Jornalista/Radialista
BRASÍLIA/DF - O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito, na tarde de ontem (1º), presidente do Senado pelos próximos dois anos. A eleição ocorreu na segunda reunião preparatória desta quarta-feira, dia que marcou também a posse dos senadores eleitos em outubro de 2022 e o início do ano legislativo na Casa. Pacheco derrotou Rogério Marinho (PL-RN) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Esse último chegou a discursar como candidato, mas retirou sua candidatura em seguida para apoiar Marinho.

Pacheco venceu por 49 votos contra 32. Não houve votos em branco. O resultado não trouxe grandes surpresas em relação às estimativas prévias. Pacheco tinha apoio da maioria dos partidos da Casa, inclusive o PT, MDB e seu partido, o PSD, duas das maiores bancadas. Do outro lado, Marinho tinha apoio do PL. Há cerca de uma semana, esperava-se uma vitória do senador do PSD por 55 votos, uma margem bem maior do que a obtida. Marinho contava com “traições” para virar o jogo. As traições, senadores que contrariam a orientação de apoio do seu partido, ocorreram, mas não foram suficientes.
Em seu pronunciamento após a recondução ao cargo, Pacheco condenou o que chamou de “polarização tóxica” vigente no Brasil. Atribuiu a ela os atos terroristas na Esplanada dos Ministérios em 8 de janeiro e afirmou que tais acontecimentos “não podem e não vão se repetir”.
“Os brasileiros precisam voltar a divergir civilizadamente, precisam reconhecer com absoluta sobriedade quando derrotados e precisam respeitar a autoridade das instituições públicas. Só há ordem se assim o fizerem. Só há patriotismo se assim o fizerem. Só há humanidade se assim o fizerem”, disse presidente reeleito. Em seguida, Pacheco atribuiu à classe política a responsabilidade de combater práticas antidemocráticas.
“O discurso de ódio, o discurso mentiroso, o discurso golpista deve ser desestimulado, desmentido e combatido. Lideranças políticas que possuem compromisso com o Brasil sabem disso. Lideranças políticas que possuem compromisso com o futuro do Brasil não podem se omitir nesse momento”, disse. “E o recado que o Senado Federal dá ao Brasil agora é que manteremos a defesa intransigente da democracia”.
Girão, em seu discurso como candidato, afirmou que o Senado está “desmoralizado” e atribuiu isso à “sobreposição de um Poder sobre o outro”. O senador do Podemos é conhecido por criticar constantemente ministros do Supremo Tribunal Federal e pedir a abertura de processo de impeachment contra alguns deles. Ao final do seu discurso, anunciou a retirada da candidatura e o apoio a Rogério Marinho.
Já Pacheco destacou a aprovação de vários projetos em defesa das mulheres e também no combate ao racismo durante seu mandato. Também lembrou a criação da liderança da oposição e a aprovação de projetos de interesse social urgente, como a aprovação do aumento do Auxílio Brasil e a redução do preço dos combustíveis. Citou também o arquivamento de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) prejudiciais ao governo da época e que “contaminariam o processo eleitoral”. “É preciso ter coragem para ser presidente do Senado e enfrentar os desafios que isso representa”.
Marinho foi o último a discursar. Estreante na Casa e ligado ao bolsonarismo, Marinho se opôs aos atos terroristas de 8 de janeiro em Brasília, mesmo não citando diretamente o episódio. Afirmou a necessidade de combater “o radicalismo e a barbárie” praticado “por quaisquer dos espectros ideológicos do campo político, tanto da direita quanto da esquerda”. Ele afirmou que o Senado precisa atuar para pacificar o país e indicou que há desequilíbrio entre os Poderes, fazendo coro ao discurso de Girão. Também referiu-se a uma crise de credibilidade da Casa com a sociedade, e disse ser seu compromisso a reconexão do Senado com o país.
A reunião foi conduzida pelo vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), uma vez que o presidente da Casa era um dos candidatos. Após discursos dos três candidatos, Pacheco, Marinho e Girão, os senadores foram chamados, um a um, para depositar seus votos na urna localizada na mesa de onde são conduzidos os trabalhos. Os senadores foram chamados por ordem de antiguidade de seus estados. Assim, os primeiros a votarem foram os senadores da Bahia e os últimos de Roraima.
Para vencer, era necessário conquistar 41 votos, mas os senadores também estavam de olho no tamanho da vitória. Uma margem maior de votos significa mais apoio dentro da Casa e, consequentemente, mais facilidade na negociação de pautas de interesse do presidente do Senado e de seus aliados.
Por Agência Brasil
BRASÍLIA/DF - Em uma votação recorde, o deputado Arthur Lira (PP-AL) foi reeleito nesta quarta-feira (1º) para o cargo de presidente da Câmara dos Deputados por 464 votos. O parlamentar ficará no comando da Casa pelos próximos dois anos.

Arthur Lira está em seu quarto mandato e foi o candidato a deputado federal mais votado de Alagoas nas eleições do ano passado. O parlamentar afirmou que, entre as prioridades de sua gestão, está a aprovação da reforma tributária.
No início do discurso após confirmação da vitória, ele se emocionou ao falar do pai, o ex-senador Benedito de Lira, de 80 anos, que desmaiou durante a cerimônia de posse na manhã desta quarta. O ex-congressista e prefeito de Barra de São Miguel (AL) foi imediatamente atendido por socorristas da Câmara dos Deputados e está hospitalizado para realização de exames.
Lira afirmou que buscará construir uma relação com o Poder Executivo sem relação de subordinação, mas um pacto para aprimorar e avançar nas políticas públicas, “a partir da escuta cuidadosa de opiniões e sugestões de nossas comissões”.
“Podemos ter adversários, mas não somos inimigos uns dos outros. Essa vai ser a tônica da Câmara nos próximos anos”, disse. Lira também afirmou que, se eleito, não concordará “passivamente” com a invalidação dos atos, por recursos da minoria, em Tribunais Superiores.
O parlamentar contou com apoio de 20 partidos: PT, PCdoB, PV PL, União Brasil, PP, MDB, PSD, Republicanos, PSDB, Cidadania, Podemos, PSC, PDT, PSB, Avante, Solidariedade, Pros, Patriota e PTB.
O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) recebeu 21 votos. O deputado Marcel Van Hatten (Novo-RS) teve 19 votos. A votação ainda teve cinco votos em branco.
Em seu discurso, Lira afirmou que os votos são o "reconhecimento a uma dinâmica de trabalho, o resultado desta eleição é a demonstração concreta de que, na boa política, é possível divergir, debater, mas ao final, construir consensos, decidir e atuar, sempre em prol do Brasil"
O parlamentar afirmou ainda que o "Brasil diverso, multicultural, só é possível porque é democrático". O deputado criticou os atos de vandalismo que depredaram o Congresso Nacional, Supremo Tribunal Federal (STF) e o Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro deste ano.
"Esta Casa não acolherá, defenderá ou referendará nenhum ato, discurso ou manifestação que atente contra a democracia. Quem assim atuar, terá a repulsa deste Parlamento, a rejeição do povo brasileiro e os rigores da lei. Para aqueles que depredaram, vandalizaram e envergonharam o povo brasileiro haverá o rigor da lei", disse. "Aos vândalos e instrumentadores do caos que promoveram o 8 de janeiro passado, eu afirmo: No Brasil, nenhum regime político irá prosperar fora da Democracia. Jamais haverá um Brasil sem eleições livres e representantes escolhidos pelo voto popular", acrescentou.
Segundo o deputado, "é hora de desinflamar o Brasil e distensionar as relações". Para Lira, cada um dos Poderes deve atuar dentro de suas funções definidas pela Constituição.
"É hora de ver cada um no seu quadrado constitucional – para voltarmos a ver os Poderes articulando, interagindo com a clareza exata de onde termina o espaço de um e começa o do outro", afirmou. "Não dá mais para que as decisões tomadas nesta Casa sejam constantemente judicializadas e aceitas sem sustentação legal. Resta a nós, investidos pelo poder popular, exercer a cada dia a boa política do entendimento, da conciliação e do equilíbrio", completou.
Pelas redes sociais, o presidente Lula disse que ligou para Lira:
Telefonei agora para parabenizar @ArthurLira_ e @rodrigopacheco pela reeleição para as presidências da Câmara e do Senado. Desejo uma boa gestão. Nosso país precisa de instituições fortes e democráticas.
— Lula (@LulaOficial) February 1, 2023
A nova mesa diretora da Câmara terá a seguinte composição: 1ª vice-presidência: Marcos Pereira (Republicanos/SP); 2ª vice-presidência: Sóstenes Cavalcante (PL/RJ); 1ª secretaria: Luciano Bivar (UNIÃO/PE); 2ª secretaria: Maria do Rosário (PT/RS); 3ª secretaria: Júlio Cesar (PSD/PI); 4ª secretaria: Lucio Mosquini (MDB/RO). Os deputados suplentes são: Gilberto Nascimento (PSC/SP), Pompeu de Matos (PDT/RS), Beto Pereira (PSDB/MS) e André Ferreira (PL-PE).
EUA - O placar de 46 a 16 no primeiro quarto decidiu o duelo entre Celtics e Brooklyn Nets na noite desta quarta, em Boston. O time da casa terminou com 139 a 96 no placar e os reservas em quadra por todo o último período. Os nova-iorquinos atuaram sem Kevin Durant (joelho direito) e Ben Simmons (joelho esquerdo).
Jayson Tatum anotou 31 pontos, com 9 rebotes e 4 assistências. Jaylen Brown fez 26 pontos, e o pivô Robert Williams contribuiu com 16 pontos e 9 rebotes. Derrick White substituiu Marcus Smart, lesionado (tornozelo direito), no time titular e terminou com 14 pontos, 10 rebotes e 5 assistências.
Os Celtics têm agora 37 vitórias e 15 derrotas. Eles continuam com a melhor campanha da Conferência Leste - o Milwaukee Bucks tem 34-17, na segunda posição - e da NBA. O Denver Nuggets é o melhor do Oeste com 35-16.
Do lado dos Nets, Kyrie Irving anotou 20 pontos, 4 rebotes e 4 assistências. Cam Thomas colaborou com 14 pontos saindo do banco e Joe Harris fez 12, com 4 bolas de três. Ninguém mais teve pontos em duplos dígitos fora do garbage time.
20 PTS in the first half for Jayson Tatum ?
— NBA (@NBA) February 2, 2023
He's got 20 PTS, 6 REB, and 4 3PM on ESPN. pic.twitter.com/inMcyqPvZ3
O time do bairro de Nova York atuou sem Durant pelo 11º jogo seguido. Neste intervalo, venceu 4 e perdeu 7. Antes, tinha campanha de 27-13. A soma total mostra 31-20, na quarta posição da Conferência Leste. O próximo desafio é contra o Washington Wizards, em casa, no sábado. Os Celtics recebem o Phoenix Suns na sexta.
Por Redação do ge
MIRASSOL/SP - Depois de conquistar a Supercopa do Brasil no último final de semana, o Palmeiras voltou a campo na quarta-feira, 02, e venceu o Mirassol por 2 a 0. Em jogo válido pela 5ª rodada do Campeonato Paulista, o Verdão atuou com time reserva e contou com o gols de Breno Lopes e Atuesta para triunfar.
Com o resultado, o Palmeiras chega a 11 pontos e assume a liderança geral do Paulistão, além de ultrapassar o Santo André dentro do Grupo D. Por outro lado, o Mirassol estaciona com quatro pontos na terceira colocação do Grupo B.
Embalado, o Palmeiras volta a campo já neste sábado, às 18h30 (de Brasília), quando tem clássico contra o Santos no Morumbi. Também no sábado, mas às 15h30 (de Brasília), o Mirassol visita o São Bento, em Sorocaba.
O jogo
A partida começou em ritmo forte, com as duas equipes chegando com perigo nos minutos iniciais. O Mirassol ameaçou o gol de Weverton, que precisou trabalhar aos sete minutos. No lance seguinte, o Palmeiras pediu pênalti em cima de Breno Lopes, mas a arbitragem nada marcou.
Depois do início movimentado, porém, as oportunidades de gol diminuíram para os dois lados. Dono da casa, o Mirassol tentou tomar para si o controle da posse de bola, enquanto o Palmeiras buscava contragolpear em velocidade, mas não conseguia finalizar as transições.
Já na reta final do primeiro tempo, o Mirassol ficou perto de abrir o placar. Em cobrança de falta aos 41 minutos, Guilherme Biro bateu firme na bola e assustou o goleiro Weverton. A resposta palmeirense veio aos 46, quando Mayke teve a chance de finalizar dentro da área, mas foi bloqueado por Luiz Otávio.
Segundo tempo
O Palmeiras voltou para a segunda etapa com as entradas de Gabriel Menino e Naves nas vagas do amarelado Jailson e de Kuscevic. O nível de atuação pouco mudou nos minutos iniciais, e quem teve a primeira boa chance foi o Mirassol. Aos oito minutos, Yuri Lima bateu com perigo da entrada da área, e a bola passou perto da trave de Weverton.
Mais tarde, o Verdão conseguiu uma boa resposta aos 13 minutos, quando Tabata acertou lançamento na medida para Breno Lopes, que recebeu dentro da área e finalizou desequilibrado, mas o goleiro César fez boa defesa.
Abel Ferreira fez novas substituições na equipe, colocando Endrick e Giovani em campo. Com isso, o Palmeiras mostrou evolução e chegou ao gol a partir de ótima jogada do camisa 17. Giovani limpou a marcação e cruzou com precisão para Breno Lopes, que subiu mais que a zaga para cabecear e abrir o placar.
Embalado com o gol, o Palmeiras passou a controlar a partida e rondou a área do adversário para tentar ampliar o placar. Apesar de boas oportunidades, os palmeirenses não conseguiam concluir as jogadas com precisão. Com isso, na reta final do jogo, o Mirassol se animou em buscar o empate. Aos 42, Arnaldo arriscou de fora da área e obrigou Weverton a fazer boa defesa.
Apesar disso, quem voltou a balançar a rede foi Palmeiras. Aos 47 minutos, Giovani tabelou com Endrick pelo lado direito da área e cruzou rasteiro para Atuesta, que se infiltrou nas costas da zaga e empurrou para a rede, fechando a vitória palmeirense.
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