Jornalista/Radialista
RÚSSIA - O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência de duas regiões no sul da Ucrânia, Zaporizhzhia e Kherson, segundo decretos presidenciais publicados na noite desta quinta-feira (29), antes de concluir a anexação destes territórios ocupados.
"Ordeno reconhecer a soberania do Estado e a independência" das regiões de Zaporizhzhia e Kherson, informou Putin nestes decretos.
Está prevista para a sexta-feira a anexação formal à Rússia destes dois territórios, assim como os de Donetsk e Lugansk, no leste, sob controle parcial de separatistas pró-russos desde 2014.
Moscou havia admitido a independência das autoproclamadas repúblicas de Donetsk e Lugansk no fim de fevereiro, pouco antes de iniciar sua intervenção militar na Ucrânia.
Em setembro, as regiões de Zaporizhzhia, Kherson, Donetsk e Lugansk organizaram "referendos" de anexação denunciados como ilegítimos pela Ucrânia e seus aliados ocidentais.
As autoridades pró-russas nestas regiões ocupadas asseguraram que a grande maioria dos eleitores apoiou a anexação, resultados não reconhecidos por Kiev, nem pelas potências ocidentais.
Na tarde desta sexta-feira, o Kremlin organiza uma cerimônia para formalizar sua incorporação à Rússia.
FRANÇA - O presidente francês, Emmanuel Macron, ameaçou dissolver a Assembleia Nacional se uma moção de censura for votada contra seu projeto de reforma da previdência. O chefe do Executivo da França perdeu a maioria absoluta de deputados, o que complica a adoção do projeto. Uma greve geral foi convocada em toda a França na quinta-feira (29) contra a reforma.
A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, disse à AFP nesta quinta-feira que o Executivo decidiu abrir um novo ciclo de discussões sobre sua criticada reforma das aposentadorias, com vistas a uma adoção do projeto de lei antes de março. “Sem, no entanto, excluir uma dissolução da Assembleia Nacional em caso de bloqueio”, ameaçou. Ela lembrou que a reforma deve entrar em vigor até junho de 2023.
O projeto de lei representa um risco para Macron, que tem a seu favor apenas com uma maioria simples na Assembleia. Ele poderia ser obrigado a lançar mão do artigo 49.3 da Constituição francesa, que permite a adoção de um texto sem voto, se não houver moção de censura da parte do legislativo.
Na França, o direito de proceder uma dissolução parlamentar consiste em colocar fim de maneira prematura a uma das câmaras do parlamento. Após a dissolução, o presidente convoca novas eleições. Com a ameaça feita para passar sua reforma, Macron tenta manter o controle sobre seu mandato.
Velha tática
Eleito pela primeira vez em 2017, em seus primeiros anos de governo o presidente foi bastante criticado por tomar decisões sem consultar sua base. Durante a campanha para a reeleição, o chefe de Estado havia prometido um novo método que incluía consultas e escuta.
Mas após um jantar que durou três horas, na quarta-feira (28), no Eliseu, com Elisabeth Borne e os principais membros da maioria na Assembleia, Macron decidiu voltar à velha tática.
A reforma da previdência levou à França a uma das mais longas greves da história do país no final de 2019. A pandemia de Covid-19 suspendeu os debates sobre o projeto na Assembleia, mas Macron fez dela o cavalo de batalha de seu novo mandato. Um dos pontos críticos do projeto é o aumento da idade da aposentadoria para 65 anos, afirmando que esta seria uma das única maneira para o Estado de aumentar sua receita, evitando o aumento dos impostos.
Mobilização
Tentando evitar a contestação, Macron aprovou, desde sua reeleição, aumento de salários para funcionários públicos e professores e definiu um teto para o aumento dos preços da energia.
Mas, como em 2019, o governo volta a enfrentar protestos e greves. Ao menos 200 manifestações aconteceram em toda a França nesta quinta-feira, primeiro dia de mobilização geral contra as reformas do governo, de acordo com Céline Verzeletti, secretária confederal da CGT, um dos principais sindicatos da França.
Em Paris, milhares de pessoas participaram de uma passeata no centro da capital pedindo aumento de salários, mais programas de assistência social, bolsas e aposentadorias. Representantes sindicais, mas também deputados e militantes de partidos de esquerda participaram das manifestações.
O Governo francês se comprometeu a voltar, nos próximos dias, à mesa de discussões para nova rodada de debates sobre a reforma.
(Com informações da AFP)
ALEMANHA - Os principais bancos centrais não buscaram quantidades notáveis de liquidez em dólares do Federal Reserve na última semana, apesar dos mercados financeiros altamente instáveis.
Nesta quinta-feira, o Federal Reserve Bank de Nova York disse que o Banco Central Europeu (BCE), por meio da linha de swaps de liquidez com o Fed, buscou 274,8 milhões de dólares em uma operação a vencer em 6 de outubro.
O Banco da Inglaterra (BoE) buscou 5 milhões de dólares para o mesmo vencimento, enquanto o Banco Nacional Suíço demandou 20 milhões de dólares, também para 6 de outubro. Os três pagarão juros de 3,34%.
Por Michael S. Derby / REUTERS
EUA - A brasileira-americana Mackenzie Dern faz o evento principal do UFC neste sábado contra Yan Xiaonan em Las Vegas, a segunda luta principal de sua carreira. No entanto, assim como na primeira vez, será sem a presença do público - e desta vez, nem da imprensa. A organização anunciou nesta semana que o torneio não terá plateia nem mídia presentes, sem explicar o motivo.
Para Mackenzie, é uma pequena decepção. Ela admite que insistiu para lutar num card com público presente, mas teve que se conformar em fazê-lo mais uma vez no Apex, o estúdio do Ultimate em Vegas.
- Com certeza eu queria lutar um evento principal com público, né? Quando estava fechando a luta, foi uma das coisas que eu fiquei pedindo muito para o Mick (Maynard, matchmaker do UFC), “Poxa, queria muito crowd”. Já lutei cinco vezes aqui no Apex, aí eu voltei para Flórida, que tinha um crowd, voltou aquela sensação muito gostosa de estar lutando na frente do crowd, e ele falou “Não, só tem esse”. Daí, ficou privado ainda... - lamentou Dern, antes de mudar o tom para uma visão mais positiva.
- Isso só me deu mais vontade. A galera quer um show, então vou dar um show. Faz parte do meu trabalho. Vai ser mais uma adversidade para passar. Isso que é gostoso, né? A gente não evolui sem adversidade, então estou feliz.
Independentemente de ter público ao redor ou não, Mackenzie tem uma luta a fazer no sábado. A chinesa Yan Xiaonan é a sexta colocada do ranking, uma posição atrás da brasileira, e uma lutadora bastante rápida e ofensiva. Após uma série de 13 vitórias consecutivas, ela sofreu duas derrotas consecutivas em suas apresentações mais recentes. Dern espera que a pressão por um resultado positivo faça Xiaonan cometer erros.
- Se ela vai mais para cima, com certeza eu vou tomar algumas, né, porque a pessoa quer arrancar sua cabeça! Mas eu estou preparada. Eu acho que todo mundo sabe que que eu aguento os socos - não é a melhor coisa, lógico, eu quero sair sem lesão, mas eu estou aqui para isso, treinei para isso, para entrar em guerra. Se ela vem para cima, para uma pessoa do chão isso é melhor, facilita um pouco meu trabalho de buscar a queda.
Mackenzie busca sua segunda vitória consecutiva e a quinta nas últimas seis lutas. Um resultado positivo pode levar a brasileira-americana direto a uma disputa de cinturão. Mas ela reconhece que preferiria fazer mais uma luta antes de encarar a campeã Carla Esparza (ou Weili Zhang, que desafia Esparza pelo título em novembro).
- Eu não estou com pressa de lutar pelo cinturão. Vai depender muito de como eu ganhar dela. Se eu finalizo em, sei lá, dois minutos, ótimo, seria muito legal, mas eu gostaria de ter mais uma luta, porque dois minutos de luta você não tem muita coisa para estudar, para ver brecha, para ver o que você pode melhorar, entendeu? Seria muito legal, talvez depois dessa luta, se eu ganhar, lutar com uma ex-campeã, tipo, sei lá, a Rose Namajunas, ou Jéssica Bate-Estaca, ou até quem perder entre Carla Esparza e a Weili. Se eu ganho de uma ex-campeã, acho que me colocaria numa posição melhor para sentir que estou preparada para lutar contra a campeã - analisou.
Serviço do UFC Dern x Yan
O Combate transmite o UFC Dern x Yan ao vivo e com exclusividade neste sábado a partir de 16h45 (horário de Brasília). O SporTV 2, o Combate.com e o YouTube do Combate exibem o Aquecimento Combate e as duas primeiras lutas no mesmo horário.
UFC Dern x Yan
1º de outubro de 2022, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL (20h, horário de Brasília):
Peso-palha: Mackenzie Dern x Yan Xiaonan
Peso-meio-médio: Randy Brown x Francisco Massaranduba
Peso-galo: Raoni Barcelos x Trevin Jones
Peso-pena: Sodiq Yusuff x Don Shainis
Peso-casado (até 63,5kg): John Castañeda x Daniel Willycat
Peso-leve: Mike Davis x Viacheslav Borshchev
CARD PRELIMINAR (17h, horário de Brasília):
Peso-pesado: Alexey Oleynik x Ilir Latifi
Peso-palha: Tabatha Ricci x Jessica Penne
Peso-leve: Netto BJJ x Jesse Ronson
Peso-médio: Krzysztof Jotko x Brendan Allen
Peso-meio-pesado: Philipe Lins x Maxim Grishin
Peso-galo: Julija Stoliarenko x Chelsea Chandler
Peso-galo: Randy Costa x Guido Cannetti
Por Evelyn Rodrigues / GE
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