Jornalista/Radialista
EUA - Há 50 anos, "O poderoso chefão" quebrou todos os recordes de bilheteria, levou para casa o Oscar de melhor filme e apresentou milhões de pessoas a um mundo de mafiosos, assassinatos e cannoli.
Para o diretor Francis Ford Coppola, com 29 anos à época, a adaptação do romance de Mario Puzo não parecia uma oferta impossível de recusar.
"Fiquei muito decepcionado quando comecei a ler (...) Era, basicamente, algo que Mario Puzo havia escrito para seus filhos", disse Coppola durante a projeção do filme no Museu da Academia, em Los Angeles, na segunda-feira (21), por seu 50º aniversário.
"Quando me ofereceram a chance de fazê-lo, principalmente porque todo mundo tinha recusado, eu também recusei", lembra o aclamado diretor.
Felizmente, um jovem sócio chamado George Lucas insistiu em que ele aceitasse o trabalho, já que seu incipiente e contracultural estúdio cinematográfico American Zoetrope estava muito endividado.
"Francisco, precisamos do dinheiro! Vão fechar a gente, você tem que aceitar esse trabalho", disse Lucas, conforme palavras de Coppola.
O resto, como dizem, é história.
Lançado em 24 de março de 1972 em um número incomumente grande de cinemas, "O poderoso chefão" já era o filme de maior bilheteria de todos os tempos em setembro, superando "E o Vento Levou".
Com ele, ajudou a inaugurar a era dos sucessos de bilheteria, que realmente decolou quando "Tubarão", de Steven Spielberg, quebrou o recorde de arrecadação três anos depois.
De acordo com o livro "Como a geração sexo-drogas-e-rock'n'roll salvou Hollywood: Easy Riders, Raging Bulls" (Intrínseca, 2009), de Peter Biskind, Coppola ganhou uma aposta da Paramount de que eles comprariam uma limusine para ele se o filme arrecadasse US$ 50 milhões. "O Poderoso Chefão" arrecadou US$ 130 milhões.
Coppola se tornou o primeiro diretor superestrela, com o peso financeiro necessário para apoiar suas credenciais artísticas.
"Foi o começo uma nova era para os diretores", escreveu Biskind.
- Orçamento -
Sob muitas formas, "O poderoso chefão" foi um sucesso improvável.
Em 1972, os filmes de mafiosos estavam fora de moda. Quatro anos antes, a Paramount havia lançado "The Brotherhood", estrelado por Kirk Douglas, e fracassou.
Mas o romance de Mario Puzo estava se tornando popular, e o estúdio tinha os direitos. A Paramount tinha, no entanto, problemas para encontrar um diretor. Figuras como Elia Kazan, Costa-Gravas e Peter Bogdanovich rejeitaram o projeto.
Embora liderasse o movimento da Nova Hollywood de diretores jovens e contestadores, Coppola não tinha sucesso em seu nome e foi convidado, em parte, por sua herança italiana.
"Se isso gerasse muitos protestos de ítalo-americanos ofendidos que considerasse que os italianos estavam sendo desprestigiados, eu teria ficado na mira", afirmou Coppola.
Embora a Paramount quisesse uma adaptação barata e rápida, Coppola brigou por mais orçamento, insistindo em que o filme fosse rodado em Nova York, mas ambientado na década de 1940, e não como era hoje.
"O orçamento foi de cerca de US$ 2 milhões, US$ 2,5 milhões. E porque eu queria fazer isso em Nova York em 1945, significava que, provavelmente, precisaria de pelo menos o dobro disso", comentou Coppola. "Algo que não os agradava", completou.
- "À sua maneira" -
Não foi o único desafio que o diretor enfrentou. O produtor Robert Evans, um dos pesos pesados de Hollywood e que havia comprado os direitos do filme, desentendeu-se com Coppola sobre o elenco.
O único grande nome do projeto (Marlon Brando) não estava em seu melhor, e Al Pacino era um desconhecido, e não o "homem alto e bonito" que Evans queria.
"Al é muito bonito, mas à sua maneira única", brincou Coppola.
Ele acrescentou: "Al Pacino era muito atraente. Eu me perguntava por que exatamente, mas ele era".
"No entanto, quando sugeri Al Pacino para o papel, o pessoal na Paramount começou a se perguntar se havia escolhido a pessoa errada", contou.
O resultado foi o reconhecimento da Academia. "O poderoso chefão" ganhou o Oscar de melhor filme; Brandon, o de melhor ator; e Al Pacino foi uma das três estrelas da produção entre os indicados na categoria de melhor ator coadjuvante.
Um sinal de como seu legado permanece, Coppola foi homenageado esta semana com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood, e o Museu da Academia anunciou que terá uma galeria exclusiva para este filme.
"'O poderoso chefão' teve muito mais sucesso do que qualquer um achou que pudesse ser", refletiu Coppola.
Líderes mundiais falham em fechar acordo internacional que poderia proteger 30% dos mares até 2030 e garantir a preservação da biodiversidade
EUA - Crise climática, exploração petrolífera, pesca predatória, mineração marinha, poluição… São muitas as ameaças contra a biodiversidade dos nossos oceanos. Ainda assim, não existe, hoje, um instrumento internacional que proteja os mares que estão além das fronteiras dos países.
Entre os dias 7 e 18 de março, representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) se reuniram em Nova Iorque para discutir a implementação de um mecanismo global de proteção dos oceanos, mas, mais uma vez, as negociações deixaram a desejar.
O encontro, que deveria ter acontecido em 2020 mas foi adiado em razão da pandemia, chega ao fim sem um Tratado Global dos Oceanos robusto, que possibilite a cooperação internacional na preservação dos ecossistemas marinhos.
Há anos, o Greenpeace atua em defesa de um acordo internacional que garanta a proteção de 30% dos oceanos até 2030. A criação dos chamados santuários oceânicos, ou áreas de proteção marinha, é fundamental para ajudar os ecossistemas marinhos a se recuperarem e para que possamos proteger efetivamente milhares de habitats e espécies.
Precisamos avançar efetivamente nas discussões entre os países para transformarmos completamente o sistema fragmentado de governança dos mares como conhecemos hoje, que privilegia a indústria e o lucro em detrimento da biodiversidade. Uma lógica que coloca em risco até mesmo espécies e formas de vida até então desconhecidas pela ciência.
Um Tratado Global dos Oceanos que tenha a meta 30×30 como principal, poderia melhorar a capacidade de resposta dos oceanos globais ao aquecimento global considerando que os mares funcionam como um grande reservatório de captação de carbono. As águas oceânicas são responsáveis por produzir metade do oxigênio do planeta, sendo essenciais para o equilíbrio climático.
A importância da proteção dos oceanos também foi reforçada no último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas), divulgado em 9 de março. O documento afirmou enfaticamente que, apesar de alguns impactos ambientais já serem irreversíveis, a manutenção dos serviços ecossistêmicos depende da conservação efetiva de aproximadamente 30% a 50% das áreas terrestres, de água doce e oceânicas do planeta.
A defesa dos mares também traz enormes benefícios para as comunidades costeiras e locais, cuja segurança alimentar e meios de subsistência estão ameaçados pelo avanço do nível do mar, pela poluição, pelas alterações climáticas e práticas insustentáveis de pesca industrial.
SÃO CARLOS/SP - Um assalto deixou uma mulher de 45 anos apavorada por alguns minutos nesta última 4ª feira, 23, em São Carlos.
Segundo consta, a motorista saiu com seu veículo Gol na cor preta, e saiu do bairro Cidade Aracy, em direção a Avenida Getúlio Vargas, porém o trajeto foi pela rodovia SP-215.
Em determinado momento ela disse aos policiais que algumas luzes no painel do veículo começou a piscar e ela parou no acostamento, momento esse que dois bandidos em uma moto e armados renderam a mulher, colocando um saco na cabeça, amarrando as mãos e obrigado ela a ir pro banco detrás.
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