metros cúbicos de água tratada em um ano, volume suficiente para abastecer cerca de 50 milhões de pessoas.

As perdas totais representam 40,31% da água produzida, porcentagem acima da meta de 25% definida pela Portaria 490/2021, do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.

As regiões Norte (49,78%) e Nordeste (46,25%) registram os piores índices. Estados como Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Acre (62,25%) desperdiçam mais da metade da água distribuída. Já Goiás (25,68%), Distrito Federal (31,46%) e São Paulo (32,66%) têm os melhores indicadores.

É considerada perda de água aquela que ocorre por causa de vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados. Segundo o estudo, somente as perdas físicas — sobretudo vazamentos — ultrapassam 3 bilhões de metros cúbicos por ano. Esse volume seria capaz de garantir água às 17,2 milhões de pessoas que vivem em comunidades vulneráveis por quase dois anos.

As perdas também geram custos adicionais para o sistema, segundo o estudo: maior gasto com químicos, energia, manutenção, uso excessivo de infraestrutura e captação desnecessária em mananciais já pressionados pelas mudanças climáticas.

O impacto ambiental é direto. A necessidade de captar mais água do que a demanda real aumenta a pressão sobre rios, reduz a disponibilidade hídrica e amplia os custos de mitigação. Em um país que já enfrenta secas prolongadas, calor extremo e alteração no regime de chuvas, a tendência é de agravamento. O estudo lembra que cerca de 34 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada.

“Ainda vemos um progresso tímido nos índices de redução de perdas de água, enquanto milhões de brasileiros continuam sem acesso regular e de qualidade à água potável, fundamental para uma vida digna. Perdemos diariamente mais de 6,3 mil piscinas de água potável, um exemplo alarmante de ineficiência”, diz Luana Pretto, presidente-executiva do Trata Brasil.

“Eventos como secas intensas, alterações nas chuvas e calor extremo têm agravado a escassez hídrica, afetando nossos rios e desafiando a capacidade do país em garantir o fornecimento de água para todos. Investir na redução de perdas e na modernização da infraestrutura não é apenas necessário, mas urgente”, complementa.

As discrepâncias regionais mostram que os piores indicadores estão nos locais com menor capacidade de investimento e maior vulnerabilidade institucional. Para os autores, reduzir perdas é também uma estratégia de adaptação climática, essencial no cenário discutido durante a 30ª Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP30).

Segundo o estudo, se o Brasil reduzisse o índice atual para os 25% previstos pela regulação, economizaria 1,9 bilhão de m³ de água — volume equivalente ao consumo de 31 milhões de pessoas em um ano. O ganho econômico estimado é de R$ 17 bilhões até 2033, valor que aumentaria a resiliência dos municípios e ampliaria a oferta de água em meio ao avanço das mudanças climáticas.

 

 

Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil

RIO DE JANEIRO/RJ - Um levantamento inédito realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados analisou mais de 173 mil publicações sobre o tema da menstruação nas redes sociais entre janeiro de 2024 e outubro de 2025. Juntas elas acumularam 12,4 milhões de interações. Embora o maior volume das postagens trate do tema como brincadeira, em formato de memes, ou abordando aspectos naturais do ciclo - cólicas, Tensão Pré-Menstrual (TPM), etc – o debate social e político ganha mais força e gera mais engajamento.

A diretora de Inteligência de Dados da Nexus, Ana Klarissa Leite e Aguiar, aponta que o debate sobre menstruação com viés social e política, já é bastante estabelecido nas redes sociais. Do total de publicações, o estudo categorizou 78 mil postagens em 22 subtemas, incluindo cinco que tratam da menstruação sob esse olhar.  São eles: Pobreza e Dignidade Menstrual; Programa Dignidade Menstrual; Impacto na Educação e Trabalho; Licença Menstrual e Menstruação em Crises Humanitárias. Juntos, esses temas somaram apenas 10,8% das publicações categorizadas no período. No entanto, foram responsáveis por uma interação média 1,8 vez maior do que todas as outras postagens sobre tópicos da rotina menstrual juntas. 

 “Quando falamos dessa temática, que trata disso com esse viés político e social, a gente tem ali uma interação que é quase duas vezes maior do que outros assuntos relacionados. Percebemos como as pessoas têm interesse, estão engajadas para ouvir e interagir com esses conteúdos que estão trazendo aspectos importantes para essa questão”, aponta Ana Klarissa. 

Contribuem para esse volume de publicações nas redes sociais algumas políticas públicas recentes, como o programa do Ministério da Saúde que distribui absorventes gratuitos a mulheres em situação de vulnerabilidade social. Ou ainda o projeto de lei em tramitação no Congresso Nacional que prevê uma licença menstrual do trabalho para mulheres que, comprovadamente, sofram com sintomas grave do ciclo. 

“A gente sabe que as pessoas falam desse assunto e quando estamos tratando-o sob um aspecto social, ele vai transitar por narrativas que falam sobre dignidade, trabalho, educação, saúde da mulher. Todos esses aspectos, na minha opinião e como mulher também, são os mais importantes”, acentuou Ana Klarissa.  

Engajamento 

Considerando o volume de postagens, o tema das cólicas e dor menstrual é o assunto mais frequente, presente em 45% das publicações analisadas. O subtema "menstruação e saúde feminina (ginecologia)" aparece em seguida, em 20% dos posts. O assunto "sintomas da TPM" é mencionado em 17% das publicações, seguido por "alternativas de absorção" (12%) que informam sobre dispositivos como coletor menstrual, calcinhas, discos, entre outros.  

Em relação ao engajamento, os temas com maior destaque no levantamento foram “menstruação em crises humanitárias” e “licença menstrual”. O primeiro representou apenas 0,34% das postagens, mas obteve o maior engajamento entre todos os 22 subtemas do grupo. Foram 870,3 interações (reações, comentários ou compartilhamento) por postagem. Já "licença menstrual" foi o segundo tema com menor volume de postagem (0,48%). Todavia, obteve engajamento sete vezes maior do que o volume de posts. Foi também o subgrupo com segunda maior média de interações por postagem (828,6). 

Para a diretora da Nexus, os dados indicam que a discussão social e política sobre menstruação tem mais “poder de narrativa”.

“As pessoas estão interagindo mais com esse conteúdo do que com a piada ou só com o relato do meu dia a dia. Porque eu tenho endometriose, hoje eu estou de TPM. Esse relato do dia a dia tem mais pulverização, mas não tem mais interação”, afirmou.  

Para Klarissa, os dados sinalizam que o debate não está limitado à pobreza menstrual e ao acesso a absorventes. “É uma coisa muito mais ampla do que isso, porque aí estamos falando sobre dignidade, sobre o impacto na educação, no trabalho”, apontou a diretora da Nexus. 

Na avaliação da pesquisadora, os debates nas redes sociais funcionam como uma escuta social, uma vez que são espaços em que as pessoas estão compartilhando sobre suas realidades.  “Temos que entender que essas pessoas estão ali demonstrando que o assunto é de interesse delas. Não é só falar de políticas públicas”, aponta.  

Fluxo 

No contexto de crescimento do debate sobre menstruação, que repercute para muito além das redes sociais, Luana Escamilla criou em 2020, com apenas 16 anos, a ONG Fluxo Sem Tabu.  

“Eu criei a Fluxo completamente sozinha, com 16 anos de idade, e foi através das plataformas digitais que ela cresceu”, lembra.

Na avaliação de Luana, o levantamento da Nexus deixa claro que existe interesse pelo debate, mas avalia que ainda há muita incompreensão sobre o tema da dignidade menstrual.  

“Quando a gente fala de pobreza menstrual, as pessoas acham que estamos falando só da falta de absorvente. Mas é um problema muito mais amplo, em que entra toda a parte de infraestrutura, como por exemplo se uma pessoa não tem acesso a um banheiro, a informação ou a um ginecologista”, pontua. 

Atualmente, a organização conta com 30 voluntárias e mais de 28 mil mulheres atendidas nas cinco regiões do Brasil, com diversos projetos para promoção da dignidade menstrual. 

“ A dignidade menstrual é justamente o tema que a gente aborda e faz isso não só através da distribuição de absorventes. Mas, principalmente agora, em tornar os espaços mais acolhedores”.  

Uma das iniciativas da organização é o banheiro fluxo, em que são feitos reparos de modo a tornar esses espaços mais seguros e mais dignos, com informações sobre saúde menstrual para meninas e mulheres. “Hoje, cerca de 713 mil meninas brasileiras não têm acesso a banheiro ou chuveiro dentro de casa durante o período menstrual. A gente tem mais de 1 milhão de meninas que não têm papel higiênico na escola”, aponta.

Além do trabalho forte de educação nas redes sociais, a ONG também vai até comunidades e leva ginecologistas para falar sobre saúde da mulher, o acesso ao SUS, menstruação e métodos contraceptivos. A ONG produziu recentemente campanha sobre menstruação e esporte, conversando com várias atletas olímpicas.

“A gente ajudou mais de 370 atletas em situação de vulnerabilidade, com informação de qualidade”.

A meta da Fluxo Sem Tabu é, até 2030, impactar 50 milhões de pessoas por meio de canais físicos e digitais com informações de qualidade sobre saúde menstrual. 

 

 

Alana Gandra - Repórter da Agência Brasil

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