Jornalista/Radialista
SÃO PAULO/SP - A celebração de uma década de história chega ao seu capítulo final. Diego & Arnaldo encerram os lançamentos do álbum “NATORA 10 ANOS” com um pacote especial que reforça a essência, a força vocal e a identidade que consolidaram a dupla entre os grandes nomes do sertanejo nacional.
A faixa foco do encerramento é “Minas Gerais”, que chega acompanhada de uma participação mais que especial de Clayton & Romário, unindo duas potências da nova geração em uma interpretação carregada de emoção e intensidade. O lançamento ainda traz o pot-pourri de “Tudo Tem Um Porquê / Perdoa Amor” e o pot-pourri de “Borbulhas de Amor / Desliga”, esse também ao lado de Clayton & Romário, ampliando ainda mais a força do encontro.
Para fechar o projeto com a identidade que marcou a trajetória da dupla, o repertório é completado pelas regravações de “Labirinto / Deixa”, “Delegada / Pra Lá de Bagdá”, “Liga Lá em Casa / Eu Duvido” e “Lembranças de Amor / Parabéns Pro Nosso Amor”, músicas que ajudam a contar a história construída ao longo desses dez anos.
Gravado em São José do Rio Preto, o projeto nasceu com a proposta de revisitar a essência de Diego & Arnaldo em um formato intimista, orgânico e verdadeiro, exaltando a musicalidade, o carisma e principalmente a força vocal que conduziram a dupla ao topo das paradas e ao coração do público. O “NATORA 10 ANOS” não foi apenas um registro comemorativo, mas uma reafirmação artística, um olhar maduro sobre a própria trajetória.
“Esse projeto é muito mais do que comemorar 10 anos de carreira. O ‘NATORA’ fez a gente olhar pra nossa história, revisitar nossas raízes e lembrar exatamente quem somos e por que começamos. Gravar de forma mais intimista, deixando a música falar mais alto, foi especial demais. Encerrar esse ciclo com ‘Minas Gerais’ e com amigos que admiramos tanto é a certeza de que estamos no caminho certo” comenta Diego.
E foi justamente desse projeto que surgiu um dos maiores sucessos recentes da dupla: “Vai Cair Água”. A canção ultrapassou as expectativas, conquistou as plataformas digitais, dominou playlists e se mantém como uma das mais tocadas do país, consolidando o “NATORA 10 ANOS”, ta da dupla com o público e prova que, mesmo celebrando o passado, eles seguem ditando o presente do sertanejo.
Para Arnaldo, cada música escolhida carrega um pedaço da trajetória da dupla e da conexão construída com o público ao longo desses anos. Ver canções como “Vai Cair Água” alcançando tanta gente e se mantendo entre as mais tocadas do país, além de encerrar o projeto com participações tão fortes, mostra que esses dez anos foram apenas o começo de uma história que ainda tem muitos capítulos pela frente.
O encerramento do projeto chega como a consagração de um trabalho sólido, que uniu repertório forte, identidade artística e estratégia, mostrando que os próximos dez anos prometem ser ainda maiores. Mais do que celebrar uma década de história, o “NATORA” marca o início de uma nova fase na carreira da dupla: o projeto agora se transforma em label e passará a rodar todo o Brasil, levando aos palcos a mesma proposta intimista, orgânica e verdadeira que conquistou o público desde a gravação.
Com 102 participantes e 188 projetos, a mostra transforma o Sesc Sorocaba em um percurso de encontros, saberes e confluências entre arte, território e memória.
SOROCABA/SP - O Sesc Sorocaba recebe, a partir de 27 de fevereiro de 2026, a 4ª edição de Frestas – Trienal de Artes. Com 102 participantes, entre artistas e iniciativas comunitárias do Brasil e do exterior, e 188 obras, incluindo 26 trabalhos comissionados, a mostra transforma o estacionamento G2 da unidade em uma grande galeria e se expande por outros espaços da unidade, além de ocupar pontos da cidade como a Capela João de Camargo, o Clube 28 de Setembro, o Monumento Pelourinho e o Monumento à Mãe Preta, configurando um percurso que articula arte, território e memória urbana.
Sob curadoria de Luciara Ribeiro, Naine Terena e Khadyg Fares, com curadoria assistente de Cadu Gonçalves e Cristina Fernandes e coordenação educativa de Val Chagas, a edição intitulada do caminho um rezo propõe uma escuta sensível ao território sorocabano, adentrando suas tramas históricas, visuais e sociais. Inspirada nas noções de “caminho como rezo”, apresentada pelo professor e artista Tadeu Kaingang, no conceito de “Thaki”, ativo na cosmologia andina e descrito pela socióloga boliviana Silvia Rivera Cusicanqui, e na concepção de “confluência afropindorâmicas”, desenvolvida pelo pensador quilombola Antônio Bispo dos Santos (Nêgo Bispo), a mostra entende o ato de caminhar como gesto político, espiritual, de afirmação, construção e projeção de conhecimento.
Essas referências orientam uma reconexão com práticas culturais, educacionais e de memória que articulam corpo, território e vida social. “Para o Sesc, a 4ª edição de Frestas é um convite a ensaiar novos passos com a comunidade, reconhecendo no coletivo o potencial de partilha e de criação de mundo. A Trienal reafirma a arte como espaço de encontro, escuta e construção de sentidos em diálogo com os territórios e com as pessoas que os habitam”, afirma Luiz Galina, Diretor Regional do Sesc São Paulo.
A curadoria propôs a formação de dois conselhos como instâncias consultivas da Trienal, o Conselho Territorial e o Conselho Conexões. O Conselho Territorial contribuiu para o enraizamento da mostra em Sorocaba, aproximando iniciativas locais e ampliando a leitura das dinâmicas sociais, simbólicas e comunitárias do território. Entre seus integrantes esteve Ademir Barros dos Santos (em memória), referência sorocabana na valorização das histórias e culturas africanas e afro-brasileiras, cuja atuação marcou de forma decisiva o grupo. Já o Conselho de Conexões voltou-se à ampliação dos horizontes conceituais da mostra, expandindo o diálogo para além do contexto local e articulando perspectivas diversas sobre arte, coletividade e modos de habitar o mundo.
Esse conjunto de referências encontra forma nas obras e processos desenvolvidos pelos 102 artistas e coletivos que operam a partir de experiências negras, indígenas, periféricas e dissidentes, tensionando estruturas de poder e imaginários históricos. Entre as representações internacionais, a artista palestina Emily Jacir, cuja prática investiga deslocamento, ocupação e apagamento histórico, exibe o filme Letter to a Friend (2019), construído como correspondência audiovisual que articula memória pessoal e conflito geopolítico em Belém (Palestina). Integrante do povo Waanyi, na Austrália, Gordon Hookey apresenta Murriland! 2 (2021), obra que reconta a história de Queensland sob perspectiva indígena, combinando símbolos e cartografias para confrontar narrativas coloniais oficiais. Destaque também para Richard Long, nome central da land art britânica, cuja prática se constrói a partir de rastros e registros de deslocamentos realizados pelo ato de caminhar. Na mostra, o artista apresenta A linha feita pelo caminhar [Line made by walking] (1967), sua obra inaugural e mais emblemática: a fotografia de uma linha reta traçada no gramado pelo gesto repetido de percorrer o mesmo trajeto.
No eixo em que corpo e território se entrelaçam como espaço de afirmação e disputa, a Plataforma Demonstra apresenta um conjunto de obras que afirmam a presença de artistas def — pessoas com deficiência — no campo das artes visuais, recusando o regime espetacular da exibição e propondo um espaço de convivência e acessibilidade poética. Em diálogo com esse campo de disputas, Ah, se eu fosse Marilyn! (2010), do artista baiano Edu O., questiona os padrões que definem quais corpos podem ocupar o espaço público, afirmando a corporeidade como presença crítica que expõe e desestabiliza normas de beleza, autonomia e pertencimento.
Já no campo das práticas ligadas à agroecologia e aos saberes tradicionais, a CAIANAS - Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza Agroecologia e Sustentabilidade articula a preservação de sementes, nascentes e sistemas agrícolas como gesto artístico e político de cuidado com a terra. A partir da região Norte do Brasil, o Projeto Carpinteiros da Amazônia reúne mestres carpinteiros de comunidades ribeirinhas e quilombolas do Pará, afirmando a carpintaria tradicional como conhecimento ancestral. Em Frestas, o projeto ativa saberes da carpintaria amazônica por meio de demonstrações e conversas públicas, afirmando o trançado, o gesto construtivo e a transmissão oral como expressões de uma arquitetura ancestral ribeirinha.
A dimensão espiritual atravessa a Trienal em trabalhos que conectam fé, cidade e ancestralidade. Entre os destaques da mostra, Deus tá vendo (2025), do paulistano No Martins, instala na ponte estaiada da unidade uma cruz com a frase “Deus tá vendo”, propondo uma reflexão sobre imaginários religiosos e mecanismos de controle social. Já em Sete cantos para pai João de Camargo (2026), do também paulistano Moisés Patrício, a instalação realizada em parceria com o Sesc Sorocaba e a Capela Senhor do Bonfim João de Camargo articula experiência estética e espiritual em diálogo com esse espaço vivo da religiosidade negra sorocabana. A partir do legado de pai João de Camargo, o artista constrói uma obra sensorial, performática e devocional que entrelaça trajetória pessoal, reverência e permanência da ancestralidade negra.
Sorocaba e sua região deixam de ser apenas cenário para se tornarem matéria viva da exposição, a partir de um trabalho curatorial que envolveu pesquisa, escuta e aproximação com artistas, coletivos e movimentos do território. Iniciativas como a instalação CHAVOSOS® — A Barbearia Temporária (2026), da plataforma sorocabana CHAVOSOS®, transforma o espaço expositivo em uma barbearia em funcionamento, afirmando a autoestima e o protagonismo da juventude negra e periférica por meio de um registro vivo de suas estéticas de moda e beleza. Artistas como Deka Costa, Flávia Aguilera, Lucia Maria de Oliveira e Denise de Oliveira mobilizam grafite, memória operária, ancestralidade negra e experiências rurais para inscrever no espaço expositivo narrativas que brotam do interior paulista.
Inserido pela curadoria na lista de artistas da Trienal, o Rio Sorocaba atravessa a 4ª edição de Frestas como corpo vivo de memória, território e disputa. Essa dimensão emerge na obra coletiva Memórias do Rio: ecos de resistência (2026), que reúne os participantes Discórdia, Étore Piqueira, FLAMAS – Fórum da Luta Antimanicomial de Sorocaba e Margarida Libre, articulando violências históricas da cidade à atual ameaça de destruição da margem direita do rio.
A relação sensorial e biográfica com o curso d’água aparece em O rio que rasga a minha cidade, do artista sorocabano Julio Veredas, que propõe um mergulho simbólico nas águas do Sorocaba entre memória afetiva e crítica à degradação ambiental, e em Dança um rio onde eu nasci (2026), do artista da dança e performer Douglas Emilio, construída a partir de sua escuta do rio em Votorantim, cidade vizinha à Sorocaba, evocando suas memórias de infância.
Programa Público
Sendarias é o programa público da 4ª edição de Frestas – Trienal de Artes. Em diálogo com o projeto curatorial, o nome propõe um jogo com a palavra “sendas”, evocando caminhos e atalhos, e se desdobra em uma série de ações que expandem a mostra para o campo da convivência, da escuta e da formação. Iniciado em agosto de 2025, o programa se desenvolve ao longo da Trienal por meio de conversas públicas, oficinas-vivência, performances e ativações. Foram realizados encontros com Silvia Rivera Cusicanqui, Tadeu Kaingang e Joana Maria, pensadores de referência desta edição. No dia 26 de fevereiro, das 20h às 22h, o Teatro do Sesc Sorocaba recebe o bate-papo Sendarias: Conversa com os Conselhos Territorial e Conexões, que compartilha com o público os processos de escuta e articulação que envolveram o território de Sorocaba e as redes ampliadas da Trienal. A atividade é gratuita, com retirada de ingressos uma hora antes.
Acessibilidade
O projeto de Acessibilidade e Inclusão integra a concepção da mostra desde a expografia e entende a acessibilidade como experiência expandida à coletividade, afirmando o território expositivo como espaço de encontro entre diferentes corpos, percepções e formas de presença. Entre os recursos disponíveis estão o mapa sensorial e a narrativa visual do trajeto expositivo, que organizam o espaço de forma clara e previsível; o videoguia em Libras, acessado por QR Codes junto às obras e também em modo offline; a audiodescrição acionada por tecnologia de proximidade (NFC), que permite escuta autônoma durante o percurso; além de comunicação alternativa e iconográfica, maquetes de orientação espacial e sinalizações acessíveis. O projeto também prevê experiências táteis em obras e instalações selecionadas, visitas guiadas em Libras, formação continuada das equipes de acolhimento e educativo e ações de articulação com o território, aproximando pessoas com deficiência e seus coletivos da programação da Trienal.
Participam desta edição:
Acervo Nêgo Bispo; Adriano Jordão de Souza; Ahmad Jarrah; Allan Yzumizawa; Aluizio de Azevedo; André Felipe Cardoso; Asmahen Jaloul; CAIANAS - Coletivo Ambientalista Indígena de Ação para Natureza, Agroecologia e Sustentabilidade; Capela João de Camargo; Caranguejo Tabaiares Resiste; Carolina Cordeiro; Carpinteiros da Amazônia; Cartografia Negra; CasAvoa - Museu Comunitário l arth3mis e Talles Azigon; CHAVOSOS®; Colectiva Ch'ixi; Daiara Tukano; Daniel Moraes; Deka Costa; Dencity l Weareallchemicals; Denilson Baniwa; Denis Moreira; Denise de Oliveira Teófilo; Discórdia; Douglas Emilio; Edu O.; Emily Jacir; Étore Piqueira; Família Marciano's Sound; Fernando Velázquez; FLAMAS - Fórum da Luta AntiManicomial de Sorocaba; Flávia Aguilera; Francisco Huichaqueo; Gervane de Paula; Gordon Hookey; Guá Arquitetura; Guilherme Bretas; Gustavo Caboco; Gustavo Leite (Ghum); House of Avalanx; IBEAC - Biblioteca Comunitária Caminhos da Leitura l Bel Santos Mayer e Val Rocha; Instituto Práticas Desobedientes; Irmandade de Nossa Senhora Rosário dos Homens Pretos de Sorocaba; Irmandade de São Benedito de Itu; Isabel Mendes da Cunha; Jacinta Francisca Xavier; José Alves de Olinda; Júlio Veredas; Keywa Henri; Lucas Soares; Lucia Maria de Oliveira; Luciana Lamothe; Lucilene Wapixana; Márcia Mura e a Muhuraida; Margarida Libre; Margarida Pereira Chaves; Maria Assunção Ribeiro; Maurina Pereira dos Santos (Teca); Mestre Guaraná; Miguela Moura; Moisés Patrício; MOVHIT PE - Movimento Independente de Homens Trans e Transmasculinidades de Pernambuco; Nhô Caboclo; No Martins; Novíssimo Edgar; Ocupação Dandara; Original Bomber Crew; Pastoras do Rosário; Paula Sampaio; Pedro Street; Pérola Santos; Placidina Fernandes do Nascimento; Plataforma Demonstra l Bruno Vital; Plataforma Demonstra l Jeff Barbato; Plataforma Demonstra l João Paulo Racy; Plataforma Demonstra l Lari Ferreira; Plataforma Demonstra l Lua Kixelô Cavalcante; Plataforma Demonstra l Nara Rosetto; Projeto Motoca na Praça | Livia Guimarães Arruda; Puma Camillê; Quilombo do Cafundó; Quilombo do Caxambú l Cintia Delgado; Rede de Sementes do Vale do Ribeira; Regina Pereira; Richard Long; Rio Sorocaba; Rita Gomes Ferreira; Rodrigo Lahoud; Roseane Cadete; Samba de Roda da Serrinha l Mestre Goyano e Mestra Antônia; Sidney Amaral; Silvania de Deus; SLAM015; Sociedade Cultural e Beneficente 28 de Setembro l Márcio Brown; Terra Indígena Guyra Pepo; Tiriri Rayo; Tomoo Handa; Tor Teixeira; Zefa; Zezinho Lima.
SERVIÇO
Frestas – Trienal de Artes 2026
Abertura: 27 de fevereiro de 2026
Período expositivo: De 28 de fevereiro a 16 de agosto de 2026
Terças a sextas, 9h às 21h30. Sábados, 10h às 20h. Domingos e feriados, 10h às 18h30. Exceto dia 3/4.
Diversos Espaços (Unidade) e Espaços Externos. Grátis.
Livre - Autoclassificação.
(Diversos espaços da unidade - Estacionamento G2, Espaço de Exposições, Espaço de Exposições 1º andar, Anfiteatro e Ponte - e espaços externos - Capela João de Camargo e Sociedade Cultural e Beneficente 28 de Setembro).
SÃO CARLOS/SP - O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de São Carlos (SAAE) realizou, no último sábado (21), atendimento em horário especial na Unidade de Atendimento do Centro, localizada na Rua Sete de Setembro, nº 2.152. Durante a ação, foram registrados 160 atendimentos.
Do total de atendimentos realizados, 74 estiveram relacionados a pedidos de revisão de contas, o que não representa a maioria das solicitações registradas. O levantamento mostra que o atendimento especial foi procurado principalmente para a resolução de diferentes demandas, evidenciando o papel da unidade como um canal amplo de atendimento ao usuário.
Durante a ação, a população buscou uma variedade de serviços, entre eles informações gerais sobre contas, abertura de ordens de serviço, emissão de segunda via de contas e débitos, segunda via da Taxa de Resíduos Sólidos de 2025, alteração da data de vencimento, alteração de titularidade, parcelamento de débitos, alteração de endereço, religação e solicitação de ligação nova.
A abertura da unidade em horário especial não é inédita. Em julho de 2025, a Unidade de Atendimento do Centro funcionou excepcionalmente em dois sábados consecutivos, nos dias 5 e 12, com atendimento estendido das 8h às 16h, em resposta à demanda registrada naquele período. O SAAE analisa de forma permanente a realização de atendimentos em horário estendido aos sábados de acordo com a necessidade da população.
O SAAE mantém cinco Unidades de Atendimento em diferentes regiões da cidade, com funcionamento regular de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h. Além disso, os usuários podem utilizar os canais digitais de atendimento, como o site oficial e o WhatsApp 0800 300 1520, que também funciona como telefone.
UNIDADES DE ATENDIMENTO AO USUÁRIO:
• CENTRO
Rua Sete de Setembro, 2152
• VILA PRADO
Rua Bernardino de Campos, 636
• CIDADE ARACY
Rua Lucy Serillo, 155
• SANTA EUDÓXIA
Rua Cristóvão Martinelli, 22
• SANTA FELÍCIA
Rua Francisco Possa, 1.450
Docente do Senac São Carlos explica como identificar o momento de mudar e orienta sobre como conduzir uma transição profissional de forma planejada
SÃO CARLOS/SP - A transição de carreira deixou de ser exceção e passou a integrar o planejamento profissional de quem busca mais propósito, qualidade de vida e alinhamento com valores pessoais. Em um mercado marcado por transformações aceleradas, surgimento de novas ocupações e trajetórias menos lineares, repensar a atuação tornou-se uma decisão estratégica.
De acordo com a docente da área de Gestão e Negócios do Senac São Carlos, Simone Barbosa Castorino Santos, sinais como desmotivação constante, sensação de estagnação, ausência de aprendizado e cansaço emocional frequente indicam que é hora de reavaliar o caminho profissional. “Desmotivação constante, sensação de estagnação, falta de aprendizado, cansaço emocional frequente e desalinhamento com valores pessoais são alertas importantes que não devem ser ignorados”, explica.
Antes de tomar a decisão de mudar, Simone reforça a importância do autoconhecimento e do planejamento. “É fundamental que a pessoa se pergunte o que realmente a motiva, quais habilidades pode desenvolver, que estilo de vida deseja e se está fugindo de uma situação desconfortável ou buscando um novo propósito. A transição precisa ser consciente”, afirma. Entre os principais medos, ela destaca a instabilidade financeira e a insegurança de recomeçar. “O risco financeiro é real, por isso o planejamento é indispensável. Ter uma reserva e se preparar reduz significativamente as incertezas”, completa Simone.
A docente também ressalta que a idade não é um fator limitante nesse processo. “O mercado atual valoriza experiência, maturidade e capacidade de aprender. A adaptabilidade pesa muito mais do que a idade em si”, pontua. Para quem deseja mudar sem “jogar tudo para o alto”, Simone recomenda uma transição gradual. “O ideal é planejar, estudar, testar projetos paralelos, fazer networking e se preparar antes de deixar o emprego atual. Agir por impulso é o erro mais comum”, alerta.
Mudando de área
Na prática, a mudança de trajetória pode abrir portas para oportunidades concretas, como mostra a experiência da aluna Aline de Lima Neo, do curso Técnico em Contabilidade. Antes da transição, ela atuava no setor administrativo de uma loja de pisos e acabamentos, conciliando também o atendimento ao público. Hoje, trabalha na área contábil voltada à construção civil, em um dos maiores escritórios de contabilidade da cidade.
“O desejo de me desenvolver profissionalmente e no aspecto financeiro foi decisivo para essa mudança”, conta Aline. Para ela, a formação foi essencial nesse processo. “O Técnico em Contabilidade, cursado no Senac São Carlos, foi o grande precursor da minha transição. Através do curso, me encontrei na área e hoje digo, com orgulho, que nasci para a contabilidade”, afirma.
Para quem deseja mudar de profissão, mas ainda sente medo, Aline deixa uma mensagem de incentivo. “Os ciclos se encerram e a mudança faz parte da vida. O novo realmente assusta, mas quem vive coisas boas é quem se permite arriscar. Não devemos nos abater pelo medo”, conclui.
A transição de carreira, como reforçam docente e aluna, não acontece de forma abrupta, mas em etapas. Começar pequeno, buscar informação e investir em capacitação são caminhos que tornam o processo mais seguro e alinhado aos objetivos pessoais e profissionais.
Para mais informações sobre os cursos do Senac São Carlos acesse o portal da unidade.
Serviço:
Senac São Carlos
Endereço: Rua Episcopal, 700 – Centro – São Carlos/SP
Informações: https://www.sp.senac.br/senac-sao-carlos
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