Jornalista/Radialista
EUA - A Apple anunciou na quarta-feira (7) o iPhone 14, nova linha dos smartphones da empresa. Sem grandes transformações visuais e computacionais, os modelos agora podem mandar mensagens de emergência via satélite, mesmo em lugares sem internet e nem sinal de celular, e detectar batidas de carro.
O serviço de comunicação via satélite será pago, mas poderá ser utilizado por dois anos gratuitamente.
A linha anunciada no evento "Far Out" abrange o iPhone 14, o iPhone 14 Plus, o iPhone 14 Pro e o iPhone 14 Pro Max.
Os dois últimos, os mais caros da linha, contam com telas, materiais e câmeras melhores. Além disso, apresentam uma "franja" menor e interativa a parte da tela que é tampada pela câmera frontal. Eles usam o chip A16 Bionic, que a Apple diz ser o "mais rápido disponível em um smartphone".
A câmera, uma das principais qualidades da linha, também teve melhorias no processamento de imagem. Segundo o site da Apple, as fotos ficarão até 2,5 vezes melhores em ambientes pouco iluminados. As câmeras dos iPhone 14 e do 14 Plus têm 12 MP, enquanto as do iPhone 14 Pro e 14 Pro Max têm 48 MP.
Nos Estados Unidos, o iPhone 14 estará disponível em 16 de setembro, enquanto o Plus em 7 de outubro. Este conta com uma tela maior e funciona com o mesmo processador do iPhone 13, o A15, lançado no ano passado. No Brasil, as datas de chegada dos produtos ainda não foram divulgadas.
Na loja oficial da empresa no país, os preços da nova linha variam entre R$ 7.599 (iPhone 14) e R$ 10.499 (iPhone 14 Pro Max).
A empresa também anunciou a nova linha de relógios inteligentes, o Apple Watch Series 8, incluindo um com foco em atletas e esportes radicais, o Apple Watch Ultra. Uma das promessas dessa geração do relógio é a capacidade de estimar com mais precisão o período de ovulação.
Além dos dados de saúde, o Ultra apresenta mais informações geográficas, maior resistência contra choques e bateria melhor. A linha também recebeu a versão SE, mais barata e menos potente.
O fone de ouvido sem fio da Apple também recebeu uma atualização. Os AirPods Pro de segunda geração contarão com processamento, qualidade sonora e redução de ruído melhores. Além disso, eles terão uma área sensível ao toque na qual os usuários poderão controlar o volume de áudio. O produto chegará aos EUA em 9 de setembro.
VEJA A LISTA DE PRODUTOS ANUNCIADOS PELA APPLE NESTA QUARTA (7)
iPhone:
iPhone 14 (R$ 7.599)
iPhone 14 Plus (R$ 8.599)
iPhone 14 Pro (R$ 9.499)
iPhone 14 Pro Max (R$ 10.499)
Apple Watch:
Apple Watch Series 8 (R$ 5.299)
Apple Watch SE (R$ 3.399)
Apple Watch Ultra (R$ 10.299)
AirPods:
AirPods Pro 2 (R$ 2.599)
GUSTAVO SOARES / FOLHA de S.PAULO
CHINA - A grande cidade chinesa de Chengdu prorrogou o confinamento por um surto de covid-19 na maior parte de seu território, com a manutenção das restrições que deixam grande parte de seus 21 milhões de moradores trancados em casa.
A cidade na província de Sichuan está sob confinamento há uma semana, após a detecção de centenas de casos da doença.
A medida deveria ter sido suspensa na quarta-feira, mas o governo municipal informou que "a cidade inteira continuará com a ação para atingir contágio zero na comunidade".
"Os frutos das medidas antiepidêmicas em toda a cidade estão começando a aparecer, mas o risco de transmissão ainda existe em algumas áreas", acrescentou o governo.
Os moradores das zonas confinadas serão submetidos a testes diários de diagnóstico e cada residência será autorizada a enviar uma pessoa às ruas para comprar alimentos e outros produtos.
Nesta quinta-feira, a cidade registrou 116 novas infecções locais, mais da metade casos assintomáticos, segundo a Comissão Provincial de Saúde.
Confinados em seus prédios, alguns moradores não conseguiram sair de suas casas quando um terremoto abalou a província de Sichuan no início da semana, segundo testemunhas.
A China é a última grande economia do mundo que ainda busca a erradicação completa do vírus em seu território com medidas como longas quarentenas, confinamentos súbitos e testes em larga escala.
Apesar da irritação crescente da população e dos efeitos negativos para a economia, as autoridades chinesas não dão sinais de mudança da política.
Na cidade de Shenzhen (sul), capital tecnológica do país, as autoridades flexibilizaram algumas restrições nesta semana depois de ordenar que seus 18 milhões de moradores ficassem em casa devido a um surto de covid.
O país registrou 1.334 novas infecções locais na quinta-feira, a maioria assintomáticas, segundo a Comissão Nacional de Saúde.
EUA - Os golfinhos-nariz-de-garrafa machos formam a maior rede de alianças multinível conhecida fora dos humanos, mostrou uma equipe internacional liderada por pesquisadores da Universidade de Bristol (Reino Unido). Essas relações cooperativas entre grupos aumentam o acesso masculino a um recurso contestado.
Os cientistas, com colegas da Universidade de Zurique (Suíça) e da Universidade de Massachusetts (EUA), analisaram dados de associação e consórcio para modelar a estrutura de alianças entre 121 golfinhos machos adultos do Indo-Pacífico em Shark Bay, na Austrália Ocidental. Suas descobertas foram publicadas na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Os golfinhos machos em Shark Bay formam alianças de primeira ordem de dois ou três machos para buscar cooperativamente parcerias com fêmeas individuais. Alianças de segunda ordem de quatro a 14 machos não relacionados competem com outras alianças pelo acesso a golfinhos fêmeas e alianças de terceira ordem ocorrem entre alianças de segunda ordem cooperantes.
Marca de sucesso
A coautora principal, drª Stephanie King, professora associada da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol, explicou: “A cooperação entre aliados é generalizada nas sociedades humanas e uma das marcas do nosso sucesso. Nossa capacidade de construir relacionamentos estratégicos e cooperativos em vários níveis sociais, como alianças comerciais ou militares, tanto nacional quanto internacionalmente, já foi considerada exclusiva de nossa espécie. (…) Não apenas mostramos que os golfinhos-nariz-de-garrafa machos formam a maior rede de alianças multinível conhecida fora dos humanos, mas que as relações cooperativas entre os grupos, em vez de simplesmente o tamanho da aliança, permitem que os machos passem mais tempo com as fêmeas, aumentando assim seu sucesso reprodutivo”.
O dr. Simon Allen, professor sênior da Escola de Ciências Biológicas da Universidade de Bristol, que contribuiu para o estudo, disse: “Mostramos que a duração em que essas equipes de golfinhos machos consorciam fêmeas depende de estarem bem conectadas com aliados de terceira ordem, ou seja, os laços sociais entre alianças levam a benefícios de longo prazo para esses machos”.
Acreditava-se que a cooperação intergrupal em humanos era única e dependente de duas outras características que distinguem os humanos de nosso ancestral comum com os chimpanzés, a evolução dos laços de pares e o cuidado parental pelos machos. “No entanto, nossos resultados mostram que as alianças intergrupais podem surgir sem essas características, a partir de um sistema social e de acasalamento mais parecido com o do chimpanzé”, observou Richard Connor, professor emérito da Universidade de Massachusetts e agora afiliado à Universidade Internacional da Flórida (EUA), que coliderou o estudo com a drª King.
Sistemas valiosos
A publicação da importância das alianças de terceiro nível ou intergrupais em golfinhos em 2022 tem um significado especial, pois a equipe comemora o 40º aniversário do início da pesquisa com golfinhos de Shark Bay em 1982 e o 30º aniversário da publicação em 1992 de sua descoberta de dois níveis de formação de alianças masculinas, também publicado na PNAS.
O professor doutor Michael Krützen, autor do estudo e chefe do Instituto de Antropologia da Universidade de Zurique, acrescentou: “É raro que pesquisas sobre não primatas sejam conduzidas a partir de um departamento de antropologia, mas nosso estudo mostra que importantes conhecimentos sobre a evolução de características anteriormente consideradas exclusivamente humanas podem ser obtidas examinando outros táxons altamente sociais e de cérebro grande”.
King concluiu: “Nosso trabalho destaca que as sociedades de golfinhos, bem como as de primatas não humanos, são sistemas modelo valiosos para entender a evolução social e cognitiva humana”.
ALEMANHA - Os painéis solares fotovoltaicos geraram, durante o verão no hemisfério norte, 12% da energia elétrica da União Europeia (UE), um nível recorde, segundo um relatório do 'think-tank' Ember, que será publicado nesta quinta-feira.
Esta produção permitiu ao bloco evitar a importação de 20 bilhões de metros cúbicos de gás, a um preço potencial de 29 bilhões de euros, acrescenta o informe.
Entre maio e agosto, a produção solar da UE alcançou 99,4 terawatts-hora (TWh), 25% a mais do que em 2021.
No mesmo período do ano passado, a cota de energia solar na produção de eletricidade da UE foi de 9% (77,7 TWh), segundo o organismo, especializado em questões energéticas.
Segundo este relatório, 18 dos 27 países da UE registraram neste verão recordes de produção solar, especialmente em Holanda (23% do fornecimento elétrico), Alemanha (19%) e Espanha (17%).
A Polônia teve o maior aumento da energia solar desde 2018, pois a produção fotovoltaica se multiplicou por 26, seguida de Finlândia e Hungria (cinco vezes mais de energia solar), segundo o Ember.
Apesar deste avanço da energia solar, sua produção ainda é claramente insuficiente.
Segundo projeções do Ember, a UE gerará nos próximos anos menos da metade do que seria necessário para cumprir os objetivos energéticos e climáticos da UE em 2030.
Este site utiliza cookies para proporcionar aos usuários uma melhor experiência de navegação.
Ao aceitar e continuar com a navegação, consideraremos que você concorda com esta utilização nos termos de nossa Política de Privacidade.