Prof. Luiz Vitor de Souza Filho, presidente do Conselho Superior do Consórcio Cherenkov Telescope Array, esteve presente na cerimônia de inauguração de quatro gigantescos telescópios nas Ilhas Canárias, na Espanha. O empreendimento internacional permitirá investigar fenômenos cósmicos extremos, desvendar mistérios relacionados com buracos negros e matéria escura e observar acontecimentos ocorridos há bilhões de anos.
SÃO CARLOS/SP - A ciência mundial deu mais um importante passo na compreensão dos grandes mistérios do Universo. No dia 15 de outubro, o Observatório Roque de los Muchachos, localizado na ilha de La Palma, nas Ilhas Canárias (Espanha) foi palco de uma cerimônia que assinala um marco na história da astronomia contemporânea: a inauguração de um conjunto de quatro telescópios de grande porte, concebidos para observar alguns dos fenômenos mais energéticos e distantes do cosmos.
A cerimônia, que reuniu cerca de duzentos e cinquenta cientistas e representantes de importantes instituições de pesquisa de diversos países, contou com a presença do Prof. Luiz Vitor de Souza Filho, docente e pesquisador do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP), integrante de duas importantes colaborações científicas internacionais — o Observatório Pierre Auger e o Cherenkov Telescope Array Observatory (CTAO). Atualmente, Luiz Vitor ocupa a presidência do Conselho Superior do Consórcio Cherenkov Telescope Array, além de exercer a função de assessor da Diretoria Científica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Sua participação na cerimônia assume especial significado, considerando as responsabilidades institucionais que desempenha num dos mais ambiciosos projetos científicos internacionais dedicados à investigação do Universo.
A inauguração dos equipamentos representa também um momento importante para a participação brasileira na ciência internacional, especialmente para São Carlos, cidade que abriga um dos mais importantes centros de pesquisa em física do país e cujos pesquisadores participam de iniciativas científicas de grande relevância mundial.
Quatro gigantescos telescópios para observar o invisível
Os novos equipamentos integram o chamado Large-Sized Telescope (LST), um conjunto de telescópios de grande porte que constitui uma das principais estruturas do CTAO, observatório internacional destinado a investigar os raios gama, uma forma extremamente energética de radiação produzida em alguns dos acontecimentos mais violentos do Universo.
Cada um dos quatro telescópios possui um refletor de vinte e três metros de diâmetro e está equipado com câmeras ultrarrápidas, capazes de registrar sinais luminosos extremamente breves e de intensidade muito reduzida.
Diferentemente dos telescópios convencionais, que observam diretamente a luz proveniente de estrelas, planetas e galáxias, esses instrumentos procuram identificar pequenos flashes luminosos produzidos na atmosfera terrestre quando raios gama de altíssima energia provenientes do espaço interagem com as partículas do ar.
Esse fenômeno, conhecido como “Radiação Cherenkov”, permite aos pesquisadores estudar indiretamente acontecimentos cósmicos que não poderiam ser observados com a mesma precisão pelos instrumentos tradicionais.
A sensibilidade dos novos telescópios permitirá identificar fontes de radiação extremamente distantes, investigar explosões cósmicas de curta duração e acompanhar alterações que ocorrem em regiões do Universo onde a matéria é submetida a condições físicas extremas.
O primeiro equipamento do conjunto, denominado LST-1, encontra-se em atividade experimental desde 2020 e já proporcionou resultados importantes, incluindo observações de pulsares — estrelas extremamente densas que emitem radiação de maneira periódica —, estudos de regiões centrais de galáxias distantes e o acompanhamento de intensas explosões de raios gama.
Agora, com a incorporação dos telescópios LST-2, LST-3 e LST-4, os pesquisadores poderão observar simultaneamente os mesmos fenômenos a partir de diferentes posições, obtendo informações muito mais precisas sobre a direção, a intensidade e a energia da radiação detectada.
Essa capacidade conjunta representa um avanço significativo em relação às observações realizadas com apenas um telescópio.
Uma viagem científica ao passado do Universo
Uma das perspectivas mais fascinantes proporcionadas por esses equipamentos está relacionada com a possibilidade de investigar acontecimentos ocorridos há aproximadamente 12 bilhões de anos, numa época em que o Universo tinha menos de dois bilhões de anos de existência.
Como a luz necessita de tempo para percorrer as enormes distâncias que separam as galáxias da Terra, observar objetos extremamente distantes significa, na prática, estudar o passado do próprio Universo.
Os novos telescópios poderão detectar sinais provenientes de fontes cósmicas muito remotas, oferecendo aos cientistas a possibilidade de compreender melhor como se comportavam os fenômenos de alta energia nas primeiras etapas da evolução cósmica.
Outro objetivo fundamental consiste em investigar os mecanismos responsáveis pela aceleração de partículas a energias extraordinárias, muito superiores às que podem ser alcançadas em grande parte dos aceleradores construídos pelo ser humano.
Entre os principais objetos de investigação encontram-se os buracos negros supermassivos, as estrelas de nêutrons e as explosões de raios gama, fenômenos que libertam enormes quantidades de energia e desafiam constantemente os conhecimentos atuais da Física.
As observações também poderão contribuir para pesquisas relacionadas com a matéria escura, componente ainda não identificado diretamente e que, segundo os modelos cosmológicos atuais, desempenha um papel fundamental na estrutura e evolução do Universo.
Embora os novos instrumentos não garantam, por si só, respostas definitivas para essas questões, deverão fornecer informações essenciais para testar teorias e desenvolver novas interpretações sobre o funcionamento do cosmos.
A importância da participação brasileira e do IFSC/USP
A presença do Prof. Luiz Vitor de Souza Filho na inauguração merece destaque não apenas pela sua condição de pesquisador do IFSC/USP, mas também pela posição de liderança que ocupa no Consórcio Cherenkov Telescope Array.
O consórcio reúne cientistas e instituições de diferentes países envolvidos na preparação e exploração científica do observatório, constituindo um importante espaço de colaboração internacional na área da astrofísica de altas energias.
A presidência do seu Conselho Superior coloca o pesquisador brasileiro numa posição institucional relevante dentro dessa estrutura de cooperação científica.
Sua participação nos experimentos Pierre Auger e CTAO também evidencia a continuidade de uma trajetória dedicada à investigação de fenômenos cósmicos de altíssima energia.
O Observatório Pierre Auger, localizado na Argentina, dedica-se ao estudo dos raios cósmicos de energias extremamente elevadas, enquanto o CTAO procura investigar o Universo por meio da detecção de raios gama. Embora utilizem métodos diferentes, os dois empreendimentos contribuem para esclarecer questões fundamentais relacionadas com a origem e o comportamento das partículas mais energéticas conhecidas.
Nesse contexto, a atuação de Luiz Vitor representa uma importante ligação entre a pesquisa científica desenvolvida no Brasil e algumas das maiores iniciativas internacionais da astrofísica contemporânea.
Para o IFSC/USP, essa participação constitui mais um exemplo da dimensão internacional das atividades científicas realizadas em São Carlos, particularmente numa área do conhecimento que exige equipamentos sofisticados, investimentos expressivos e a cooperação permanente entre pesquisadores de diferentes nacionalidades.
Trata-se, igualmente, de uma demonstração da importância de manter e fortalecer a presença brasileira em projetos científicos de grande escala, permitindo que instituições e pesquisadores do país participem diretamente dos avanços tecnológicos e das descobertas que poderão transformar o conhecimento sobre o Universo.
Um observatório com mais de 60 telescópios
O conjunto, inaugurado em La Palma, integra uma infraestrutura científica ainda mais ampla.
O Cherenkov Telescope Array Observatory foi concebido para se tornar o maior e mais poderoso observatório terrestre dedicado à astronomia de raios gama, reunindo mais de 60 telescópios distribuídos por dois locais de observação.
No hemisfério Norte, os equipamentos estão instalados no Observatório Roque de los Muchachos, na Espanha. No hemisfério Sul, o projeto prevê instalações no Observatório Paranal, situado no Deserto do Atacama, no Chile.
Essa distribuição geográfica permitirá ampliar a cobertura do céu e observar diferentes regiões do Universo.
O observatório utilizará três categorias de telescópios — grandes, médios e pequenos —, cada uma desenvolvida para investigar diferentes faixas de energia.
O conjunto de instrumentos deverá proporcionar uma capacidade de observação sem precedentes, abrangendo desde fenômenos associados a fontes cósmicas distantes até acontecimentos de energia extremamente elevada.
Outro aspecto importante está relacionado com a quantidade de informações que será produzida. O CTAO deverá gerar enormes volumes de dados científicos, exigindo sistemas avançados de processamento, armazenamento e análise computacional.
O empreendimento também pretende adotar um modelo de ciência aberta, disponibilizando dados científicos e ferramentas de análise à comunidade de pesquisadores, ampliando as possibilidades de colaboração e de produção de novos conhecimentos.
A construção do observatório resulta de mais de quinze anos de cooperação internacional, envolvendo avanços tecnológicos em óptica, sistemas eletrônicos, detectores de luz e mecanismos de elevada precisão.
Para o Prof. Masahiro Teshima, pesquisador principal da Colaboração LST e porta-voz do Consórcio CTAO, a conclusão desse conjunto de telescópios representa o resultado de um longo trabalho coletivo de desenvolvimento científico e tecnológico.
Novas perspectivas para a ciência mundial
Embora a inauguração dos quatro telescópios represente uma conquista importante, os equipamentos ainda deverão passar por etapas de testes, ajustes e integração antes de atingirem plenamente a capacidade científica prevista.
A expectativa é que, progressivamente, os instrumentos ampliem as possibilidades de investigação sobre alguns dos fenômenos mais complexos da natureza.
Mais do que observar regiões distantes do espaço, o objetivo dos pesquisadores é compreender os processos físicos responsáveis pela produção de energias extraordinárias, investigar a origem dos raios cósmicos e procurar sinais que possam contribuir para esclarecer a natureza da matéria escura.
São questões que ultrapassam os limites da astronomia tradicional e envolvem diretamente a Física de partículas e a cosmologia, áreas fundamentais para compreender a origem, a composição e a evolução do Universo.
Para São Carlos e para o IFSC/USP, a presença de Luiz Vitor de Souza Filho nessa cerimônia internacional reforça a importância da participação brasileira nas grandes iniciativas científicas mundiais.
Ao integrar uma estrutura de liderança do Consórcio Cherenkov Telescope Array, o pesquisador contribui para a presença institucional do país num empreendimento que poderá protagonizar algumas das mais importantes descobertas da astrofísica nas próximas décadas.
A inauguração dos telescópios de La Palma simboliza, assim, não apenas a conclusão de uma etapa tecnológica, mas também o início de novas possibilidades para a investigação científica.
Afinal, quanto maior for a capacidade da humanidade de observar os fenômenos mais distantes e energéticos do cosmos, maiores serão também as oportunidades de encontrar respostas para perguntas que continuam a desafiar a ciência: como surgiram as estruturas do Universo, de onde provêm as partículas cósmicas mais energéticas e quais são, verdadeiramente, os mecanismos que governam os acontecimentos mais extremos da natureza.
Uma Nova Era na Exploração do Universo Extremo: Inauguração do Subconjunto de Telescópios de Grande Porte no CTAO-Norte La Palma (Espanha)
Uma Nova Era na Exploração do Universo Extremo
EMBARGO - 15 de outubro de 2026.
Duzentos e cinquenta cientistas e representantes de importantes instituições de pesquisa de todo o mundo celebraram a inauguração do subconjunto de Telescópios de Grande Porte (LSTs) no sítio CTAO-Norte, no Observatório Roque de los Muchachos, em La Palma, Ilhas Canárias - Espanha.
A conclusão dos quatro telescópios marca um marco significativo para a comunidade global de astrofísica e representa um passo crucial rumo à operação científica plena do Observatório Cherenkov Telescope Array (CTAO).
Cada telescópio possui um refletor de 23 metros de diâmetro e está equipado com câmeras ultrarrápidas de última geração.
Projetados para detectar os tênues flashes de luz Cherenkov gerados quando raios gama de altíssima energia interagem com a atmosfera terrestre, os LSTs são os instrumentos mais sensíveis do mundo para a observação de raios gama em energias que variam de aproximadamente 20 gigaeletronvolts (GeV) a vários teraeletronvolts (TeV).
Essa sensibilidade excepcional é fundamental para a detecção de fontes de raios gama distantes e transientes.
Como os raios gama de altíssima energia são progressivamente absorvidos ao viajarem pelo Universo, o limiar de baixa energia dos LSTs permite aos cientistas investigar fontes a distâncias cosmológicas, observar períodos mais remotos da história cósmica e acompanhar a variabilidade de curtíssima duração de fontes de raios gama em evolução dinâmica com maior precisão estatística.
Um pioneiro produtivo: o LST-1
Mesmo durante sua fase de comissionamento, o protótipo do Telescópio de Grande Porte (LST-1) tem produzido resultados inovadores desde 2020.
Entre eles, destacam-se observações de pulsares, estudos de núcleos galácticos ativos a distâncias cosmológicas e observações de acompanhamento rápido de fenômenos transientes, como novas e explosões de raios gama (GRBs).
Com a incorporação dos três novos LSTs (LST-2, LST-3 e LST-4) ao LST-1 já existente, os quatro telescópios formarão um verdadeiro arranjo.
Ao observar simultaneamente os mesmos chuveiros de raios gama a partir de múltiplas direções, o subarranjo proporcionará sensibilidade, resolução angular e reconstrução de energia substancialmente aprimoradas, permitindo um novo nível de precisão no estudo do Universo em raios gama.
"A conclusão do subarranjo de LSTs é o ponto culminante de mais de quinze anos de colaboração internacional e inovação tecnológica", afirmou o Prof. Masahiro Teshima, Pesquisador Principal da Colaboração LST e Porta-voz do Consórcio CTAO.
"Esses telescópios nos permitirão explorar alguns dos ambientes mais extremos do Universo, incluindo buracos negros supermassivos, estrelas de nêutrons, as possíveis origens dos raios cósmicos e a natureza da matéria escura."
Explorando o Universo primordial
Os LSTs constituem o núcleo de baixa energia do CTAO-North e oferecerão uma oportunidade única de investigar o Universo em uma época situada há cerca de 12 bilhões de anos, quando ele tinha menos de dois bilhões de anos de idade.
Sua sensibilidade aos raios gama de mais baixa energia permitirá a detecção e o estudo de intensas rajadas de raios gama de altíssima energia (VHE) em alto desvio para o vermelho (*redshift*), potencialmente estendendo as observações de raios gama a fontes com *redshift* em torno de z∼4 e fornecendo novas perspectivas sobre o Universo primordial.
Nos próximos anos, os LSTs passarão pelas fases de comissionamento e integração às operações do CTAO.
Juntamente com os demais telescópios do CTAO — planejados para ambos os seus arranjos —, eles abordarão questões fundamentais da astrofísica, da física de partículas e da cosmologia, como a natureza da matéria escura, a origem dos raios cósmicos e a física de aceleradores cósmicos extremos.
Sobre a Colaboração LST
A Colaboração LST (*Large-Sized Telescope*) é um consórcio internacional de cientistas, engenheiros e instituições dedicado ao projeto, à construção e ao comissionamento dos LSTs para o CTAO.
A colaboração desenvolveu tecnologias avançadas em óptica, fotodetectores, mecânica e eletrônica de alta velocidade para alcançar o menor limiar de energia já atingido por observatórios de raios gama baseados em solo.
O projeto foi viabilizado por uma sólida parceria internacional, envolvendo instituições do Brasil, Bulgária, República Tcheca, Croácia, França, Alemanha, Itália, Japão, Polônia, Espanha e Suíça.
Sobre o CTAO
O CTAO (Cherenkov Telescope Array Observatory; www.ctao.org) será o maior e mais poderoso observatório de astronomia de raios gama do mundo.
A precisão sem precedentes e a ampla faixa de energia (20 GeV – 300 TeV) do CTAO ajudarão a abordar algumas das questões mais intrigantes da astrofísica, abrangendo três temas principais: compreender a origem e o papel de partículas cósmicas relativísticas; investigar ambientes extremos, como buracos negros ou estrelas de nêutrons; e explorar fronteiras da física, buscando matéria escura ou desvios da teoria da relatividade de Einstein.
Para cobrir sua ampla faixa de energia, o CTAO utilizará três tipos de telescópios: o Telescópio de Grande Porte (LST), o Telescópio de Porte Médio (MST) e o Telescópio de Pequeno Porte (SST). Mais de 60 telescópios serão distribuídos entre duas estações de observação: o CTAO-Norte, no hemisfério norte, no Observatório Roque de los Muchachos em La Palma, Espanha; e o CTAO-Sul, no hemisfério sul, no Observatório Paranal, no Deserto do Atacama, Chile.
O CTAO é um projeto de *Big Data*. O Observatório gerará centenas de petabytes (PB) de dados por ano (~12 PB após compressão).
Com base em seu compromisso com a Ciência Aberta, o CTAO será o primeiro observatório de raios gama desse tipo a operar como um observatório aberto, baseado em propostas, oferecendo acesso público aos seus dados científicos de alto nível e produtos de software.
A Organização Central do CTAO (legalmente, o CTAO ERIC) é responsável pela construção e operação do Observatório, bem como pela gestão dos quatro locais do CTAO. Os membros do CTAO ERIC incluem Áustria, Croácia, República Tcheca, Observatório Europeu do Sul (ESO), França, Alemanha, Itália, Polônia, Eslovênia, Espanha e Suíça.
Os Países Baixos também fazem parte do CTAO ERIC como Observadores. Outros países contribuintes — Austrália, Brasil, Japão, África do Sul e Estados Unidos — estão em processo de adesão ao CTAO ERIC como Parceiros Estratégicos ou Terceiras Partes.
Esse grupo trabalha em estreita cooperação com parceiros de todo o mundo, incluindo colaborações de contribuição em espécie (*in-kind*) que desenvolvem hardware e software essenciais, bem como o Consórcio CTAO, um grupo de pesquisadores que trabalha na exploração científica do Observatório.
Contatos Colaboração LST: Prof. Masahiro Teshima Investigador Principal (PI) do LST Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (Inglês e japonês) Equipe de Divulgação do LST Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (Inglês, italiano e espanhol) COMUNICADOS DE IMPRENSA NACIONAIS: VOCÊ PODE INSERIR AQUI UM CONTATO QUE FALE O IDIOMA NACIONAL CTAO (Cherenkov Telescope Array Observatory): Escritório de Comunicação do CTAO Dra. Alba Fernández-Barral Chefe de Comunicação do CTAO Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (Inglês, espanhol e italiano)
O Prof. Luiz Vitor de Souza Filho é docente e pesquisador do IFSC/USP e membro dos experimentos Pierre Auger e CTA - Cherenkov Telescope Array Observatory. Atualmente é o presidente do Conselho Superior do Consórcio Cherenkov Telescope Array, Assessor da diretoria científica da FAPESP,































