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Radio Sanca Web TV - Segunda, 19 Outubro 2026

Notícia publicada pelo “Jornal da USP”, em edição com data de 14 de outubro, informa que a USP mantém a liderança entre as instituições brasileiras no levantamento da “Universidade de Stanford” (2025), apontando que que 284 pesquisadores da Universidade estão entre os mais citados do mundo.

 

SÃO CARLOS/SP - A USP conta com 284 pesquisadores na 9ª edição da base internacional Updated science-wide author databases of standardized citation indicators, elaborada anualmente pelo pesquisador John P. A. Ioannidis, da Universidade Stanford.

Publicada no dia 7 de outubro, a nova versão avalia o impacto científico a partir das citações recebidas ao longo de 2025. A Universidade permanece à frente das instituições brasileiras incluídas no levantamento, concentrando 18,8% dos cientistas do País na lista de impacto anual.

No conjunto, o Brasil soma 1.510 perfis nessa relação, ante 1.461 na edição anterior, um crescimento de cerca de 3,4%.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece com 105 pesquisadores, seguida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com 87. Juntas, as três universidades estaduais paulistas reúnem 476 nomes, o que representa 31,5% do total nacional.

Na sequência vêm a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com 64 nomes, enquanto a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) têm 63 cada. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) contam com 35 pesquisadores cada.

Na USP, a maior concentração está no campo de Medicina Clínica, que reúne 129 dos 284 pesquisadores identificados na avaliação anual. Em seguida estão Biologia, com 26 nomes; Química, com 25; Agricultura, Pesca e Florestas, com 24; e Pesquisa Biomédica, com 21. Entre as subáreas específicas, Odontologia reúne 19 pesquisadores, seguida por Sistema Cardiovascular e Hematologia, com 13, e Química Analítica, com 11. Psiquiatria, Neurologia e Neurocirurgia, e Agronomia e Agricultura figuram com nove pesquisadores cada, enquanto Imunologia soma oito nomes, seguida por Química Medicinal e Biomolecular, Entomologia e Biotecnologia, com sete cada.

Em uma segunda tabela divulgada pelo estudo, que mede o impacto acumulado pelos cientistas ao longo de toda a carreira até o fim de 2025, a USP também lidera no País, com 267 pesquisadores entre os 1.304 brasileiros selecionados (20,5% do total nacional), sendo que 154 cientistas da Universidade aparecem simultaneamente em ambas as listas. A instituição é seguida por Unicamp (99), UFRJ (74), Unesp (60), UFRGS (56), UFMG (54), Fiocruz (43) e Unifesp (34).  Nesse recorte histórico, a subárea com mais representantes na USP é a de Energia, com 19 nomes, à frente de Odontologia (14), Química Analítica (12) e Biotecnologia (11). Somando os nomes que aparecem na lista anual e na de carreira (154 deles presentes em ambas), a Universidade tem, ao todo, 397 pesquisadores distintos reconhecidos nesta edição.

Do Instituto de Física de São Carlos (IFSC/USP) encontram-se mencionados os seguintes pesquisadores:

Paulo Augusto Raymundo-Pereira;

Valtencir Zucolotto;

Valmor Roberto Mastelaro;

Antonio Ricardo Zanatta;

Osvaldo Novais de Oliveira Junior;

Helmutt Eckert (ex-docente e pesquisador do IFSC/USP);

Luciano da Fontoura Costa;

Adriano Defini Andricopulo;

Cleber Renato Mendonça;

Confira no link, as listagens gerais completas - https://elsevier.digitalcommonsdata.com/datasets/btchxktzyw/9

(Notícia com base em original do “Jornal da USP”)

BRASÍLIA/DF - Depois de dois meses de recuo, a economia brasileira voltou a crescer e apresentou expansão de 0,5% na passagem de julho para agosto. Como resultado, o desempenho chega a 1,8% no acumulado de 12 meses.

A constatação faz parte do Monitor do PIB, estudo mensal elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta segunda-feira (19).

A pesquisa faz estimativas sobre o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador do conjunto de todos os bens e serviços produzidos no país, reunindo dados da indústria, comércio, serviços e agropecuária.

O Monitor do PIB é considerado um “termômetro” da economia e funciona como uma prévia do PIB oficial.

Veja o comportamento da economia na comparação entre meses seguidos, de acordo com o levantamento:

  • Agosto: 0,5%
  • Julho: -0,3%
  • Junho: -0,9%
  • Maio: 0,6%
  • Abril: 0,3%
  • Março: 0,1%
  • Fevereiro: 0,5%
  • Janeiro: 0,6%

O mês retrasado apresentou avanço de 1,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. No trimestre terminado em agosto, a FGV sinaliza alta de 1,7% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

Motores

A FGV destacou que a economia foi impulsionada em agosto pela indústria extrativa e a atividade de serviços.

O economista Claudio Considera, pesquisador associado do Ibre, aponta que, pelo lado da oferta, o resultado refletiu o crescimento da indústria extrativa e a continuidade da expansão da atividade de serviços.

“Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.

Ele assinala ainda que em um contexto de inflação persistente, que obriga uma política monetária contracionista, ou seja, juros elevados, “a economia apresenta capacidade de recuperação”.

No trimestre até agosto, o consumo das famílias cresceu 0,4%, refletindo principalmente a contribuição positiva dos produtos duráveis.

Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado até agosto em R$ 9,020 trilhões.

Projeções 

O Monitor do PIB é um dos estudos que servem como termômetro da economia brasileira. Outro levantamento é o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado na sexta-feira (16), que indicou expansão de 0,3% na passagem de julho para agosto e de 1,6% em 12 meses.

O relatório Focus divulgado também nesta segunda-feira, sondagem do Banco Central com instituições do mercado financeiro, sinaliza que o PIB deve crescer 1,83% este ano.

O Boletim Macrofiscal da Secretária da Política Econômica do Ministério da Fazenda, divulgado em setembro, aponta estimativa de crescimento do PIB de 2% este ano.

Na última semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou que o Brasil deve crescer 2,2% este ano. 

O órgão, instituição multilateral vinculada às Nações Unidas, estima que o país deve voltar ao posto de oitava maior economia do mundo em 2027.

Resultado oficial

O resultado oficial do PIB é apresentado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A próxima divulgação será referente ao terceiro trimestre do ano, em 2 de dezembro.

A última divulgação, no início de setembro, mostrou que a economia cresceu 0,5% no segundo trimestre e 1,9% no acumulado de 12 meses. 

 

 

AGÊNCIA BRASIL

Publicado em Economia

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